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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
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Corinthians continua líder. Mas quanto sofrimento…

Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol

CORINTHIANS 2 X 1 ATLÉTICO-PR

FÁBIO HECICO
A derrota para o então lanterna América-MG, na semana passada, e a cobrança em cima de alguns jogadores parecem ter mexido com o brio dos corintianos. Ontem (13), no Pacaembu, diante do Atlético-PR, o time, correndo, com garra e disposição ausentes em Uberlândia, precisou de apenas quatro minutos para abrir importante vantagem rumo a mais uma vitória, por 2 a 1, e seguir mandando no Campeonato Brasileiro.

Era para ser uma goleada. Mas como a história do Corinthians sugere sofrimento, um jogo em que fez 2 a 0 com quatro minutos e massacrou durante a primeira etapa inteira, com chance de vantagem histórica, mais uma vez terminou com sufoco, apreensão.

O placar que poderia ter sido bem elástico a favor do Timão, até para melhorar o saldo na reta final, fechou de forma apertada pela 15ª vez na competição. Os 2 a 1 sobre o Atlético-PR foram comemorados muito, pois como Tite sempre fala, “vale três pontos como qualquer goleada”.

E tem sentido, já que o rival diminuiu logo no início da etapa final com Paulo Baier, que sempre costuma atrapalhar a vida corintiana, e com duas bolas assustadoras que carimbaram o travessão e a trave direita de Júlio César.

Com o triunfo, o Timão chegou aos 61 pontos e comemorou muito o tropeço dos cariocas Fluminense, Flamengo e Botafogo para cada vez mais se consolidar como principal candidato ao título, já que restando apenas quatro rodadas deixa alguns concorrentes fortes para trás, como Botafogo, Flamengo, Fluminense, São Paulo e Figueirense.

A briga pelo título, na verdade, se polarizou com o Vasco, que ontem bateu o Botafogo e tem a mesma pontuação, com uma vitória a menos que o líder.

Ciente de que não poderia, pelo quarto jogo seguido, sair atrás do placar, o Corinthians começou o jogo de forma arrasadora no lotado Pacaembu.

Em seus dois primeiros ataques, com trocas de passes envolventes, abriu boa vantagem no placar, primeiro com Paulinho, recebendo de Willian, aos 2, e depois com Emerson, que tabelou com Danilo e chutou rasteiro para fazer 2 a 0, aos 4 minutos.

A vantagem em nada diminuiu o ímpeto do Timão. Foram várias as chances nos primeiros 45 minutos. Para se ter uma noção da superioridade do líder diante de um sério candidato ao rebaixamento, todos os outros titulares tiveram ao menos uma chance de gol.

Os zagueiros erraram as cabeçadas, os laterais chutaram para fora, assim como Danilo e Ralf. No alvo, mas sem precisão, vieram chutes de Liedson e Willian.

Veio o intervalo e uma certeza nas palavras do elenco: cabia muito mais e o desperdício poderia fazer falta.
Danilo chegou a dizer que aquele era o Corinthians de verdade, mas frisou que uma partida não se resume a 45 minutos.
Dito e feito e mais uma vez o surrado discurso “quem não faz, toma” se fez presente.

O atacante Nieto, que entrou no intervalo, rolou para Paulo Baier diminuir logo aos 3 minutos.
A partida, até então de um time só, ganhou contornos de desespero. A cantoria deu uma esfriada e os ataques paranaenses já arrancavam alguns palavrões e mãos no rosto.

A dupla Nieto e Paulo Baier era a que mais dava trabalho. Nieto quase empatou numa bomba de fora da área. A bola bateu no travessão e pingou em cima da risca. Antônio Lopes reclamou muito de gol, mas a bola não entrou. Baier também acertou a trave.

Os rivais pararam por aí e viram a enorme festa corintiana. Além das canções costumeiras, do batuque empolgado e dos gritos de incentivo, ainda teve comemoração com a entrada de Adriano, com os gols sofridos pelo Palmeiras, além de euforia com o apito final após um segundo tempo sofrido.

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