Empresários e clubes reclamam da DIS
- 17 de junho de 2011 |
- 0h22 |
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Categoria: Corinthians, Palmeiras, Santos FC, São Paulo
DANIEL BATISTA
Os dirigentes olham para a DIS de formas distintas. Têm aqueles que querem distancia da empresa e outros que acham ela é a parceira ideal. Os times que parecem mais entrosados com os empresários é o Internacional, justamente o clube que Delcir Sonda, dono da DIS, torce, e o Palmeiras, que acaba de entrar em conflito com a empresa por conta das acusações de Felipão.
O vice-presidente de futebol do Internacional, Roberto Siegmann, rasga elogios ao grupo. “Temos uma relação muito boa. Existe uma amizade de todos nós com o Delcir e somos gratos por toda a ajuda que ele nos deu.” A DIS levou os atacantes Rentería e Rafael Sobis para o clube gaúcho e adquiriu parte dos direitos de Nilmar. No time profissional, Kléber e D’Alessandro têm direitos econômicos ligados ao grupo.
O Palmeiras admite que existe uma certa dificuldade em ligar com a empresa por conta dos 20 atletas nas categorias de base, além de Gabriel Silva, Tinga e Vinicius, no elenco principal, ligados ao grupo DIS.
“A relação entre nós e qualquer empresa, inclusive a DIS, é como se fosse marido e mulher. De vez em quando rola uma discussão. Faz parte. Mas no final todo mundo consegue tirar lição do que acontece”, conta Roberto Frizzo, vice-presidente de futebol do Verdão. O dirigente nega que a empresa interfira na escalação. “Isso não existe. Quem escala é o treinador. Podemos discutir por outros temas.”
Ao contrário do rival, Corinthians e São Paulo não se empolgam muito quando falam da empresa. O Timão acusa a DIS de forçar a escalação do meia Bruno César, na época em que Tite o mandou para o banco de reservas. E que isso pesou na decisão de negociá-lo com o Benfica.
No São Paulo, o problema foi por causa de Breno. A DIS queria que o zagueiro fosse negociado, mas a diretoria segurou e o valorizou. Tanto que conseguiu vender por um valor maior do que o da multa. Em vez de US$ 18 milhões, o clube vendeu por US$ 19 milhões (R$ 30 milhões).
O vice-presidente de futebol do Tricolor, João Paulo de Jesus Lopes, admite que a negociação desgastou a relação com a empresa. “Tivemos alguns contratempos na época, tanto que tivemos de reclamar na Fifa. Depois do Breno, não fizemos mais negócio com eles.” O cartola se esquivou ao ser perguntado se atleta da DIS é vetado no clube. “É deselegante falar sobre isso.”
Agentes reclamam
Alguns empresários ouvidos pelo JT reclamaram da forma que a empresa age nas categorias de base. Quem mais sofre são os novos agentes, que muitas vezes não têm um grande poder financeiro. “Eles não respeitam ninguém. Pior, eles compram procuração. Já tive de cancelar contratos que estavam prontos, só faltando a assinatura do moleque, porque eles chegam oferecendo mundos e fundos para a família e o moleque sai da nossa mão”, reclamou um agente, que pediu para não ser identificado.
Até mesmo os agentes mais experientes sofrem. Um deles, que tem até jogador na Seleção Brasileira, reclamou. “Já tive de ligar duas vezes para eles, porque eles pegaram jogadores que estavam comigo.”
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17/06/2011 - 13:35 Enviado por: Paulo henrique
Ninguém sonha em jogar pelo Dis ou pela Traffic , os clubes conseguiram o impossiveis e o inacreditável , venderam sua fonte de renda ,se o futebol brasileiro fosse igual ao da Dinamarca , seria justificável deixar que empresários procurassem por jogadores para ajudar na formação da sua base, mas aqui no Brasil , só justifica este procedimento se houver fraudes , desvio de dinheiro , enriquecimento ilícito …..
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