Clássico: apenas um time mostrou vontade de vencer
- 9 de outubro de 2011 |
- 22h49 |
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Categoria: Palmeiras, Santos FC
DANIEL BATISTA
Para o torcedor mais distraído, ontem parecia que quem precisava da vitória na Vila Belmiro para brigar por uma vaga na Libertadores do ano que vem era o Santos e não o Palmeiras. Apenas um time mostrou vontade e coragem para vencer o jogo e foi premiado por isso. Com um gol de cabeça marcado por Borges, a equipe alvinegra venceu por 1 a 0 e só ajudou a aumentar a crise no lado verde.
O grande vencedor do jogo foi Muricy Ramalho, que mesmo sem quatro titulares (Neymar, Elano, Arouca e Edu Dracena) conseguiu montar um time que se não brilhou pela técnica, compensou com muita dedicação e vontade de vencer. No outro lado, o técnico Luiz Felipe Scolari resolveu apostar em um esquema com três zagueiros, já que não tinha Luan, suspenso pelo terceiro amarelo, para ajudar na marcação. O problema é que ele ainda não havia testado essa formação em nenhum jogo na temporada, e a falta de entrosamento foi clara.
A mudança tática foi um tiro pela culatra. a ideia do treinador palmeirense era reforçar a defesa para dar liberdade à Marcos Assunção no meio e Gabriel Silva e Márcio Araújo nas laterais. Mas nenhum deles se aventurou na frente, fazendo com que Pedro Carmona ficasse encarregado de organizar o jogo sozinho para o Palmeiras. O problema, porém, é que o meia, que fazia seu primeiro jogo como titular, não conseguia acertar um passe sequer.
Já Muricy resolveu apenas substituir peças, sem criar grandes transformações táticas. Aproveitou o espaço que tinha nas laterais para usar e abusar da jogada que mais gosta, os cruzamentos para a área. E foi justamente assim que conseguiu encurralar o Verdão.
No primeiro tempo, o que se viu foi um jogo sem graça e técnica de equipes que apesar de estarem com bastante desfalques, não poderiam protagonizar um duelo tão insosso. Nos primeiros minutos, até que os dois times mostraram vontade e brigaram pela bola. Mas antes mesmo dos 15 minutos da primeira etapa, a empolgação deu lugar a frustração. Os rivais passaram a disputar para ver quem errava mais passes. A bola, coitada, parecia queimar no pé da maioria dos atletas. Para outros, ela parecia quadrada e impossível de ser dominada.
O único lance de emoção do primeiro tempo parecia ser um aviso do que estava por vir. Danilo cruzou para Alan Kardec, que, sozinho, entrou como quis na área e cabeceou forte, mas a bola bateu na trave.
Prêmio aos corajosos…
No intervalo, o lateral Léo admitiu que a mudança tática de Felipão acabou favorecendo o Peixe. “Com certeza temos mais liberdade”, comemorou o lateral. Na volta para a segunda etapa, o Santos partiu com tudo para cima do Palmeiras, que recuou. Talvez estivesse satisfeito com o resultado, por pior que ele pudesse ser, pensando em termos de classificação.
Com o Verdão recuado, brilhou a estrela de Deola. Primeiro Alan Kardec teve mais uma oportunidade para marcar de cabeça, após cruzamento de Léo e o goleiro palmeirense fez uma grande defesa. Acuado, Felipão resolveu tirar Maikon Leite para colocar Ricardo Bueno, o que só facilitou a vida do Peixe. O time alviverde perdeu o que tinha de melhor, o contra-ataque.
A exemplificação do quanto o Palmeiras estava perdido e desatento aconteceu aos 15, quando Márcio Araújo foi cortar um cruzamento na área e acabou recuando para Deola, que pegou com a mão e o árbitro marcou recuo de bola. Ibson chutou e Henrique salvou o Palmeiras mais uma vez.
A tarde era de ataque contra defesa. Pouco depois da chance perdida por Ibson, Durval tentou de cabeça e novamente Deola fez uma grande defesa.
A coragem santista foi recompensada aos 29, quando Léo cruzou e Borges, para variar, sozinho, cabeceou e, desta vez, Deola nada pôde fazer. No mesmo lance, duas coisas que os torcedores estão acostumados a ver aconteceu: o Santos fez um gol em cruzamento para a área e a defesa do Verdão falhou no posicionamento.
Para o Santos, a vitória pouco significou já que o time está muito longe da briga pelo título nacional. Para o Palmeiras, foi mais um jogo para ser esquecido, como de costume.
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10/10/2011 - 10:09 Enviado por: sergio
“…o grande vencedor foi Murici Ramalho…”, sim porque ele realmente está transfigurando esse time…/ sim porque esse time que era vocacionado a ganhar e dar espetáculo, agora é o futebol “compacto”, “burocrático” que nos ajuda a pegar no sono…/ sim porque outrora essa molecada jogava com alegria e ousadia pela auto-confiança, agora prevalece a pressão, a insegurança e a desconfiança em quem está mandando…/ sim porque o Santos tem tradição em revelar jogadores e o ANDERSON CARVALHO não joga porque o “aqui é trabalho meu!!” mandou trazer o Henrique, Ibson e tem de justificar essas indicações, agora o ANDERSON CARVALHO que se f o d a…/ sim porque até o Elano Chinelinho perdeu a tesão por esse futebol, agora a tesão dele é outra…e pensar que 6 milhões de euros indo pro lixo, que é quanto custou seu passe ao SANTOS…/ sim porque o “aqui é trabalho meu!!” é um gênio como estrategista e ele a define assim; com jogadores que nós temos, uma hora vai acontecer um lance lá na frente que conseguiremos a vitória…/ sim porque por tudo que esse grande treinador faz, o LAOR vai ás universidades palestrar sobre gestão de clubes de futebol…
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10/10/2011 - 16:51 Enviado por: taubaté
O Muricy ganhou o jogo somente pela incompetência do Felipão.
Ficou com o Reinteria no banco e aquele inútil do Ibson jogando. Qualquer um que entrasse faria mais que esse cara.
O Ibson é o novo Roberto Brum do Santos.
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