O Santos faz bem ao futebol
- 13 de maio de 2012 |
- 22h24 |
- Tweet este Post
Categoria: Campeonato Paulista
Ver o time de Neymar e Ganso em ação é um privilégio
A geração de Neymar e Ganso uniu duas pontas da história do Santos com o tricampeonato paulista conquistado ontem na vitória por 4 a 2 sobre o Guarani no Morumbi. A equipe repetiu o feito de Pelé, que foi tri em 60, 61 e 62 e depois em 67, 68 e 69. Com os dois gols marcados ontem, Neymar chegou aos 108 com a camisa santista – foram 20 no Paulista, do qual foi artilheiro – e consolida sua posição como o maior goleador depois da era do Rei. Foi a primeira taça do ano do centenário.
O fio da história foi retomado também em termos subjetivos, longe da frieza dos números e das datas. O Santos de Neymar joga bonito, para a frente e limpa o pó de um conceito que estava esquecido na estante do futebol brasileiro: futebol-arte. Essa história de hoje vem sendo escrita com letra de mão caprichada e cheias de serifas.
“Na década de 60, as pessoas iam ao estádio para ver o Santos jogar. Eu fiz isso. Acho que esse time está resgatando tudo issoâ€, disse o técnico Muricy Ramalho.
Como havia sido morto na véspera – ou na semana passada, quando perdera o primeiro jogo por 3 a 0 –, o Guarani jogou para a frente, tentando ganhar a partida. Mas trocar golpes com o Santos é suicÃdio. Aos 16 minutos, o placar já mostrava 2 a 2. Alan Kardec e Neymar, de pênalti, marcaram para o campeão. Intercalados entre os gols santistas, duas falhas medonhas da defesa, uma de Rafael e outra de Durval, resultaram nos gols de Fabinho e Bruno Mendes e mostraram como o virtual campeão estava com a cabeça no mundo da lua.
Com o equilÃbrio no placar, a partida foi uma lenta contagem regressiva até o apito final que autenticaria o tÃtulo santista. Foi uma doce agonia para os torcedores: esperar os últimos 90 minutos até o grito de tricampeão. A ampulheta só parava para ver o que Neymar ia aprontar.
O Guarani cumpriu bem o papel de coadjuvante. Mais ofensivo e insinuante do que na primeira partida, o time apresentou bons jogadores, como Bruno Mendes e Fabinho, o melhor de ontem, e resgatou a competência de Vadão.
Neymar pegou na bola e é momento de deixar o coadjuvante de lado. Aos 26, ele decidiu sacramentar o tÃtulo. Driblou dois e tocou para Juan. Inspirado pelo craque, o lateral deu uma meia-lua em Max e devolveu.
A bola dormiu na rede matando de inveja milhões de bolas no mundo que não são tocadas por Neymar.
Alan Kardec fez um gol de Neymar, driblando o goleiro, e colocou ponto final no tri.
Depois deste Paulista, todos nós – santistas, são-paulinos, palmeirenses e corintianos – já temos o que contar para os netos e podemos trocar figurinhas com quem viu Pelé e companhia em ação.
Uma taça especial
- 13 de maio de 2012 |
- 0h11 |
- Tweet este Post
Categoria: Futebol
SANCHES FILHO
A segunda geração mais vitoriosa do Santos vai repetir hoje às 16h, no Morumbi, o último grande feito do esquadrão de Pelé: conquistar o tricampeonato paulista – o terceiro da história do clube –, o que não acontecia há 43 anos. Como venceu o primeiro jogo das finais contra o Guarani por 3 a 0, domingo passado, também no Morumbi, o time entra em campo com as duas mãos na taça e só deixará de fazer a festa se perder por 4 a 0.
Depois de massacrar o BolÃvar por 8 a 0 três dias atrás na Vila Belmiro, pelas oitavas de final da Libertadores, a nova máquina de fazer gols, comandada por Neymar, Ganso e Arouca, quer fechar o Paulistão de 2012 com uma vitória marcante. Resta saber de quanto será.
Como Guarani e Ponte Preta passaram à s semifinais do Estadual por descuido de Palmeiras e Corinthians, o caminho, que já era fácil, ficou totalmente livre para o Santos. Mas a taça fica, com justiça, para o time que vai se tornando imbatÃvel, candidato aos tÃtulos de todas as competições que disputar e em atração por onde passa, em razão da força de seu conjunto e, principalmente, da arte de Neymar.
