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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
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Para acabar com o jejum

Categoria: Santos FC, São Paulo

FERNANDO FARO
SANCHES FILHO

Não é apenas a oportunidade de derrotar o badalado time de Neymar e Ganso que o São Paulo terá neste domingo quando entrar no gramado do Morumbi a partir das 16h para disputar uma vaga na final do Paulistão. O clássico dará a chance à equipe de Emerson Leão de reverter uma marca histórica extremamente incômoda: ainda não sentiu o gostinho de derrotar o rival em mata-matas neste século. A última vitória foi no Estadual de 2000, quando fez a final com o adversário.

Os últimos fracassos aconteceram justamente em semifinais do Estadual. Em 2010, foram duas vitórias dos Meninos da Vila (3 a 2 no Morumbi e impiedosos 3 a 0 na Vila Belmiro) e a coroação do primeiro título da nova geração de craques. No ano seguinte, a desforra foi impedida por atuações brilhantes de Neymar e Ganso, que marcaram um gol cada e levaram o Santos ao triunfo por 2 a 0 no duelo único, jogado no Morumbi.

Além dos tropeços regionais, o Santos levou a melhor no Brasileiro de 2002 (com o time liderado por Robinho e Diego) e na Copa Sul-Americana de 2004.

O retrospecto desfavorável não intimida os são-paulinos, pelo contrário. A emocionante vitória por 3 a 2 na fase de classificação serviu para dar confiança e mostrar que é possível bater o adversário e finalmente levar a melhor em uma série eliminatória. O time acredita que se conseguir reeditar o espírito aguerrido daquele duelo, as chances de avançar à final são enormes. “É um grande time, que joga um futebol muito bonito de se ver, mas mostramos antes que temos condições de vencê-losâ€, afirmou o Casemiro.

Para encerrar a freguesia, o São Paulo precisará superar o importante desfalque de Luis Fabiano, suspenso. A ausência do seu principal atacante deixou Leão na dúvida por optar entre Willian José, de características semelhantes, ou um velocista, que pode ser Fernandinho ou Osvaldo. Outra dúvida é sobre qual esquema o treinador vai escolher. A exemplo do que aconteceu na primeira fase, a tendência é que o time esqueça a formação com três atacantes e reforce o meio com Casemiro.

Perto do tri
Se vencer o São Paulo, o Santos ficará muito perto de comemorar a conquista do tricampeonato paulista, repetindo o feito do fim dos anos 60, no auge do reinado de Pelé.

Não bastassem o desgaste da derrota por 2 a 1 diante do Bolívar na altitude, o cansaço em decorrência das viagens de ida e volta a La Paz, o Alvinegro terá a desvantagem de enfrentar um adversário melhor fisicamente, que não jogou no meio de semana pela Copa do Brasil.

Além disso, Muricy Ramalho não poderá contar com Fucile e Juan, seus laterais titulares. O primeiro não curou a tempo a torção no tornozelo esquerdo e Juan não poderá jogar porque ainda está vinculado ao São Paulo. Na direita vai continuar Maranhão e na esquerda volta Léo.

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Santos vence e vai enfrentar São Paulo na semifinal

Categoria: Campeonato Paulista, Santos FC

O Santos confirmou o favoritismo e derrotou o Mogi Mirim por 2 a 0, na tarde deste domingo, 22, na Vila Belmiro. A vitória garantiu a classificação santista para as semifinais do Paulistão, quando fará o clássico com o São Paulo, que conseguiu a vaga com goleada sobre o Bragantino.

O Santos entrou em campo com desfalques importantes. Com problemas físicos, o volante Henrique, o meia Elano e o atacante Borges foram descartados pelo técnico Muricy Ramalho, que apostou em Maranhão, Ibson e Alan Kardec. Mas Neymar tratou de suprir a ausência dos três titulares.

Neymar foi o personagem do jogo válido pelas quartas de final do campeonato. Ele deu assistência para o gol de Maranhão e também marcou o seu, atingindo a marca de 99 gols com a camisa santista – virou ainda artilheiro do Paulistão, com os mesmos 13 gols de Hernane, do Mogi Mirim.

No começo do jogo, o time do Mogi Mirim abusou das faltas para tentar parar Neymar – foram dois cartões amarelos com menos de 10 minutos. Mas não teve muito sucesso. O jovem astro santista comandou as principais jogadas de ataque e levou constante perigo para a defesa adversária.

Aos 12 minutos, por exemplo, ele cruzou para Alan Kardec, que cabeceou por cima do gol. Aos 18, foi o próprio Neymar quem fez a finalização, assustando o goleiro Anderson. Enquanto isso, o Mogi Mirim só ameaçou aos 19, quando Felipe chutou forte e exigiu boa defesa de Rafael.

