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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
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Corinthians oficializa contratação de chinês

Categoria: Corinthians

O Corinthians oficializou nesta terça-feira a contratação do chinês Chen Zhi Zhao, de 23 anos, que já chegou a São Paulo e conheceu as instalações do clube. Ele assinou contrato até dezembro de 2013, foi inscrito para a disputa do Campeonato Paulista e deverá ser apresentado ainda nesta semana.

Zhi Zhao já tinha seu nome ligado à equipe paulista há algum tempo, mas somente nesta terça-feira o acerto foi confirmado. Ele deverá usar a camisa de número 200 no Corinthians, em referência aos dois séculos do início da imigração chinesa ao Brasil.

Revelado pelo Nanchang Hengyuan, “Zizao”, como foi apelidado no clube paulista, já teve contato com a língua portuguesa, quando atuou no Trofense, de Portugal. No entanto, o jogador estava afastado do futebol de campo e vinha jogando apenas em torneios de futsal.

A contratação de Zhi Zhao foi tratada como um reforço para o departamento de marketing do clube, que espera, assim, entrar no poderoso e emergente mercado chinês. Com o novo meia, a equipe espera chamar mais a atenção do país asiático.

Começa o ano para Mano na seleção brasileira

Categoria: Futebol, Seleção Brasileira

ST. GALLEN, SUÃÇA – Ao escolher os 11 jogadores que entrarão em campo nesta terça-feira contra a Bósnia-Herzegóvina, às 16 horas (de Brasília), em amistoso na cidade de St. Gallen, na Suíça, o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, inaugura uma nova fase de seu trabalho, marcada pela maior pressão por resultados. A menos de seis meses dos Jogos Olímpicos de Londres e a dois anos e meio da Copa do Mundo, o treinador precisa começar a definir o grupo com o qual vai encarar os dois desafios, apontando o caminho das vitórias para uma equipe que ainda não convenceu. Se as incertezas ainda são muitas, duas referências técnicas do time parecem definidas: Neymar e Ronaldinho Gaúcho.

Nesta segunda, em sua única entrevista antes do treino realizado a zero grau na arena AFG, em St. Gallen, Mano Menezes reconheceu que a seleção agora caminha contra o tempo. “Mas não adianta reclamar. A seleção sempre passou por isso”, ponderou. Segundo ele, a “modificação radical” do grupo em relação à equipe que foi à Ãfrica do Sul fez com o rendimento inicial fosse prejudicado. Por isso a preocupação em aproveitar todos os momentos, como o jogo desta terça contra a Bósnia-Herzegovina. “Quando estivermos reunidos, como estaremos nos Estados Unidos na metade do ano, teremos de saber tirar proveito desses momentos raros”.

Sobre a missão de montar dois times, um com apenas três jogadores com mais de 23 anos, para a Olimpíada, e outro com força máxima para a Copa, Mano Menezes não lamentou, pelo contrário. Para ele, um será derivado do outro. “A seleção que vai disputar a Olimpíada vai ser formada por um número bastante grande de jogadores que vai estar na Copa do Mundo de 2014. Por isso é uma parte importante da programação”, disse ele, sem ignorar a pressão. “Tenho ouvido que a Olimpíada pode significar um desgaste para o técnico. Mas decidi encarar essa responsabilidade porque acho que é uma parte importante da preparação para 2014. Uma é a sequência da outra”.

PRESSÃO
De forma discreta, o diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez, colocou Mano Menezes na obrigação de apresentar um time consistente e obter resultados. Falando aos jornalistas nesta segunda, na concentração da equipe, no hotel Säntispark, o ex-presidente do Corinthians deixou claro que a pressão tende a aumentar. É hora de evoluir das experiências para as certezas sobre quem vai vestir a amarelinha daqui para a frente.

Sobre a maior pressão por resultados, nem todos os jogadores se mostram preocupados. Neymar, estrela do time, conta com seus companheiros mais velhos e experientes o ajudam a contornar a cobrança. “Pressão eu acho que não (tem) porque o Mano nos deixa à vontade”, disse. “Os jogadores mais experientes conversam bastante para que a gente se sinta mais à vontade”.

BÓSNIA – Begovic; Mujdza, Jahic, Spahic e Papac; Rahimic, Misimovic, Medunjanin e Alispahic; Dzeko e Ibisevic. Técnico: Safet Susic.

BRASIL – Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Sandro, Fernandinho, Hernanes e Ronaldinho Gaúcho; Neymar e Leandro Damião. Técnico: Mano Menezes.

Ãrbitro – Não divulgado; Horário – 16 horas (de Brasília); TV – Globo e SporTV; Rádio – Estadão ESPN (AM 700/FM 92,9); Local – Arena AFG, em St. Gallen, na Suíça.

(Andrei Netto – Agência Estado)

Tite não tem pressa

Categoria: Corinthians

BRUNO DEIRO

Mesmo com os sinais de reação que Adriano tem dado ultimamente, Tite prefere ser cauteloso ao comentar sobre a possibilidade de o atacante ser titular. Após o gol e a boa atuação do Imperador sábado, contra o Botafogo, no Pacaembu, o treinador tratou de elogiar os concorrentes e garantiu que o camisa 10 ainda terá de mostrar muito mais para assegurar uma vaga no time.

