Corinthians vence no sufoco
- 1 de setembro de 2011 |
- 11h05 |
- Tweet este Post
Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol, Outros clubes
Vítor Marques – Jornal da Tarde
O Corinthians ganhou uma trégua da crise e vai passar seu aniversário de 101 anos, comemorados hoje, em paz – com a torcida e consigo mesmo. Mas esse reencontro com a vitória foi dramático, tortuoso e épico.
Os chutões, as divididas e a catimba para garantir um 3 a 2 diante do Grêmio com dois homens a menos ficarão na memória de quem esteve ontem à noite no Pacaembu. E não foram poucos: mais de 15 mil pagantes numa noite fria e num horário complicado para se chegar ao estádio (o jogo começou às 18h).
Todo esse esforço – do time e da torcida – valeu. A liderança do Brasileiro está mantida. Com 40 pontos, o Corinthians deu a largada no segundo turno como terminou o primeiro: na frente de Flamengo e São Paulo.
Uma pressão tremenda antecedeu a partida. O time vinha de duas derrotas, e o técnico Tite e vários jogadores estavam sendo questionados, por dirigentes e torcida. “Vamos jogar bola, ô, ô, ô, vamos jogar bola”, gritou a Fiel no intervalo, quando o jogo estava empatado por 1 a 1.
Mas a Fiel que cobra é também a Fiel que apoia como poucas torcidas. Foi só Jorge Henrique se aquecer, aos 14 do segundo tempo, que o estádio pegou fogo. Foi uma premonição.
A partir daí, o jogo, que estava bom, ficou ainda melhor. E emocionante. Jorge entrou no lugar do apático Danilo e minutos depois participava dos dois gols corintianos que estavam por vir.
No segundo, marcado por Paulinho, que entrou na área como um elemento surpresa, invadiu a área e chutou forte no canto esquerdo de Victor. E no terceiro, feito por Ramon, depois de uma bola que Jorge alçou à área e passou por todos até chegar ao lateral-esquerdo.
A parada estaria resolvida com o 3 a 1. Mas a crise ainda rondava os campos por onde anda pisando o Corinthians, como já havia acontecido contra Ceará, Figueirense e Cruzeiro – para listar apenas esses tropeços recentes no Pacaembu.
Dos 3 a 1 em diante, aconteceram na sequência: a expulsão de Liedson, o segundo gol do Grêmio (André Lima, de cabeça) e a expulsão de Edenílson.
Nove corintianos contra 11 gremistas, dos 33 até os 48 minutos do segundo tempo. Tite pôs mais um zagueiro, recuou todo o time, Júlio César fez milagre e tudo que havia dado errado nos últimos jogos desta vez estava dando certo.
Poderia ter sido diferente se no primeiro tempo a equipe de Tite tivesse feito mais gols e não ter ido para o vestiário com 1 a 1, em dois gols de bola parada. Chicão fez de pênalti, que nem existiu. E Douglas, de falta.
O Corinthians foi melhor, tanto no primeiro tempo quanto no segundo, desconsiderando apenas os minutos em que jogou com 11 homens.
As mudanças táticas promovidas por Tite surtiram efeito. Ele aboliu os dois meias e também os três atacantes. Montou o meio com Ralf, Paulinho, Edenílson e Danilo. Na frente, Sheik e Liedson.
Nem tão veloz, nem tão lento, quando jogava com Danilo e Alex. O meio termo pode ser a solução. Mas é urgente que surja um camisa dez.
- : Douglas desfalca o Tricolor contra o Bahia http://t.co/JOxA768b 1 day ago
- : Série A: Macaca arranca empate http://t.co/YwcfHb43 1 day ago
- : Série A: Vasco vence a Portuguesa e lidera http://t.co/IEU92ryv 1 day ago
- : Schumacher lidera treino, mas punição dá pole a Webber http://t.co/ZONNE9GE 1 day ago
- : Brasil vence Dinamarca por 3 a 1 http://t.co/SZYQSZaY 1 day ago
- More updates...
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools


RSS
Deixe um comentário: