Estadão.com.br
Domingo, 27 de Maio de 2012
Esportes
Seções
Arquivos
Tamanho do Texto

Marcão vai “cornetar” o Palmeiras das arquibancadas

Categoria: Sem categoria

Os jogadores do Palmeiras que se preparem. Nesta quarta-feira, eles ganharam mais um crítico ferrenho: Marcos. O ex-goleiro, que anunciou sua aposentadoria há uma semana e, nesta manhã, concedeu a sua primeira entrevista coletiva desde então, disse que agora vai poder desempenhar um novo papel. “Estou sem contrato e vou na arquibancada cornetar”, disse, em tom de brincadeira, mas que também não deixou de ser sincera.

Ser torcedor, porém, não será uma novidade para Marcos. Quando perguntado qual a principal marca de sua carreira, ele apontou o seu lado palmeirense. “O torcedor me reconhecia como torcedor dentro de campo. Muitas vezes falei muita besteira dentro do campo, muitas vezes deveria ter ficado quieto. Mas nunca vim com discurso pronto, sempre falei o que o coração mandava”, disse o ex-goleiro, que exaltou sempre ter dormido tranquilo.

As diversas vezes em que criticou seus companheiros em entrevistas à saída do gramado renderam também diversos pedidos de desculpas feitos por Marcos. “É difícil viver muito tempo no clube e ser simplesmente profissional”, justificou. “Eu queria que os outros jogadores fossem igual eu, mas todo mundo tem o direito de ser diferente. Eu sempre tive autocrítica muito forte. Mas toda vez que a gente erra tem que pedir perdão”, lembrou.

Com a autocrítica apurada, Marcos relembrou erros ao mesmo tempo em que sua carreira era passada a limpo na última entrevista coletiva. Lembrou das vexaminosas goleadas aplicadas por Coritiba e Vitória, disse que “caçou borboletas” na final do Mundial de Clubes de 1999, na derrota para o Manchester United, que tomou “um monte de frangos” e riu do jogo contra o Grêmio, em 2008, em que foi para o ataque tentar um cabeceio aos 30 minutos do segundo tempo. “Coisa absurda, que até hoje eu não me conformo.”

Tudo isso agora faz parte da carreira de um ex-jogador. Marcos justificou a aposentadoria pela sua dificuldade de entrar em forma. “Fiz umas partidas acima do peso”, lembrou. “Sempre briguei muito com a balança, tinha que pedalar uma bicicleta, fazer esteira para entrar no peso. Só que o joelho não aguentava mais a esteira. Então fiquei nessa sinuca.”

Se corria, o joelho pegava. Se não corria, o peso atrapalhava. Aí não deu mais. “O corpo está pedindo arrego”, revelou. “Iria ficar me arrastando pelo campo e sempre prometi que quando não conseguisse mais entrar em campo iria parar.”

Ele discordou do que disse Ronaldo ao se aposentar, que havia perdido para o próprio corpo. “A gente não perde o corpo. A gente usa muito o corpo e uma hora ele vai cobrar. Eu usei muito meu corpo”, lembrou o maior ídolo recente do Palmeiras.

Deixe um comentário: