Cada vez mais lÃder
- 7 de julho de 2011 |
- 0h12 |
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Categoria: Brasileirão, Corinthians
CORINTHIANS 2 X 1 VASCO - A consolidação da liderança veio com dose de sofrimento até sem necessidade.
Mas como o Corinthians gosta de flertar com a desgraça a vitória foi só por 2 a 1, com torcedores clamando pelo final do jogo.
Porque se do meio para frente o time foi bem, matou o Vasco, um personagem que vem tendo muitos altos e baixos deixou o Pacaembu de cabelos em pé: Júlio César, que sofreu um gol de falta de Juninho Pernambucano a dois minutos de jogo, e foi salvo pela trave quase nos descontos.
Foi simbólico que os gols do Corinthians tenham sido marcados por operários como Ralf e Paulinho.
Eles foram a imagem do time de Tite: pulmão, marcação e raça. E do lado do Vasco, inanição.
Prova de que só jogadores habilidosos não são garantia de sucesso e bom futebol, Diego Souza, Felipe e Juninho Pernambucano não pegavam na bola. O Corinthians os esmagou.
O Vasco, ao invés de usar a seu favor o gol de Juninho Pernambucano, de falta, claro, aos 2 minutos, fez tudo errado.
Recuou todinho, e foi sendo empurrado pelo Corinthians, que tomou as rédeas do jogo. Era questão de tempo construir o placar a seu favor.
Atacando em bloco, o Corinthians reconstruÃa jogadas treinadas por Tite. Danilo, Jorge Henrique e Fábio Santos tabelavam pela esquerda, e Willian, Paulinho e Welder avançavam pela direita.
Óbvio demais que só Rômulo na marcação não dava conta de pará-los. Ricardo Gomes consertou isso no intervalo.
Ralf empatou o jogo aos 21, aproveitando um bate-rebate na área. Chutou com raiva, mas a bola era defensável e Fernando Prass aceitou, retribuindo a falha de Júlio César.
A virada veio no fim do primeiro tempo, com Paulinho, porque o Vasco teimava em jogar como time pequeno.
Um time que se vangloria de ser campeão da Copa do Brasil não pode achar que vai vencer uma partida porque Juninho está em campo e vai decidir tudo na bola parada.
No segundo tempo, o Vasco se lembrou que também é grande. As coisas ficaram mais equilibradas, uma vez que Ricardo Gomes fez o que tinha de ser feito antes: mandar o time atacar.
Poderia ter empatado, mas talvez tenha lhe faltado sorte numa cabeçada de Alecsandro, passando rente à trave de um nervoso Júlio César, que ouviu um punhados de já insatisfeitos gritar pelo reserva Renan. Tite pensou grande. E, se muitas vezes é criticado por recuar seus times durante o jogo, fez exatamente o contrário.
Trocou peças cansadas, Willian e Danilo, aplaudido num gelado Pacaembu, por Emerson Sheik e Alex. Alterações que restabeleceram o script do primeiro tempo.
O Corinthians só não matou o jogo, fazendo 3 a 1, porque está nÃtido que Emerson e Alex não têm ritmo de jogo e boa condição fÃsica. Não fosse isso, Tite não precisaria ter colocado EdenÃlson faltando poucos minutos para o final do jogo.
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