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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
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Presidente do Timão ‘enquadra’ Imperador

Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol

FÁBIO HECICO
A satisfação da diretoria corintiana com os atletas campeões brasileiros não é a mesma com Adriano. E de agora em diante é tolerância zero com o atacante, que até em treino já faltou. Ou ele se cuida nas férias, perde peso e chega a 2012 em condições de jogar mais do que 30 minutos por jogo ou começa a procurar emprego em outro clube.

Irritado com a demora na recuperação do jogador, o presidente Andres Sanches mandou algumas indiretas ontem e pediu que Adriano se cuide mais nas férias. Ausente na comemoração dos jogadores e também na festa de premiação dos melhores do Brasileiro, na qual o time recebeu a taça, Adriano anda deixando os dirigentes irritados com suas festinhas.

“Infelizmente ele teve uma lesão séria, demorou mais do que o esperado para se condicionar. Espero que comece o ano bem, que dos 30 dias (de férias) cumpra o que foi determinado em 20 e chegue forte, até porque a Libertadores começa em fevereiro”, cobrou Andres.

O clube recomendou uma dieta balanceada ao atacante e exercícios físicos. Também ordenou que não exagere na bebida e na comida nas festas de fim de ano.

Como controle, uma vez por semana ele será avaliado pelo fisioterapeuta Bruno Mazziotti.
A promessa de Adriano é de chegar à reapresentação do elenco, em 4 de janeiro, no CT do Parque Ecológico, sem quilinhos a mais. Ou seja, abaixo da casa dos 100, como está agora.

É óbvio que não estou satisfeito com o Adriano e não vou ser hipócrita de dizer que gostei. Ele teve contusão séria, jogou poucos minutos, mas no ano que vem espero que tenha muito mais sucesso no Corinthians”, disse o presidente, que cutucou o jogador ao falar de contratações de peso.

“Vamos trazer jogadores de peso, mas não tão pesado quanto ele, um pouco mais leve”, provocou, evitando comparações com o Fenômeno. “Ronaldo é único. Adriano tem mídia, mas veio mais pelo futebol.”

Após uma temporada para esquecer, com apenas cinco jogos realizados, um gol e 110 minutos em campo, Adriano deve passar as férias no Rio. Lá receberá Mazziotti para as avaliações.

O clube espera ver profissionalismo do centroavante. Depois de pagar alto para vê-lo apenas se recuperar, quer ter retorno do investimento de R$ 5 milhões em salários, com gols.

Ver o Imperador “inteiro” serviria para a direção mirar em outras frentes para se reforçar, já que Liedson carrega enorme prestígio, Emerson cresceu na reta final, Willian manteve-se bem até o fim e Jorge Henrique provou diante do Palmeiras que o Corinthians é sua casa.

Ao mesmo tempo que cobrou Adriano, Andres revelou que o técnico Tite ficará no clube por mais uma temporada.
“Mesmo que não ganhasse ele seria o técnico para 2012. Tenho quase certeza que será, mas ainda não renovou”, falta assinar. “Será por mais um ano.”

Tite se reuniu com a direção ontem. A renovação ficou bem encaminhada e o clube espera apenas a volta de Gilmar Veloz da Europa para bater o martelo.

São Paulo goleia, mas está fora da Libertadores

Categoria: Brasileirão, Futebol, Santos FC, São Paulo FC

SÃO PAULO 4 X 1 SANTOS

BRUNO DEIRO
O São Paulo cumpriu o objetivo de se despedir com dignidade de uma temporada sem brilho com uma goleada por 4 a 1 sobre os reservas do Santos, ontem (4), em Mogi Mirim. O time de Emerson Leão fez a sua parte, mas os resultados paralelos não ajudaram e o Tricolor está, merecidamente, fora da Libertadores pelo segundo ano consecutivo.

O time B do Santos, que nem sequer contou com Muricy Ramalho no banco e teve apenas um titular, Elano, foi presa fácil para o trio Lucas, Fernandinho e Luis Fabiano – que marcou dois gols e até se deu ao luxo de perder chances claras.
Leão, que teve seu contrato renovado para 2012, encerrou o ano com a terceira vitória em oito jogos, mas outra vez contra um rival pouco qualificado – antes, havia vencido os rebaixados Avaí e América-MG. Ontem, o time são-paulino superou a apatia e fez 3 a 0 logo no primeiro tempo para garantir o triunfo.

Com as arquibancadas esvaziadas (pouco mais de cinco mil pagantes), o São Paulo encerrou a temporada no palco da estreia – o time abriu o Paulista com vitória por 2 a 0 sobre o Mogi Mirim, no Romildo Ferreira.

No ataque desde o primeiro minuto, o São Paulo não demorou a abrir o placar. Aos 12, Fernandinho recebeu ótimo lançamento de Cícero na ponta esquerda e cruzou para Luis Fabiano marcar. O Tricolor continuou em cima e, pouco após Jean chutar no travessão, foi a vez de Cícero balançar a rede. Aos 33, o meia acertou forte arremate de fora da área. Cinco minutos depois, Lucas lembrou os seus melhores dias para fazer o terceiro. Em velocidade, driblou dois e chutou forte no mesmo canto de Cícero para ampliar.

Com os três gols do Tricolor na primeira etapa, o jogo ficou monótono após o intervalo. O São Paulo diminuiu o ritmo e relaxou até sofrer um gol. Aos 16, Elano cobrou falta da entrada da área e a barreira abriu, não dando chance a Rogério Ceni. Para fechar a modesta festa em Mogi Mirim, Luis Fabiano recebeu pela direita aos 35, pedalou para cima de um rival e chutou fraco, mas Vladimir aceitou.

Dor e a alegria de um pentacampeonato

Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol, Palmeiras

CORINTHIANS 0 X 0 PALMEIRAS

LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI
Um minuto de silêncio. Jogadores com o braço direito erguido em homenagem a Sócrates, morto ontem (4) de madrugada. Mais do que a celebração, o time tinha de jogar pelo ídolo que honrou como poucos a camisa alvinegra. Uma comoção sem precedentes em nome do quinto título do Campeonato Brasileiro. No fim da epopeia, Corinthians pentacampeão, com méritos.

Sócrates serviria mesmo de inspiração. Nas arquibancadas do velho Pacaembu havia essa certeza. Não havia motivo para desilusão. Nem lá na multidão vestida de preto e branco, muito menos no campo.

Bola em jogo e os nervos afloraram. Se a torcida se esgoelava em cânticos empurrando a equipe, lá embaixo os jogadores não encarnavam o espírito de Sócrates. Os músculos pareciam duros, a cabeça não pensava.

Cenário favorável ao Palmeiras, um franco-atirador. Um intruso na festa para a qual não havia sido convidado. Os jogadores de Tite não marcavam por pressão a saída de bola dos homens de Felipão. Nem trocavam passes para manter a posse de bola no campo do inimigo, como o técnico alvinegro sempre cobrou durante o Brasileirão.

Com o jogo a seu favor, o Palmeiras pouco fez. Viveu dos lances de Assunção – todos, por sinal, em vão. O Corinthians também quase não atacou. Parecia atordoado, nervos esgarçados. E mais ainda quando o Vasco fez 1 a 0 no Fla – gol de Diego Souza, um ex-palmeirense. O relógio marcava 29 minutos.

O gol vascaíno obrigou a torcida alvinegra a gritar ainda mais alto. Os jogadores não responderam, a não ser em um lance de Willian, que caiu na área em um toque de Henrique. Os corintianos pediram pênalti e o juiz não deu. E assim chegou ao fim o primeiro tempo.

No início do segundo, a história mudou de enredo. Logo aos dois minutos, Valdivia foi expulso numa dividida com Jorge Henrique. Uma expulsão exagerada por parte do árbitro Wilson Luiz Seneme.

Com um a mais, o Corinthians esfriou a cabeça, os nervos voltaram ao lugar. Para melhorar, o Flamengo empatou aos nove minutos – gol de Renato Abreu, um ex-corintiano. Empate no Rio e no Pacaembu, Corinthians campeão.

