Luis Fabiano fez o que era possível
- 2 de outubro de 2011 |
- 22h20 |
- Tweet este Post
Categoria: Brasileirão, Futebol, São Paulo, São Paulo FC
PAULO GALDIERI
De um ano para cá, o São Paulo se acostumou a entrar em campo sob o som pesado da banda australiana AC/DC. Quando o barulho do sino soando, na abertura da música Hells Bells, é ouvido é sinal de que o time do Morumbi está para entrar.
Mas ontem (2) os acordes pesados da música dividiram espaço com o som da arquibancada. “Luis Fabiano, Luis Fabiano”, era o grito que partida de mais de 60 mil pessoas no Morumbi e quase abafava o potente som dos alto-falantes do Morumbi. Foi assim que começou o tão aguardado dia da reestreia do centroavante pelo São Paulo – depois estragado pela derrota para o Flamengo.
E, derrota à parte, o centroavante se disse satisfeito com o seu retorno aos gramados depois de mais de sete meses.
“Estou feliz por jogar sem dor, mas triste pela derrota. Os torcedores esperavam mais. Mas paciência. Daqui para a frente será uma nova etapa, espero nos próximos jogos estar 100% e poder ajudar.”
Luis Fabiano jogou 59 minutos. Sua saída estava prevista. E ele até isentou o técnico Adilson Batista, muito vaiado pela sua substituição. “Achava que não aguentaria o segundo tempo. No vestiário eu disse que estava bem. Mas com chuva e com um a menos eu não aguentaria. Não estou com esse fôlego todo. Foi boa a substituição, o torcedor precisa ter paciência.”
Ele até fez uma repreensão ao torcedor, que vaiou o técnico por causa de sua substituição logo depois da expulsão de Lucas. “A torcida ajuda mais se vier e incentivar do que se reclamar. Já estava programada a minha saída de campo.”
Empolgado por ter podido voltar a jogar, mas consciente de que precisa melhorar, o Fabuloso afirmou que espera readquirir a sua melhor condição rapidamente. Ele não quer saber de descanso, embora a preocupação da comissão técnica seja não sobrecarregá-lo para evitar uma contusão. E espera estar em campo quarta-feira contra o Cruzeiro em Sete Lagoas.
“Depois do jogo de quarta-feira serão dez dias sem jogo e vou poder fortalecer a minha perna e treinar. Com certeza em dois jogos vou poder estar totalmente bem e fazendo gols. A minha atuação não foi brilhante, mas fiz o que pude. Tentei e saí satisfeito. Não pela derrota, mas pela minha recuperação e por não ter sentido dor.”
Clima europeu
Outra dificuldade que Luis Fabiano disse ter sentido foi o fato de esta ter sido apenas a primeira partida para valer.
“Agora é tentar me entrosar com os companheiros, aprimorar a parte técnica.”
A empolgação de Luis Fabiano por seu retorno ao futebol o fez ter a impressão de que o jogo teve um gostinho de partida europeia. “Deu um climinha de Europa com o estádio cheio e os grandes jogadores que estavam em campo pelos dois times. Infelizmente quem levou a melhor foi o Flamengo, mas foi uma partida bonita.”
Sem Neymar, ficar difícil para o Peixe
- 2 de outubro de 2011 |
- 22h14 |
- Tweet este Post
Categoria: Brasileirão, Futebol, Neymar, Santos FC
O Santos se esforça para acreditar na conquista do título brasileiro também para se manter em ritmo de competição e entrar com tudo no Campeonato Mundial de Clubes, em dezembro, no Japão.
A derrota para o Fluminense – 3 a 2, sábado (1), em Volta Redonda -, no entanto, deixou o Peixe longe da briga – principalmente se for considerada a ausência do craque do time nos próximos três jogos.
Neymar, que apesar de ter jogado muita bola não evitou o revés de sábado, apresentou-se à Seleção Brasileira para os amistosos contra a Costa Rica, sexta-feira, e México, quatro dias depois, e só deve voltar a defender o Santos dia 16, contra o Grêmio na Vila Belmiro.
