Estadão.com.br
Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
Esportes
Seções
Arquivos
Tamanho do Texto

Peixe não se refez da queda na Libertadores

Categoria: Brasileirão

Gonçalo Junior

Nem Neymar conseguiu reerguer o Santos após o nocaute causado pela eliminação da Copa Libertadores. Lento, cabisbaixo e sem criatividade, o time da Vila Belmiro empatou com o Coritiba, por 2 a 2, ontem à noite, na Vila Belmiro.

Apesar de ter feito seu 29º gol em 29 jogos e de ter assumido a função de armador do time com a ausência de Ganso (poupado), Neymar não conseguiu alcançar a primeira vitória no campeonato e livrar o time da zona do rebaixamento – é o 18º colocado, com apenas quatro pontos. Organizado e eficiente, o Coritiba é o 11º colocado com sete pontos e comprovou que vai dar muito trabalho para o Palmeiras na decisão da Copa do Brasil.

Tão preocupante quanto a posição na tabela é a falta de perspectivas a curto prazo. A partir da nona rodada, o time não poderá contar com Ganso, poupado ontem, o goleiro Rafael, e Neymar, o melhor do time no empate na Vila, que vão participar da seleção olímpica. Elano teve atuação apenas mediana e Alan Kardec, que voltará ao Benfica ao final do empréstimo, não deixará saudades. O que será do Santos nesse cenário? Nenhum dos cinco mil torcedores que foram à Vila tem a resposta.

Depois de ter sido poupado nas cinco primeiras partidas do Brasileiro, por causa da Libertadores ou da seleção, Neymar fez sua estreia no torneio nacional. Não foi o driblador imprevisível do Campeonato Paulista, mas sim um armador insinuante, sem posição fixa, responsável pela transição entre o meio e o ataque, herdando as funções de Ganso, poupado para um trabalho de reequilíbrio muscular.

Neymar não consegue, obviamente, cobrar o escanteio e cabecear a bola em seguida. Quando ele lançou para Elano, no começo do jogo, o meia desperdiçou bela chance. Ao longo do primeiro tempo, o time santista ficou preso na defesa paranaense, que tinha praticamente três zagueiros, dois volantes e o goleiro Vanderlei com uma atuação inspiradíssima.

Nesse cenário, os gols só poderia sair em jogadas aéreas. Foi assim com Edu Dracena, aos 31, e o próprio Neymar, na metade do segundo tempo. Entre os dois tentos, o capitão santista entregou a bola nos pés de Everton Ribeiro que armou um contra-ataque para Rafinha empatar.

Quando o torcedor respirava aliviado com a iminente primeira vitória no Campeonato Brasileiro, novamente um defensor santista falhou: Maranhão fez pênalti em Rafinha, convertido por Lincoln: 2 a 2.

O Coritiba poderia ter feito o terceiro gol com o zagueiro Pereira se o árbitro Péricles Bassols não assinalasse um impedimento duvidoso.

578 Comentários Comente também

Deixe um comentário: