Goleiro Júlio César tem dia de superstar
- 9 de dezembro de 2011 |
- 1h22 |
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Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol
FÁBIO HECICO
O goleiro Júlio César vive um conto de fadas. Enquanto os companheiros aproveitam as férias para viajar e descansar, o camisa 1 corintiano, único titular revelado no terrão do Parque São Jorge, ainda comemora a conquista do pentacampeonato brasileiro e aproveita, após 11 anos de clube, para curtir a fama.
E sonhar ainda mais alto. “Se ganharmos a Libertadores, vão ser 30 dias de feriado em São Paulo. Vamos parar a cidade por um mês para festas”, imagina, ao presenciar mais de 500 pessoas se acotovelando para vê-lo. O título da América não sai de sua cabeça, e vai ocupar bons dias de suas férias.
“Vou estudar todos os nossos adversários, seus pontos fortes, o que mais trazem de perigo”, revela. Tudo para evitar surpresas no Grupo 6 com Deportivo Táchira, Cruz Azul e o representante do Paraguai ainda não definido, como aconteceu em 2010 com o Tolima, na fase prévia.
Apesar do cuidado, ele acredita que o Corinthians possa ir longe na competição desta vez. “Com o espírito que apresentamos no Brasileiro, temos tudo para desempenhar um papel.”
Novo xodó
Júlio César viu o quanto é querido pelos torcedores ao atender ontem (8) pedido do amigo de infância Thiago, dono da ‘Todo Poderoso’ de Guarulhos e aparecer para sessão de fotos e autógrafos. Com pessoas desde as 7 horas formando fila no local – a loja abriu às 9 horas –, até batucada teve para apoiar o novo ídolo.
“Sei que vou ser lembrado pelo penta daqui a 50 anos, mas ainda não caiu a ficha. Vou comemorar até quando puder, pois é um sonho de criança”, afirma. “É muito gratificante esse carinho. No estádio, eles vão para ver o time; aqui vieram para me ver. É gratificante ter o reconhecimento do torcedor do clube que eu sempre gostei e torci.”
Foram quatro horas dando autógrafos. Para o goleiro, o dia em que “mais trabalhou” com as mãos. “Um trabalho que te deixa satisfeito.”
Amanhã, Júlio César promove um jogo beneficente – Jogando Pelo Bem – no estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo, com algumas estrelas. Na quinta-feira, viaja a Los Angeles, nos Estados Unidos, para oito dias de descanso. Lá, verá jogos de futebol americano e de basquete universitário.
“Infelizmente é uma cidade sem time da NFL, e a NBA só começa no dia 25”, lamenta esse admirador do time de basquete do Orlando Magic (viu a final de 2008) e do Oakland Raiders (para ele, um time como o Corinthians, por ter enorme torcida) e Miami Dolphins do futebol americano.
Volta para passar o Natal em família, ao lado da mulher e dos pais, e iniciar a preparação para 2012. Além de se cuidar fisicamente e evitar extravagância nas festas de fim de ano, ele vai começar os estudos para a tão sonhada Taça Libertadores.
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Brasileirão, Corinthians, Futebol, Goleiro, Julio Cesar, Libertadores
Presidente do Timão ‘enquadra’ Imperador
- 6 de dezembro de 2011 |
- 22h04 |
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Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol
FÁBIO HECICO
A satisfação da diretoria corintiana com os atletas campeões brasileiros não é a mesma com Adriano. E de agora em diante é tolerância zero com o atacante, que até em treino já faltou. Ou ele se cuida nas férias, perde peso e chega a 2012 em condições de jogar mais do que 30 minutos por jogo ou começa a procurar emprego em outro clube.
Irritado com a demora na recuperação do jogador, o presidente Andres Sanches mandou algumas indiretas ontem e pediu que Adriano se cuide mais nas férias. Ausente na comemoração dos jogadores e também na festa de premiação dos melhores do Brasileiro, na qual o time recebeu a taça, Adriano anda deixando os dirigentes irritados com suas festinhas.
“Infelizmente ele teve uma lesão séria, demorou mais do que o esperado para se condicionar. Espero que comece o ano bem, que dos 30 dias (de férias) cumpra o que foi determinado em 20 e chegue forte, até porque a Libertadores começa em fevereiro”, cobrou Andres.