Embora tenha usado um time alternativo, formado por reservas e jovens promessas da base, em cinco rodadas, o Santos sobrou na fase de classificação, somando 39 pontos dos 57 pontos disputados. Teve o melhor ataque, com 46 gols, quatro à frente do vice-lÃder, o São Paulo, que despachou nas semifinais, e 18 a mais que o lÃder Corinthians.
Dos 22 jogos disputados neste Paulistão, o Santos ganhou 15, empatou três e perdeu quatro, somando 48 dos 66 pontos, com aproveitamento de 72,73%. O time marcou 54 gols – média de 2,45 por jogo–, 18 dos quais de autoria de Neymar, o artilheiro do campeonato, e sofreu 18.
Com razão, o técnico do Guarani, Oswaldo Alvarez, rendeu-se à superioridade santista logo que o juiz apitou o fim dos primeiros 90 minutos da decisão, ao admitir que o tÃtulo já estava 99% ganho pela equipe da Vila.
A maior dificuldade que Muricy Ramalho e os jogadores enfrentam desde domingo é tentar, nas entrevistas, convencer que o tÃtulo ainda não é do Santos e que há o risco de a taça ir para Campinas.
Respeito forçado
Alan Kardec, o escalado para dar entrevista na sexta-feira, falou sobre um Guarani muito forte na marcação e com atacantes velozes e habilidosos. Por isso, era cedo para fazer a festa.
O atacante até lembrou a decisão do tÃtulo da Mercosul de 2000, quando o Palmeiras ganhava por 3 a 0 e o Vasco virou o jogo para 4 a 3. “Aquele jogo é um exemplo. O sonho de ser campeão está próximo, mas ainda não se concretizou. Vamos ter que esperar até mais ou menos as 18h de domingo. Se Deus nos abençoar e fizermos uma boa partida seremos campeões.â€
Para o atacante, cujos direitos econômicos pertencem ao Benfica, de Portugal, o tÃtulo será importante para aumentar as suas chances de continuar no Santos. O seu contrato de empréstimo termina em 30 de junho e o clube tenta prorrogá-lo por pelo menos quatro dias para tê-lo na provável final da Libertadores. “Independente de qualquer outra coisa, quero ser campeão, porque com conquista de tÃtulo o jogador ganha carinho da torcida e sua geração fica marcada na história do clube.â€
Kardec sabe que se ficar no Santos tem chance de conquistar pelo menos mais três campeonatos (Libertadores, Brasileiro e Mundial) na temporada.
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
bola, Campeonato, Edson, edson arantes do nascimento, Futebol, Morumbi, Neymar, Pelé, Santos
Brasil tem tudo para vencer Peru no vôlei
- 12 de maio de 2012 |
- 19h26 |
- Tweet este Post
Categoria: Vôlei
Paulo Favero
O Brasil tem tudo para carimbar neste domingo, dia 13, o passaporte para os Jogos de Londres. Às 18h30 (com SporTV), a seleção feminina de vôlei enfrenta o Peru na final do Pré-OlÃmpico Sul-Americano e em caso de vitória garantirá sua classificação. Ao derrotado, restará uma última chance no Pré-OlÃmpico Mundial no Japão. “O Peru excursionou pela Itália, enfrentou a Grã Bretanha e é um adversário tradicional. Vai ser um dérbi da América do Sulâ€, explica o técnico José Roberto Guimarães.
Neste sábado sua equipe passou pela Venezuela por 3 a 0, parciais de 25/14, 25/15 e 25/23. Já o Peru virou uma partida emocionante diante da surpreendente Colômbia: fez 3 a 2 (25/19, 15/25, 22/25, 25/11 e 17/15) e conseguiu uma recuperação no quinto set após estar perdendo por 14 a 11. Mas ao contrário das outras seleções que enfrentaram o Brasil até agora, o Peru evita dizer que o adversário já ganhou. “Vamos enfrentar provavelmente a melhor equipe do mundo, que não tem ponto fraco, mas tudo na vida é possÃvelâ€, avisa o técnico italiano Luca Cristofani.
