Stoner vence em Assen
- 30 de junho de 2012 |
- 21h32 |
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Categoria: MotoGp
Atual campeão mundial, Casey Stoner venceu neste sábado a etapa holandesa da MotoGP, realizada no circuito de Assen. Com o triunfo na sétima prova da temporada 2012, o piloto australiano se igualou em número de pontos ao espanhol Jorge Lorenzo, que lidera o campeonato em razão dos critérios de desempate e abandonou a corrida logo na primeira volta.
A vitória deste sábado foi a terceira em 2012 de Stoner, que conseguiu encerrar uma sequência de três triunfos de Lorenzo. A prova em Assen foi dominada pelo australiano e pelo espanhol Dani Pedrosa, que são companheiros na Honda e travaram boa disputa pela primeira colocação.
Pedrosa ficou em segundo lugar na etapa holandesa da MotoGP, seguido pelo italiano Andrea Dovizioso, que garantiu a terceira colocação apenas na última volta ao ultrapassar o norte-americano Ben Spies, que venceu a prova em Assen no ano passado. O britânico Cal Crutchlow ficou na quinta colocação, enquanto o italiano Valentino Rossi terminou apenas em 13º lugar.
Pedrosa liderou mais de metade da corrida na Holanda, mas Stoner, que largou da pole position, o ultrapassou quando faltavam 10 voltas para o encerramento da prova e rapidamente se afastou para terminar em primeiro lugar, com uma vantagem de 4s965 para o piloto espanhol.
Lorenzo abandonou a corrida logo na primeira curva, quando o também espanhol Ãlvaro Bautista sofreu uma queda e atingiu a moto do compatriota, deixando Stoner com um fim de semana perfeito em Assen. Com esse resultado, Lorenzo e Stoner estão com 140 pontos na classificação, mas o espanhol está à frente por ter mais vitórias (4 a 3). Já Pedrosa ocupa a terceira colocação, com 121 pontos.
A próxima corrida da temporada 2012 da MotoGP será disputada no dia 8 de julho, no circuito Sachsenring, que receberá a etapa alemã – a oitava da temporada 2012 da categoria.
Resultado final da etapa holandesa da MotoGP:
1º. Casey Stoner (AUS/Honda), 26 voltas em 41min19s855
2º. Dani Pedrosa (ESP/Honda), a 4s965
3º. Andrea Dovizioso (ITA/Tech 3 Yamaha), a 11s994
4º. Ben Spies (EUA/Yamaha), a 14s775
5º. Cal Crutchlow (GBR/Tech 3 Yamaha), a 22s074
6º. Nicky Hayden (EUA/Ducati), a 31s660
7º. Héctor Barberá (ESP/Pramac Ducati), a 59s107
8º. Randy de Puniet (FRA/Aspar), a 1min04s441
9º. Michele Pirro (ITA/Gresini Honda), a 1min06s980
10º. Mattia Pasini (ITA/Speed Master), a 1min25s087
11º. Danilo Petrucci (ITA/Ioda), a 1min32s103
12º. Iván Silva (ESP/Avintia), a 1min33s797
13º. Valentino Rossi (ITA/Ducati), a 1 volta
14º. James Ellison (ING/Paul Bird), a 1 volta
Abandonaram:
Aleix Espargaró (ESP/Aspar)
Colin Edwards (EUA/Forward)
Yonny Hernández (COL/Avintia)
Stefan Bradl (ALE/LCR Honda)
Jorge Lorenzo (ESP/Yamaha)
Ãlvaro Bautista (ESP/Gresini Honda)
Não largou:
Karel Abraham (RCH/AB Ducati)
Tricolor tira a liderança do Cruzeiro
- 30 de junho de 2012 |
- 19h01 |
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Categoria: Brasileirão, São Paulo FC
GABRIEL MELLONI
Belo Horizonte - O São Paulo venceu sua primeira partida fora de casa neste Campeonato Brasileiro, ao bater neste sábado o Cruzeiro por 3 a 2, no Estádio Independência, pela sétima rodada. Depois de três derrotas em jogos longe do Morumbi, o time paulista levou a melhor no movimentado confronto deste sábado. Pior para os anfitriões, que não são mais lÃderes da competição.
