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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Palmeiras minimiza ofensas de Felipão

Categoria: Palmeiras

Bruno Deiro

As ofensas e os palavrões que Luiz Felipe Scolari dirigiu à imprensa após o empate do Palmeiras com o Atlético-MG (1 a 1, em Minas) não foram episódio inédito – nem o mais grave na carreira do técnico. Mas repetiram o destempero já mostrado por Felipão após a derrota no clássico com o Corinthians (1 a 0), que causou desgaste desnecessário no clube. Para evitar bater de frente com o vitorioso técnico, no entanto, a diretoria alviverde optou por minimizar o episódio.

Os dirigentes garantem que foi a arbitragem confusa na Arena do Jacaré o motivo da hostilidade de Felipão às perguntas na coletiva de imprensa após o jogo – o técnico chamou de “palhaços” alguns repórteres presentes e abandonou a entrevista com palavrões. “Foi uma reação natural, depois das coisas que aconteceram. É difícil não ter. Nós (da diretoria) tivemos a mesma reação, mas ele mostra mais”, diz Antônio Carlos Corcione, membro do conselho gestor. “É a somatória de coisas.”

Corcione evitou, porém, comentar se haverá medidas para que o técnico evite expor publicamente seu destempero. “É algo natural, não há problema. Mas é o departamento de futebol que vai dizer.”

O destempero de Felipão em Minas, porém, foi provocado pelas perguntas sobre Valdivia. Mesmo motivo que o havia levado a esbravejar palavrões depois do clássico do último domingo, no Pacaembu,

O técnico não admite que assumiu risco ao colocar em campo o chileno contra Corinthians e Atlético-MG. Nas duas partidas, Valdivia atuou por menos de 30 minutos e teve de ser substituído por causa de insistentes dores na coxa esquerda, causadas por uma fibrose.

Em ambos os casos, Felipão teve apenas a palavra final na decisão de colocar o meia em campo, tomada por comissão médica, departamento médico e jogador. Valdivia pediu para jogar e foi liberado pelo médico Otávio Vilhena. Todos sabiam que havia risco e decidiram arriscar, em jogos importantes da equipe. “Havia necessidade que jogasse, eram partidas importantes”, diz Vilhena. “Depois de tudo o que aconteceu fica fácil falar. É difícil cortar um atleta que pede para jogar e está se sentindo bem.”

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