Ele aposta na experiência da levantadora Elena Keldibekova, de 37 anos. Nascida no Cazaquistão, ela está na seleção peruana desde 2000 e também garante não tremer do outro lado da quadra, apesar de afirmar que o Brasil é favorito. “Não temos medo e vamos tentar jogar de igual para igual. Para perseguir o sonho olÃmpico, temos de ser atrevidas.†Outra ótima jogadora é a atacante Carla Rueda, destaque da equipe na competição até agora. “Temos de entrar e jogar o que sabemos”, diz a menina de 22 anos, que chorou de emoção após a vitória sobre a Colômbia.
Apesar da superioridade técnica, Zé Roberto quer suas atletas bem concentradas para não serem surpreendidas pelas peruanas. “Elas vão tentar forçar o saque, arriscar no ataque, pois não têm nada a perder. Sabemos que a responsabilidade é nossa, pois o Brasil é o time a ser batido.â€
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
Brasil, classificação, Japão, Peru, Pré-OlÃmpico Sul-Americano, seleção feminina, Vôlei
O craque deu o tom da festa
- 6 de maio de 2012 |
- 23h30 |
- Tweet este Post
Categoria: Campeonato Paulista, Santos FC
GONÇALO JUNIOR
Todo santista deve colocar em seu currÃculo, com orgulho e peito estufado: “eu vi o Neymar jogarâ€. Com os dois gols que marcou ontem na vitória por 3 a 0 sobre o Guarani, na primeira partida da decisão do Campeonato Paulista, o craque igualou os 104 tentos de Serginho Chulapa e João Paulo, tornando-se um dos maiores artilheiros do Santos depois da “era Peléâ€.
No próximo domingo, quando o Santos poderá perder por até dois gols para se sagrar tricampeão estadual, Neymar poderá ser o maior depois da época do Rei (isso se não marcar contra o BolÃvar, na quinta-feira, pela Libertadores). O que ele faz em campo já está na história. “Eu não tenho sabedoria para falar sobre o Neymarâ€, comentou um admirado Muricy Ramalho ao final da partida.
A coroa de Neymar não brilhou sozinha. O azul que estampou o uniforme do Santos no jogo estava também no sangue dos jogadores. O campeão da América jogou como nobre, um time da realeza. Administrou e cadenciou o jogo, respeitou a força do rival improvável – foi pressionado no primeiro tempo – e matou o jogo com elegância, categoria e majestade.
A diferença de classe social entre as duas equipes ficou clara no primeiro lance do jogo. Do mesmo modo que Neymar colocara no chão todos os pinos da defesa são-paulina na semana passada, ele fez um strike com menos de um minuto. O craque pegou a bola no meio do campo e foi parar na entrada da área, atropelado por Éverton Páscoa. Elano chutou no travessão e deixou claro o papel de cada clube.
O Guarani sabia que tinha chegado longe demais depois de ter eliminado Palmeiras e Ponte Preta. Sentindo os desfalques do lateral Oziel e do meia Fumagalli, o time do Interior se defendeu com inteligência, marcando a saÃda de bola do Santos e explorando os contra-ataques. Para fustigar o gigante, Vadão bebeu no cálice de José Mourinho, do Real Madrid, e de Roberto di Mateo, do Chelsea. Forçou as jogadas pelo lado direito, com Medina e Bruno Peres, e percebeu que não estava diante de nenhum bicho de sete cabeças. Conseguiu um equilÃbrio improvável no primeiro tempo, braço de ferro que não pendia para lado nenhum. Medina teve uma chance, dentro da área, mas desperdiçou-a aos 16.
Apagado desde aquela arrancada espetacular, Neymar bateu no peito e disse: “Joga a bola pra mimâ€. E ela veio. Deixou Bruno Peres para trás e a bola chegou para Ganso. Discreto, cerebral, eficiente, o meia chutou de olhos abertos, tirando de Emerson: 1 a 0. Na comemoração, Ganso imitou apropriadamente o regente de uma orquestra.
Sem piscar – A lonjura entre reis e plebeus se acentuou no segundo tempo. Com simplicidade, o Santos foi espremendo o rival contra a parede. Aos 20, Juan lançou Ganso, que tentou driblar o goleiro. No rebote, Neymar, bem colocado, jogou a pá de cal.
Aquilo que Neymar faz com os zagueiros faz também com os torcedores: hipnose. É uma serpente que dribla, difÃcil acreditar que seja de carne e osso. Piscou? Perdeu. Como a lambreta que ele deu em Bruno Peres, aos 32. Era uma jogada morta na lateral que com um pó de pirlimpimpim ganhou um “oh!â€
Desesperado e desnorteado, o Guarani partiu para tentar um gol, um alento para evitar que a partida do próximo domingo fosse apenas a da entrega das faixas. Vadão pediu cruzamentos, e o Guarani deu espaços.