Neymar voltou a aparecer aos 22 minutos. Ele deu um lançamento perfeito para Maranhão, que acertou uma linda cabeçada na entrada da área, deslocando o goleiro e fazendo 1 a 0 para o Santos. Depois disso, Neymar ainda teve chance de ampliar, aos 30, mas o goleiro defendeu bem.

Talvez temendo uma expulsão, o técnico Guto Ferreira trocou no intervalo os dois jogadores que tinham recebido cartão amarelo: Roni e Edson Ratinho – entraram Jefferson Maranhão e Luis Felipe. E o Mogi também passou a controlar melhorar as investidas ofensivas do Santos.

Mas Neymar voltou a aparecer aos 16 minutos, em cobrança de falta defendida por Anderson. E o gol dele saiu aos 25, quando passou driblando pelo meio da defesa do Mogi Mirim e tocou com categoria no canto do goleiro. Assim, com 2 a 0 no placar, o Santos ficou só administrando.

Santos 2 x 0 Mogi Mirim

Santos – Rafael; Maranhão, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca (Elano), Ibson e Ganso; Neymar e Alan Kardec. Técnico: Muricy Ramalho.

Mogi Mirim – Anderson; Edson Ratinho (Luis Felipe), Tiago Alves, Lucas Fonseca e João Paulo; Baraka, Val, Renê Júnior e Felipe; Roni (Jefferson Maranhão) e Hernane. Técnico – Guto Ferreira.

Gols – Maranhão, aos 22 minutos do primeiro tempo; Neymar, aos 25 minutos do segundo tempo.

Ãrbitro – Flávio Rodrigues Guerra.

Cartão amarelo – Roni, Edson Ratinho, Renê, Juan e Maranhão.

Renda e público – Não disponíveis.

Local – Vila Belmiro, em Santos.

Pelé e Neymar fizeram a festa

Categoria: Futebol, Santos FC

DANIEL AKSTEIN BATISTA
SANCHES FILHO

Passado e presente juntos, em uma história que chega a 100 anos. Na Vila Belmiro praticamente lotada, nada de clássico ou jogo de campeonato. Mas quem não quer ver Neymar e Pelé lado ao lado? Sábado, 14 de abril de 2012, marcou o centenário santista com uma bela festa no estádio alvinegro, que prosseguiu depois pela cidade.

Pelé chegou à Vila de helicóptero às 11h20 e desembarcou no círculo central do gramado, onde reinou por duas décadas. Vestindo a camisa 100 do Santos, o Rei ergueu a taça da última Libertadores conquistada pelo clube. Naquele momento começavam de fato as comemorações do centenário de fundação do Santos, que se transformou em bonita festa, com desfile de jogadores campeões de várias gerações.

Após saudar o público e abraçar ex-companheiros de time, que pouco antes haviam participado de um jogo de veteranos, o Atleta do Século fez discurso emocionado.

“Estou feliz ao rever vários amigos aqui, mas triste porque não estão todos. Tenho certeza de que eles estão nos acompanhando ao lado de Deusâ€, falou. “Eu sempre disse que nunca fiz nada sozinho, por isso agradeço a todos que estão aqui do meu lado. Esse legado que deixamos para o clube só Deus pode explicar. O Santos representou o País em vários lugares, onde ninguém sabia o que era Brasil. Agora, é continuar com a nova geraçãoâ€, disse, com a voz embargada em alguns momentos.

Após a chegada de Pelé, do governador Geraldo Alckmin, do prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa, e do presidente da Casa da Moeda, Francisco de Assis Leme, foi lançada a medalha comemorativa do centenário e iniciada uma série de homenagens. “São 100 anos de um time que mudou o futebolâ€, disse o governador, santista assumido.

Quando todo o elenco profissional e os integrantes da comissão técnica chegaram à festa, com Léo puxando a fila, o estádio já estava quase lotado. Ao entrarem em campo, os jogadores foram recebidos pela torcida com o grito “Vai pra cima deles, Santosâ€.

Principais ídolos santistas da atualidade, Neymar e Ganso foram os últimos a entrar. Todos vestiam o novo terceiro uniforme, na cor azul, o primeiro produzido pela Nike para o clube. Logo depois, Neymar se juntou a Pelé, no momento em que o Rei e seu mais brilhante súdito foram homenageados com placas comemorativas.

O jogo “Nós contra a Rapaâ€, entre o time titular e cem crianças, foi uma brincadeira divertida, com duração de 30 minutos e que terminou empatado por 2 a 2. Edu Dracena e Ganso marcaram para o time e Neymar chegou a atuar para a equipe da garotada. Em seguida foi levado um grande bolo para o centro do campo, que Neymar se encarregou de transformar em munição para uma divertida guerra.