Bola na trave
Sem Valdivia, Felipão colocou o volante João Vitor no lugar do meia Patrik. Tite avançou Alex e abriu Jorge Henrique na ponta esquerda. Scolari respondeu com Maikon Leite na vaga de Cicinho. Mandou o seu time para frente. Saiu uma falta para Assunção. Ele mandou a bola na cabeça de Fernandão, que carimbou a trave. No rebote, Luan mandou por cima.
Um susto para o Corinthians, que ficou mais preocupado ainda com a expulsão de Wallace, aos 28 – outro exagero de Seneme. Agora eram dez contra dez no gramado. Aí Tite trocou Willian por Chicão.

Nas arquibancadas, os cânticos perderam força. Unhas eram roídas, camisas, mordidas, preces para Sócrates para iluminar os jogadores, corações na boca. E os ponteiros lentos como o andar de um elefante.

Quando o grito de campeão estava para sair, uma confusão paralisou o clássico. Saldo: Leandro Castán e João Vitor expulsos.   Restavam dois minutos de longa espera. Nem era necessário jogar mais, o Vasco acabava de empatar com o Flamengo, resultado que dava o título ao Timão mesmo que o Palmeiras fizesse um gol e ganhasse o clássico.
A nação, então, explodiu de felicidade no Pacaembu. Os jogadores e Tite esperaram os dois infinitos minutos para celebrar. Não é fácil um time bordar cinco estrelas na camisa.

O Corinthians conseguiu esse feito ontem. Pentacampeão brasileiro.
Duas horas antes, Sócrates havia sido sepultado em Ribeirão Preto. Silêncio lá, alegria sem fim no Pacaembu.

Timão vai pra cima do Palmeiras

Categoria: Brasileirão, Corinthians, Palmeiras

DANIEL AKSTEIN BATISTA
FÁBIO HECICO

O Corinthians quer fazer valer sua força dentro do Pacaembu – é o melhor mandante, com 40 pontos – para não ter de se preocupar com o jogo entre Vasco e Flamengo, no Rio, no mesmo horário: 17h. O duelo é com o Palmeiras. Pedreira, apesar de o time de Felipão não brigar por nada. O Vasco é o único capaz de tirar o caneco do Corinthians.

Para soltar o grito de campeão nesta última rodada, Tite vai adotar a tática de sufocar o rival desde o início, aproveitando o apoio de 37 mil vozes. Assim que Wilson Luiz Seneme apitar o início de jogo, o torcedor notará um time marcando sob pressão e apostando na velocidade de Willian pela direita e de Jorge Henrique na esquerda.

Tite passou aos jogadores que pretende sair na frente para fazer o Palmeiras se abrir e, assim, tentar aproveitar contragolpes.

“Tudo é importante agora. Não adianta querer fórmula mágica em momento decisivo. Vamos ter de repetir o que fizemos nos treinos e jogos. Quero que a equipe repita sua organização de bola parada e tomara que tenha felicidade de repetir seu desempenho do ano”, diz Tite. Movimentação constante é outra estratégia para não esbarrar numa defesa sólida.

“Não podemos ficar pensando no empate. Se mudar o jeito de jogar, vai deixar de repetir o trouxe o time aqui. Temos 21 vitórias. Se quisermos modificar agora vai ser ruim”, diz.

A igualdade, segundo Tite, só passará a valer na parte final do clássico. “Se estiver faltando 15 minutos, aí começa a quebrar o ritmo do jogo. A equipe tem de ser o Corinthians, do jeito e com a cara que chegou até aqui.”

Se o Corinthians joga por sua consagração no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras quer ao menos encerrar com dignidade uma temporada repleta de fracassos e jogos ruins.

Invicto há quatro rodadas (dois empates e duas vitórias), Luiz Felipe Scolari finalmente achou a formação do time. Tarde. E deve mantê-la para tentar atrapalhar a festa do Corinthians hoje no Pacaembu.
A dúvida de Felipão está na zaga. Mas, com a melhora de Thiago Heleno (ele estava com dores nos pés), o escolhido para voltar à reserva deve ser Henrique.

