DIS usa a tática olho por olho, dente por dente
- 17 de junho de 2011 |
- 0h21 |
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Categoria: Corinthians, Palmeiras, Santos FC, São Paulo FC
DANIEL BATISTA
A relação da DIS com outros empresários e clubes é conflituosa em alguns casos. O Santos é para quem mais a DIS torce o nariz, exatamente por causa de Ganso. Além do meia, eles são donos também de 40% de Neymar e 40% de Alan Patrick.
Sobre os agentes, Guilherme diz que cada caso é um caso. “Se é um empresário que temos bom relacionamento, tentamos um acordo amigável. Somos leais com quem é leal conosco.”
O recrutamento de garotos da base também causa polêmica. Alguns agentes acusam a empresa de aliciar os atletas. “Na verdade, nós conversamos com a família e compramos parte dos direitos. Isso não é crime. Se o menino prefere trabalhar com a gente, o mérito é nosso. E se o clube reclama não tem o que falar. Compramos a parte que é da família. Não temos por que ficar dando satisfação para dirigentes.”
A diferença da DIS em relação a outros agentes é o fato de o grupo ter um poder financeiro muito grande. Empresários ouvidos pelo JT reclamaram que a empresa chega oferecendo um ‘caminhão’ de dinheiro aos pais dos garotos e que fica impossível competir com eles.
O fato curioso é que jogadores que atuam no Norte e Nordeste são descartados pelos agentes. Eles justificam que os meninos têm dificuldades de adaptação e acabam demorando muito para vingar – quando conseguem. “Como nós focamos mais São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro, não temos o por que ir atrás de um garoto do Bahia.”
Apesar da briga entre Felipão e a empresa, o Palmeiras é, ao lado do Internacional e Santos, as equipes que parecem mais bem alinhadas com a DIS. Vários jogadores nas categorias de base e no time principal pertencem ao grupo. Gabriel Silva, Tinga e Vinicius (Palmeiras); Neymar e Ganso (Santos); D’Alessandro e Kleber (Inter) são alguns dos exemplos.
Nos últimos dias, a DIS apareceu com uma proposta de 200 mil euros (R$ 457 mil) do Grasshopper, da Suíça, pelo lateral-direito Luís Felipe, do Palmeiras, por empréstimo de um ano. O Verdão respondeu pedindo 1 milhão de euro (R$ 2,28 milhões). A empresa recuou e pediu para o atleta voltar ao time B, já que não vinha sendo aproveitado no elenco principal.
Guilherme explica que o grupo tem quatro diferenciais. O primeiro é o potencial financeiro, já que o dinheiro vem de um único lugar, enquanto as outras empresas contam com um conglomerado de agentes. O segundo é o fato de acompanhar o dia a dia do atleta, tendo maior proximidade com eles e lhes dar maior confiança. O terceiro é não ter medo de bater de frente com os clubes. E, por fim, o fato de não cobrar 10% em cima do salário ou luvas dos atletas.
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