A vitória levou o time do Morumbi aos 12 pontos. Na próxima rodada, o São Paulo enfrenta o Coritiba, dia 8 de julho, no Morumbi. O Cruzeiro estacionou nos 14 pontos e viu o Fluminense, que venceu o Náutico por 2 a 0, também neste sábado, assumir a ponta da tabela. O próximo adversário dos mineiros será o Internacional, sábado que vem, no Beira-Rio.
O jogo marcava a reestreia de Milton Cruz como técnico interino do São Paulo, em sua 17.ª partida exercendo esta função. Ele ocupou vaga deixada após demissão de Leão. O comandante mexeu no esquema tático, do 4-4-2 para o 3-5-2, e na escalação. Paulo Miranda e CÃcero foram barrados, enquanto João Filipe e Maicon ganharam chance entre os titulares.
O personagem da partida, no entanto, foi outro estreante. O zagueiro Rafael Donato, recém-contratado pelo Cruzeiro, fazia sua primeira partida pelo clube. Ele falhou no primeiro gol do adversário, chegou a ser vaiado pela torcida, mas compensou no ataque, marcando os dois gols do time mineiro.
O jogo
A partida começou muito movimentada, com o Cruzeiro dominando as primeiras ações. Logo no lance inicial, Wellington Paulista deixou Fabinho na cara do gol, mas o atacante foi travado na hora da batida. Dois minutos depois, Everton recebeu pela esquerda, entrou na área sozinho, mas demorou demais e acabou se enrolando.
Com a mesma velocidade que o time da casa foi para cima, o São Paulo se recuperou e perdeu grande chance aos cinco minutos. Depois de um escanteio cruzeirense, Douglas puxou contra-ataque e tocou para Cortez, que avançou pelo lado direito e cruzou para Jadson. O meia teve calma para tirar o zagueiro da jogada, mas, sozinho, chutou para fora.
Explorando os contra-ataques, a equipe paulista passou a dominar as ações e chegou ao primeiro gol aos 11 minutos. Lucas arrancou pela direita e tocou para Douglas. O lateral fez boa jogada e cruzou. A bola era de Rafael Donato, mas o zagueiro errou ao tentar dominar e praticamente ajeitou para Luis Fabiano, que bateu de primeira e abriu o placar.
Mas não deu nem tempo de comemorar. Um minuto depois, Rafael Donato se redimiu e o Cruzeiro empatou. Em escanteio conseguido no lance seguinte ao gol são-paulino, o zagueiro foi para a área, aproveitou a bola levantada por Montillo e cabeceou firme, sem chance para Dênis.
Desta vez foi o Cruzeiro que mal teve tempo de celebrar a igualdade, porque, aos 15 minutos, o São Paulo voltou à liderança. Luis Fabiano brigou no meio de campo e, após disputar com Victorino, a bola sobrou para Lucas. O meia mostrou habilidade, driblou o zagueiro e rolou na saÃda de Fábio.
Depois deste inÃcio alucinante, a partida finalmente diminuiu de ritmo e o time da casa só conseguiu voltar a levar perigo aos 27 minutos. Depois de cruzamento muito forte de Montillo, Everton aproveitou pela direita e voltou a colocar a bola na área. Fabinho subiu bem e desviou, à esquerda de Dênis.
Foi o último lance do atacante em campo. Ele já havia levado uma pancada na perna, tentou voltar, mas deixou o campo chorando para a entrada de Souza. Do outro lado, o São Paulo também perdeu uma peça importante: Rhodolfo, que sentiu um problema muscular e foi substituÃdo por Paulo Miranda.
Sem Fabinho, o Cruzeiro diminuiu o ritmo, mas seguia dominando a partida. A última chance da equipe no movimentado primeiro tempo saiu aos 43 minutos, quando Montillo bateu escanteio da direita e Rafael Donato subiu bem novamente, mas desta vez tocou por cima.
Como o primeiro tempo, a etapa final começou movimentada e o gol não tardou a sair. Aos 3 minutos, Maicon recebeu na intermediária e deu lindo passe para Cortez, que exigiu grande defesa de Fábio. No rebote, a bola sobrou para Jadson, que bateu colocado para ampliar para o São Paulo.
