O São Paulo está proibido de tropeçar
- 9 de outubro de 2012 |
- 22h20 |
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Categoria: Brasileirão, Futebol, São Paulo FC
VASCO X SÃO PAULO
FERNANDO FARO
Chegou a hora da verdade para o São Paulo no Brasileirão. Perseguindo o Vasco há dez rodadas, o Tricolor, quinto colocado, vai a São Januário enfrentar a equipe carioca, uma posição à frente, para grudar definitivamente no G-4. Separados por quatro pontos na tabela, os dois clubes podem decidir o futuro na temporada hoje.
Péssimos visitantes com apenas três vitórias em 14 jogos longe do Morumbi, os são-paulinos precisarão reverter a marca incômoda se quiserem permanecer vivos na competição. Luis Fabiano foi enfático ao dizer que qualquer resultado que não seja a vitória pode sacramentar o fim das esperanças de conquistar uma vaga na Libertadores pelo Nacional. “Jogar fora de casa é sempre mais complicado, o time da casa fica mais aguerrido, conta com o apoio da torcida. Mas precisamos jogar fora de casa da mesma maneira que jogamos no Morumbi, como foi contra o Palmeirasâ€, disse.
Mas a opinião do camisa 9 não é unanimidade entre os companheiros. Isso porque a sequência dos rivais é bastante distinta. Enquanto o São Paulo recebe Atlético-GO e Figueirense, os vascaÃnos encaram o Santos na Vila Belmiro e fazem o clássico contra o Botafogo na rodada seguinte. Portanto, embora vencer possa significar finalmente ultrapassar o rival nas próximas rodadas, existe o consenso de que não perder também mantém a equipe na briga.
Grande vilã dos clubes em 2012, a Seleção Brasileira mais uma vez transforma Lucas em desfalque para um duelo decisivo. O craque está na Suécia para defender o Brasil contra o Iraque e obriga Ney Franco a mexer na equipe.
Sem um atleta com suas caracterÃsticas no elenco, a tendência é que o treinador escale Douglas no setor. Preterido na lateral direita, o jogador se destacou nas atividades em que atuou mais avançado e ganhou a disputa com Ademilson.
Por outro lado, Rhodolfo volta de suspensão e vai formar mais uma vez dupla com Rafael Toloi. “O Vasco também tem um desfalque complicado, eles perdem muito sem o Dedé. Vamos ver se conseguimos suprir a ausência do Lucas e eles não conseguem suprir a do Dedéâ€, completou Luis Fabiano ao falar da ausência do defensor, também com a Seleção.
Satisfeito com o desempenho e a postura da equipe contra o Palmeiras, Ney Franco manterá o esquema e planeja agredir o adversário mesmo fora de casa. Wellington ajudará Denilson na marcação no meio e dará mais liberdade para que Osvaldo, Douglas e Jadson encostem em Luis Fabiano na frente.
A estratégia será pressionar a saÃda da posse de bola desde o inÃcio para pegar os cariocas desprevenidos. “Temos um grupo que nos permite modificar a forma de jogar a todo o momentoâ€, ponderou Wellington.
Palmeiras terá de se virar sem Valdivia
- 7 de outubro de 2012 |
- 22h35 |
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Categoria: Brasileirão, Copa Sul-americana, Palmeiras
PAULO GALDIERI
O Palmeiras ganhou mais um problema e tanto na luta contra o rebaixamento. Valdivia está fora do Campeonato Brasileiro.
A expectativa de que o meia havia sofrido uma lesão no joelho esquerdo foi confirmada pelo departamento médico do Palmeiras.
Segundo o clube, o jogador foi examinado e foi constatada uma lesão no ligamento colateral medial do joelho do Mago. A contusão foi consequência da jogada no clássico de sábado, em que Valdivia entrou numa dividida com Paulo Miranda e acabou sofrendo uma entorse.
A contusão não chega a ser tão grave quanto o rompimento do ligamento cruzado anterior (tipo mais comum de problema em jogadores), mas a estimativas dos médicos palmeirenses é de que o meia fique fora dos gramados por pelo menos dois meses — o tratamento, a princÃpio, deve ser o chamado de conservador, sem cirurgia.

