Timão bate Ceará e já vilumbra título
- 17 de novembro de 2011 |
- 1h27 |
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Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol
CEARÁ 0 X 1 CORINTHIANS
FÁBIO HECICO
Demorou dez meses para Ramírez se redimir da expulsão diante do Tolima na pré-Libertadores. O peruano, que pouco aparecia nos jogos do Corinthians desde aquela derrota por 2 a 0, entrou ontem (16) já na parte final da segunda etapa para marcar um belo gol, garantir a vitória diante do Ceará, por 1 a 0, e deixar o Timão cada vez mais líder.
Além de ganhar em Fortaleza, o Corinthians comemorou a ajuda do Palmeiras, que tirou pontos do Vasco com empate por 1 a 1. Agora, restando três rodadas para o término do Campeonato Brasileiro, o Corinthians abre vantagem de dois pontos e caminha a passos largos para seu quinto título.
A vitória no presidente Vargas, segunda seguida, quebrando um tabu desde julho, não teve brilho. Novamente veio após grande sufoco, mas foi comemorada como conquista de taça por torcedores e pelo time após um primeiro tempo sofrível.
Numa rodada na qual podia ser ultrapassado pelo Vasco, o Corinthians foi para o vestiário no lucro, mesmo ciente de que o rival ganhava do Palmeiras, no Pacaembu, e assumia a ponta. Não ter levado gols no Presidente Vargas, na quente Fortaleza, acabou sendo motivo de festa após uma etapa horrível.
Bem diferente da promessa de Emerson, de que jamais o torcedor voltaria a ver uma apresentação tão ruim quanto aquela diante do América, os primeiros 45 minutos foram de apatia total do time como naquela tarde de derrota por 2 a 1 em Uberlândia, há 11 dias.
Lento, errando passes em demasia e sem ganância, algo primordial para quem quer vencer uma competição, os paulistas viram um amplo domínio do desesperado Ceará.
O baixinho Osvaldo, que já havia dado enorme trabalho no Pacaembu (marcou um gol naquele empate por 2 a 2), fez o que quis diante da defesa corintiana. Ligeiro, habilidoso, cansou de deixar o marcador na saudade e criar chances de gol.
O atacante, que está nos planos do Corinthians, cruzou para João Marcos obrigar Júlio César a milagre e ainda deu susto com menos de 15 minutos. Sem conseguir dar um chute ao gol de Fernando Henrique, o time de Tite ainda viu o também atacante Felipe Azevedo, cara a cara com Júlio César, errar o alvo.
Indignado com o que viu, num bombardeio por baixo e por cima, Tite resolveu apelar ao 4-4-2 que sempre usa fora de casa no intervalo. O atacante Liedson deu lugar ao meia Morais, com Emerson sendo deslocado para a função de centroavante.
Em meio a gozações dos cearenses de que “falava muito”, Tite arrumou o posicionamento e a postura da equipe.
De dominado, o time virou dominador. Já não passava sufoco e, aos poucos, demonstrava que podia vencer. A notícia do gol de empate do Palmeiras veio para aliviar a tensão e diminuir a pressão por busca da vitória.
Mais leve, a equipe chegou ao triunfo. Ralf lançou Ramírez, que driblou o marcador e definiu.
Verdão honrou a camisa
- 17 de novembro de 2011 |
- 0h37 |
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Categoria: Brasileirão
DANIEL AKSTEIN BATISTA
O Palmeiras aumentou sua sequência sem vitórias no Brasileiro (são 10), não escapou definitivamente do perigo de rebaixamento (falta bem pouco), mas manteve a dignidade que prometeu antes do jogo de ontem no Pacaembu. Com o empate por 1 a 1 com o Vasco, acabou ajudando o Corinthians a assumir isoladamente a liderança do campeonato – o time carioca está no segundo lugar, dois pontos atrás.
Se o resultado não foi o ideal, o Palmeiras pode respirar um pouco. Agora são seis pontos de diferença para o 17º colocado, restando três jogos para o final da competição. Dependendo dos resultados dos adversários que estão abaixo, o time de Luiz Felipe Scolari pode nem precisar mais pontuar. Mas é bom não vacilar – seus próximos jogos são contra Bahia, São Paulo e Corinthians, três difíceis desafios.
Vencer ontem significava esquecer de vez o rebaixamento, e o discurso era um só: manter a dignidade e buscar os três pontos, não importando que o Corinthians se beneficiasse com o resultado. Mas foi só a bola rolar para que o torcedor palmeirense começasse a ficar irritado. Logo aos quatro minutos, depois de cobrança de escanteio, o Vasco fez 1 a 0 – Deola saiu mal para cortar e o zagueiro Dedé marcou de cabeça.