O clube recomendou uma dieta balanceada ao atacante e exercícios físicos. Também ordenou que não exagere na bebida e na comida nas festas de fim de ano.
Como controle, uma vez por semana ele será avaliado pelo fisioterapeuta Bruno Mazziotti.
A promessa de Adriano é de chegar à reapresentação do elenco, em 4 de janeiro, no CT do Parque Ecológico, sem quilinhos a mais. Ou seja, abaixo da casa dos 100, como está agora.
É óbvio que não estou satisfeito com o Adriano e não vou ser hipócrita de dizer que gostei. Ele teve contusão séria, jogou poucos minutos, mas no ano que vem espero que tenha muito mais sucesso no Corinthians”, disse o presidente, que cutucou o jogador ao falar de contratações de peso.
“Vamos trazer jogadores de peso, mas não tão pesado quanto ele, um pouco mais leve”, provocou, evitando comparações com o Fenômeno. “Ronaldo é único. Adriano tem mídia, mas veio mais pelo futebol.”
Após uma temporada para esquecer, com apenas cinco jogos realizados, um gol e 110 minutos em campo, Adriano deve passar as férias no Rio. Lá receberá Mazziotti para as avaliações.
O clube espera ver profissionalismo do centroavante. Depois de pagar alto para vê-lo apenas se recuperar, quer ter retorno do investimento de R$ 5 milhões em salários, com gols.
Ver o Imperador “inteiro” serviria para a direção mirar em outras frentes para se reforçar, já que Liedson carrega enorme prestígio, Emerson cresceu na reta final, Willian manteve-se bem até o fim e Jorge Henrique provou diante do Palmeiras que o Corinthians é sua casa.
Ao mesmo tempo que cobrou Adriano, Andres revelou que o técnico Tite ficará no clube por mais uma temporada.
“Mesmo que não ganhasse ele seria o técnico para 2012. Tenho quase certeza que será, mas ainda não renovou”, falta assinar. “Será por mais um ano.”
Tite se reuniu com a direção ontem. A renovação ficou bem encaminhada e o clube espera apenas a volta de Gilmar Veloz da Europa para bater o martelo.
São Paulo goleia, mas está fora da Libertadores
- 5 de dezembro de 2011 |
- 5h33 |
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Categoria: Brasileirão, Futebol, Santos FC, São Paulo FC
SÃO PAULO 4 X 1 SANTOS
BRUNO DEIRO
O São Paulo cumpriu o objetivo de se despedir com dignidade de uma temporada sem brilho com uma goleada por 4 a 1 sobre os reservas do Santos, ontem (4), em Mogi Mirim. O time de Emerson Leão fez a sua parte, mas os resultados paralelos não ajudaram e o Tricolor está, merecidamente, fora da Libertadores pelo segundo ano consecutivo.
O time B do Santos, que nem sequer contou com Muricy Ramalho no banco e teve apenas um titular, Elano, foi presa fácil para o trio Lucas, Fernandinho e Luis Fabiano – que marcou dois gols e até se deu ao luxo de perder chances claras.
Leão, que teve seu contrato renovado para 2012, encerrou o ano com a terceira vitória em oito jogos, mas outra vez contra um rival pouco qualificado – antes, havia vencido os rebaixados Avaí e América-MG. Ontem, o time são-paulino superou a apatia e fez 3 a 0 logo no primeiro tempo para garantir o triunfo.
Com as arquibancadas esvaziadas (pouco mais de cinco mil pagantes), o São Paulo encerrou a temporada no palco da estreia – o time abriu o Paulista com vitória por 2 a 0 sobre o Mogi Mirim, no Romildo Ferreira.
No ataque desde o primeiro minuto, o São Paulo não demorou a abrir o placar. Aos 12, Fernandinho recebeu ótimo lançamento de Cícero na ponta esquerda e cruzou para Luis Fabiano marcar. O Tricolor continuou em cima e, pouco após Jean chutar no travessão, foi a vez de Cícero balançar a rede. Aos 33, o meia acertou forte arremate de fora da área. Cinco minutos depois, Lucas lembrou os seus melhores dias para fazer o terceiro. Em velocidade, driblou dois e chutou forte no mesmo canto de Cícero para ampliar.