Também como na primeira etapa, o Cruzeiro respondeu logo na sequência. Aos 8 minutos, Montillo bateu escanteio da direita, Léo desviou na primeira trave e a bola sobrou para Rafael Donato. O zagueiro, que já vinha recebendo vaias da torcida, mergulhou, tocou de cabeça e marcou seu segundo na partida.
Nove minutos depois, o São Paulo teve a chance de ampliar em um pênalti. Em outro contra-ataque, Lucas recebeu lançamento longo, entrou na área e foi calçado por Souza. Na cobrança, Luis Fabiano bateu forte, no canto direito de Fábio, que caiu bem e defendeu.
O pênalti defendido reacendeu o Cruzeiro, que perdeu grande oportunidade aos 27 minutos. Depois de cruzamento da esquerda, a defesa do São Paulo afastou mal e a bola sobrou para Tinga. O meia chegou batendo de primeira, mas chutou em cima de Paulo Miranda. Três minutos depois, o mesmo Tinga ganhou da zaga, saiu de frente para o gol, mas chutou por cima.
O cenário do restante da partida foi o mesmo: o Cruzeiro apertando, em busca do empate, e o São Paulo se segurando. Apesar das boas chances criadas, o time da casa não conseguiu o gol e o jogo terminou mesmo em 3 a 2.
CRUZEIRO 2 X 3 SÃO PAULO
Cruzeiro – Fábio; Léo, Rafael Donato, Victorino e Everton; Leandro Guerreiro, Charles (Wallyson), Tinga (Willian Magrão) e Montillo; Fabinho (Souza) e Wellington Paulista. Técnico – Celso Roth.
São paulo – Dênis; Rhodolfo (Paulo Miranda), João Filipe e Edson Silva; Douglas, Maicon, Denilson, Jadson (CÃcero) e Cortez; Lucas (Casemiro) e Luis Fabiano. Técnico – Milton Cruz (interino).
Gols – Luis Fabiano, aos 11, Rafael Donato, aos 12, e Lucas, aos 15 minutos do primeiro tempo. Jadson, aos 3, e Rafael Donato, aos 8 minutos do segundo tempo.
Ãrbitro – Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ).
Cartões amarelos – Denilson, Willian Magrão (no banco de reservas), Luis Fabiano, Douglas, Wellington Paulista, Casemiro, Dênis.
Público – 17.695 pagantes.
Renda – R$ 605.905,00.
Local – Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG).
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OUTROS JOGOS DESTE SÃBADO
O Vasco aproveitou a derrota do Cruzeiro para o São Paulo e assumiu a ponta do Brasileirão com a vitória sobre a Ponte Preta por 3 a 2, em São Januário. Atrás no placar por duas vezes, a equipe vascaÃna conseguiu a virada no segundo tempo, com Diego Souza, que começou no banco de reservas, em cobrança de pênalti. O resultado levou o time carioca aos 16 pontos, ultrapassando o Cruzeiro, que ficou com 14, e o Fluminense, que havia batido mais cedo o Náutico e chegado aos 15. Na próxima rodada, o Vasco enfrenta o Figueirense, no dia 8 de julho, no Orlando Scarpelli. Já a Ponte Preta estacionou nos nove pontos, na décima colocação, e agora terá o Palmeiras como adversário, também no dia 8, em Campinas.
Já o Fluminense conseguiu um importante resultado, ao derrotar o Náutico por 2 a 0, no estádio dos Aflitos, no Recife. Agora com 15 pontos, o time carioca ultrapassou o então lÃder Cruzeiro (14), que perdeu em casa para o São Paulo. Já a equipe pernambucana, com 7 pontos, permaneceu na 13.ª posição da tabela de classificação.
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belo horizonte, Brasileirão, Cruzeiro, Jadson, Lucas, LuÃs Fabiano, Minas Gerais, São Paulo, Tricolor
Nos pênaltis, a Itália bate a Inglaterra e enfrenta a Alemanha na semi da Euro
- 24 de junho de 2012 |
- 23h02 |
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Categoria: Sem categoria
KIEV – Quem vê apenas o placar de 0 a 0 imagina que Itália e Inglaterra fizeram um jogo tÃpico entre duas escolas defensivas. Mas o jogo de quartas de final da Eurocopa, neste domingo, em Kiev (Ucrânia), foi de muitas emoções e diversas chances de gol em 120 minutos. E quem levou a melhor foi a Itália, que criou mais oportunidades, mereceu ter vencido no tempo normal, e foi premiada com a classificação nos pênaltis, com o placar de 4 a 2.
