Palmeiras: E 1 a 0 ficou barato
- 31 de março de 2012 |
- 22h30 |
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Categoria: Sem categoria
O time que há uma semana ria à toa com uma invencibilidade de 22 partidas e o melhor ataque do Paulistão, agora dá perigosos sinais de declÃnio. E numa péssima hora, porque faltam só duas rodadas para terminar a fase de classificação e começarem os jogos que realmente valem. Em seis dias o Palmeiras jogou mal o segundo tempo do clássico com o Corinthians, os 90 minutos da vitória em Jundiaà e os 90 da partida de ontem. A bola não chega mais para Barcos, e o argentino se desespera a cada vez que se movimenta para receber o passe e o companheiro que está com a bola erra a jogada. Não por acaso, não fez gol nas três partidas que disputou esta semana. E se ele não marca e Marcos Assunção não está em campo, a chance de o Verdão vencer cai muito. É bom o time abrir o olho. Se não ficar entre os quatro primeiros, vai pegar um grande já nas quartas de final.
Opinião:Derrota ficou no barato
Por Daniel Batista
Parece que a derrota para o Corinthians e o fim da invencibilidade de 22 jogos fizeram mal ao Palmeiras. Depois de uma fraca atuação na vitória contra o Paulista, ontem jogou ainda pior e perdeu por 1 a 0 para o Mirassol. E o placar foi até generoso com o Verdão, porque o time visitante teve mais chances de gols.
É verdade que o time estava sem Marcos Assunção, Cicinho e Leandro Amaro, poupados, mas nada justifica a péssima atuação da equipe, em especial no setor defensivo. O primeiro tempo ficou marcado por ter de um lado um time de verde que não sabia o que fazer com a bola. Do outro, uma equipe de amarelo que se aproveitava dos erros do adversário para chegar com facilidade à cara do gol.
Se fosse feita a justiça, o Mirassol teria ido para o intervalo ganhando pelo menos por 2 a 0. A cobertura aos laterais não funcionava, e o time do interior encontrava muito espaço para armar suas jogadas – principalmente nas costas de Juninho, que apoiava mais do que Artur.
E foi assim que o time de amarelo teve três excelentes oportunidades de marcar. Em uma a bola foi para fora depois de chute de Samuel, que ainda teve outra chance defendida por Deola. O goleiro também fechou o gol na tentativa de Preto.
O técnico Ivan Baitello colocou Acleisson na cola de Daniel Carvalho e “matou†o meia. Embora tivesse maior posse de bola, o Palmeiras pouco ameaçou o Mirassol.
Aos 42, um lance simbolizou bem o que foi o Palmeiras no primeiro tempo. MaurÃcio Ramos tentou cortar na frente da área, mas chutou a bola em cima de Henrique – que trombou com o atacante Preto. Deola chegou para tirar e também furou, caindo em cima do jogador do Mirassol. Uma cena de “pastelãoâ€.
Mudanças inúteis
No intervalo, Felipão prometeu que a equipe voltaria nova postura. Realmente o time foi bem nos primeiros minutos, e até criou a falsa ilusão de que voltaria a jogar como a torcida esperava. Daniel Carvalho e Wesley apareceram mais no ataque e criaram lances de perigo.
Mas foi uma melhora efêmera. Logo o time voltou ao baixo nÃvel do primeiro tempo. E como a defesa continuava convidando o Mirassol para finalizar, o gol acabou saindo aos 22 minutos. Henrique deu bobeira, Barcos escorregou e Preto entrou sozinho na área para bater de “cavadinha†na saÃda de Deola e calar o Pacaembu.
O gol deixou o Palmeiras ainda mais desorganizado. Os jogadores que entraram (Chico, Ricardo Bueno e Pedro Carmona) não deram mais lucidez à equipe, que tentava o gol de empate em bolas altas para a área ou carregando a bola.
O Mirassol continuou jogando com inteligência, colocando a bola no chão e explorando o nervosismo do Verdão. E foi embora para casa com três pontos importantes.