O gol animou ainda mais a torcida vascaína, que proporcionou bela festa no Pacaembu – para não deixar torcedores visitantes fora, a polícia abriu até o tobogã. Os palmeirenses das arquibancadas alternavam gritos de apoio e lamentação.
Felipão armou mal a equipe. Diferentemente do que tinha feito terça-feira, quando treinou uma formação mais ofensiva, acabou optando pela entrada de João Vítor no lugar de Tinga, e não de Fernandão.
O ataque formado por Luan e Ricardo Bueno não funcionou. E Patrik, como meia armador, se mostrou inoperante. As melhores chances foram mesmo nas bolas paradas de Marcos Assunção, ou nas jogadas pela lateral com Cicinho, que muitas vezes acabou exagerando nos dribles.
Com a vitória parcial, o Vasco recuou e procurou jogar nos contra-ataques. Diego Souza e Jumar ainda tentaram, mas pararam em Deola.
A segunda etapa começou com os visitantes pressionando, e Alan e Dedé tiveram chance de marcar. Percebendo a fraqueza do time, Felipão resolveu mudar, e acertou nas substituições. Com Pedro Carmona e Dinei no lugar de Patrik e Ricardo Bueno, respectivamente, o jogo ganhou um novo panorama.
Pouco depois da entrada dos dois o Palmeiras chegou ao empate. Depois de escanteio, a zaga vascaína falhou e a bola sobrou para Luan.
Foi a primeira vez que a torcida carioca se calou – a outra foi no gol do Corinthians contra o Ceará. O time também sentiu o baque, mas o Palmeiras não soube aproveitar.
Aos poucos, o Vasco se recompôs em campo, só que passou a falhar nas finalizações. Já o Palmeiras errou nas trocas de passes e não pode reclamar do resultado. Mas, como disseram alguns torcedores, já que era para ajudar o Corinthians, que ao menos fosse com uma vitória que assegurasse seu time na Primeira Divisão.
Kleber desabafa contra Felipão
- 14 de novembro de 2011 |
- 21h39 |
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Categoria: Brasileirão, Futebol, Palmeiras
DANIEL AKSTEIN BATISTA
Kleber quebrou o silêncio ontem, e não poupou críticas a Luiz Felipe Scolari. Ainda sem definir seu futuro – o Grêmio está otimista e aguarda uma resposta do atleta até amanhã –, afirmou que “80% do grupo do Palmeiras não gosta do Felipão”.
Já não é segredo nenhum que o treinador não tem todo o elenco do time ao seu lado. Kleber, no entanto, não esconde sua mágoa com Felipão, que o afastou da equipe após o episódio da confusão entre João Vítor e torcedores, no mês passado.
O atacante quase se encontrou com seus ex-companheiros na manhã de ontem, no aeroporto de Congonhas. Enquanto ele voltava de Belo Horizonte com sua filha, o time retornava de Porto Alegre, depois do empate com o Grêmio por 2 a 2. Na ocasião, ele evitou entrevistas, mas depois soltou o verbo num programa da TV Bandeirantes.
“Eu não me arrependo de nada. E muita gente no Palmeiras gostaria de ter a atitude que eu tive”, disse. “Oitenta por cento do grupo não gosta do Felipão e 90% dos funcionários também não, essa é a realidade.”
De acordo com Kleber, Felipão desmotiva o grupo. E lembra de outros casos para falar mal do treinador. “Eu vi o Pierre sair depois de quatro anos, praticamente expulso. O Lincoln e o Wellington Paulista saíram e deram declarações polêmicas. Estão todos errados?”, indagou.
Kleber ainda lembrou que ele e Valdivia sofriam com o esquema tático montado pelo treinador. “A gente sempre tinha problemas com o Felipão. Nunca achei que o esquema fosse o ideal e falávamos para ele, mas tínhamos de tentar nos encaixar da melhor forma possível.”
Final conturbado
Os últimos meses de Kleber no Palmeiras foram bastante conturbados. Após ver fracassada sua ida para o Flamengo (o clube paulista não quis negociá-lo), o atacante ficou também sem o aumento salarial que esperava. E entrou em vários atritos desde então.
“O cara (Felipão) desmotiva toda hora os jogadores. Tem atletas que gostam dele, porque ele sempre os bancou e não sei o porquê: se é amigo, se foi empresário que colocou.” O atacante disse ainda que, segundo amigos que tem no São Paulo, Felipão teria se oferecido para treinar o time do Morumbi.