“O Adriano está num processo de recuperação e ainda está fora de suas condições físicas ideais. Não tenho a resposta de o quanto ele vai crescerâ€, justificou.

Depois da era Ronaldo, quando o time era vulnerável aos altos e baixos do Fenômeno, Tite prefere descentralizar as atenções. “A gente não pode olhar a individualidade e o time trabalhar para ele. O Adriano é um grande jogador, mas o Liedson e o Emerson também são. A equipe não pode jogar em função de apenas um cara.â€

Tite evitou confirmar se Adriano vai ganhar nova chance como titular nas próximas partidas. Depois do jogo contra a Catanduvense, quarta-feira, novamente no Pacaembu, a equipe tem dois jogos complicados: pega o Santos na Vila Belmiro pelo Paulista e, depois, tentará sua primeira vitória na Libertadores contra o Nacional, do Paraguai.
Em tese, o jogo contra a Catanduvense seria uma boa oportunidade para dar sequência ao Imperador.

Mesmo sem dar pistas, Tite admite que o camisa 10, agora em melhor forma, será uma arma importante para o decorrer da temporada. “O esquema que nós trabalhamos o favorece, por ser pivô e jogar dentro da áreaâ€, disse o treinador. “Mas a engrenagem precisa estar boa e ele tem de fazer parte dela. A titularidade é dentro de campo e o Liedson está jogando muito.â€

Bronca – Preocupado com os próximos jogos do time, Tite ignorou a festa pela boa atuação de Adriano e tratou de dar uma bronca na equipe após a vitória magra sobre o Botafogo. Para ele, os jogadores se acomodaram após o gol do Imperador, logo aos três minutos do primeiro tempo.

“O gol logo no início não foi bom porque o time perdeu a concentração. Não gostei do fato de que a equipe diminuiu o ritmo, mas voltamos para o segundo tempo com mais disposição e criamos chancesâ€, disse.

Entre os jogadores que tiveram pior desempenho está Alex, que foi escolhido para armar as jogadas e deixou Douglas no banco. Recuperando-se de uma pancada no joelho esquerdo, o meia abusou dos erros de passe, mostrou falta de ritmo e nem sequer fez arremates a gol, sua principal característica. Perdeu, com isso, a chance de ganhar pontos para brigar por um lugar no concorrido meio de campo corintiano.

Douglas deve ganhar uma oportunidade na próxima partida, mas Danilo, que vive boa fase e se recupera de dores nos tendões dos calcanhares, é o principal candidato a ser o titular nos complicados jogos contra Santos e Nacional.

Palmeiras e São Paulo empatam em 3 a 3

Categoria: Campeonato Paulista, Palmeiras, São Paulo

GONÇALO JÚNIOR

O empate entre Palmeiras e São Paulo por 3 a 3, ontem, em Presidente Prudente, resgatou o significado da palavra clássico. Cheio de reviravoltas no placar, belos lances e a busca pelo gol até os minutos finais, o jogo saiu da mesmice e provou que dois times grandes podem fazer uma partida técnica e vibrante. Não foi uma obra de arte, não teve Neymar ou Messi, mas mostrou um pouco da pompa que o desgastado termo exige.

A tarde calorenta de Prudente – termômetros na casa dos 33ºC, mas sensação térmica pra lá dos 40º C – impôs duas paradas técnicas ao longo do jogo. O Palmeiras preferiu o uniforme branco para obrigar o rival a usar listras escuras, mas a influência do sol escaldante terminou aí.

O Verdão entrou com três volantes e Felipão se apressou para explicar que daria mais consistência defensiva ao meio de campo, liberando Daniel Carvalho para a armação. A realidade aperfeiçoou os rascunhos da prancheta de Felipão logo aos cinco minutos, quando João Vítor, um dos volantes, foi ao ataque e acabou atropelado por Casemiro na entrada da área. Na cobrança da falta, quando todos esperavam o chute mortal de Marcos Assunção, Daniel Carvalho foi esperto e cobrou rasteiro no canto de Denis para abrir o placar. Com uma marcação mais encaixada – outro termo de Felipão – e uma saída rápida com Maikon Leite, o Palmeiras dominou o primeiro tempo.

O São Paulo dependia exclusivamente das jogadas de Cortez pelo lado esquerdo. Chegando ao fundo ou armando o time pelo meio, ele levou Felipão a coçar a cabeça duas ou três vezes e fez aquilo que o apagado Jadson não fez na primeira etapa.

Inconformado com a apatia dos meias, Leão pediu aos berros que Cícero fosse ao ataque. A esperança do técnico era que ele repetisse o desempenho da partida anterior, quando foi atacante perigoso e inspirado no empate com o Bragantino. A esperança virou premonição. No lance seguinte, com a movimentação de várias peças, Cícero completou o bom cruzamento de Casemiro para marcar seu quarto gol no Campeonato Paulista.

