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Domingo, 27 de Maio de 2012
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O Verdão riu por último

Categoria: Palmeiras, Santos FC

Daniel Batista

A festa estava toda preparada para Neymar, que ontem completou 20 anos e alcançou 100 gols como profissional. Mas o Verdão virou o clássico no final com um gol depois de escanteio cobrado por Marcos Assunção e outro com a desastrada participação de Maranhão depois de cruzamento de Juninho que não daria em nada.

Desde que as duas delegações chegaram a Presidente Prudente, na véspera do jogo, o Palmeiras parecia ser um mero coadjuvante na festa preparada para Neymar. No desembarque, a torcida santista foi maioria, assim como no estádio. E na cidade, só se falava de craque.

O primeiro tempo foi muito ruim. O sol forte castigou os dois times – principalmente o Santos, que voltou a treinar mais tarde –, mas não foi o único motivo para a falta de qualidade da partida. O time de Muricy não tinha jogo pelas laterais porque Maranhão e Pará não se entendiam com a bola, e mostrava pouca objetividade (o técnico se esgoelava pedindo para seus jogadores chutarem a gol). No Verdão, com três volantes, Valdivia tinha de se virar sozinho para tentar criar. E para complicar ainda mais a vida do chileno, Luan e Fernandão não são os parceiros ideais para uma tabela.

No primeiro lance armado pelo Mago, os dois atacantes tiveram chance para marcar. E ambos erraram feio. O Santos respondeu com um tiro cruzado de Elano que Deola espalmou.

Luan errou duas vezes
Pouco depois Valdivia saiu machucado, e aí Daniel Carvalho entrou para tentar tirar leite de pedra. Ele quase conseguiu no fim do primeiro tempo, quando entrou driblando e parou numa grande defesa de Rafael.

No segundo tempo o Santos voltou com Alan Kardec em lugar de Borges. Ganso e Neymar começaram a aparecer mais e o time melhorou.

No Palmeiras, a esperança era Marcos Assunção marcar ou colocar alguém na cara do gol. Ele fez isso com Luan, mas o atacante chutou em cima do goleiro santista.

Pouco depois, em seu último lance antes de ser substituído por Maikon Leite, Luan não alcançou a bola num cruzamento de Ganso e deixou Neymar à vontade para marcar de cabeça.

Faltou perna
A festa parecia que estava garantida para o aniversariante, mas a velocidade de Maikon Leite começou a criar problemas para os cansados santistas – que não conseguiam segurar a bola para baixar o ritmo do jogo.

Aos 43 minutos, pouco depois de Ibson ter sido expulso, veio o empate. Marcos Assunção cobrou escanteio no primeiro pau e Fernandão desviou de cabeça para fazer o gol que salvou uma atuação que até ali era muito ruim. Parece que Presidente Prudente lhe dá sorte, porque ano passado ele estreou fazendo o gol da vitória de virada sobre o Corinthians por 2 a 1 pelo primeiro turno do Brasileirão.

Mais inteiro e acreditando que seria possível fazer o segundo gol, o Palmeiras foi para cima. Num contra-ataque, Maikon Leite fez grande jogada e quase marcou. Seu chute de pé esquerdo passou muito perto da trave direita.
Mas no ataque seguinte o Santos não escapou. Daniel Carvalho abriu na esquerda para Juninho e o lateral, com muito espaço, cruzou forte e rasteiro.

Na falta de um centroavante oportunista no ataque palmeirense, coube ao péssimo Maranhão fazer o serviço. Ele desviou de pé direito e matou o goleiro Rafael, que já saía para fazer a defesa.

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