Agora a Itália vai reencontrar a Alemanha, na reedição da semifinal da Copa do Mundo de 2006, quando os italianos avançaram à final para pegar a França. Já a Inglaterra, eliminada, mantém o tabu. Não chega a uma semifinal desde 1996, quando jogo a Eurocopa em casa.
A primeira semifinal será na quarta-feira, à s 15h45 (horário de BrasÃlia), em Donetsk, envolvendo Portugal e Espanha. No dia seguinte, em Varsóvia, no mesmo horário, jogam Alemanha e Itália. Os quatro times, juntos, somam seis tÃtulos e seis vice-campeonatos. A final será no próximo domingo.
O JOGO
Acostumadas a apresentar um futebol pouco ofensivo, Itália e Inglaterra fizeram, desde os primeiros minutos, um jogo cheio de possibilidades. A primeira foi com De Rossi, que acertou um chute mágico, de primeira, da intermediária, colocando muito efeito na bola. Uma pena que a bola acertou a trave esquerda, próxima ao ângulo.
A Inglaterra respondeu rápido, também num lance dos mais bonitos da Eurocopa. Tudo graças a Buffon, que defendeu chute de Johnson, à queima-roupa, de forma espetacular, com a mão esquerda.
Depois, o foco iria para Balotelli. O atacante, que atua no futebol inglês, pelo Manchester City, perdeu três chances de gol. A primeira foi a mais clara. Ele recebeu longo lançamento de Pirlo, para sair cara a cara com Hart. Mas ele não dominou tão bem a bola, permitiu a chegada de Terry e, quando tentou o chute por cobertura, acabou travado pelo defensor.
Em outro passe de Pirlo, Balotelli recebeu nas costas da zaga, mas chutou de primeira, tentando o voleio, e acabou mandando a bola sem força. Na terceira jogada importante dele, o atacante apareceu na pequena área para desviar passe vindo da direita e mandar por cima do gol.
A Inglaterra também foi perigosa no primeiro tempo e quase fez um golaço aos 31 minutos. Welbeck tocou, Rooney devolveu de calcanhar, e o chute, de primeira, foi por cima do gol.
O segundo tempo também começou movimentado e Balotelli, sempre ele, perdeu mais uma chance aos 5 minutos, pegando sobra na área e chutando em cima de Hart. No rebote, Montolivo mandou para fora. O atacante do Manchester City não desistia e, aos 14, quase fez de bicicleta. Ele dominou na coxa, jogou a bola para cima e virou. A tentativa passou por cima do travessão.
O fim do tempo regulamentar foi emocionante. Aos 43, Nocerino recebeu na área, bateu de esquerda, ma foi travado por Johnson na hora certa. Já nos segundos finais, Carroll ajeitou de cabeça e Rooney tentou de bicicleta, mandando por cima do gol.
TEMPO EXTRA
Na prorrogação, as emoções não cessaram. Os dois times procuravam o gol e, nos 15 minutos inicial, quem ficou mais perto de abrir o placar foi a Itália. Diamanti acertou a trave esquerda de Hart num cruzamento que ninguém desviou.
O mesmo Diamanti criou a melhor jogada da segunda etapa. Ele fez lance individual pela direita e cruzou na área. Nocerino, ligeiramente impedido, desviou de cabeça e marcou, mas o gol foi impedido. Atrás, Balotelli esperava a bola livre – e em posição legal.
PÊNALTIS
Mal nas finalizações no jogo, Balotelli bateu o primeiro pênalti. E, com tranquilidade, abriu o placar. Gerrard deixou tudo igual, mas Montolivo, que escolheu o mesmo canto direito que os dois anteriores, não teve a mesma precisão: mandou para fora.
Apagado no jogo, Rooney colocou a Inglaterra na frente. Pirlo foi de cavadinha, fez um golaço de pênalti e deixou tudo igual. Ashley Young não teve a mesma paciência. Encheu o pé e balançou o travessão. Nocerino fez a parte dele, recolocou a Itália na frente e, depois, foi a vez de Buffon brilhar. O goleiro esperou Ashley Cole bater, pulou no canto certo e segurou. Diamanti também foi bem, marcou e colocou a Itália na semifinal.