A bronca de Kleber com o presidente Arnaldo Tirone é pelo fato de o dirigente ter ficado ao lado do treinador. “Todos somos funcionários e o presidente deveria falar: ‘vocês dois calem a boca e cada um faz o seu’. Mas não foi isso que aconteceu.”
Tirone tratou de rebater as declarações do atacante. “Apesar de ele ser um menino inteligente, precisa rever os seus conceitos”, disse. Já Felipão, de acordo com sua assessoria, preferiu não comentar o assunto.
O atacante promete decidir seu destino até amanhã. O Grêmio ofereceu R$ 500 mil mensais, mais R$ 1 milhão para cada um dos cinco anos de contrato. Ele só não assinou com o clube gaúcho porque ainda aguarda proposta do Corinthians.
“O que pesa mesmo é que eu queria ficar em São Paulo, com todo respeito ao Grêmio”, revela o atleta. “Minhas filhas estão todas crescendo e sinto muita falta delas. A proposta do Grêmio foi muito boa e não recebi nenhuma oferta do Corinthians. Mas sabemos que o Corinthians não entra em leilão, quando quer um jogador vai lá e compra.”
Corinthians continua líder. Mas quanto sofrimento…
- 14 de novembro de 2011 |
- 2h09 |
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Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol
CORINTHIANS 2 X 1 ATLÉTICO-PR
FÁBIO HECICO
A derrota para o então lanterna América-MG, na semana passada, e a cobrança em cima de alguns jogadores parecem ter mexido com o brio dos corintianos. Ontem (13), no Pacaembu, diante do Atlético-PR, o time, correndo, com garra e disposição ausentes em Uberlândia, precisou de apenas quatro minutos para abrir importante vantagem rumo a mais uma vitória, por 2 a 1, e seguir mandando no Campeonato Brasileiro.
Era para ser uma goleada. Mas como a história do Corinthians sugere sofrimento, um jogo em que fez 2 a 0 com quatro minutos e massacrou durante a primeira etapa inteira, com chance de vantagem histórica, mais uma vez terminou com sufoco, apreensão.
O placar que poderia ter sido bem elástico a favor do Timão, até para melhorar o saldo na reta final, fechou de forma apertada pela 15ª vez na competição. Os 2 a 1 sobre o Atlético-PR foram comemorados muito, pois como Tite sempre fala, “vale três pontos como qualquer goleada”.
E tem sentido, já que o rival diminuiu logo no início da etapa final com Paulo Baier, que sempre costuma atrapalhar a vida corintiana, e com duas bolas assustadoras que carimbaram o travessão e a trave direita de Júlio César.
Com o triunfo, o Timão chegou aos 61 pontos e comemorou muito o tropeço dos cariocas Fluminense, Flamengo e Botafogo para cada vez mais se consolidar como principal candidato ao título, já que restando apenas quatro rodadas deixa alguns concorrentes fortes para trás, como Botafogo, Flamengo, Fluminense, São Paulo e Figueirense.
A briga pelo título, na verdade, se polarizou com o Vasco, que ontem bateu o Botafogo e tem a mesma pontuação, com uma vitória a menos que o líder.
Ciente de que não poderia, pelo quarto jogo seguido, sair atrás do placar, o Corinthians começou o jogo de forma arrasadora no lotado Pacaembu.
Em seus dois primeiros ataques, com trocas de passes envolventes, abriu boa vantagem no placar, primeiro com Paulinho, recebendo de Willian, aos 2, e depois com Emerson, que tabelou com Danilo e chutou rasteiro para fazer 2 a 0, aos 4 minutos.
A vantagem em nada diminuiu o ímpeto do Timão. Foram várias as chances nos primeiros 45 minutos. Para se ter uma noção da superioridade do líder diante de um sério candidato ao rebaixamento, todos os outros titulares tiveram ao menos uma chance de gol.
Os zagueiros erraram as cabeçadas, os laterais chutaram para fora, assim como Danilo e Ralf. No alvo, mas sem precisão, vieram chutes de Liedson e Willian.
Veio o intervalo e uma certeza nas palavras do elenco: cabia muito mais e o desperdício poderia fazer falta.
Danilo chegou a dizer que aquele era o Corinthians de verdade, mas frisou que uma partida não se resume a 45 minutos.
Dito e feito e mais uma vez o surrado discurso “quem não faz, toma” se fez presente.
O atacante Nieto, que entrou no intervalo, rolou para Paulo Baier diminuir logo aos 3 minutos.