Golaço de Barcos – O empate, no entanto, não corrigiu a atuação ruim da defesa do São Paulo. A exemplo do que aconteceu em todo o primeiro tempo, os volantes marcavam mal, sobrecarregando os zagueiros, também pouco inspirados e atabalhoados. O segundo gol do Palmeiras, aos 37, foi o retrato desse caos. Barcos fez bela jogada individual dentro da área, driblando Paulo Miranda e Piris para fazer um golaço: 2 a 1.

O lance foi um emblema da maneira como Felipão quer ver o Palmeiras jogar. Depois de tanto procurar uma boa dupla de ataque, ele percebeu a liga que existe entre Maikon Leite e Barcos. O primeiro traz velocidade; o segundo, precisão na área.

Nas cordas com o domínio palmeirense, Leão encontrou um ponto frágil a explorar: o lado direito da defesa rival, com a atuação insegura de Cicinho. Além de escalar o arisco Fernandinho, pediu que Cortez continuasse a incomodar o lateral.
Aos nove minutos, Cortez foi derrubado por Cicinho dentro da área. Willian José, com uma atuação apenas razoável até então, bateu bem e fez seu oitavo gol no campeonato. E, depois do empate, Fernandinho continuou a infernizar a defesa palmeirense, que começou a fazer água. Depois de um contra-ataque que começou na esquerda e terminou em arrancada de Lucas, Cícero acertou o travessão em uma bela cobrança de falta.

Os melhores momentos do jogo ficaram para o epílogo, como em qualquer clássico. Aos 26, Barcos aproveitou bobeira da zaga e fez com classe. Quatro minutos depois, Fernandinho marcou um golaço de direita: 3 a 3.

Se alguém pedir um exemplo de clássico, o Palmeiras x São Paulo de 26 de fevereiro de 2012 cairá bem para a explicação.

Valeu pelo Imperador

Categoria: Campeonato Paulista, Corinthians

Desconfiada, a torcida corintiana foi ao Pacaembu para dar mais uma chance a Adriano. E o Imperador, em seu segundo jogo como titular neste ano, correspondeu. Em melhor forma física, não só fez o gol do triunfo sobre o Botafogo (1 a 0) como deu mostras de que em 2012 pode, enfim, ser útil ao time de Tite.

O Corinthians entrou em campo com uma equipe mista, que tinha três objetivos: vencer para disparar na liderança do Campeonato Paulista, recuperar Adriano e embalar na preparação para o segundo jogo pela Libertadores. Pela atuação sem brilho da equipe alvinegra ontem, essa última meta não foi alcançada a contento, mas as outras duas foram cumpridas. Na quarta vitória consecutiva sem sofrer gol, mesmo com seis desfalques, o time chegou a 26 pontos e abriu boa folga na liderança do campeonato.

Ao jogar os 90 minutos, Adriano passou confiança ao torcedor alvinegro. Ele prendeu a bola, brigou na marcação e foi responsável pelas principais chances de gol da equipe. Com uma pontaria um pouco melhor, poderia ter marcado três ou quatro vezes ontem. Na comemoração de seu gol, feito logo aos três minutos, o Imperador explodiu com um grito para o alto: as coisas, enfim, parecem estar no caminho certo para ele.

O time corintiano, porém, sentiu a falta de entrosamento causada pela ausência de seis titulares. Se o jogo serviu para recuperar Adriano, deixou o torcedor desconfiado de Alex. Tite optou pelo meia, que era dúvida por causa de uma pancada no joelho esquerdo, e deixou Douglas no banco. Sem ritmo, porém, Alex foi um dos piores em campo. Pela esquerda, ele e Fábio Santos não se acertaram e o time ficou capenga. Apenas quando Willian caiu por ali a equipe criou algumas jogadas.

Ramirez, autor do cruzamento do gol de Adriano, e Welder, que fez bons lances na linha de fundo, foram alguns dos reservas que se destacaram. Em seu centésimo jogo pelo Corinthians, Paulinho ganhou a braçadeira de capitão e também teve bom desempenho, ao lado do incansável Ralf. Os dois protegeram bem a dupla de defesa, formada por Chicão e Wallace.

O Timão manteve o tabu de 21 anos sem derrota para o Botafogo. Em homenagem a Sócrates, revelado no clube, o time de Ribeirão Preto usou camisa em estilo clássico, igual à da época em que o Doutor jogava lá, com o seu nome às costas.

O Corinthians jogou o primeiro tempo em ritmo lento. Logo de cara, Ramirez cruzou rasteiro da esquerda, Alex chutou mal e a bola sobrou limpa para Adriano marcar. Acomodada com a vantagem, a equipe de Tite não se empenhou para garantir uma vantagem maior e levou sustos. A melhor chance de ampliar surgiu aos 39, em cruzamento de Paulinho. Adriano teve tudo para marcar de cabeça, mas a bola saiu rente à trave.

No segundo tempo, o Corinthians continuou em marcha lenta e novamente as melhores oportunidades saíram em lances com Adriano, mas a falta de pontaria impediu que ele saísse ainda mais festejado do Pacaembu: os chutes foram em cima do goleiro ou para fora. Mesmo assim, ele deixou o estádio sob aplausos efusivos. E merecidos.