Aos 46, Neymar dominou na área, superou Medina, deixou Domingos no chão e fez o terceiro. Era o seu 104º gol. A história escrita com os pés.
Nos próximos dias, ele deverá se tornar o maior depois da época do Rei. No segundo jogo, o Santos voltará a usar o manto sagrado, branco, mas o azul já está marcado pelo sucesso comercial, o sÃmbolo da nobreza do time e a lembrança do único limite que Neymar tem hoje: o céu.
No caminho do tri
- 5 de maio de 2012 |
- 23h57 |
- Tweet este Post
Categoria: Campeonato Paulista, Santos FC
SANCHES FILHO
O Santos dará hoje, às 16h, no Morumbi, contra o Guarani, o penúltimo passo rumo à conquista do terceiro tricampeonato paulista de sua história – o primeiro sem a presença de Pelé. Com Neymar em campo, o Peixe é favorito absoluto e não é exagero dizer que o atual bicampeão só não conquistará a taça mais uma vez em caso de zebra.
Grande surpresa do Paulistão, o Guarani garante que não será apenas coadjuvante. Depois de empatar com o Corinthians e o São Paulo fora de casa, vencer dois duelos contra o Palmeiras em Campinas e ainda passar com sobras pela Ponte Preta na semifinal, o time acredita que pode devolver a única derrota para um grande neste Estadual.
O maior problema do técnico Muricy Ramalho para escalar sua equipe é a lateral direita. Fucile, o titular, está machucado, e Maranhão, o reserva, está suspenso. Para alÃvio do técnico, o volante Henrique se recuperou de uma lesão no joelho direito e será escalado na lateral. Rafael, no entanto, não tem condições de jogo e Aranha vai defender o gol santista hoje à tarde. No ataque, Alan Kardec deverá ser mantido ao lado de Neymar, já que ele está melhor do que Borges.
Para os torcedores do Santos (e para os amantes do futebol em geral), entretanto, o que importa é que Neymar vai jogar. Durante a semana livre, com folga na segunda-feira e na terça-feira, o craque pôde descansar e teve tempo também para planejar alguma comemoração especial para o caso de marcar dois gols hoje. Se isso acontecer, ele chegará a 104 gols pelo Santos e vai se igualar a Serginho Chulapa e João Paulo como os maiores artilheiros do Santos desde 1974, ano em que Pelé deixou de jogar pelo clube alvinegro. No domingo passado, quando fez seu 101º gol, empatando com Juary, ele festejou dando voltas em uma das bandeirinhas de escanteio, como fazia o ex-atacante.
Candidato a zebra – No lado menos badalado da decisão, o desejo é mostrar que não foi por acaso que o Guarani chegou à final. O técnico Vadão deixou isso bem claro. “O Guarani chegou jogando bola, não foi na base da sorte. Nosso time tem o seu brilho e vamos manter nosso esquema de jogo. Vamos jogar do nosso jeito, ofensivamente. O desafio é fazer mais gols do que eles. Não vamos jogar como vices. Vices nós já somos. Agora queremos ser campeões.â€
Para que essa ambição não fique só no discurso, Vadão continuará escalando Fabinho aberto pela esquerda e vai apostar na velocidade de Medina, substituto do experiente Fumagalli, que está machucado e não deverá jogar nem no domingo que vem. Outra baixa muito sentida será a do lateral-direito Oziel, um dos destaques da equipe na vitória sobre a Ponte.
Como a procura por ingressos para a final não foi das maiores, especialmente em Campinas, é muito pouco provável que o Morumbi fique cheio hoje. (colaborou Anelso Paixão)
- : Douglas desfalca o Tricolor contra o Bahia http://t.co/JOxA768b 11 hrs ago
- : Série A: Macaca arranca empate http://t.co/YwcfHb43 11 hrs ago
- : Série A: Vasco vence a Portuguesa e lidera http://t.co/IEU92ryv 11 hrs ago
- : Schumacher lidera treino, mas punição dá pole a Webber http://t.co/ZONNE9GE 15 hrs ago
- : Brasil vence Dinamarca por 3 a 1 http://t.co/SZYQSZaY 15 hrs ago
- More updates...
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools


RSS