Até lá, o craque não enfrenta o próprio Grêmio, quarta-feira, em Porto Alegre, em jogo adiado da 11ª rodada do Brasileiro justamente porque ele, Ganso e Elano estavam com o Brasil na Copa América, e também ficará fora do clássico contra o Palmeiras, domingo, na Vila, e corre o risco de perder o duelo com o Atlético Mineiro, dia 13, em Sete Lagoas – como jogará na noite do dia 11 no México, é possível que não tenha condição física para disputar essa partida.
A ausência de Neymar pesa muito para o Santos, como pesaria para qualquer time. A última vez que ele ficou fora da equipe foi contra o Figueirense, quando cumpriu suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo. E o Peixe perdeu por 3 a 2 dentro de casa.
O atacante não faz falta apenas pelo futebol exuberante que vem apresentando em campo. Neymar assumiu uma função que anteriormente era ocupada por Ganso. Além de aparecer para finalizar, ele também tem trabalhado na criação de jogadas para que Alan Kardec e Borges possam marcar os gols.
Opções
Sem Neymar, Muricy, que continua sem contar com Ganso, terá de mexer no jeito de jogar da equipe. O treinador tem três opções para não perder o poder ofensivo: a primeira é escalar dois meias (Ibson e Elano), dividindo o trabalho de criação. A outra é dar mais uma chance ao garoto Felipe Anderson. A terceira via é colocar o colombiano Rentería, que estreou marcando um gol na partida contra o Fluminense.
O técnico começa a preparar a equipe que vai colocar em campo hoje à tarde, quando o elenco se reapresenta no CT Rei Pelé depois de ter folgado ontem. Ele terá apenas dois treinamentos para escolher o substituto de Neymar para enfrentar o Grêmio.
Com 35 pontos na tabela, ele sabe que precisa vencer no Olímpico para continuar com chances de sonhar com o título brasileiro. O difícil é fazer isso sem Neymar.
Felipão jogou de vez a toalha
- 2 de outubro de 2011 |
- 22h04 |
- Tweet este Post
Categoria: Brasileirão, Futebol, Palmeiras
PAULO GALDIERI
Luiz Felipe Scolari é quase sempre um otimista, mas diante dos últimos resultados do Palmeiras - o último o empate de sábado (1) contra o lanterna América-MG, no Canindé - e de todos os problemas que tem enfrentado, nem ele parece acreditar mais que o Verdão possa fazer nesta temporada algo além do que tem feito.
Para ele, o Palmeiras dificilmente sai do meio da tabela para brigar lá em cima por uma vaga na Libertadores.
“Nós temos duas situações. A primeira é que estamos razoavelmente confortáveis em relação ao grupo que vai descer. A segunda, estamos em situação razoavelmente confortável para uma vaga na Sul-Americana. Para a Libertadores estamos em situação horrível.”
Segundo Felipão, o grande problema para que o Palmeiras consiga uma vaga na principal competição continental é que mesmo que o time engrene uma sequência de vitórias ainda assim precisaria contar com tropeços de muitos times.
“Se observarmos os campeonatos anteriores, vamos ver que o Fluminense teve seis, sete vitórias. O Santos até o jogo com o Figueirense também tinha alguma coisa assim. É muito difícil para nós. Eu disse que nossa situação é horrível pelo número de clubes que estão na nossa frente e pela dificuldade que temos tido em fazer gols e ganhar as partidas.”
Para o treinador, o que resta ao Verdão é tentar terminar o campeonato sem sobressaltos com relação ao rebaixamento –que ainda está longe de ser um problema para a equipe.
“Não é possível que todas as equipes que estão na nossa frente tenham dificuldades. Mas nós temos de fazer o nosso trabalho normal até o fim do Campeonato Brasileiro.”