Peixe não se refez da queda na Libertadores
- 24 de junho de 2012 |
- 22h14 |
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Categoria: Brasileirão
Gonçalo Junior
Nem Neymar conseguiu reerguer o Santos após o nocaute causado pela eliminação da Copa Libertadores. Lento, cabisbaixo e sem criatividade, o time da Vila Belmiro empatou com o Coritiba, por 2 a 2, ontem à noite, na Vila Belmiro.
Apesar de ter feito seu 29º gol em 29 jogos e de ter assumido a função de armador do time com a ausência de Ganso (poupado), Neymar não conseguiu alcançar a primeira vitória no campeonato e livrar o time da zona do rebaixamento – é o 18º colocado, com apenas quatro pontos. Organizado e eficiente, o Coritiba é o 11º colocado com sete pontos e comprovou que vai dar muito trabalho para o Palmeiras na decisão da Copa do Brasil.
Tão preocupante quanto a posição na tabela é a falta de perspectivas a curto prazo. A partir da nona rodada, o time não poderá contar com Ganso, poupado ontem, o goleiro Rafael, e Neymar, o melhor do time no empate na Vila, que vão participar da seleção olÃmpica. Elano teve atuação apenas mediana e Alan Kardec, que voltará ao Benfica ao final do empréstimo, não deixará saudades. O que será do Santos nesse cenário? Nenhum dos cinco mil torcedores que foram à Vila tem a resposta.
Depois de ter sido poupado nas cinco primeiras partidas do Brasileiro, por causa da Libertadores ou da seleção, Neymar fez sua estreia no torneio nacional. Não foi o driblador imprevisÃvel do Campeonato Paulista, mas sim um armador insinuante, sem posição fixa, responsável pela transição entre o meio e o ataque, herdando as funções de Ganso, poupado para um trabalho de reequilÃbrio muscular.
Neymar não consegue, obviamente, cobrar o escanteio e cabecear a bola em seguida. Quando ele lançou para Elano, no começo do jogo, o meia desperdiçou bela chance. Ao longo do primeiro tempo, o time santista ficou preso na defesa paranaense, que tinha praticamente três zagueiros, dois volantes e o goleiro Vanderlei com uma atuação inspiradÃssima.
Nesse cenário, os gols só poderia sair em jogadas aéreas. Foi assim com Edu Dracena, aos 31, e o próprio Neymar, na metade do segundo tempo. Entre os dois tentos, o capitão santista entregou a bola nos pés de Everton Ribeiro que armou um contra-ataque para Rafinha empatar.
Quando o torcedor respirava aliviado com a iminente primeira vitória no Campeonato Brasileiro, novamente um defensor santista falhou: Maranhão fez pênalti em Rafinha, convertido por Lincoln: 2 a 2.
O Coritiba poderia ter feito o terceiro gol com o zagueiro Pereira se o árbitro Péricles Bassols não assinalasse um impedimento duvidoso.
Corinthians e Palmeiras fizeram uma partida movimentada e parelha
- 24 de junho de 2012 |
- 22h12 |
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Categoria: Brasileirão
Vitor Marques
Corinthians e Palmeiras jamais farão um clássico qualquer. Mesmo que esteja em campo um punhado de reservas, que o Pacaembu não esteja cheio ou que o Campeonato Brasileiro, neste momento, ainda seja considerado uma competição secundária por ambas as equipes.
Em um cenário, em tese adverso, os rivais protagonizaram um clássico parelho e disputadÃssimo, no qual Felipão tentou, sem sucesso, aplicar outra de suas peças. Mas viu seu time sair na frente logo aos três minutos e sofrer a virada para 2 a 1.
A vitória corintiana surgiu graças a um jogador, que agora não é conhecido apenas por ter nome de craque, mas pelo que faz em campo: Romarinho. Na sua estreia como titular, o atacante foi a estrela da partida, marcando dois golaços, um de letra no primeiro tempo, e outro soltando um petardo que bateu na trave antes de balançar a rede.
