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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Futuro pode ser sombrio no Verdão

Categoria: Futebol, Palmeiras

Paulo Galdieri

A pancada sentida pela derrota para o Goiás promete deixar sequelas graves no futuro do Palmeiras. Se antes se vislumbrava um 2011 promissor, agora, sem a vaga na Libertadores, sem dinheiro para reforços e fragmentado politicamente, o futuro do Verdão está mais para sombrio do que para outro cenário.

A necessidade de reforçar o time é sabida e admitida por todos no clube, desde a diretoria até os próprios jogadores. A questão é que sem a perspectiva de jogar uma competição do porte da Libertadores o clube ficou sem saída para conseguir o dinheiro necessário para reforçar o elenco.

Com um rombo que beira a casa dos R$ 130 milhões, além do compromisso de pagamento de comissões a intermediários que ajudaram nas contratações do meio do ano, o Verdão só deve gastar caso consiga vender algum jogador. A ordem agora é: ninguém entra sem que alguém saia.

E mesmo quem chegar não deve ser jogador de renome, daqueles considerados “para resolver”. O máximo que deve acontecer agora, caso não haja a ajuda externa de investidores ou a entrada de novos patrocinadores, é a contratação de atletas para “compor elenco”.

A principal solução encontrada até agora para buscar mais dinheiro é a venda do espaço na manga da camisa do time. Mas até isso foi atrapalhado pela eliminação na Sul-Americana.

Antes a expectativa era conseguir até R$ 10 milhões anuais com esse novo patrocinador – algumas empresas se mostraram interessadas e negociam com o clube. Agora, já com a ausência na Libertadores confirmada, a previsão é atingir uma cifra que fique pouco acima da metade desses R$ 10 milhões.

Luiz Felipe Scolari está ciente de que não deve esperar um grande aumento de qualidade no “material” que terá para trabalhar em 2011. Em uma de suas reuniões com a diretoria para planejar a próxima temporada, pediu pelo menos três reforços: um zagueiro experiente, um meia articulador e um atacante com velocidade. Já foi avisado de que eles podem até chegar, mas nunca com o mesmo peso das contratações de Valdivia e Kleber, feitas em julho.

A eliminação na Sul-Americana também atingiu a imagem de Felipão. O técnico já não é mais unanimidade entre o elenco e a diretoria. A avaliação no clube a respeito do jogo com o Goiás é de que o treinador cometeu erros na hora de fazer mudanças táticas para evitar a eliminação e de escolher as substituições que fez. A troca do meia Lincoln pelo atacante Dinei foi a mais criticada nos bastidores do clube.

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