Diretoria sem culpa
Pelo menos uma coisa parece ter entrado nos eixos no Palmeiras: a desafinação entre diretoria e o treinador diminuiu. Embora mantenha uma relação apenas profissional com o diretor de futebol Roberto Frizzo, Felipão não quis usar o momento para jogar a culpa dos tropeços na diretoria.
“Não cobre da direção mais reforços. Não tínhamos essa possibilidade este ano. Os reforços que temos são reforços e apostas até o final do ano.”
O treinador também adotou um discurso de planejamento para o futuro.
“O trabalho dessa direção também é de saneamento de partes financeiras. E se isso for bem feito existe a possibilidade de contratar três, quatro jogadores de nível muito bom e compor o elenco com os bons jogadores que temos. Se os torcedores têm de criticar alguém, que sejam o treinador e os jogadores.”
A diretoria trabalha com a possibilidade de contratar jogadores de melhor nível para a próxima temporada.
O contrato de Felipão vai até dezembro de 2012.
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
América-MG, Brasileirão, Futebol, Luiz Felipe Scolari, Palmeiras, Scolari
Meias resolveram para o Timão
- 2 de outubro de 2011 |
- 21h56 |
- Tweet este Post
Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol
Vasco 2 x 2 Corinthians
SÍLVIO BARSETTI
Como o ataque mais uma vez não funcionou, o Corinthians contou com a força dos meias Alex e Danilo para arrancar um empate importante contra o Vasco, ontem à tarde (2), em São Januário. O placar de 2 a 2 refletiu um jogo equilibrado, com várias chances de gol desperdiçadas.
Com apoio de sua torcida, o Vasco estava disposto a abrir vantagem na liderança contra seu adversário mais direto na luta pelo título. A pressão vascaína era evidente e o Corinthians acabou superado logo no início num lance apontado por Tite como uma das armas do Vasco.
Numa cobrança de escanteio de Juninho Pernambucano, Dedé cabeceou sem defesa para Júlio César.
O gol levantou a torcida só por cinco minutos. A reação veio numa jogada rápida em que Danilo avançou e cruzou da direita para Alex completar. Silêncio em São Januário já que a torcida do Corinthians ainda não havia entrado no estádio.
Com o 1 a 1, o jogo ficou mais equilibrado. Júlio César fez uma defesa complicada em chute de Éder Luís, mas Alex e Danilo faziam boas tabelas, com a colaboração de Willian.
O Vasco acusou o gol de Alex, mas ainda assim continuou pressionando. No final do primeiro tempo, o Corinthians tinha a posse da bola, com um escanteio. Mas a recuperação de bola do Vasco foi veloz. Rômulo lançou Éder Luís, que, no meio de três adversários, viu a passagem do lateral Fagner. Este recebeu a bola em profundidade e encobriu Júlio César.
Tite fez sua parte no intervalo e o Corinthians voltou mais disposto. As trocas de passes eram mais inteligentes e objetivas. Para melhorar a situação da equipe paulista, Juninho Pernambucano saiu contundido aos 7 minutos. O Vasco caiu de produção na mesma proporção que o Corinthians crescia.
Foi a vez de Danilo surgir como elemento-surpresa na área do Vasco e, de cabeça, aproveitar cruzamento de Willian.
O gol deu confiança ao Corinthians, que passou a dominar a partida. Em seguida, Danilo perdeu de cabeça outra oportunidade. O Vasco ainda teve um gol anulado, de Alecsandro, realmente impedido.
Nesse vaivém de chances, Danilo quase marcou de novo, também de cabeça, obrigando Fernando Prass a fazer a defesa mais difícil do clássico.
Mas ainda havia tempo para tentar a virada. Foi quando Willian perdeu duas chances e conseguiu a proeza de jogar para fora os três pontos do Corinthians.
