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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
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Efeito Neymar

Categoria: Futebol, Santos FC

Neymar, durante lançamento de seu site em São Paulo (Foto: Werther Santana/AE)

 

MARCIUS AZEVEDO

Neymar é exemplo para muitas crianças e adolescentes que sonham em ser jogador. É exemplo pelo que faz dentro e fora de campo, seja bom ou ruim. O episódio com Dorival Júnior apresentou uma faceta diferente daquela de menino franzino carismático e bom de bola. Entrou em cena o Neymar indisciplinado, arrogante, acima do bem e do mal.

O caso serviu de alerta aos clubes. Dirigentes temem que o lado arrogante de Neymar vire moda nas categorias de base. Pessoas próximas a Neymar juram que o caso foi um fato isolado, que ele não é assim. Ou melhor, nunca foi assim. Mas há um dano.

A carreira de Neymar não está entrando em declínio. Muito longe disso. Porém, o craque é exemplo para muitos garotos. Lembra? O erro pode criar um rastro de jovens promessas com uma formação desvirtuada do que é certo ou errado. A preparação psicológica desses meninos para lidar com o sucesso há algum tempo caminha em conjunto com o desenvolvimento tático e técnico, mas o efeito Neymar deixou os clubes um pouco mais alertas.

Como bem lembrou o ex-atacante César Maluco, hoje diretor da base do Palmeiras, o futebol é uma profissão em que um “garoto dorme pobre e acorda rico” de um dia para o outro. Muitos deles, inclusive, convivem com um salário de fazer inveja para executivos bem-sucedidos.

O próprio Neymar, desde os 15 anos, tem um holerite gordo no final do mês. Daí uma atenção do Santos ainda maior para evitar que os garotos se tornem incontroláveis, sem limites.

Mudanças

Dias depois do episódio com Dorival, até para dar uma resposta, o gerente de futebol amador do Santos, Luiz Fernando Moraes, chegou a dizer que acabaria com “privilégios e bajulações” nas categorias de base.

O processo, segundo o supervisor técnico Bebeto Stival, já começou em janeiro, quando o presidente Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro o escolheu para comandar o trabalho com os meninos.

Hoje, Bebeto garante que o Santos já não paga mais salários astronômicos, como ocorria com o ex-presidente Marcelo Teixeira, para promessas que não são certeza de sucesso lá na frente.

Tal procedimento facilita o trabalho com o garoto, que, em alguns casos, recebia muito mais do que o seu treinador e não o respeitava. “A nova administração está dando o passo do tamanho da perna. Não fazemos mais nada fora do limite para não extrapolar e virar bagunça”, comentou Bebeto, que ressaltou. “Infelizmente o que está no papel nós temos de respeitar.”

O supervisor tem também uma árdua batalha com os garotos diariamente no CT Meninos da Vila, procurando orientá-los sobre o melhor caminho para se seguir. Os conselhos, segundo ele, são fundamentais para corrigir qualquer desvio de conduta.

“Eu procuro explicar que eles serão atletas profissionais, que eles precisam agir de forma adequada. Não só em campo como fora dele”, afirmou. “As pessoas estão de olho. É importante você se manter longe de problemas.”

O Santos dispõe ainda de um departamento de psicologia na Vila para atender aos garotos da categorias de base, além de uma assistente social à disposição das famílias dos meninos que sonham em ser profissionais.

2 Comentários Comente também
  • 26/10/2010 - 11:15
    Enviado por: RUIZ

    PRESIDENTE LAOR , VC ACORDA SÓ PARA O OBA- OBA DO CLUBE ? TEMOS UMA ZAGA HORRIVEL, UM TECNICO COITADO E ATRAPALHÃO , TEMOS UM PLANTEL DE JOGADORES ESCALADOS PELOS EMPRESÁRIOS, ESTAMOS PERDENDO PONTOS ATÉ PARA O LANTERNINHA.JAMAIS PENSEI QUE ALGUEM FOSSE MAIS RUIM QUE O EX PRESIDENTE.

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  • 26/10/2010 - 13:51
    Enviado por: Marcio

    Se cuida, menino…Tu é muito novo pra ta se achando assim.

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