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Palmeiras perde do Mirassol no Pacaembu
- 31 de março de 2012 |
- 20h47 |
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DEMÉTRIO VECCHIOLI – Agência Estado
Sentindo a falta de Marcos Assunção e Valdivia, o Palmeiras decepcionou sua torcida neste sábado à noite, no Pacaembu. Com um futebol burocrático e errando muito no setor defensivo, o time do técnico Luis Felipe Scolari foi batido pelo Mirassol por 1 a 0, em jogo válido pela 17.ª rodada do Campeonato Paulista.
A equipe alviverde perdeu uma invencibilidade de 22 jogos ao ser derrotada pelo Corinthians, domingo passado, penou para vencer o Paulista na quarta e agora sofreu mais este revés. Antes lÃder, o Palmeiras está em terceiro e pode até ser ultrapassado pelo Santos, que tem dois pontos a menos e pula para o terceiro lugar com uma vitória sobre a Portuguesa, domingo.
Até o fim do Paulistão, o Palmeiras ainda pega o Guarani (em Campinas) e o Comercial (em casa). Antes, na quarta, visita o Horizonte, no Ceará, pela segunda fase da Copa do Brasil. Já o Mirassol foi a 21 pontos, em nono, e por mais que tenha chances remotas de ir às quartas de final (tem cinco pontos a menos que o Bragantino, o oitavo), atualmente ocupa a segunda vaga paulista na Série D.
O JOGO – Mal a bola rolou no Pacaembu e já era possÃvel perceber que Marcos Assunção e Valdivia fariam falta. A criação de jogadas sobrou para Daniel Carvalho e Wesley, esse visivelmente sem ritmo de jogo. Para piorar, as duas únicas chances, por mÃnimas que fossem, caÃram justamente nos pés do volante. Uma ele mandou muito longe, e na seguinte preferiu chutar rasteiro, tirando tinta da trave direita do Mirassol.
A segunda destas chances foi aos 15 minutos do primeiro tempo e, dali em diante, o Palmeiras não fez mais nada até o intervalo. Com a zaga alviverde mal postada (Leandro Amaro foi poupado e substituÃdo por MaurÃcio Ramos), o Mirassol tinha espaços para chegar com perigo à meta de Deola.
Foram duas chances claras perdidas pelo time do interior só no primeiro tempo. Aos 21, Serio Manoel saiu na cara de Deola e bateu pelo lado. Depois, aos 36, Henrique Dias cruzou da esquerda e Samuel, sozinho no meio da área, chutou por cima.
O Palmeiras voltou outro time para o segundo tempo. Talvez querendo responder as vaias que ouviu da torcida na saÃda para o intervalo, foi para cima e ficou perto de abrir o placar. Aos 10 minutos, Wesley arriscou, Fernando Leal deu rebote, Alex Silva quase fez contra no rebote, mas o goleiro salvou de novo. No lance seguinte, novamente Wesley parou em Leal, mas desta vez foi Daniel Carvalho quem perdeu no rebote.
O gol parecia questão de tempo quando Felipão resolveu trocar Artur por Chico. No ataque seguinte do Mirassol, exatamente pelo lado direito da direita, Preto invadiu a área, bateu cruzado, e fez 1 a 0.
Em desvantagem, o Palmeiras se assustou e deixou o Mirassol mandar no jogo. O time do interior teve três boas diversas chances de ampliar, mas em todas parou em Deola. Nos 10 minutos finais, com Pedro Carmona no lugar de Daniel Carvalho, o time da casa foi para a pressão desorganizada, mas só levou perigo uma vez, num chute de Maikon Leite que Fernando Leal defendeu.
FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 0 X 1 MIRASSOL
PALMEIRAS – Deola; Artur (Chico), MaurÃcio Ramos, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, João Vitor, Wesley (Ricardo Bueno) e Daniel Carvalho (Pedro Carmona); Maikon Leite e Barcos. Técnico – Luiz Felipe Scolari.
MIRASSOL – Fernando Leal; Samuel, Matheus Ferraz, Dezinho e Willian Simões; Sérgio Manoel, Alex Silva, Acleisson e Xuxa; Henrique Dias (Malaquias) e Preto (Borebi). Técnico – Ivan Baitello.
GOL – Preto, aos 23 minutos do segundo tempo.
ÃRBITRO – Márcio Roberto Soares.
CARTÕES AMARELOS – Henrique Dias, Fernando Leal e Juninho.
RENDA – R$ 294.740,00.
PÚBLICO – 8.502 pagantes.
