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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
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Corinthians perde no Pacaembu

Categoria: Brasileirão

O Corinthians voltou a tropeçar dentro de casa e deixou aberta a disputa pelo título simbólico do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Neste sábado, a equipe alvinegra perdeu para o Figueirense, por 2 a 0, no Pacaembu, e perdeu a chance de se garantir com uma rodada de antecedência na liderança até o final da primeira metade da competição.

Com a derrota, o Corinthians segue na primeira colocação com 37 pontos. No entanto, pode ver Flamengo (34 pontos), São Paulo (33) e Vasco (33) ficarem bem mais perto na tabela após os jogos deste domingo. Com isso, o título do primeiro turno será decidido na rodada seguinte, no próximo final de semana.

Neste sábado, o Figueirense abriu o placar com um gol de Wellington Nem, aos 35 minutos do primeiro tempo. Os catarinenses definiram a vitória com Pitonni, aos 48 minutos da segunda etapa.

Pelo título simbólico

Categoria: Brasileirão, Corinthians

VÍTOR MARQUES
vitor.marques@grupoestado.com.br

O cenário que há três dias se desenhava nebuloso se transformou num panorama favorável e promissor ao Corinthians.
Se vencer o Figueirense hoje, às 18h, no Pacaembu, voltará abrir vantagem na liderança do Brasileiro e conquistará antecipadamente o simbólico título de campeão do primeiro turno.

Parece pouco. Mas é muito para uma equipe que entrou em campo na última rodada pressionada pelo resultado positivo.
Não só venceu, após estar perdendo por 2 a 0 para o Atlético Mineiro, como viu, um dia depois, os concorrentes Flamengo e São Paulo tropeçarem.

“Não gosto de torcer para os outros perderem. Nem assisti a esses jogos, vi o compacto depois”, disse Tite. “Sei que é um campeonato difícil e que as situações acontecem muito rápido.”

O Corinthians, com 37 pontos, pode chegar a 40 hoje, seis a mais que o Flamengo. Ainda que perca o clássico contra o Palmeiras, na última rodada, terminaria o primeiro turno na liderança pelo número de vitórias.

No ano passado, o Fluminense, que acabou sendo o campeão, terminou o primeiro turno com 38 pontos – um aproveitamento de 66,7%.

Na história dos campeonatos de pontos corridos – desde 2003 –, o time que terminou o primeiro turno na frente só não ganhou o título em duas edições.

“É um parâmetro consistente. Dá trabalho e confiança. E quero que esse índice de aproveitamento (agora de 73%) extraordinário esteja sempre conosco.”

Tite comemorou demais ter mantido a ponta, porque passou por momentos difíceis no campeonato, muito por causa dos desfalques da equipe.

Ontem, num desabafo, listou os problemas que, segundo ele, abalaram a equipe: “Perdemos três laterais-esquerdos, usamos nossos três goleiros, o Alessandro ficou fora e tive um centroavante que foi operado.”

Afagos da diretoria
Com a vitória em Minas, Tite ganhou muitos pontos com a diretoria ao acertar na substituição que fez na partida contra o Atlético, trocando um lateral por um atacante.

Passou a receber elogios em vez de críticas por não trocar “seis por meia dúzia”, segundo dirigentes. E salvou sua pele com a vitória, já que havia três rodadas que o time não vencia.

“Foi uma situação específica de um jogo, e que deu certo porque os atletas fizeram bem suas funções: o Emerson entrou bem e o Jorge fez a lateral. Não foi só mérito do técnico.”

Obstinado pela repetição, Tite disse que vai manter o esquema que começou o jogo em Minas, mas não descartou que possa começar uma partida com Jorge Henrique de lateral-esquerdo.

“A equipe vai manter o sistema 4-2-3-1. É a forma que vínhamos jogando. Fica o pepino para o técnico descascar. São quatro vagas para cinco atletas em grande momento.”

A única alteração em relação à equipe que venceu o Atlético será a volta de Chicão.

Alessandro está confirmado na lateral direita e Welder continua na esquerda.

Um ‘show’ de estádio

Categoria: Brasileirão, Corinthians

PAULO GALDIERI
paulo.galdieri@grupoestado.com.br

O primeiro desejo do Corinthians era “apenas” ter um estádio. A ideia cresceu e, enfim, vingou. Depois, surgiu a incumbência de ser a sede paulista na Copa do Mundo de 2014, o que tornou a construção da casa alvinegra uma questão que vai muito além do peso que a obra terá para o clube. E agora o Corinthians quer transformar tudo isso – e mais o que ainda virá até que a arena esteja pronta – em um show. Literalmente.

