Passou no teste
- 27 de outubro de 2012 |
- 21h56 |
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Categoria: Corinthians, Futebol
CIRO CAMPOS
No primeiro dos seis testes restantes pelas rodadas finais do Brasileiro o Corinthians está aprovado. Ainda restam cinco jogos antes do Mundial de Clubes, porém, mais importante do que a vitória de ontem por 1 a 0, sobre o Vasco, no Pacaembu, foi a demonstração de que o Timão é uma equipe madura e sabe como poucas superar dificuldades. O time sabe do seu potencial, tem noção do que deve melhorar e após detectar alguma falha evolui, atinge o objetivo e administrar a vantagem. Esse roteiro foi seguido à risca.
O principal fator que propiciou isso foi a volta de seis titulares. Os quatro homens da defesa e os dois volantes devolveram o entrosamento perdido com o rodÃzio de jogadores importantes realizado nas últimas partidas.
Também contribuiu para o resultado positivo a fraquÃssima atuação do Vasco. Em queda livre na tabela, o time carioca chegou à quinta derrota consecutiva, agravada pela crise dos salários atrasados e por um futebol muito abaixo de quem deseja vaga na Libertadores.
A história da partida foi construÃda junto com a mudança do tempo na tarde. O pontapé inicial foi sob intenso calor. No primeiro tempo o jogo foi parado e com o Vasco ligeiramente melhor, mas sem ameaçar.
Os zagueiros corintianos Paulo André e Chicão, que voltavam a jogar juntos depois de quase 40 dias, nem sequer foram testados. Os ataques do time carioca ficaram restritos às laterais. Marlone abria pela esquerda e Eder Luis corria pela direita. Porém, o máximo de perigo eram cruzamentos tortos e sem direção.
A monotonia do jogo do Corinthians se resumia ao erro de apostar só em Douglas, o único armador. O camisa dez
prendia demais a bola e o restante dos jogadores não se movimentava. Então o time alvinegro ficou inerte. O castigo quase aconteceu quando Fellipe Bastos cobrou falta no travessão.
No intervalo, a falha foi corrigida. Em vez do marasmo, tabelas entre os três atacantes e apoio dos laterais. O volante Paulinho voltou a aparecer como elemento surpresa no ataque e a mudança foi sentida logo no primeiro minuto. MartÃnez quase fez gol.
Aos 13 minutos o jogo foi definido pelo peruano Guerrero, que aproveitou bate-rebate na área após escanteio. Ele bateu firme e fez o gol, um prêmio pela insistência para quem vinha repetidas vezes jogando bem.
Depois do gol restou ao Corinthians somente administrar a vantagem. Começou a chover no momento em que o time ficou mais relaxado e leve. Jorge Henrique e Edenilson entraram para dar mais movimentação e algumas chances de gols foram perdidas. Claramente o time se poupou, até porque o Vasco não ameaçou, nem nas bolas paradas de Juninho. O resultado fez o Corinthians ajudar um rival, desta vez, o São Paulo, que viu um candidato ao G-4 dar adeus.
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O pânico domina o Palestra
- 16 de outubro de 2012 |
- 1h02 |
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Categoria: Brasileirão, Futebol, Palmeiras
DANIEL BATISTA
A esperança que os jogadores do Palmeiras têm de salvar o clube do rebaixamento para a Série B é grande, mas não é maior do que o medo que eles e a diretoria sentem no momento. O pânico se tornou corriqueiro nas últimas semanas e a já famosa truculência de alguns integrantes de torcidas organizadas do clube fazem com que ninguém no Verdão queira se expor.
Os dirigentes são os que mais sofrem pressão. O presidente Arnaldo Tirone, por exemplo, passou a andar com seguranças e, assim como o vice-presidente de futebol, Roberto Frizzo, decidiu dar uma “sumidaâ€.
Outra figurinha carimbada da diretoria que agora evita aparecer é o diretor jurÃdico Piraci Oliveira, o único deles com conta no Twitter, mas que desde o dia 11 de junho não se manifesta.
A irritação de conselheiros e torcedores só aumentou após saberem que Tirone foi passar o feriado em Campos do Jordão com sua famÃlia, enquanto o Palmeiras perdia nos Aflitos por 1 a 0 para o Náutico.
No mês passado, torcedores invadiram um dos restaurantes de Frizzo e depredaram o local. Desde então, os dirigentes estão muito preocupados – nas mÃdias sociais, palmeirenses fazem campanha para que haja uma mobilização para que os cartolas deixem o poder à força.
Constantemente ameaçado, Tirone decidiu que não vai acompanhar o time em Salvador, onde amanhã enfrentará o Bahia, e não decidiu quando vai voltar a viajar com a equipe, que, assim como o presidente, também vai evitar ao máximo o contato com torcedores.
“Estava programado para eu ir para Salvador, mas os meus seguranças me orientaram a não ir. As pessoas estão enfurecidas e, se eu for, vou dar mais trabalho aos segurançasâ€, disse Tirone à Rádio Jovem Pan.