LOCAL – Estádio do Pacaembu, em São Paulo.
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Fora dos estádios
- 26 de março de 2012 |
- 23h32 |
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Categoria: Futebol
ALESSANDRO LUCCHETTI
AMANDA ROMANELLI
A Federação Paulista de Futebol vetou o ingresso nos estádios de integrantes das torcidas organizadas Mancha Alviverde e Gaviões da Fiel “até que sejam apurados os fatos e os responsáveis punidos nos termos da legislação em vigor (Estatuto do Torcedor)â€, segundo resolução da presidência da entidade.
A medida, que se aplica apenas a partidas de competições organizadas pela FPF, foi tomada após a morte domingo à noite do torcedor palmeirense André Alves Lezo, alvejado na cabeça por um tiro em confronto que envolveu mais de 500 pessoas na avenida Inajar de Souza, na Freguesia do Ó.
Na semana passada a Federação proibiu a entrada nos estádios paulistas de duas torcidas do Guarani e duas da Ponte Preta por causa da morte do torcedor bugrino Anderson Ferreira num confronto depois de uma partida entre as duas equipes pela categoria Sub-15.
E também vetou a presença da Pavilhão Nove, do Corinthians, porque alguns de seus integrantes apedrejaram um ônibus com torcedores do Palmeiras que passava na frente de sua sede a caminho de Presidente Prudente.
A medida tomada ontem pela FPF foi uma resposta à solicitação encaminhada pela Delegacia de PolÃcia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), vinculada ao Departamento de HomicÃdios e Proteção à Pessoa (DHPP) da PolÃcia Civil.
Outro torcedor palmeirense ferido no confronto de domingo, identificado apenas como VinÃcius “Zuluâ€, permanecia em estado “gravÃssimo†até o fechamento desta edição, segundo informou a assessoria de imprensa da unidade da Pompeia do Hospital São Camilo. O hospital não foi autorizado pela famÃlia a divulgar seu nome completo. Ele tem 19 anos, e foi atingido na cabeça com barras de ferro.
Mancha não fala
André Guerra, presidente da Mancha, não quis falar a respeito do veto. “Já enterramos um (Lezo, veja ao lado) e temos mais dois amigos que estão mal. Não tenho condições de me pronunciar agora.â€
O outro torcedor citado por Guerra é Gabriel Carlos, de 23 anos, que levou um tiro na bacia e foi levado para o Hospital do Mandaqui, na zona norte. Seu estado de saúde era estável ontem à noite. Oswaldo Pereira da Silva, de 27 anos, atingido na cabeça com uma barra de ferro, teve traumatismo craniano, fratura nas mãos e na coxa. Ele foi transferido domingo para o Hospital Cruz Azul, na zona sul. Segundo os médicos, ele está consciente e passa bem.
A assessoria da Gaviões da Fiel diz que lamenta a decisão da FPF porque não existem provas sobre o envolvimento de seus membros no confronto na Inajar de Souza. A polÃcia investiga a possibilidade de a emboscada armada no domingo pelos corintianos ter sido uma vingança pela morte de Douglas Silva em agosto do ano passado.
Torcedor do Corinthians, ele foi reconhecido por um grupo de palmeirenses e espancado até a morte. Seu corpo foi encontrado no Rio Tietê dois dias depois do crime. Os promotores Sérgio de Assis e Manoel Torralbo Gimenez Júnior foram designados para acompanhar o inquérito policial que apura a morte de Lezo. Alegando que acabaram de assumir o caso, ambos se recusam a comentá-lo.
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Federação Paulista de Futebol, gaviões da fiel, Mancha Alviverde
Valeu pela liderança
- 26 de março de 2012 |
- 1h10 |
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Categoria: Campeonato Paulista, São Paulo
O cenário era todo favorável: vitória empolgante contra o estrelado Santos, sequência de seis triunfos, a semana livre para treinos e a derrota do então invicto Palmeiras. Para ser lÃder, bastava ao São Paulo fazer a sua parte – derrotar o Mirassol, time que nunca conseguiu superar a zona intermediária da tabela.
Tudo indicava que o time do Morumbi não teria dificuldades para assumir a ponta do Campeonato Paulista. E o primeiro lugar chegou, é verdade. Mas não foi tão fácil assim. Tudo o que o São Paulo conseguiu foi uma vitória magra no interior: 1 a 0 graças ao gol do zagueiro Rhodolfo.