A chance de sair hoje com a vitória está principalmente em Valdivia e Marcos Assunção. Na rodada passada, o volante foi o herói no triunfo de 1 a 0 sobre o São Paulo, também no Pacaembu. “Ele bate muito bem na bola”, elogiou Felipão. “Na semana passada, Arce (ex-ídolo do time) esteve aqui e disse: ‘ele bate melhor do que eu’. Partindo do Arce, dá pra gente valorizar, porque ele batia na bola como poucos”, contou. “O Assunção tem qualidade na batida da bola que, se for pesquisar no mundo, tem um ou dois apenas que tem.”

Além de apostar nas jogadas de bola parada, a esperança alviverde está também em Valdivia. O chileno tem a confiança do treinador e já mostrou nos últimos jogos que deixou os problemas para trás.

Com o chileno em campo, o Palmeiras deve fazer um jogo aberto. E Felipão espera que seu time consiga se aproveitar de uma possível ansiedade do rival. “Tem como tirarmos proveito se tivermos qualidade suficiente e se estivermos bem preparados mentalmente desde o início.”

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Wallace pode ser a surpresa de Tite

Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol, Palmeiras

FÁBIO HECICO
VÍTOR MARQUES
Precavido, mas ousado. O Corinthians descarta jogar com o regulamento debaixo do braço e não vai abrir mão de atacar o Palmeiras. Mesmo ciente de que apenas um empate basta para o título, domingo, no Pacaembu, o técnico Tite ensaia a equipe com esquema ofensivo e deixou claro que manterá o 4-3-3.

Alex será o responsável pela armação das jogadas (Danilo recebeu o terceiro cartão amarelo) e Jorge Henrique assume a posição de Emerson, suspenso por um jogo ontem, no STJD, pelo pisão em Daniel, do Avaí.

Jorge jogará aberto pela esquerda, com Willian fazendo a função pela direita. Liedson será o responsável pelos gols.
Ontem, Tite cobrou bastante movimentação do setor ofensivo, apostando na velocidade para superar a boa defesa do arquirrival Palmeiras, segunda menos vazada da competição ao lado do Vasco (39 gols sofridos).

Sem Emerson, caberá a Jorge Henrique a função de não deixar o ritmo cair. O time aposta no novo parceiro sem, no entanto, deixar de ressaltar a falta do Sheik.

“O Emerson vinha muito bem, desequilibra no um contra um e para mim que jogo fixo é bom, porque pode superar o rival com um drible, uma jogada individual, e eu aparecer para concluir”, diz Liedson. “Mas o Corinthians tem a vantagem de ter grandes jogadores que entram e dão conta de recado.”

Jorge costuma ajudar muito na marcação e acaba chegando ‘quebrado’ no ataque. A ordem para o clássico é garantir a força ofensiva.

“Não vamos ser mais defensivos, pelo contrário. Domingo podemos ser campeões ganhando, ou, na pior das hipóteses, não perdendo. Não vamos deixar de ser ofensivos apenas por essa possibilidade”, endossa o Levezinho.

Ataque resolvido, Tite ainda tem dúvida sobre quem escalar no lugar de Ralf, outro suspenso. O técnico insinuou, no início da semana, que Moradei era o favorito. Ontem (1), porém, treinou com o zagueiro Wallace improvisado no meio. Ele já havia feito a função no Vitória e pode, ainda, revezar com o lateral-direito Alessandro, outro que também já desempenhou a função.

Desabafo do Sheik
Emerson usou o Twitter para desabafar contra a suspensão no STJD. Indignado por não poder atuar diante do Palmeiras, ele postou uma foto com um hematoma enorme nas costas. “Alguém viu isso? Vou explicar, essa marca foi no jogo contra o Figueirense! Não deixei marca em nenhum atleta! QVSTJDRS”, postou. A sigla significa “Que vergonha o STJD. O RS possivelmente seria risos.