A delegação só deverá voltar a treinar em São Paulo na quarta-feira da semana que vem. Até lá, trabalhará em Recife, Salvador e Araraquara – depois do jogo contra o Bahia, o time ficará apenas algumas horas em São Paulo antes de pegar outro avião.
Os jogadores também estão com medo, até porque há um histórico de agressões de torcedores do Palmeiras a atletas. Alguns têm evitado sair de casa.
O fato de o hotel do Recife onde a equipe estava concentrada para a partida contra o Náutico ter sido invadido por torcedores deixou a equipe assustada, embora não tenha acontecido nenhuma agressão fÃsica – apenas cobrança rÃspida.
Nova confusão
Além da fase horrorosa da equipe, outro assunto que tem gerado cobrança sobre Tirone é a situação de Alex. No clube, é dado como certo que ele vai para o Coritiba (ontem um dirigente do Cruzeiro disse que o meia recusou a proposta de seu clube e deu a entender que ele jogará no Coxa) e muitos acusam o presidente de não ter se esforçado para trazê-lo. Na semana que vem, Alex deverá anunciar que decidiu voltar ao Coritiba atendendo a um pedido da famÃlia.
O Verdão afundou mais em Araraquara
- 11 de outubro de 2012 |
- 23h34 |
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Categoria: Brasileirão, Futebol, Palmeiras
PALMEIRAS 0 X 1 CORITIBA
DANIEL BATISTA
Era o jogo da redenção e da arrancada para o Palmeiras, mas terminou sendo uma catástrofe. Com um gol a poucos minutos do fim, o Coritiba venceu o Verdão por 1 a 0, em Araraquara, e deixou o campeão da Copa do Brasil bem mais perto da Série B – são nove pontos de distância para o Bahia, 16º colocado do Brasileirão. É verdade que o time ainda tem chance de escapar da queda, mas está cada vez mais difÃcil para o palmeirense ver uma luz no fim do túnel.
Confundindo vontade com ansiedade, o time alviverde em momento algum passou confiança à sua torcida. O que se viu foi uma equipe bagunçada, que, assim como no clássico diante do São Paulo, mostrou a apatia e a desatenção tÃpicas da fase final de Felipão no Palmeiras.
O futebol apresenta muitas surpresas, como todo mundo sabe, mas a impressão é que as vitórias do Palmeiras sobre Figueirense, Ponte Preta e Millonarios ocorreram graças ao “doping psicológico†que geralmente ocorre quando há uma troca de treinador. Diante do São Paulo e ontem, voltaram a aparecer os problemas de antigamente.
É estranho ver um time que tem Marcos Assunção, e sua maestria nas bolas paradas, não contar com um jogador de velocidade para ir para cima dos adversários e cavar faltas. Maikon Leite e Mazinho, que poderiam ser esses jogadores, estavam no banco de reservas. Maikon entrou só aos 12 minutos do segundo tempo, mas também estava nervoso demais.
Tiago Real sofreu com a marcação dos paranaenses e apareceu pouco no jogo. Assim, não restava outra jogada que não fosse tentar chegar à linha de fundo e cruzar para Obina, que tinha de se virar sozinho dentro da área. No final do primeiro tempo, a única coisa que o torcedor palmeirense tinha para comemorar era o triunfo do Grêmio sobre o Sport – com esse resultado, o time pernambucano permanecia perto do Verdão.
No segundo tempo, a ansiedade só aumentou e o relógio passou a ser um marcador mais voraz do que qualquer zagueiro do Coritiba. Logo no começo, Luan chegou a fazer uma bonita jogada, mas a conclusão foi péssima e a bola passou longe. Obina, por sua vez, chegou a fazer um gol, mas estava impedido.
O Coritiba teve duas boas oportunidades para marcar antes de conseguir o gol da vitória, aos 43 minutos. MaurÃcio Ramos derrubou Everton Ribeiro dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Deivid cobrou com segurança e marcou. O apoio das arquibancadas virou protesto e os gritos de “Palmeiras†viraram “Fora, Tirone†e “Time medÃocreâ€. E assim caminha o Palmeiras para o fundo do poço.
Timão escolhe patrocÃnios para o Mundial de Clubes
- 11 de outubro de 2012 |
- 22h07 |
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Categoria: Corinthians, Futebol, Mundial de Clubes
PAULO GALDIERI
VÃTOR MARQUES
O Corinthians analisa pelo menos três propostas de patrocÃnio master de camisa apenas para os dois jogos do Mundial de Clubes, no Japão, em dezembro. Uma das interessadas é a Iveco, empresa que patrocinou o time nas finais da Libertadores.
Mas a proposta mais alta do ponto de vista financeiro não é dela. Outra empresa ofereceu R$ 3,5 milhões pelo patrocÃnio de ocasião. O clube, no entanto, considera o valor baixo.
O Corinthians está sem um patrocÃnio master de camisa desde abril e tem feito contratos de publicidade pontuais. Fará um novo para o Mundial apenas se não fechar um acordo mais longo.
