Bruno Dybal é a nova aposta de Felipão
- 27 de dezembro de 2011 |
- 0h01 |
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Categoria: Palmeiras
DANIEL BATISTA
Se no time profissional a temporada não foi tão boa para o Palmeiras, entre os meninos do Sub-17 o ano de 2011 foi especial. Campeã paulista da categoria, a equipe fez com que o técnico Luiz Felipe Scolari resolvesse olhar com mais atenção para os garotos. E um dos que mais agradaram ao treinador foi o meia Bruno Dybal.
O menino de 17 anos chama a atenção pela personalidade. Com o cabelo cortado estilo moicano, avisa. “Esse cabelo não é de Neymar, é de Bruno Dybal.” Capitão da equipe na conquista do Estadual Sub-17, ele vai disputar a Copa São Paulo em janeiro e deve ser promovido ao time profissional em seguida.
Dybal chegou ao Palmeiras com 12 anos após atuar por quatro anos na Portuguesa. “Resolvi sair de lá por opção. O Serdan (Paulo, ex-presidente de uma organizada do Verdão) me viu e me levou para lá. O filho dele jogava comigo na Portuguesa”, disse o garoto, que mora em Guarulhos com os pais e duas irmãs.
Os cinco anos de Palmeiras lhe fizeram conhecer bem a torcida e saber que, em caso de promoção, vai ter de aprender a lidar com a popularidade e, principalmente, com a pressão caso os resultados não sejam o esperado. “Pode ser um risco subir agora, mas eu sempre trabalhei para conseguir isso e agora que tenho a chance não posso deixar passar”, disse o meia.
A vontade de subir para o time principal é tão grande que o garoto já avisou aos interessados que não pretende deixar o clube agora. Ele tem contrato com o Palmeiras até maio de 2013 e 70% de seus direitos econômicos pertencem ao clube. Os 30% restantes estão na mão de empresários do jogador.
Sondado por Palermo, Napoli e Milan, ele avisa que vai ficar. “Não é hora de sair. Quero jogar no time de cima e dar muitas alegrias para a torcida”, avisou.
Embora mostre personalidade e seja o capitão do time, Dybal é daqueles jogadores que dentro de campo não deixam de falar um minuto, mas fora das quatro linhas é tímido. Algo que ele terá de superar para conseguir se firmar entre os profissionais. “É normal os mais novos serem mais quietos. O bom é que vou chegar em um time que já conheço alguns jogadores, como o Vinícius, com quem joguei, e com Patrick Vieira e o Fábio, que também tive contato.”
Preconceito com a base
Outro adversário do meia será a desconfiança com atletas da base do clube. Nos últimos anos, poucos garotos conseguiram triunfar no time de cima. “Felizmente isso está mudando um pouco. O Gabriel Silva, por exemplo, foi bem. Nós (garotos) temos de nos preparar psicologicamente e conversar com os mais velhos para pegarmos algumas dicas”, analisou o meia.
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