Com os três gols do Tricolor na primeira etapa, o jogo ficou monótono após o intervalo. O São Paulo diminuiu o ritmo e relaxou até sofrer um gol. Aos 16, Elano cobrou falta da entrada da área e a barreira abriu, não dando chance a Rogério Ceni. Para fechar a modesta festa em Mogi Mirim, Luis Fabiano recebeu pela direita aos 35, pedalou para cima de um rival e chutou fraco, mas Vladimir aceitou.
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Dor e a alegria de um pentacampeonato
- 5 de dezembro de 2011 |
- 0h16 |
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Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol, Palmeiras
CORINTHIANS 0 X 0 PALMEIRAS
LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI
Um minuto de silêncio. Jogadores com o braço direito erguido em homenagem a Sócrates, morto ontem (4) de madrugada. Mais do que a celebração, o time tinha de jogar pelo ídolo que honrou como poucos a camisa alvinegra. Uma comoção sem precedentes em nome do quinto título do Campeonato Brasileiro. No fim da epopeia, Corinthians pentacampeão, com méritos.
Sócrates serviria mesmo de inspiração. Nas arquibancadas do velho Pacaembu havia essa certeza. Não havia motivo para desilusão. Nem lá na multidão vestida de preto e branco, muito menos no campo.
Bola em jogo e os nervos afloraram. Se a torcida se esgoelava em cânticos empurrando a equipe, lá embaixo os jogadores não encarnavam o espírito de Sócrates. Os músculos pareciam duros, a cabeça não pensava.
Cenário favorável ao Palmeiras, um franco-atirador. Um intruso na festa para a qual não havia sido convidado. Os jogadores de Tite não marcavam por pressão a saída de bola dos homens de Felipão. Nem trocavam passes para manter a posse de bola no campo do inimigo, como o técnico alvinegro sempre cobrou durante o Brasileirão.
Com o jogo a seu favor, o Palmeiras pouco fez. Viveu dos lances de Assunção – todos, por sinal, em vão. O Corinthians também quase não atacou. Parecia atordoado, nervos esgarçados. E mais ainda quando o Vasco fez 1 a 0 no Fla – gol de Diego Souza, um ex-palmeirense. O relógio marcava 29 minutos.
O gol vascaíno obrigou a torcida alvinegra a gritar ainda mais alto. Os jogadores não responderam, a não ser em um lance de Willian, que caiu na área em um toque de Henrique. Os corintianos pediram pênalti e o juiz não deu. E assim chegou ao fim o primeiro tempo.
No início do segundo, a história mudou de enredo. Logo aos dois minutos, Valdivia foi expulso numa dividida com Jorge Henrique. Uma expulsão exagerada por parte do árbitro Wilson Luiz Seneme.
Com um a mais, o Corinthians esfriou a cabeça, os nervos voltaram ao lugar. Para melhorar, o Flamengo empatou aos nove minutos – gol de Renato Abreu, um ex-corintiano. Empate no Rio e no Pacaembu, Corinthians campeão.
Bola na trave
Sem Valdivia, Felipão colocou o volante João Vitor no lugar do meia Patrik. Tite avançou Alex e abriu Jorge Henrique na ponta esquerda. Scolari respondeu com Maikon Leite na vaga de Cicinho. Mandou o seu time para frente. Saiu uma falta para Assunção. Ele mandou a bola na cabeça de Fernandão, que carimbou a trave. No rebote, Luan mandou por cima.
Um susto para o Corinthians, que ficou mais preocupado ainda com a expulsão de Wallace, aos 28 – outro exagero de Seneme. Agora eram dez contra dez no gramado. Aí Tite trocou Willian por Chicão.
Nas arquibancadas, os cânticos perderam força. Unhas eram roídas, camisas, mordidas, preces para Sócrates para iluminar os jogadores, corações na boca. E os ponteiros lentos como o andar de um elefante.
Quando o grito de campeão estava para sair, uma confusão paralisou o clássico. Saldo: Leandro Castán e João Vitor expulsos. Restavam dois minutos de longa espera. Nem era necessário jogar mais, o Vasco acabava de empatar com o Flamengo, resultado que dava o título ao Timão mesmo que o Palmeiras fizesse um gol e ganhasse o clássico.
