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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Gladiador garantiu o Palmeiras

Categoria: Brasileirão, Futebol, Outros clubes, Palmeiras

PALMEIRAS 1 x 0 BOTAFOGO

Felipão encontrou a fórmula no Campeonato Paulista e logo na primeira partida do time no Brasileirão ela provou-se muito eficiente. Com uma equipe com algumas limitações, para vencer basta ter uma defesa sólida, um meio de campo eficiente e uma estrela capaz de desequilibrar. Os ingredientes estavam todos ali em São José do Rio Preto.

E foi isso que Kleber fez no segundo tempo, ao receber bola na entrada da área. Ele deu um drible desconcertante em Lucas Zen e mandou de canhota no ângulo para fazer o único gol da vitória do Palmeiras sobre o Botafogo, no domingo, no interior.

Os paulistas levaram a partida para Rio Preto porque a Arena Palestra está em obras. Longe da capital, a expectativa era de que a presença de torcedores seria grande, mas os atletas já esperavam pressão, até pela eliminação vergonhosa na Copa do Brasil, quando na primeira partida o time amargou 6 a 0 do Coritiba.

Mas o apoio da massa foi muito maior que as cobranças. O próprio Kleber elogiou a postura da torcida. “A gente achava que ela teria um comportamento diferente aqui, até pelas coisas que aconteceram, mas não, o pessoal compareceu, ajudou e apoiou”, ressaltou o craque, o melhor jogador em campo.

Kléber tinha outros motivos para comemorar. Ele foi homenageado pela diretoria por completar 100 partidas com a camisa do clube. Vestiu um uniforme que trazia um elmo, o capacete usado pelos lutadores na Roma antiga, e em vez de usar “Kleber” nas costas, a camisa trazia o apelido do atleta: Gladiador.

Ele garantiu, no entanto, que o belo gol não foi fruto de uma jogada de valentia. “Não foi um gol de guerreiro, foi um gol bonito, com um belo corte no marcador. Foi mais de técnica do que de força e vontade”, afirmou. “Mas não faltou vontade ao nosso time nessa estreia.”

E não faltou mesmo. No primeiro tempo, o Palmeiras portou-se bem defensivamente, e com suas principais jogadas de ataque aparecendo nas bolas paradas – graças à precisão de Marcos Assunção nos chutes. O goleiro Jefferson teve trabalho com as cobranças do volante palmeirense.

O Botafogo congestionou o meio de campo e deixou Caio isolado na frente. O esquema deu certo durante boa parte da partida porque o adversário tinha dificuldades em penetrar na área em condições perigosas. Os cariocas também não levavam perigo à meta de Marcos, que era praticamente um espectador de luxo no confronto.

Ao ataque

Após o intervalo, o técnico Caio Júnior mudou o jeito de jogar da equipe de General Severiano. Colocou o meia Cidinho no lugar do lateral Lucas e passou a atuar com três beques. O poder ofensivo do Fogão propiciou mais espaços para o rival.

E foi aí que Felipão soube agir. Luan passou a ter mais liberdade e por duas vezes, em cruzamentos da esquerda, ele fez com que o Palmeiras quase abrisse o placar. Aos 19 minutos, Kleber aproveitou a oportunidade e fez. Pouco depois, Luan teve ótima chance, mas mandou por cima do gol, desperdiçando.

A vantagem no marcador encheu o time de confiança. Os jogadores assimilaram a ideia do treinador de que, se o time sair na frente, as chances de o adversário vencer são muito menores. E os atletas suaram a camisa até o apito final, evitando com que o Botafogo pressionasse. “Vai ser difícil, a caminhada é longa, mas começamos bem”, concluiu Kleber, herói da estreia alviverde.

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