Ainda bem que não era o Barcelona
- 14 de dezembro de 2011 |
- 21h27 |
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Categoria: Futebol, Mundial de Clubes, Santos FC
SANTOS 3 X 1 KASHIWA REYSOL
LUÍS AUGUSTO MONACO
ENVIADO ESPECIAL
Toyota – A estreia do Santos no Mundial de Clubes começou bem, dando a sensação de que a vitória sobre o Kashiwa Reysol viria sem nenhuma dificuldade, mas terminou deixando preocupações para a final de domingo, muito provavelmente contra o Barcelona, que hoje (15) vai enfrentar o Al-Sadd. Se não corrigir alguns erros apresentados ontem, será quase impossível fazer frente ao implacável time espanhol.
Na véspera da partida, Nelsinho Baptista tinha elogiado muito a força ofensiva do Santos e deixado no ar algumas dúvidas sobre a segurança da defesa alvinegra. E o que se viu em campo confirmou o diagnóstico do treinador do Kashiwa. Paulo Henrique Ganso e Neymar colocaram em apuros o time japonês com seus dribles e passes, mas lá atrás a coisa foi feia.
Durval foi atropelado pelo lateral Sakai, e deixou claro que não tem velocidade para acompanhar jogadores rápidos. O Barça tem em Daniel Alves um grande trunfo ofensivo, sem falar que conta com atacantes que sabem jogar abertos.
O miolo de zaga também não convenceu. Edu Dracena e, principalmente, Bruno Rodrigo erraram várias vezes na saída de bola e viram Sakai subir à vontade para marcar um gol de cabeça. Também ficou claro que Henrique precisa comer muito arroz e feijão para proteger os centrais como Adriano.
O bom é que, mesmo num jogo em que a defesa está um desastre como esteve ontem, o Santos sempre pode contar com o talento de seus craques. Neymar e Ganso chamaram a responsabilidade e iluminaram o campo com suas jogadas.
Os primeiros 20 minutos foram de Neymar. Elétrico, incisivo, ele partia para cima dos japoneses. E, aos 19 minutos, abriu o placar com um gol antológico: corte seco no zagueiro e tapa de canhota no ângulo direito. Logo em seguida, Borges fez 2 a 0 e parecia que a vitória estava no bolso. Mas no segundo tempo a partida mudou.
O Kashiwa, que tinha voltado do intervalo com um terceiro atacante, animou-se depois que Sakai marcou de cabeça logo aos oito minutos e passou a explorar as investidas do lateral-direito. O Santos perdia a bola rapidamente e só conseguia respirar quando a redonda caía no pé esquerdo de Ganso. Aí o maestro ditava um ritmo mais lento e encontrava espaços vazios para endereçar os seus passes.
Quando o jogo começava a ficar perigoso, Danilo marcou de falta, aos 18, e acalmou o time. A tranquilidade voltou, mas o futebol, não. Durval continuava sem achar Sakai e os cruzamentos quase sempre levavam perigo. Houve bola na trave, gol perdido a dois passos da linha final e muita discussão entre os defensores santistas para tentar entender o que estava acontecendo. A sorte é que do outro lado estavam Tanaka, Kudo e Sawa, e não Messi e companhia.
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