A nação, então, explodiu de felicidade no Pacaembu. Os jogadores e Tite esperaram os dois infinitos minutos para celebrar. Não é fácil um time bordar cinco estrelas na camisa.
O Corinthians conseguiu esse feito ontem. Pentacampeão brasileiro.
Duas horas antes, Sócrates havia sido sepultado em Ribeirão Preto. Silêncio lá, alegria sem fim no Pacaembu.
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Timão vai pra cima do Palmeiras
- 4 de dezembro de 2011 |
- 0h21 |
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Categoria: Brasileirão, Corinthians, Palmeiras
DANIEL AKSTEIN BATISTA
FÁBIO HECICO
O Corinthians quer fazer valer sua força dentro do Pacaembu – é o melhor mandante, com 40 pontos – para não ter de se preocupar com o jogo entre Vasco e Flamengo, no Rio, no mesmo horário: 17h. O duelo é com o Palmeiras. Pedreira, apesar de o time de Felipão não brigar por nada. O Vasco é o único capaz de tirar o caneco do Corinthians.
Para soltar o grito de campeão nesta última rodada, Tite vai adotar a tática de sufocar o rival desde o início, aproveitando o apoio de 37 mil vozes. Assim que Wilson Luiz Seneme apitar o início de jogo, o torcedor notará um time marcando sob pressão e apostando na velocidade de Willian pela direita e de Jorge Henrique na esquerda.
Tite passou aos jogadores que pretende sair na frente para fazer o Palmeiras se abrir e, assim, tentar aproveitar contragolpes.
“Tudo é importante agora. Não adianta querer fórmula mágica em momento decisivo. Vamos ter de repetir o que fizemos nos treinos e jogos. Quero que a equipe repita sua organização de bola parada e tomara que tenha felicidade de repetir seu desempenho do ano”, diz Tite. Movimentação constante é outra estratégia para não esbarrar numa defesa sólida.
“Não podemos ficar pensando no empate. Se mudar o jeito de jogar, vai deixar de repetir o trouxe o time aqui. Temos 21 vitórias. Se quisermos modificar agora vai ser ruim”, diz.
A igualdade, segundo Tite, só passará a valer na parte final do clássico. “Se estiver faltando 15 minutos, aí começa a quebrar o ritmo do jogo. A equipe tem de ser o Corinthians, do jeito e com a cara que chegou até aqui.”
Se o Corinthians joga por sua consagração no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras quer ao menos encerrar com dignidade uma temporada repleta de fracassos e jogos ruins.
Invicto há quatro rodadas (dois empates e duas vitórias), Luiz Felipe Scolari finalmente achou a formação do time. Tarde. E deve mantê-la para tentar atrapalhar a festa do Corinthians hoje no Pacaembu.
A dúvida de Felipão está na zaga. Mas, com a melhora de Thiago Heleno (ele estava com dores nos pés), o escolhido para voltar à reserva deve ser Henrique.
A chance de sair hoje com a vitória está principalmente em Valdivia e Marcos Assunção. Na rodada passada, o volante foi o herói no triunfo de 1 a 0 sobre o São Paulo, também no Pacaembu. “Ele bate muito bem na bola”, elogiou Felipão. “Na semana passada, Arce (ex-ídolo do time) esteve aqui e disse: ‘ele bate melhor do que eu’. Partindo do Arce, dá pra gente valorizar, porque ele batia na bola como poucos”, contou. “O Assunção tem qualidade na batida da bola que, se for pesquisar no mundo, tem um ou dois apenas que tem.”
Além de apostar nas jogadas de bola parada, a esperança alviverde está também em Valdivia. O chileno tem a confiança do treinador e já mostrou nos últimos jogos que deixou os problemas para trás.
Com o chileno em campo, o Palmeiras deve fazer um jogo aberto. E Felipão espera que seu time consiga se aproveitar de uma possível ansiedade do rival. “Tem como tirarmos proveito se tivermos qualidade suficiente e se estivermos bem preparados mentalmente desde o início.”
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