Lesão tira o jogador chileno da luta do Palmeiras contra a queda à Série B (Foto: ALEX SILVA/AE – 6/10/2012)
Com essa contusão, o Palmeiras perde seu principal jogador de meio de campo para o resto do Campeonato Brasileiro e também na Copa Sul-Americana.
Um fator que pode ter colaborado para agravar a lesão é o fato de Valdivia ter permanecido em campo mesmo depois de ter torcido o joelho — como o Palmeiras já havia feito as três substituições, o chileno tentou ficar no jogo, mas depois teve de sair antes do término da partida porque já não conseguia nem mesmo ficar de pé.
O médico do Palmeiras Otávio Vilhena, que estava no clássico com a delegação, afirmou que chegou a pedir para que Valdivia deixasse o campo logo após a dividida e a torção.
As contusões têm sido um problema constante para Valdivia durante toda a temporada. Mas o Mago costuma sofrer com problemas musculares e neste ano ainda não havia se machucado com tanta gravidade.
Sem Valdivia, o técnico Gilson Kleina terá de quebrar a cabeça para achar um substituto.
Daniel Carvalho e Tiago Real são os candidatos para ser titular e principal articulador do time, mas nenhum dos dois tem total confiança do treinador. Daniel, que foi muito mal no clássico, não consegue mostrar regularidade quando ganha chance de ser titular. Já Tiago, que tem entrado nos segundos tempos das partidas, é considerado com pouca experiência para o tamanho da responsabilidade neste momento delicado do time.
Para piorar, Kleina não terá muito tempo para pensar sobre qual é a melhor opção. Na quinta-feira, o Palmeiras já tem um jogo crucial para sua busca pela permanência na Série A. O Verdão vai a Araraquara enfrentar o Coritiba. A equipe paranaense é a primeira fora da zona do rebaixamento e já tem seis pontos a mais que o Palmeiras.
“Não podemos levar o que aconteceu no clássico para a frente. Já temos um jogo muito importante contra o Coritiba e, para nós, é outra final. Temos de trabalhar para recuperar o bom momentoâ€, disse Marcos Assunção. “Perder um clássico é um resultado normal.â€
Além de não ter Valdivia, o Palmeiras não contará com Artur na próxima rodada. O lateral cumpre suspensão pelo cartão vermelho que levou no clássico. Em seu lugar deve jogar o volante Correa, improvisado.
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Santos e Internacional não ‘quiseram’ ganhar
- 6 de outubro de 2012 |
- 22h07 |
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Categoria: Brasileirão, Futebol, Santos FC
SANTOS 1 X 1 INTERNACIONAL
AMANDA ROMANELLI
Um resultado que não foi bom para ninguém na partida em que nenhum dos dois times mereceu vencer. Esse é o resumo do que (não) fizeram Santos e Internacional no empate por 1 a 1, na tarde de ontem, na Vila Belmiro.
Com a igualdade, o time de Muricy Ramalho continua perigosamente próximo da zona do rebaixamento – tem 35 pontos e está apenas três à frente do Coritiba, o primeiro fora da área do descenso. Já os colorados ficaram ainda mais longe da zona de classificação para a Libertadores, pois viram a diferença para o Vasco, quarto colocado, aumentar de seis para oito pontos.
Os gols de Bernardo e Cassiano saÃram muito mais por lances fortuitos do que, propriamente, por uma boa jogada. Os goleiros Rafael e Muriel foram espectadores em boa parte do jogo, pouco acionados porque os times, quando chegavam ao ataque, tinham sérios problemas de finalização.
Bernardo, por exemplo, não deu um chute preciso para marcar o gol do Santos, aos 15 minutos do primeiro tempo. O meia santista contou com a ajuda de Muriel que, ao tentar desviar a bola, colocou-a na rota do gol.