Emerson Leão dava a tônica do que seria a partida logo no começo do jogo: “Toca e sai, toca e saiâ€, berrava o técnico à beira do gramado. A proposta do Mirassol era clara: travar o meio de campo são-paulino e atrapalhar o toque de bola de Casemiro, CÃcero, Jadson e Lucas.
Ao São Paulo, restava usar a velocidade (e a criatividade) para, fazendo a bola girar, confundir o adversário. De inÃcio, até tentaram fazer o que o técnico pediu. Lucas foi o que mostrou mais Ãmpeto, buscando Willian José – substituto de Luis Fabiano – na área. Mas Jadson, que seria seu companheiro nas jogadas, parece ainda estar fora de sintonia.
Conforme o primeiro tempo passava, o São Paulo se entregava à eficiente marcação do Mirassol. O time do interior também ameaçou no ataque, dando trabalho a Cortez – preso no setor defensivo, pouco apareceu no ataque – e ao goleiro Denis. O pedido de Leão ficou esquecido, e o jogo que começou movimentado arrastou-se para o intervalo.
Para reverter o quadro, Leão deu sua contribuição para “acelerar†a equipe e abrir uma via de acesso pelo lado esquerdo: colocou Fernandinho. O time ganhou em movimentação e o atacante desempenhou bem o seu papel: infernizando a zaga rival, conseguiu um pênalti logo aos oito minutos. Só não contava com o azar de Willian José, que conseguiu acertar o pé da trave e desperdiçou a cobrança.
Fernandinho não esmoreceu e atiçou o São Paulo em busca do gol. Até Rhodolfo, que se dedicava a destruir as jogadas do Mirassol, animou-se. Avançou para receber a falta que originou o gol e subiu sozinho na bola batida por Jadson.
Briga de torcidas acaba em morte
- 26 de março de 2012 |
- 1h08 |
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Categoria: Sem categoria
Muito antes de a bola rolar no Pacaembu, torcedores de Corinthians e Palmeiras se digladiavam pelas ruas da cidade. Na avenida Inajar de Souza, um importante corredor para moradores da região da Freguesia do Ó e Brasilândia, houve um conflito envolvendo aproximadamente 500 pessoas. O palmeirense André Alves, de 21 anos, levou um tiro na cabeça, teve perda de massa encefálica e foi levado em estado gravÃssimo para o Hospital Vila Cachoeirinha, onde morreu por volta de 21h.
A briga foi fruto de uma emboscada armada por torcedores corintianos para cercar e agredir um grupo de palmeirenses. Eles estavam armados com barras de ferro e bastões de madeira.
O local é um reduto recorrente de brigas entre torcidas. Os confrontos costumam acontecer todas as vezes em que há jogos entre os times na cidade.
O confronto, segundo moradores da região, foi agendado nas redes sociais –um expediente que também é comum entre os membros de torcidas.
Há a suspeita de que a emboscada tenha sido uma revanche de corintianos contra os palmeirenses por causa de confrontos anteriores –ano passado, no dia do jogo entre as equipes no primeiro turno do Brasileiro (que ocorreu em Presidente Prudente, a 550 km da capital) um torcedor corintiano foi morto por membros de organizadas palmeirenses.
Seu corpo foi encontrado às margens do rio Tietê, na rodovia Castelo Branco.
Clima tenso – O confronto entre os torcedores na manhã de ontem deixou o clima tenso nos arredores do Pacaembu. A PolÃcia apertou o cerco ao estádio para evitar que novas brigas ocorressem. Uma divisória formada por chapas de metal, com cerca de 2,30 m de altura, foi instalada na rua Comendador Passalácqua para separar as torcidas. É por ali que a torcida visitante entra no estádio.
Perto do Pacaembu o maior trabalho foi para controlar a entrada de corintianos pelo portão principal do estádio. Minutos depois de a partida começar, milhares de pessoas ainda estavam do lado de fora, na praça Charles Miller, e tentaram forçar a entrada. A PM conteve a tentativa de forçar a entrada com bombas de efeito moral. E dentro do estádio a torcida corintiana também deu trabalho para os policiais.