Pelas ruas de Santos, o clima era de festa. A comemoração continuou depois das 13h na Praça das Bandeiras, na Praia do Gonzaga, com contagem regressiva até o relógio do centenário ser zerado. Em seguida, a dupla sertaneja dos torcedores santistas assumidos Chitãozinho & Xororó deu início ao show artístico, com apresentação de vários grupos, que avançou até a noite.

Santos faz jogo com crianças e lança 3ª camisa na Vila

Categoria: Futebol, Santos FC

DANIEL AKSTEIN BATISTA

A comemoração dos 100 anos de fundação do Santos neste sábado na Vila teve como principal atração uma partida festiva entre os atuais jogadores do clube e 100 crianças. O evento, que atraiu mais de 15 mil pessoas ao estádio, também contou com o lançamento do novo terceiro uniforme do Santos.

Os jogadores do Santos entraram em campo com a nova camisa, na cor azul turquesa, enquanto as crianças atuaram com o tradicional uniforme branco. O jogo festivo foi o primeiro do Santos com as camisas confeccionados pela Nike, nova fornecedora de material esportivo do clube. A partida, intitulada “nós contra a rapa” teve duração de 30 minutos e terminou empatada por 2 a 2, com o zagueiro Edu Dracena e o meia Paulo Henrique Ganso marcando os gols para o time profissional.

Maior astro do Santos, Neymar voltou a roubar a cena na partida. O atacante atuou pela duas equipes. No fim, um pênalti foi marcado e a torcida gritou o nome de Pelé. O Rei do Futebol, porém, não estava mais na Vila naquele momento. Neymar então fez a cobrança contra três goleiros e chutou a bola nas mãos de Rafael.

Santos vence a Ponte Preta por 6 a 1

Categoria: Campeonato Paulista, Neymar, Santos FC

Deu até dó da Ponte Preta. Com mais um show de Neymar, o Santos deu uma aula de futebol, embalou de vez no Paulistão e obteve a quinta vitória consecutiva. Em uma partida praticamente irretocável, o time goleou por 6 a 1 e alcançou o terceiro lugar na competição, com 21 pontos.

O Peixe não teve nenhuma dificuldade diante de um adversário fragilizado. Em alguns momentos, aliás, parecia que os atletas estavam apenas brincando de jogar futebol, tamanha a liberdade que tinham para criar e avançar com a bola. Não à toa, foi a maior goleada do Estadual até agora.

O principal erro da Ponte foi na marcação. Afinal, quem em sã consciência deixaria Neymar livre em campo? Pois foi isso que aconteceu em boa parte do jogo de ontem na Arena Barueri.

O craque deitou e rolou. Primeiro deixou Ibson sozinho para marcar, mas Lauro fez ótima defesa. Aos 27, no entanto, ele resolveu chutar de longe e marcou um golaço.

O Santos, porém, não tem apenas Neymar, como qualquer adversário bem sabe. Com o time completo, sobram jogadores de qualidade e opções para se chegar ao gol. E quando a zaga campineira parou Borges, a bola sobrou para Ganso ampliar aos 34.

Com 15 pontos, a Ponte lutava por pelo menos um empate para melhorar sua posição na tabela e conseguiu diminuir no início do segundo tempo. Logo aos seis minutos, Renato Cajá achou Uendel livre na esquerda e o lateral teve categoria para marcar. Mas foi justamente quando parecia que iria embalar e sair em busca do empate que a Ponte se perdeu.

Depois do gol, o que seu viu foi um massacre. Com o apoio de 10 mil torcedores, o Peixe sufocou o adversário. Lauro até que se esforçava – defendeu um chute de Neymar e outro de Borges. Mas a zaga falhou feio e o Santos fez o terceiro: Guilherme tentou afastar, a bola bateu em Ferrón e foi direto para o gol aos 11. Dois minutos depois, Edu Dracena marcou de cabeça.

Já com o placar elástico, Neymar continuou abusando de seus dribles e conseguiu duas expulsões, de Cicinho e Guilherme. E, sob os gritos de olé, o jovem santista ainda tentou um golaço de voleio, mandando a bola por alto. Mas foi de Edu Dracena, aos 22, o quinto gol, novamente de cabeça.

Quem achava que o Santos já tinha feito muito em campo se enganou. Neymar marcou mais um, aos 32, antes de Renato Cajá também ser expulso. Até Elano, que entrou na vaga do Ibson, tentou o seu, mas parou na trave.

O placar de 6 a 1 foi elástico, mas poderia ter sido mais amplo. A Ponte Preta pagou por sua incompetência e por ter abusado da violência. Já o Santos fez aquilo que mais sabe e levantou o torcedor. Foi uma noite de show em Barueri.