Estado.com.br
Sábado, 18 de Maio de 2013
Esportes
Seções
Arquivos
Tamanho do Texto

O Santos faz bem ao futebol

Categoria: Campeonato Paulista

Ver o time de Neymar e Ganso em ação é um privilégio

A geração de Neymar e Ganso uniu duas pontas da história do Santos com o tricampeonato paulista conquistado ontem na vitória por 4 a 2 sobre o Guarani no Morumbi. A equipe repetiu o feito de Pelé, que foi tri em 60, 61 e 62 e depois em 67, 68 e 69. Com os dois gols marcados ontem, Neymar chegou aos 108 com a camisa santista – foram 20 no Paulista, do qual foi artilheiro – e consolida sua posição como o maior goleador depois da era do Rei. Foi a primeira taça do ano do centenário.

O fio da história foi retomado também em termos subjetivos, longe da frieza dos números e das datas. O Santos de Neymar joga bonito, para a frente e limpa o pó de um conceito que estava esquecido na estante do futebol brasileiro: futebol-arte. Essa história de hoje vem sendo escrita com letra de mão caprichada e cheias de serifas.

“Na década de 60, as pessoas iam ao estádio para ver o Santos jogar. Eu fiz isso. Acho que esse time está resgatando tudo isso”, disse o técnico Muricy Ramalho.

Como havia sido morto na véspera – ou na semana passada, quando perdera o primeiro jogo por 3 a 0 –, o Guarani jogou para a frente, tentando ganhar a partida. Mas trocar golpes com o Santos é suicídio. Aos 16 minutos, o placar já mostrava 2 a 2. Alan Kardec e Neymar, de pênalti, marcaram para o campeão. Intercalados entre os gols santistas, duas falhas medonhas da defesa, uma de Rafael e outra de Durval, resultaram nos gols de Fabinho e Bruno Mendes e mostraram como o virtual campeão estava com a cabeça no mundo da lua.

Com o equilíbrio no placar, a partida foi uma lenta contagem regressiva até o apito final que autenticaria o título santista. Foi uma doce agonia para os torcedores: esperar os últimos 90 minutos até o grito de tricampeão. A ampulheta só parava para ver o que Neymar ia aprontar.

O Guarani cumpriu bem o papel de coadjuvante. Mais ofensivo e insinuante do que na primeira partida, o time apresentou bons jogadores, como Bruno Mendes e Fabinho, o melhor de ontem, e resgatou a competência de Vadão.

Neymar pegou na bola e é momento de deixar o coadjuvante de lado. Aos 26, ele decidiu sacramentar o título. Driblou dois e tocou para Juan. Inspirado pelo craque, o lateral deu uma meia-lua em Max e devolveu.

A bola dormiu na rede matando de inveja milhões de bolas no mundo que não são tocadas por Neymar.

Alan Kardec fez um gol de Neymar, driblando o goleiro, e colocou ponto final no tri.

Depois deste Paulista, todos nós – santistas, são-paulinos, palmeirenses e corintianos – já temos o que contar para os netos e podemos trocar figurinhas com quem viu Pelé e companhia em ação.

413 Comentários Comente também

Deixe um comentário:

Fechar

Para continuar lendo o Estadão, faça já o seu cadastro. É rápido e fácil.

Seus dados serão guardados de forma segura e não serão compartilhados.

Quero me cadastrar Sou assinante Já sou cadastrado
SOU ASSINANTE - ACESSO
Esqueci minha senha
JÁ SOU CADASTRADO

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão.

Esqueci minha senha
QUERO CRIAR MEU LOGIN

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha.

ESQUECI MINHA SENHA

QUERO ME CADASTRAR

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo.

CADASTRO REALIZADO

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail .
Clique no link fornecido e crie sua senha.


Importante!
Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail está ativado.

QUERO ME CADASTRAR

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo.