Torcedor, prepare o bolso no Brasileirão
- 19 de maio de 2011 |
- 23h30 |
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Categoria: Bastidores, Brasileirão, Brasileirão Série B, Corinthians, Coritiba, Futebol, Grêmio, Futebol, Inter-RS, Libertadores, Outros clubes, Palmeiras, Santos FC, São Paulo, São Paulo FC, Série C do Brasileiro
PAULO FAVERO
O santista Luiz Fernando de Palma estava revoltado quarta-feira no Pacaembu. “Paguei R$ 250 pelo ingresso e o estádio não tem banheiro. Isso é uma vergonha. E ainda querem fazer a Copa no Brasil…†Ele comprou o bilhete para o setor mais caro, mas as filas nos banheiros quÃmicos inviabilizaram qualquer tentativa de esvaziar a bexiga no intervalo. Esta é a realidade brasileira: ingressos cada vez mais caros, e estádios cada vez mais precários. O caso do Pacaembu não é isolado. Em todos os lugares os torcedores encontram péssimas condições e pagam preços exorbitantes para acompanhar um esporte tão popular.
O próprio IBGE já havia mostrado como ver futebol ao vivo ficou muito mais caro. De 2004 para cá, enquanto a inflação oficial (IPCA) foi de 47,97%, os ingressos para jogo de futebol aumentaram 152,06%. Como a CBF não define um preço mÃnimo, segundo o próprio regulamento da competição, cada clube cobra quanto acha que deve.
“Houve um aumento exorbitante dos ingressos nos últimos cinco anos. No Rio a arquibancada passou de R$ 15 para R$ 30 em um ano e depois foi para R$ 40. Nas finais do Estadual, custava R$ 60. Isso é um preço que só as classes A e B podem pagar. Eu mesmo deixei de ir à final porque gastaria R$ 120 com o meu ingresso e do meu filho. É a primeira vez que deixo de ir a um jogo do Flamengo por causa do preço dos ingressosâ€, conta Marcos Alvito, professor universitário e da diretoria da Associação Nacional dos Torcedores.
Em todas as regiões houve um aumento grande no preço dos ingressos. No último Brasileirão, o Corinthians teve o maior preço médio, com R$ 32,77. Um pouco abaixo do que foi cobrado pelo Palmeiras em 2009: R$ 35,31, o recorde até agora. Já o Flu aproveitou sua arrancada vitoriosa ano passado para encher os cofres: uma média de R$ 25,32, mais do que o dobro do que havia sido cobrado pelo clube no ano anterior. Até o Bahia, que costuma encher o estádio em suas partidas, se aproveitou da boa fase ano passado para aumentar os ingressos. Nos últimos sete anos, a variação foi de 211%.
Mário Celso Petraglia, ex-presidente do Atlético-PR, foi responsável pelas mudanças no clube bem antes de este processo se iniciar no Brasil. “Paguei um preço alto pelo pioneirismo. Melhoramos a qualidade da Arena da Baixada a partir de 99, e entendemos naquele momento que os preços teriam de ser equivalentes a essa melhoria. Inicialmente foi a R$ 30, houve reclamação geral, torcedores foram para o Procon e acabamos dando uma recuada.†Mas hoje o clube achou um equilÃbrio, principalmente pela grande quantidade de sócios que possui (22 mil). Assim, o preço do ingresso é mais baixo do que o cobrado por outros clubes.
O caso do Figueirense é semelhante. O clube tem entre os 20 times da primeira divisão o ingresso mais barato. Tem 13 mil sócios, e um estádio com capacidade de 19,5 mil torcedores. Renan Dal Zotto, diretor de marketing do Figueira, orgulha-se do fato. “Nossa média do Estadual foi a maior do campeonato, com quase 10 mil pessoas por partida. Queremos sempre ter a casa cheia. Acho que é preciso ter um bom espetáculo, mas o preço tem de ser condizente e razoável. Não queremos, em um momento de dificuldade, ter de baixar o preço para atrair público.â€
Público cresce no sofá
O número de vendas do pacote de pay-per-view, que possibilita assistir a todas as partidas do Brasileirão ao vivo, cresce a cada ano. Quase um milhão de torcedores já fez a assinatura (eram 993 mil até o fim de abril), ao valor mÃnimo de R$ 58,20 por mês. Em 2008, o preço era R$ 48,80. Mesmo com o aumento de 19% no perÃodo, as assinaturas não param de aumentar.
Para Marcos Alvito, os preços mais caros de ingressos nos estádios servem para afugentar os torcedores para o sofá de casa. “Até 2014 ocorrerá uma verdadeira expulsão dos estádios dos membros das camadas mais humildes, exatamente o grupo que forneceu os maiores jogadores para o nosso futebol. A eles restará apenas assistir ao futebol pela televisão.â€
Mário Celso Petraglia acha que a situação se encaminha mesmo para um ingresso mais caro. “O caminho é o preço do espetáculo ao vivo ser bem mais caro que o do pacote de televisão após a Copa do Mundo de 2014.†(colaborou ThaÃs Pinheiro)
Veja os gráficos detalhados do aumento dos ingressos em cada clube:
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Santos x Once Caldas: Um drama desnecessário
- 19 de maio de 2011 |
- 0h19 |
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Categoria: Santos FC
O futebol é um esporte muitas vezes difÃcil de compreender, mas à s vezes as coisas ficam bem claras. Como ontem, por exemplo. O Santos foi muito, mas muito mesmo, superior ao Once Caldas, só que ainda assim se classificou para as semifinais da Libertadores com as calças na mão, como se dizia antigamente. E por uma razão bem simples: o time perdeu gols a não mais poder.
Dizem que no futebol o que conta mesmo é a quantidade de oportunidades de gol criadas (os técnicos adoram dizer isso), então, se for assim, o Santos teve uma atuação brilhante ontem. Desde o primeiro tempo, a equipe jogou quase sempre no campo de ataque, roubando a bola perto do gol colombiano e chutando de tudo quanto foi jeito. Só que a pelota entrou apenas uma vez. Não adianta só criar e não colocar a bola para dentro, coisa que os técnicos nem sempre dizem…
A não ser pelas chances de gol perdidas, o time santista jogou mesmo muito bem. A defesa esteve segura, o meio de campo marcou com eficiência (o número de bolas roubadas foi enorme) e o ataque incomodou sempre os defensores colombianos. O que incomodou os torcedores santistas, no entanto, foi a falta de um atacante confiável para jogar ao lado de Neymar. Zé Eduardo é um lutador, e merece elogios por isso, mas está sem confiança. E um jogador que não é exatamente um virtuoso quando está sem confiança…
A HORA DO SUSTO
É possÃvel contar nos dedos de uma das mãos os gols que o Santos sofreu desde que Muricy Ramalho chegou ao clube. Ontem aconteceu um deles, em um dos rarÃssimos momentos de vacilo da zaga alvinegra na administração Muricy. E foi esse gol que colocou os torcedores santistas em estado de permanente tensão, temendo que o tento fatal do Once Caldas saÃsse a qualquer minuto.
De tanto sofrer, a torcida santista certamente não notou o quanto a defesa foi segura ontem. Por mais que os adversários tentassem, seja pelo alto ou por baixo, os zagueiros do Santos sempre conseguiam mandar o perigo para longe. É bem verdade que os jogadores de frente da equipe colombiana são muito atrapalhados quando se aproximam da área adversária, apesar de tocar bem a bola, mas assim mesmo os defensores alvinegros se mostraram muito firmes, sem perder a cabeça em momento algum.
O Santos deixou claro outra vez que é forte candidato ao tÃtulo da Libertadores, especialmente por causa da firmeza da defesa e de Neymar. Mas que a falta de outro bom jogador no ataque pode atrapalhar, ah, isso pode…
Zé Roberto diz que prioridade é o Santos
- 18 de maio de 2011 |
- 15h26 |
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Categoria: Brasileirão, Futebol, Santos FC
Desde o anúncio de que não renovaria seu contrato com o Hamburgo, o meia Zé Roberto passou a ser cogitado como possÃvel reforço em diversos clubes brasileiros, principalmente no Santos – ele jogou no time da Vila Belmiro de 2006 a 2007. O jogador admitiu o interesse de voltar ao PaÃs, disse que recebeu sondagens, mas que sua prioridade é mesmo o time santista.
