Handebol: Brasil tenta dar o grande salto
- 13 de dezembro de 2011 |
- 22h06 |
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Categoria: Outros esportes, Seleção Brasileira
ALESSANDRO LUCCHETTI
O handebol do Brasil pode dar um grande salto hoje (14). Se derrotar a Espanha, pelas quartas de final do Mundial feminino, alcançará a melhor posição da história da modalidade no País. Até hoje, o melhor resultado foi a sétima colocação no Mundial de 2005, na Rússia.
A partida começará às 20h, no Ginásio do Ibirapuera, e terá transmissão ao vivo pelo canal Esporte Interativo.
Ontem, nas entrevistas coletivas que reuniram os treinadores das oito equipes que restaram, o técnico da Espanha e o do Brasil se esforçaram para jogar o favoritismo para o outro lado. “O favorito é o Brasil. Joga em sua casa e não perdeu nenhuma partida ainda”, disse o espanhol Jorge Dueñas de Galarza, cuja equipe sofreu uma derrota na fase inicial, para a Rússia, nada menos que a atual tricampeã mundial.
O dinamarquês Morten Soubak, que treina o Brasil, tratou logo de rebater. “É muito fácil falar de favoritismo. Adorava abordar esse assunto quando era comentarista de TV na Dinamarca. Mas eu não sabia que o simples fato de pisar em sua terra torna uma jogadora favorita.”
De fato, como o Ibirapuera ainda não lotou durante um jogo do Brasil na competição, é questionável falar em favoritismo para o time da casa. “Quem veio ao ginásio já nos ajudou pra caramba, mas precisamos de mais gente”, salienta Soubak.
Apesar desse discurso, há motivos para se acreditar que o Brasil já chegou ao nível em que se encontra a Espanha, quarta colocada no Mundial de 2009. Além de ter batido o adversário de hoje num amistoso em São Bernardo do Campo, antes do Mundial, por 28 a 24, o Brasil perdeu outra partida preparatória, no ano passado, na Espanha, apenas nas penalidades – os tiros de sete metros –, depois de duas prorrogações. Além disso, a vitória na primeira fase sobre a França, atual vice-campeã mundial, encheu as brasileiras de confiança.
A Espanha joga de uma forma diferente da maior parte das potências europeias, em parte por não ter o biotipo de escandinavas, russas ou alemãs. Soubak acha que já há um jeito espanhol de jogar handebol, mas ainda não existe um estilo brasileiro. “Estamos tentando criar uma marca. No jogo contra a França foi que ela mais apareceu. Uma defesa muito agressiva, aliada a muita ofensividade”, entusiasma-se o nórdico, para depois lamentar os obstáculos que encontra. “Não temos a canhota de que eu preciso. A Dinamarca tem cinco milhões de habitantes e lá sobram canhotas. Como não encontro uma aqui?”


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