De resto, o Santos sofreu com a pouca criatividade de seu meio de campo – Bernardo ainda está longe de ser considerado um possÃvel substituto para Paulo Henrique Ganso.
No ataque, sem Neymar, suspenso, a situação foi mais complicada. O argentino Miralles cansou de ficar em posição irregular e, quando conseguiu chegar perto de Muriel, abusou das más finalizações quando poderia ampliar o placar. André, isolado, pouco conseguiu fazer. Ambos, inoperantes, acabaram substituÃdos por Muricy na etapa final. Mas a entrada de Bill e Pato RodrÃguez nada resolveu.
O Internacional não foi muito melhor, apesar de um ataque com Forlán e Rafael Moura – Leandro Damião não jogou. Coube a Cassiano, jogador emprestado pelo São José-RS, que entrou no intervalo, marcar o gol que salvou os gaúchos.
O Santos ainda teve uma chance de fazer 2 a 1 com João Pedro, que desperdiçou a última oportunidade do jogo, um bom contra-ataque puxado por Arouca.
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Brasileirão, Futebol, Internacional, Santos FC, Vila Belmiro
Timão foi a vÃtima da vez nos Aflitos
- 6 de outubro de 2012 |
- 22h00 |
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Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol
NÃUTICO 2 X 1 CORINTHIANS 1
DAVID ABRAMVEZT
O Corinthians se preparou durante toda a semana para enfrentar o caldeirão do Náutico, nos Aflitos, e voltar de Recife com os três pontos – o plano era fazer de conta que estava no Pacaembu e pressionar o Timbu em seus domÃnios. Mas, como sempre nessas horas, faltou combinar com o adversário. O time de Tite sentiu ontem a força do Náutico, nem tanto pela qualidade técnica, mas muito mais pela injeção de ânimo que a apaixonada torcida pernambucana lhe dá, e perdeu por 2 a 1 com direito a gol contra do volante Ralf, aos 39 minutos do segundo tempo. Foi a décima vitória do Náutico em casa neste Brasileiro, com dois empates e só duas derrotas.
A nona derrota do Corinthians na competição – a sexta fora de casa – obriga Tite ainda a escalar seus principais jogadores por mais algumas rodadas. O treinador já adiantou que só começará a poupar vários atletas para o Mundial quando o Corinthians chegar aos 45 pontos, marca que afastaria qualquer chance de rebaixamento – por enquanto tem 39, na oitava posição.
Para chegar ao triunfo, o Náutico foi empurrado por uma torcida barulhenta e partiu ao ataque. Apesar de ter encontrado um adversário bem organizado taticamente, os donos da casa martelaram até conseguir abrir o placar aos 30 minutos com Kieza. O atacante recebeu dentro da área, passou com facilidade por Fábio Santos e do bico esquerdo da pequena área chutou rasteiro e forte entre as pernas de Cássio.
Após sofrer o gol o Corinthians, enfim, resolveu atacar. E, após algumas chances desperdiçadas, veio o empate. Aos 44, após boa trama do ataque, a zaga do Náutico se enrolou e a bola sobrou para Guerrero chutar de bico e decretar o 1 a 1.
A segunda etapa começou com o Náutico na frente, sempre com Kieza e Rhayner incomodando a defesa. Aos 9 minutos, o artilheiro da casa marcou em impedimento. O árbitro paranaense Héber Roberto Lopes anulou corretamente.
A partir dos 15 minutos o Corinthians conseguiu equilibrar o jogo, indo mais à frente. E teve chance de virar, mas pecou nas finalizações. Assustado, o Náutico jogou alguns minutos na base dos contra-ataques. Aos 26, Kieza entrou livre pela esquerda, a bola estourou na dividida com Cássio, tomou a direção do gol e só não entrou porque Ralf tirou em cima da linha.
Mas o Náutico pressionava e o gol amadurecia. E isso aconteceu aos 39. Rogerinho caiu bem pela direita e chutou sem ângulo. Ralf, que não costuma errar, desviou de cabeça e enganou Cássio: 2 a 1.
