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Quarta-feira, 19 de Junho de 2013
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Há um ano, Mano assumia a Seleção

Categoria: Seleção Brasileira

ALMIR LEITE
ENVIADO ESPECIAL A STUTTGART

Hoje faz exatamente um ano que Mano Menezes dirigiu a Seleção pela primeira vez. A promissora atuação do time na vitória por 2 a 0 sobre os Estados Unidos parecia o início de um ciclo de bom futebol e de recuperação do estilo brasileiro, mas nunca mais se repetiu.

E no amistoso de hoje contra a Alemanha, mais uma vez o técnico tentará fazer a equipe recuperar o nível mostrado naquela partida.

A aposta hoje será no quarteto formado por Ganso, Robinho, Pato e Neymar, como foi há um ano em Nova Jérsei contra os norte-americanos. Na Copa América disputada em julho na Argentina essa formação fracassou de maneira retumbante.

Além de não ter conseguido repetir o bom futebol da estreia, a Seleção de Mano Menezes ainda não sabe o que é ganhar de um adversário de primeira linha. Perdeu para a Argentina e a França e empatou sem gols com a Holanda num jogo ruim de doer em Goiânia.

O treinador diz que a Seleção “tem condição de ganhar de qualquer adversário”, mas admite que uma nova derrota contra um grande como é a Alemanha vai aumentar o nível de cobrança sobre o seu trabalho.

Sob seu comando, o Brasil tem tido uma incrível dificuldade para fazer gols. Marcou 16 em 12 partidas, mas sete deles saíram nos três primeiros jogos (dois nos Estados Unidos, três no Irã e dois na Ucrânia). O time entrou em campo oito vezes este ano, e passou em branco quatro vezes – contra França, Holanda, Venezuela e Paraguai.

Balançou a rede contra Escócia (2 a 0), Romênia (1 a 0), Paraguai (2 a 2) e Equador (4 a 2). “Historicamente, finalizações nunca foram grande problema no futebol brasileiro. O que ocorre no momento é passageiro”, afirmou Mano.

Tudo por um gol

Por via das dúvidas, ontem ele fez Pato e Neymar treinarem finalizações até cansar. “É que a bola que usaremos hoje é diferente da que estamos acostumados. A reação é outra”, justificou Mano. Um golzinho contra os alemães pode valer ouro para Mano e seu grupo.

Em relação ao time que terminou a Copa América, haverá duas mudanças: Daniel Alves no lugar de Maicon e o corintiano Ralf na vaga de Lucas Leiva.

Os 54.767 colocados à venda para o clássico se esgotaram há uma semana. Será a quarta vez que Brasil e Alemanha se enfrentarão em Stuttgart – uma vitória dos donos da casa e duas da Seleção. No geral, são 20 vitórias do Brasil, cinco da Alemanha e 12 empates.

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