O clube do Parque São Jorge negocia com o canal de TV por assinatura Discovery Channel a realização de um episódio em que o Itaquerão será o “personagem” do programa Megaconstruções. A atração é uma das mais populares da emissora e trata justamente da realização de grandes obras de engenharia em várias partes do mundo.

“A ideia foi do Discovery Channel. Isso vai ser muito legal por causa da enorme repercussão que o programa certamente terá”, disse o diretor de marketing Luís Paulo Rosenberg.

O lucro para o Corinthians, nesse caso, não seria financeiro, mas de exposição e valorização de sua marca e também da própria arena. A avaliação é que, caso o programa seja realizado, o estádio corintiano passará a ser mais conhecido e ganhará o status de obra de referência no gênero. A partir daí, o clube poderia tentar capitalizar em cima da notoriedade de sua arena.

Para facilitar o acordo, o clube se dispõe utilizar a infraestrutura da TV Corinthians – canal de TV por assinatura que transmite programação exclusiva sobre o clube – para gerar as imagens da obra, seguindo orientações que viriam da produção do programa e usando os padrões de captação de imagem que o canal costuma adotar em suas atrações.

Só quando a construção estivesse com cara de estádio é que a produção do canal teria de mandar uma equipe própria para fazer as imagens, inclusive com a presença do apresentador do programa – o show tem como uma de suas características colocar o anfitrião para trabalhar como se fosse um operário em algum ponto da construção.

A negociação ainda está no começo, mas como a obra do Itaquerão também engatinha e visualmente só deverá se tornar palpável a médio prazo, o clube acredita que tem tempo de sobra para fazer o projeto passar de mais um de seus planos de marketing para a prática.

Embora seja uma iniciativa inédita no País, não seria a primeira vez que a construção de um estádio seria mostrada pelo Discovery Channel em seu programa sobre grandes obras.

Em 2008, o Megaconstruções realizou um episódio em que era mostrada a construção do Cowboys Stadium, uma arena que pertence ao time de futebol americano Dallas Cowboys, dos Estados Unidos, e custou mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 1,6 bilhão). Esse é o estádio mais moderno – e caro – do planeta.

Problemas a resolver
Antes de virar um show para a televisão, no entanto, o Itaquerão ainda terá de passar por estágios menos glamourosos durante a sua construção.

Para começar, ainda não existe um contrato entre o Corinthians e a Odebrecht para a obra, que será tocada pela empreiteira. O impasse entre as partes a respeito do custo total do estádio ainda não foi resolvido, mesmo depois que a prefeitura de São Paulo e o governo paulista entraram na jogada para bancar parte dos custos.

Enquanto isso, os trabalhos no terreno, em Itaquera, continuam. A previsão da Odebrecht, é que o Itaquerão ficará pronto somente em fevereiro de 2014. (colaborou Vítor Marques)

Ainda bem que o Corinthians tinha Sheik

Categoria: Brasileirão, Corinthians

ATLÉTICO-MG 2 X 3 CORINTHIANS

Existem vitórias emblemáticas e que são capazes de mostrar exatamente qual time briga na parte de cima da tabela e qual deles está na zona de rebaixamento. O Corinthians, líder do Campeonato Brasileiro, empurrou ontem o Atlético-MG ainda mais para o fundo do poço.

Seria um resultado normal se alguém fosse apostar quem venceria em Ipatinga, ainda que o Corinthians jogasse pressionado pela sequência ruim: o time todo e o técnico Tite estavam com a corda no pescoço.

Mas a maneira como foi construído o 3 a 2 é que não foi nada normal. O Corinthians se reergueu dentro da partida, depois de terminar o primeiro tempo perdendo por 2 a 0, virando o confronto no segundo.

Houve três personagens cruciais para esse o placar: Emerson Sheik, o nome do jogo, Tite, que o colocou no intervalo e redefiniu o rumo da partida, e Réver, que foi do céu ao inferno em poucos minutos.

“Às vezes eu entrava, não dava certo e as pessoas criticavam. Mas tenho consciência da importância que tenho e por que estou no Corinthians”, falou Emerson, que era titular e foi para a reserva. Ele foi sincero e econômico nas palavras. Antes dele, o Corinthians era um caos. Depois, foi um time.

Foi tudo muito rápido. Ele entrou no intervalo e aos quatro já marcou para diminuir a desvantagem, aproveitando um desvio de Danilo. Aos sete, recebeu livre, partiu para cima da zaga e foi derrubado por Réver, que foi expulso. Alex empatou.

Tite havia sacado Alessandro no intervalo e deslocado Welder para a lateral direita para colocar o Sheik na frente.