Tite mexeu na equipe e tentou mandar o Corinthians para cima. Foi em vão. Ainda restam seis pontos para o time deixar o Brasileirão para lá.
O São Paulo não teve dó do Palmeiras
- 6 de outubro de 2012 |
- 21h53 |
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Categoria: Brasileirão, Futebol, Palmeiras, São Paulo FC
SÃO PAULO 3 X 0 PALMEIRAS
PAULO GALDIERI
Os 3 a 0 que ainda piscavam no placar do Morumbi ao final do clássico não são capazes de transmitir com exatidão o que foi o confronto entre São Paulo e Palmeiras. As expressões “massacre†ou “domÃnio total†talvez traduzam melhor o jogo. O Tricolor venceu sem sustos. O Palmeiras, escalado para não perder, aceitou a derrota sem muito resistir. Um placar desses em um clássico é daqueles resultados capazes de mudar os rumos no Brasileiro. Para quem ganha e para quem perde.
Ontem os são-paulinos saÃram empolgados e confiantes. A volta à Libertadores continua a ser um sonho possÃvel. O Vasco, próximo adversário e rival direto na busca pela vaga no torneio continental em 2013, já era assunto na boca dos jogadores ainda em campo após a vitória.
Os palmeirenses deixaram o gramado cabisbaixos e com o ânimo abalado. Para um time que vinha de três vitórias seguidas e havia recuperado a confiança na luta para escapar do rebaixamento, a surra foi um golpe e tanto.
Se Gilson Kleina havia sido o artÃfice das vitórias contra Figueirense e Ponte Preta, a derrota de ontem também pode ser creditada a ele.
Kleina apostou que poderia segurar o rápido ataque são-paulino com marcações individuais sobre Luis Fabiano, Lucas, Osvaldo e Jadson. Cada um deles tinha um carrapato sobre si, e cada um deles deitou e rolou sobre seu perseguidor pessoal.
Henrique, Juninho, Márcio Araújo e Marcos Assunção não acharam os são-paulinos. A cada drible, a cada tabela, a defesa palmeirense se mostrava frágil.
No ataque, os palmeirenses sofriam com a ineficiência de Daniel Carvalho e Valdivia. Barcos estava isolado dentro da área.
Nesse cenário, gols pareciam uma questão de tempo. E foram mesmo. Luis Fabiano, sempre ele, não desperdiçou. Abriu e fechou o placar –com direito a um golaço, de voleio, aproveitando passe preciso de Paulo Miranda.
O volante Denilson, carregador de piano de carteirinha, resolveu entrar na dança. Largou por alguns instantes a vocação para “brucutu†e também marcou um golaço, o segundo da tarde, em chute da intermediária. Foi o seu primeiro em 89 partidas pelo Tricolor.
Kleina tentou arrumar o time no vestiário colocando Tiago Real na armação e Luan na frente e sacando o perdido volante Márcio Araújo e o inoperante Daniel Carvalho. Queria dar mais força ofensivo para o Palmeiras, incomodar um pouco o São Paulo, senhor do jogo nos primeiros 45 minutos.
A torcida palmeirense, contudo, nem teve tempo de sonhar com reação. A expulsão boba do lateral Artur no inÃcio do segundo tempo acabou com qualquer esperança.
A facilidade para o São Paulo foi tamanha que Ney Franco se deu ao luxo de mexer na equipe para evitar desgastes. Tirou Luis Fabiano, com câimbras, logo depois do terceiro gol. E sacou Wellington para evitar que ele fosse expulso – já tinha amarelo.
Nos últimos 20 minutos o São Paulo tocou a bola e o Palmeiras tentou amenizar o estrago. Lutou em busca do gol, mas sempre esbarrou nas suas próprias deficiências e limitações. E ainda terminou o clássico com apenas nove em campo, porque Valdivia se machucou e teve de sair quando Kleina não podia mais fazer nenhuma substituição.
No apito final, são-paulinos saÃram certos de que um clássico pode mudar os rumos do time. E os palmeirenses, na torcida de que nem tudo esteja perdido na luta contra a queda.

