São Paulo em busca de um técnico
- 30 de setembro de 2010 |
- 23h18 |
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Categoria: São Paulo FC
Marcius Azevedo
O presidente Juvenal Juvêncio admitiu que errou ao deixar Sérgio Baresi no comando do time. Não foi uma confissão cristalina, daquelas que não dão margem para dúvidas, mas, com seu jeitão peculiar de falar, ele deixou claro que procura um treinador e que não vai mais esperar o fim do ano para isso.
“Ao observar quanto alguns técnicos ganham, faço uma reflexão. O meu ganha R$ 10 mil por mês. Mas está resolvendo o meu problema? Não está. Eu estou contente? Não estouâ€, filosofou o presidente, monopolizando os microfones na chegada da delegação, de Porto Alegre. “Eu preciso pensar em técnico? Preciso. Estou pensando? Estou. Vou revelar os nomes? Não vou. Vou dar perfil? Não dou. Mas acho que é para este ano.â€
A verdade é que se tivesse tomado tal atitude há uma semana, Dorival Júnior, hoje no Atlético Mineiro, já estaria sentado no banco. Em vez disso, Juvenal decidiu sozinho não procurar o treinador depois de combinar que o faria com o vice-presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e o diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes.
A aposta em Sérgio Baresi foi por água abaixo depois de duas derrotas acachapantes para Goiás e Grêmio. Juvenal se viu pressionado e terá de dar uma resposta, contratando um treinador capaz de tirar o time dessa situação desconfortável.
O momento é tão delicado que o presidente não descarta ninguém e se enrolou ao ser questionado sobre Vanderlei Luxemburgo. O técnico tem alto Ãndice de rejeição, mas o risco de trazê-lo já parece menor do que o de manter Sérgio Baresi.
O assunto ainda é tratado com cuidado, mas já tem cartola preocupado com um possÃvel rebaixamento. O São Paulo hoje está nove pontos à frente do primeiro clube na zona de degola. “Vocês (jornalistas) são espertos, me colocaram no canto. Mas eu aprendi também a sair pelos cantos e não vou responder issoâ€, fugiu, ao ser perguntado por Luxemburgo.
O salário normalmente pedido pelo treinador está fora do padrão do São Paulo, mas é bom lembrar que o BMG, patrocinador do clube, arcava com os vencimentos de Luxa no Atlético Mineiro (R$ 500 mil) e, se Juvenal desejar, poderá fazê-lo no Tricolor.
O banco também poderia ajudar na contratação de Abel Braga, nome preferido do presidente. A princÃpio, o técnico só poderia deixar os Emirados Ãrabes em dezembro, mas, com o pagamento da multa de US$ 2 milhões, ele pode vir antes.
A certeza é que amanhã, contra o AvaÃ, em Santa Catarina, o time ainda será dirigido por Sérgio Baresi. Depois disso, só Juvenal poderá responder. “Estamos prontos para enfrentar as dificuldades. Somos amadurecidos nesse processo. Estou fazendo o que acho certo. Estou com minha consciência tranquila e não há ninguém que me faça recuarâ€, finalizou.
Peixe agressivo contra o Verdão
- 30 de setembro de 2010 |
- 23h13 |
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Categoria: Brasileirão, Palmeiras, Santos FC
Sanches Filho
O Santos vai manter o seu estilo de jogo agressivo no clássico de sábado, 2, às 16 horas, contra o Palmeiras, na Vila Belmiro. Isso é o que garantem os jogadores. Mas as dúvidas do técnico interino Marcelo Martelotte começam pelo esquema a ser adotado para a partida. No treino técnico, em campo reduzido, ontem cedo, no Centro de Treinamento Rei Pelé, ele experimentou duas formações, mas parece que ainda não decidiu se escala a equipe no esquema 4-3-3 ou no 4-4-2.
Na primeira parte do treino, Martelotte deixou Danilo na lateral esquerda e formou o meio de campo com Roberto Brum, Arouca e Marquinhos para poder reforçar o ataque com o retorno de Zé Eduardo, ao lado de Neymar e Marcel. O atacante não jogou no Rio de Janeiro (derrota por 3 a 1 para o Vasco da Gama) porque cumpria suspensão pelo terceiro cartão amarelo, e Zezinho, que entrou no seu lugar, perdeu-se entre tentar ajudar na marcação no meio de campo e atacar. Mas, pelo menos no treino de ontem cedo, Zé Eduardo, o Zé Love, acrescentou pouco.
Na segunda parte dos trabalhos, o interino experimentou a formação do time com quatro jogadores no meio de campo e apenas dois atacantes. Pará entrou na lateral direita e Danilo passou para o meio de campo, com a saÃda de Zé Eduardo. E o rendimento também ficou abaixo do esperado. Talvez porque no campo reduzido a marcação prevaleceu e fez com que aumentasse bastante o número de passes errados.
Brum em alta
Depois da boa vitória contra o Cruzeiro, sábado passado, por 4 a 1, na Arena Barueri, Martelotte explicou que um de seus princÃpios é dar preferência ao jogador da posição. E quem vai saindo no lucro com esse modo de pensar é Roberto Brum, que acabou herdando a vaga de Alex Sandro, lateral-esquerdo improvisado de segundo volante nos tempos de Dorival Júnior.