A festa incompleta de Luis Fabiano
- 2 de outubro de 2011 |
- 21h48 |
- Tweet este Post
Categoria: Brasileirão, Futebol, São Paulo, São Paulo FC
São Paulo 1 x 2 Flamengo
PAULO GALDIERI
A versão da reestreia de Luis Fabiano com a camisa do São Paulo que vai entrar para a história é a de que o Flamengo estragou a festa no Morumbi. Afinal, o time carioca encarou o estádio com 60 mil vozes contra e saiu de lá com um 2 a 1.
Mas coube a outros dois personagens fazerem com que a partida chegasse a esse desfecho. O primeiro foi o técnico Adilson Batista. Num movimento quase de reflexo depois da expulsão de Lucas, ele imediatamente tirou Luis Fabiano para recompor o meio de campo com Carlinhos Paraíba. A substituição mostrou-se um erro que custou caro ao São Paulo. Não por ter tirado o “dono da festa”, uma saída cantada antes mesmo da partida começar, pelo tempo que o atacante estava sem jogar.
O grande pecado de Adilson foi ter feito uma troca que levou o clima do Morumbi, antes de empolgação com o time e sem ligar para eventuais erros, a se transformar num caldeirão contra o próprio time.
O primeiro efeito da substituição foi dar ao estádio um clima negativo. A torcida, inconformada com a mudança, deixou de incentivar o time e passou a centrar fogo nos xingamentos ao técnico e nas vaias a Carlinhos Paraíba cada vez que ele pegava na bola, mesmo sem que cometesse erros.
O volante, um coadjuvante operário, entrou em campo com uma carga de responsabilidade que talvez jamais esteve pronto para encarar. Colocado em campo no lugar do “dono da festa” e no pior momento possível – logo depois da expulsão de Lucas –, ele virou personagem central da trama que se desenrolou.
Taticamente, a mudança atraiu o Flamengo para cima da defesa são-paulina. O Tricolor desconectou seu ataque do meio de campo.
O gol de Thiago Neves só não saiu antes porque em outras duas chances claras apareceu Rogério Ceni.
Foram dez minutos de pressão do time rubro-negro, que até então tinha ficado mais na defesa e vivia de contragolpes.
O capitão são-paulino parecia que não iria deixar a bola entrar. Mas quando Thiago Neves subiu no meio da área sob marcação frouxa de Juan, ele cabeceou longe do goleiro.
No lance do gol do Flamengo, Carlinhos Paraíba não teve nenhuma participação. Mas em outros dois lances, que foram capitais para o placar final no Morumbi, ele estava lá.
No primeiro, ele sofreu uma falta de Willians que ocasionou a expulsão do volante flamenguista e igualou o número de jogadores em campo.
Com dez contra dez, o São Paulo voltou a ir para cima, já com Rivaldo em campo. De tanto tentar, chegou ao empate. Dagoberto acertou um chute sem defesas para Felipe.
Mas aí o descontentamento das arquibancadas pareceu não ter mais conserto. A cada erro do time, seja de passe, de finalização ou na defesa, a fúria se voltava para Adilson, sob gritos de “burro, burro”.
Quando o jogo parecia caminhar para o empate, apareceu novamente Carlinhos Paraíba. Num lance em que sobrou azar, ele se jogou para cortar o chute de Renato Abreu e desviou o suficiente para tirar a bola de Rogério: 2 a 1 no placar.
A festa de Luis Fabiano estava estragada. E, pelo jeito, a paz de Adilson no São Paulo também.
- : Douglas desfalca o Tricolor contra o Bahia http://t.co/JOxA768b 1 day ago
- : Série A: Macaca arranca empate http://t.co/YwcfHb43 1 day ago
- : Série A: Vasco vence a Portuguesa e lidera http://t.co/IEU92ryv 1 day ago
- : Schumacher lidera treino, mas punição dá pole a Webber http://t.co/ZONNE9GE 1 day ago
- : Brasil vence Dinamarca por 3 a 1 http://t.co/SZYQSZaY 1 day ago
- More updates...
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools


RSS