Assim, o time ficou, na prática, com três atacantes: Emerson, Liedson e Jorge Henrique. Não havia outra alternativa para tentar virar o placar.

Com o Sheik, o Corinthians ganhou mais opções para Alex e Danilo criarem as suas jogadas. E o time ganhou em variações pelos lados, tudo o que faltou no primeiro tempo.

O Sheik estava impossível. Depois de participar diretamente dos primeiros dois gols do Corinthians, ele ainda participou do terceiro, desviando para Liedson completar para a rede, aos 29 do segundo tempo.

O Atlético-MG, que já estava jogando fechadinho, morreu.
Emerson ainda sofreu outro pênalti, nos acréscimos, mas Alex chutou mal. O Sheik deveria ter batido.

Mas o que havia feito o Corinthians antes disso, no primeiro tempo? Nada. Dois lances de um zagueiro grandalhão bastaram para o Corinthians ir à lona na etapa inicial.
Numa cobrança de escanteio, Réver se aproveitou de uma desatenção da defesa e desviou a bola de cabeça.

A zaga corintiana parou e Júlio César pediu impedimento, mas Dudu Cearense, sozinho, mandou para as redes.

No segundo gol do Atlético, o “malandro” Jorge Henrique cometeu um erro que não se comete nem mesmo em escolinha de futebol: agarrou Réver dentro da área. Pênalti.

Há juízes que marcam esse tipo de lance, outros, não. Marcelo de Lima Henrique marcou. Guilherme, aos 27, fez 2 a 0 para o Galo. Ainda bem para o Corinthians que havia o Sheik.

Um líder pressionado

Categoria: Brasileirão, Corinthians

VÍTOR MARQUES

Pressionado a vencer o Atlético-MG, às 21h50, em Ipatinga, o Corinthians antecipou a volta de Liedson, que será titular mesmo sem ter condição de atuar 90 minutos, e ganhou a “blindagem” do presidente Andres Sanches, que compareceu ao treino de ontem da equipe.

É um sinal claro de que os últimos resultados no Campeonato Brasileiro abalaram, decerto, o ambiente no clube, apesar de o time permanecer na liderança após 16 rodadas.

A equipe, que chegou a abrir sete pontos em relação ao segundo colocado, viu essa diferença ser pulverizada.
O que separa Corinthians e Flamengo na tabela de classificação é o número de vitórias (dez contra nove) e não o de pontos: ambos estão com 34 – e o São Paulo vem logo atrás, com 32. O Vasco, com 30, é o quarto.

Nas últimas seis rodadas, a equipe comandada por Tite perdeu dois jogos, venceu um e vem de uma série de três empates consecutivos.

“O grande clube exige vitórias e títulos, mas o nosso momento é de retomada”, afirmou ontem o treinador.
A queda de produção suscitou críticas ao trabalho do treinador por parte de conselheiros e dirigentes. Andres Sanches, por outro lado, continua bancando o treinador e diz a interlocutores que a chance de Tite cair com uma derrota hoje é “zero.”

Dirigentes ligados ao presidente concordam que o momento não é de mudança. E alegam que não há um nome disponível no mercado, embora gostem sempre de falar que Muricy Ramalho, se não estivesse empregado, seria um bom substituto.
Tite disse em entrevista que está apenas preocupado com o desempenho do time dentro de campo. E não deu muita bola para a presença do presidente, com quem conversou durante alguns minutos antes do treino.

“Estou atento ao desempenho, quero que a equipe repita o primeiro tempo contra o Santos e contra o Ceará. E que não recue como fez, porque não foi o técnico quem pediu.”

Artilheiro não está 100%

Para fazer com que o time volte a marcar mais gols, Liedson vai começar como titular mesmo retornando de uma artroscopia no joelho esquerdo.

“Eu estava louco para colocá-lo no último jogo (desde o início), mas não sou louco para ele estourar. Agora, ele tem margem de segurança para atuar 60, 70 minutos de jogo.”

Com a volta de Liedson, Willian, que vinha jogando como centroavante, foi sacado. O técnico sustentou a mudança argumentando que Alex, Jorge Henrique e Danilo vivem momento melhor que o jovem atacante, que começou bem o ano, mas já está há sete jogos sem marcar. “Começou a concorrência, alguém teria de sair do time.”

Ao manter Danilo e Alex juntos, Tite, de fato, muda a maneira de atuar. Ele trocou aquela correria desenfreada pela posse de bola e cadência de jogo. Ao fazer isso, disse que ganha na finalização de média distância, sem perder no poder de marcação. A conferir.