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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Palmeiras: sofrido, mas ideal

Categoria: Futebol, Palmeiras

Marcos Assunção é parabenizado pelos colegas após marcar o gol da vitória (AP Photo/Juan Karita)

 

Para quem sabe jogar, não tem altitude, não tem velocidade diferente da bola, não tem problema. Marcos Assunção, nas cobranças de falta, mostrou nesta quinta-feira, 14, que faz parte desse grupo de jogadores. Foi dele o gol da vitória do Palmeiras sobre o Universitario Sucre, na Bolívia.

Como se estivesse no Pacaembu, na Arena Barueri ou em qualquer outro estádio do planeta que não esteja localizado numa grande altitude, o volante do Verdão guardou mais uma bola com a precisão de sempre.

O resultado deixou o Verdão bastante tranquilo para assegurar a classificação para as quartas de final da Copa Sul-Americana, sua competição prioritária.

Na semana que vem, o time receberá o Sucre em Barueri e um empate por qualquer placar o faz avançar à próxima fase do torneio continental, que dá ao campeão vaga na Libertadores de 2011. Na próxima fase, em caso de confirmação da classificação quarta-feira, o Palmeiras deverá enfrentar um brasileiro.

O Atlético-MG venceu seu jogo de ida contra o Independiente de Santa Fé (2 a 0) e decide seu futuro também na semana que vem em Bogotá, na Colômbia.

Mas se a situação para avançar é tranquila para o Palmeiras, o time até que sofreu bastante para conseguir essa folga.
Depois de um primeiro tempo em que chegou a ser pressionado, mas que conseguiu equilibrar a situação com o gol de Marcos Assunção – logo na primeira chance do Verdão no ataque –, o time obrigou Felipão a se esgoelar, reclamar e bufar muito mais do que o técnico gostaria.

O que viria a seguir deixaria o Palmeiras temeroso até que o peruano Victor Hugo Carrillo apitasse o fim do jogo. A temida altitude de 2.800 metros até que não foi exatamente o maior problema. Muito pior que isso foi perder Valdivia quando o jogo parecia controlado.

Ou ver Deola sofrer e precisar contar com a sorte (e com uma boa dose de ruindade dos atacantes do Sucre) na hora em que foi mais ameaçado.

Um rebote resultante de uma bola mal encaixada pelo goleiro palmeirense só não acabou no fundo das redes porque o boliviano Cirillo isolou o chute. Logo depois foi a vez da trave e, em seguida, da falta de técnica de Galindo evitarem que o Verdão sofresse o empate. À medida que o segundo tempo passava e a vitória ficava mais próxima de se concretizar, a dificuldade crescia.

Pierre engrossou o grupo de lesionados. Assim como Valdivia, ele precisou sair de campo. Fabrício, seu substituto, entrou e logo teve de administrar a situação de ter de defender o resultado com um cartão amarelo.

E, quando a situação parecia que se amenizaria, foi a vez do trio de arbitragem atrapalhar a tranquilidade palmeirense.
Lincoln fez o segundo gol do Verdão, mas o juiz marcou impedimento em lance que o meia estava em posição legal.

Depois do apito final, o Palmeira comemorou os 70% de classificação conquistados, segundo a conta de Felipão. Agora só faltam os outros 30% para o sonho da Libertadores continuar.

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