A partida, até então de um time só, ganhou contornos de desespero. A cantoria deu uma esfriada e os ataques paranaenses já arrancavam alguns palavrões e mãos no rosto.
A dupla Nieto e Paulo Baier era a que mais dava trabalho. Nieto quase empatou numa bomba de fora da área. A bola bateu no travessão e pingou em cima da risca. Antônio Lopes reclamou muito de gol, mas a bola não entrou. Baier também acertou a trave.
Os rivais pararam por aí e viram a enorme festa corintiana. Além das canções costumeiras, do batuque empolgado e dos gritos de incentivo, ainda teve comemoração com a entrada de Adriano, com os gols sofridos pelo Palmeiras, além de euforia com o apito final após um segundo tempo sofrido.
Reservas do Santos mostraram serviço
- 14 de novembro de 2011 |
- 0h22 |
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Categoria: Brasileirão, Futebol, Santos FC
CEARÁ 2 X 3 SANTOS
MARCIUS AZEVEDO
Sem Neymar, Borges, Paulo Henrique Ganso e os outros titulares, todos poupados pelo técnico Muricy Ramalho para dar início ao planejamento para o Mundial de Clubes da Fifa, o Santos, com os reservas, viu Bruno Aguiar virar o protagonista e Diogo marcar um golaço para garantir a vitória por 3 a 2 sobre o Ceará, ontem (13), no Presidente Vargas.
O zagueiro, que chegou a ser o reserva imediato da dupla Edu Dracena e Durval, mas atualmente perdeu espaço para Bruno Rodrigo, fez dois gols, além de ter participado do lance em que o árbitro Anderson Daronco marcou pênalti inexistente em Osvaldo no primeiro tempo.
Aliás, o árbitro gaúcho por pouco não se transformou no protagonista da partida ao anotar outro pênalti que não existiu no segundo tempo, desta vez de Ibson, no mesmo Osvaldo, quando o placar apontava 2 a 2.
O goleiro Aranha evitou que o prejuízo fosse maior para o árbitro ao defender a cobrança de Marcelo Nicácio. No contra-ataque, o Santos foi eficiente e Diogo, em um belo chute de primeira, acertou o canto, sem chance para Fernando Henrique.
Parecia o titular
O Ceará se enganou nos primeiros minutos da partida no Presidente Vargas pela aparente facilidade que poderia encontrar ao enfrentar uma equipe formada integralmente por reservas.
Mesmo sem contar com suas principais estrelas, o Santos dominou as ações e não demorou para abrir o marcador. Bruno Aguiar, aos dez minutos, fez de carrinho depois de uma cobrança de escanteio de Felipe Anderson, que contou com o desvio de Alan Kardec na primeira trave.
Em vantagem, o Santos optou por controlar o jogo, posicionando-se no campo defensivo e especulando apenas nos contra-ataques. O Ceará cresceu. E o empate saiu com uma ajuda do árbitro Anderson Duronco. Felipe Azevedo converteu pênalti inexistente, que o gaúcho marcou, de Bruno Aguiar em Osvaldo.
O Santos ainda mandou uma bola na trave com Felipe Anderson em cobrança de falta pouco depois de sofrer o empate.
Depois disso, os reservas santistas foram o que o Ceará esperava desde o início do jogo: uma equipe frágil.
Com problemas de posicionamento no setor de marcação, principalmente com o fraco lateral-direito Leandro Silva, o Santos sofreu para conter os avanços do rápido Eusébio pelo lado esquerdo e levou a virada. O lateral entrou na área em velocidade e cruzou rasteiro para Osvaldo, meio sem querer, tocar para o gol de Aranha.
Empurrado pela torcida, que lotou o Presidente Vargas, o Ceará acreditou que o jogo estava decidido e que era uma questão apenas de ampliar o marcador, mas foi surpreendido logo no começo do segundo tempo com um golaço. Bruno Aguiar acertou a bola no ângulo de Fernando Henrique em cobrança de falta perfeita: 2 a 2.
O jogo ficou aberto. E acabou decidido em dois lances sequenciais. Aos 25 minutos, o goleiro Aranha defendeu o pênalti inventado (o segundo no jogo) pelo árbitro de Ibson em Osvaldo e batido por Marcelo Nicácio no canto esquerdo.
Aos 27, no contra-ataque, o atacante Diogo marcou um golaço, ao acertar chute de primeira no canto de Fernando Henrique, no pé da trave, garantido os três pontos para o Santos e para o desespero do Ceará, que continua brigando para fugir do rebaixamento.
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