O último patrocinador master de camisa foi a Hypermarcas, que pagava cerca de R$ 35 milhões por ano. Esse contrato, no entanto, foi assinado ainda como estratégia de marketing vinculada à imagem de Ronaldo, que parou de jogar em 2011.
Sem o Fenômeno, mas embalado pela conquista da Libertadores deste ano, a diretoria viu a possibilidade de manter esse patamar de R$ 35 milhões, embora o objetivo fosse vender o espaço por cerca de R$ 45 milhões.
A demora em acertar com um patrocinador principal de camisa causou divergência no clube. Uma ala dos dirigentes acredita que propostas de valores mais modestos, na casa de R$ 30 milhões, deveriam ser aceitas. O São Paulo, que assinou contrato com a Semp Toshiba por R$ 25 milhões/ano, é usado como exemplo.
“Se eu tiver de perder dinheiro agora para conseguir um contrato mais vantajoso lá na frente, vou perderâ€, disse ao JT o vice-presidente do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg. “Tenho total apoio da diretoria.â€
Depois da conquista da Libertadores, o ex-presidente Andres Sanches disse à atual diretoria que o banco BMG estaria disposto a pagar R$ 28 milhões por um contrato de 18 meses. “Essa proposta não chegouâ€, disse Rosenberg. “Mas nesses valores não interessaria.†Ele justifica que o clube ganharia apenas R$ 1,5 milhão por mês com esse acordo e que rebaixaria o Corinthians a patamares de clubes como o Santos.
Se esse acordo vantajoso, como sonha Rosenberg, não surgir em breve, a melhor solução é o clube assinar um contrato pontual, apenas para o Mundial e depois negociar outro vÃnculo. “Até o final do ano teremos um novo patrocinar masterâ€, garante Rosenberg.
A Hyundai voltou a se interessar pelo espaço e conversa com a diretoria. A fabricante de automóveis havia mantido contato com o clube após a Libertadores.
Kaká aproveitou a chance em grande estilo
- 11 de outubro de 2012 |
- 22h01 |
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Categoria: Futebol, Seleção Brasileira
BRASIL 6 X 0 IRAQUE
PAULO GALDIERI
Kaká ganhou a chance de voltar à Seleção Brasileira mesmo sem ter recuperado a condição de titular em seu clube, o Real Madrid. E, mesmo assim, não decepcionou. O meia aproveitou muito bem a oportunidade que recebeu após mais de dois anos longe das convocações. Contra uma equipe frágil como a do Iraque de Zico, ele se destacou.
Com um gol bem ao seu estilo – arrancada com a bola dominada e chute firme – e uma assistência, Kaká saiu de campo com a sensação de dever cumprido. Ele comandou o Brasil na goleada por 6 a 0 sobre os iraquianos, que se mostraram adversários tão ou até mais fracos do que fora a China, que apanhou de 8 a 0 da Seleção em amistoso no mês passado, no Recife.
Aliás, o jogo de ontem, em Malmo, na Suécia, mostrou muitas semelhanças com a partida de Pernambuco. Não apenas pela falta de qualidade – inocência, até – do adversário como pelas escolhas de Mano Menezes na hora de escalar a Seleção.
O técnico gaúcho apostou mais uma vez no esquema 4-2-3-1, com uma linha de três jogadores fazendo o papel de meia e apenas um atleta à frente, como referência. O trio criativo do Brasil foi formado por Kaká, Oscar e Neymar. Na frente, apenas Hulk, cumprindo uma função que não é a sua preferida.
Mas isso pouco importou contra o Iraque, uma seleção que mostrou deficiências básicas e fez o jogo parecer um encontro entre profissionais bem treinados e entrosados e um time de atletas de fim de semana.
Com tamanha facilidade para marcar, tomar a bola e armar jogadas, o Brasil logo deu pinta de que a goleada seria questão de tempo. Oscar e Kaká tabelavam com uma liberdade que talvez não tinham desde quando deram seus primeiros chutes.
E os gols foram saindo sem o menor esforço, consequência da diferença brutal de qualidade entre as duas equipes.
Oscar, com dois gols, deu a vantagem ao Brasil ainda no primeiro tempo. Os atletas do sistema defensivo, sem ter com o que se preocupar, tornaram-se rapidamente jogadores de ataque.
Desde Adriano, improvisado na lateral direita, até os volantes, passando por David Luiz e Thiago Silva, todo mundo arriscou a sua tentativa de fazer um golzinho – muitos pararam nas defesas do goleiro Sabri, o único jogador do Iraque que conseguiu algum destaque que não fosse por causa de erros.
Mas se Sabri foi o que separou o Brasil da goleada na etapa inicial, no segundo tempo ele não foi capaz de evitar que mais quatro gols acontecessem.
A torcida iraquiana foi um show à parte. Ampla maioria no estádio sueco, com tambores e roupas tradicionais, ela comemorou até lateral e passou o jogo inteiro vaiando Neymar e cantando mesmo quando a goleada já estava estabelecida. Ao que parece, o jogo pouco importava. Nem para um lado, muito menos para o outro.