 ”Já houve conversas com alguns clubes do Brasil. Mas, em uma conversa que tive no primeiro semestre com o presidente do Santos, dei a minha palavra de que se houvesse possibilidade de eu voltar a jogar no Brasil, o Santos seria o primeiro clube com quem falaria. Por isso, os outros clubes que procuraram eu não descartei, mas disse que primeiro atenderia o Santos”, declarou Zé Roberto, em entrevista à rádio Estadão/ESPN.
Ainda restam ingressos para Santos e Once Caldas
- 18 de maio de 2011 |
- 11h27 |
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O Santos encara o Once Caldas nesta quarta-feira, à s 22 horas, no Pacaembu, por uma vaga na semifinal da Copa Libertadores. A diretoria do clube informou que as bilheterias foram abertas ainda com 5.381 ingressos a serem vendidos – a carga total é de cerca de 40 mil lugares. Na primeira partida, na Colômbia, o time santista venceu por 1 a 0. Confira o preço por setor do estádio:
Tobogã – R$ 20,00 (meia R$ 10,00)
Arquibancadas (verde, amarela e lilás) – R$ 50,00 (meia R$ 25,00)
Cadeira especial Laranja – R$ 80,00 (meia R$ 40,00)
Cadeira descoberta Manga – R$ 200,00 (meia R$ 100,00)
Cadeira coberta Azul – R$ 250,00 (meia R$ 125,00)
Léo, o colecionador de tÃtulos do Peixe
- 17 de maio de 2011 |
- 23h55 |
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Categoria: Campeonato Paulista, Futebol, Futebol Internacional, Libertadores, Santos FC
PAULO FAVERO
Campeão brasileiro, paulista e da Copa do Brasil. O lateral Léo tem colecionado tÃtulos na Vila Belmiro e, graças ao último, conquistado sobre o Corinthians, no domingo, tornou-se o jogador com mais taças pelo Santos depois da “era Peléâ€.
“É até difÃcil falar sobre isso, é uma sensação que não tenho como descrever. Ganhar tantos tÃtulos pelo Santos é fantástico e procuro passar isso para os meus companheiros.â€
Léo começou sua carreira vitoriosa no clube em 2000, após passar por Americano, União São João e Palmeiras (ele ficou muito pouco tempo no Palestra Itália). Dois anos depois da chegada à Vila, ganhou o Brasileirão no time liderado por Diego e Robinho.
Ele repetiu a façanha em 2004 e, no ano seguinte, acertou sua transferência para o Benfica. Léo retornou em 2009 e, no ano seguinte, ganhou o Paulistão e a Copa do Brasil. No domingo, foi bicampeão paulista. Este tÃtulo nos dá mais motivação, confiança e vontade para jogar. É um time insaciável e isso é muito importante.â€
Apesar da confiança do grupo santista para enfrentar nesta quarta o Once Caldas, Léo prega respeito ao rival colombiano. Ele ouviu atentamente as palavras do técnico Muricy Ramalho no último treino antes da partida e garantiu que o time está com os pés no chão. “É um jogo de Libertadores, um campeonato em que se exige demais. Respeitamos muito o adversário.â€
Uma vez que já ganhou todos os tÃtulos possÃveis pelo Santos dentro do Brasil, Léo agora quer enriquecer a sua coleção com a Libertadores. Ele chegou perto em 2003, quando perdeu a decisão para o Boca Juniors, da Argentina.
Agora, tem nova chance de dar a volta olÃmpica no torneio mais cobiçado pelos torcedores brasileiros. “A vontade é muito grande, a gente sabe a dificuldade que é, então precisamos trabalhar muito. Não podemos levar nenhum problema para dentro de campo.â€
O lateral é o jogador mais experiente do grupo. Ele assume suas responsabilidades dentro de campo e vê com bons olhos o atual momento do Peixe. “Somos um time alegre, feliz, que mesmo na adversidade procura ser assim. Esperamos corresponder e sabemos que a responsabilidade é muito grande.â€
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