A façanha de Romarinho é imensa porque as apostas de quem decidiria o clássico se concentravam em Liedson, Willian ou Douglas, do lado corintiano, e Barcos e Daniel Carvalho, pelos lados do Palmeiras, que ainda se dava ao luxo de manter Valdivia no banco de reservas. Romarinho, que saiu de campo aplaudidÃssimo, foi o herói improvável.
Tite mandou a campo o que, até então, era a pior versão do Corinthians. Um time reserva que segurava a lanterna do campeonato e que tentava jogar como o titular, num 4-2-3-1, com Romarinho e Willian abertos pelos lados, Liedson isolado no ataque e Douglas vindo de trás.
Felipão, mais uma vez, deixou o clube divulgar uma lista de relacionados fajuta, sem Barcos. Mas o nome do atacante estava na escalação divulgada apenas momentos antes do jogo. No final das contas, o técnico escalou um Palmeiras quase titular.
Aos 3, Barcos estava dentro da área e começou a jogada do gol palmeirense. O argentino foi travado pela defesa, a bola sobrou para João VÃtor, que chutou errado. A bola sobrou para Mazinho apenas tocar para as redes.
O Corinthians ficou meia hora atordoado. Seus laterais não avançavam, os volantes não apareciam no ataque e Douglas era anulado, ora por Henrique, ora por Márcio Araújo. E os atacantes ficavam muito isolados. Se o Palmeiras tivesse ido para cima, poderia ter ampliado o placar antes de Romarinho mudar o jogo. Liedson começou a jogada e cruzou na área; Romarinho entrou em velocidade e tocou de letra: 1 a 1, quando o Corinthians já merecia o empate.
No segundo tempo, Felipão trocou Daniel Carvalho por Valdivia e tirou Leandro Amaro para colocar Maikon Leite, recuando Henrique para a zaga. O jogo ficou mais equilibrado.
Até Romarinho decidir o clássico. Ele ganhou mais uma de Cicinho e soltou uma bomba, sem chance para Bruno. A partida ficou mais aberta e a entrada de Maikon Leite tornou o Palmeiras mais ofensivo. Liedson poderia ter feito o seu, livre na cara de Bruno. E Maikon Leite poderia ter empatado, mas Júlio César defendeu, assegurando a primeira vitória corintiana no Brasileiro, às vésperas da final da Libertadores. O Palmeiras, na decisão da Copa do Brasil, ainda não venceu na competição.
Romarinho: “Esta é a minha cara”
Romarinho só tem o que comemorar. No seu primeiro jogo como titular, ele marcou nada menos que os dois gols da vitória contra o Palmeiras, arrancou aplausos da Fiel e ganhou pontos com o técnico Tite. Também pudera. Foram dois golaços, um de letra, e o outro num chute cruzado indefensável para Bruno. De quebra, Romarinho infernizou a vida de Cicinho, ganhando quase todas no mano a mano.
“Fico feliz com minha estreia. Esta é a minha caraâ€, falou o heroi do jogo, que acabou substituÃdo no segundo tempo e deixou o campo muito aplaudido. “A gente sabia da importância desse jogo, por isso a vitória foi importanteâ€, disse o atacante de 21 anos, que foi contratado depois de disputar um bom Campeonato Paulista pelo Bragantino.
Marcar dois gols contra o Palmeiras foi algo mais que importante para Romarinho, que vai viajar com o time para Buenos Aires e tem grande chance de ser relacionado para o banco de reservas contra o Boca Juniors, após a grande atuação no clássico. Não é de hoje que o jovem atacante vem ganhando espaço. Na semifinal contra o Santos, por exemplo, Tite cortou Elton para dar lugar no banco a ele.
O clássico contra o Palmeiras foi importante também para três jogadores: o goleiro Júlio César, o zagueiro Paulo André e o atacante Liedson. Agora reservas, os três foram titulares na campanha do tÃtulo brasileiro do ano passado.
“Foi bom, saà feliz, satisfeito. Dá para melhorar bastante ainda. Mas como vencemos e a defesa fez um bom papel, acho que estou de parabéns hoje (ontem)â€, disse Paulo André.
Já Liedson enalteceu o grupo, que conseguiu virar o placar depois de sofrer um gol logo no começo do jogo. “O Corinthians mereceu. Sofremos o gol e não nos abatemos. Seguimos com a mesma tática, que era marcar forte, não dar espaço e conseguimos equilibrar.â€