No primeiro tempo contra a equipe mineira ele se revezou com Arouca no apoio ao ataque e colocou três vezes os companheiros em condições de fazer o gol. Diante do Vasco da Gama, no Rio, apesar da derrota, Roberto Brum voltou a se destacar. “Eu e Arouca nos entendemos bem. Conversamos muito em campo e quando um sai o outro fica. Atuamos poucas vezes juntos, mas o nosso entrosamento dá impressão que a dupla está formada há tempo. Talvez seja porque nos dois fomos revelados pelo Fluminenseâ€, brincou.
Desistir, jamais
Brum repete o discurso da maioria dos jogadores de que o Santos não pode jogar a toalha, embora esteja muito abaixo do lÃder na classificação, o Fluminense, com 13 pontos de diferença, apesar de ter um jogo a menos.
“Terminar o Campeonato Brasileiro com dignidade é obrigação, mas acho sim que dá para continuar brigando pelo tÃtuloâ€, diz Roberto Brum.
O volante usa exemplos do campeonato passado para justificar sua tese: “Basta ver o que aconteceu no ano passado com o Fluminense, livrando-se do rebaixamento, e com o Flamengo, que saiu lá de trás e ficou com o tÃtulo.â€
AdÃlson pode usar Dentinho
- 30 de setembro de 2010 |
- 22h04 |
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Categoria: Brasileirão, Corinthians
Â
VÃtor Marques
Ainda sem Ronaldo, o Corinthians pode ter a volta de um jogador importante: o atacante Dentinho, enfim recuperado de contusão. Ele será relacionado para a partida de sábado, 2, contra o Ceará, confronto que se tornou vital depois do empate diante do Botafogo.
A decisão de utilizá-lo, seja como titular ou pelo menos no banco de reservas, está nas mãos do técnico AdÃlson Batista. Clinicamente, Dentinho está curado e não sente dores na coxa, segundo o departamento médico.
“Agora ele pode treinar e só espera o AdÃlson avaliar sua condição técnicaâ€, disse o médico Paulo de Faria.
A previsão de Faria estava certa. Ontem à tarde, Dentinho participou de um treino fÃsico e também com bola com jogadores que não atuaram os 90 minutos diante o Botafogo.
Ele correu bastante e mostrou boa mobilidade durante meia hora de um treino tático com bola realizado em campo reduzido – até o técnico AdÃlson Batista participou da atividade.
Dentinho sofreu duas contusões nesses quase dois meses. A primeira foi na partida contra o Flamengo (8 de agosto), quando saiu de campo com uma contusão muscular na coxa esquerda.
De inÃcio, acreditava-se que era apenas um incômodo muscular. Mas na verdade era uma lesão mais grave, que o tiraria dos gramados por no mÃnimo um mês. Ele tentou voltar antes do prazo, sentiu novamente a lesão e voltou para o departamento médico.
Depois de tratar a lesão, Dentinho teve um “acidenteâ€, de acordo com o médico do clube. “Ele já estava à disposição do AdÃlson, já tinha feito um treino técnico, mas aà surgiu uma lesão no quadril, diferente do problema muscularâ€, disse Paulo de Faria.
O médico comentou que lesões assim são normais num calendário apertado. Segundo ele, a parada da Copa do Mundo, se por um lado serviu para acertar o time, também atrapalhou porque os jogadores perderam ritmo de jogo. “Não é só o Corinthians que está sofrendo com esse tipo de problema, que normalmente atinge jogadores mais experientes.â€
E quem sai?
Para recolocar Dentinho no time, AdÃlson tem duas opções. Saca um de seus atacantes, Jorge Henrique ou Iarley, ou tira um jogador do meio de campo, para voltar a atuar com três homens de frente, algo pouco provável.
Como AdÃlson é adepto dos mistérios na escalação (não revela os titulares nem sob tortura antes do prazo limite, 45 minutos antes do jogo), ele vai insistir com essa “dúvida†sobre Dentinho até a hora do jogo.
À moda antiga, Palaia promete um novo Verdão
- 30 de setembro de 2010 |
- 21h43 |
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Categoria: Palmeiras
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Paulo Galdieri
O novo presidente do Palmeiras é um dirigente à moda antiga. E, apesar de prometer um novo Verdão em apenas 45 dias de gestão tampão, Salvador Hugo Palaia adotou um discurso paternalista, dos tempos em que o amadorismo era a regra no futebol.
Em nome de uma suposta paz e união entre cartolas, e de tranquilidade para que o time possa trabalhar e conseguir os resultados em campo, Palaia prometeu que fará de tudo para não deixar que as dÃvidas do clube sejam um problema. Foi além.
Prometeu que em 45 dias fará o Palmeiras ficar melhor do que o encontrou agora, segundo ele, com muitos problemas para serem resolvidos, sobretudo no futebol. E para isso, disse que se for necessário usará seu próprio dinheiro para pagar jogadores. “É uma velha pergunta, feita há muito tempo. Não é de hoje que, se tiver de colocar a mão no bolso, colocarei. Até a hora em que o bolso furar.†Mas a frase de efeito do presidente em exercÃcio foi apenas o ponto final de sua primeira aparição pública desde que assumiu o clube.
O cartola veterano chegou à Academia um pouco atrasado para a entrevista coletiva. E com ares de um verdadeiro patriarca italiano, cercou-se de seus conselheiros para responder as perguntas de uma incomum turba de repórteres que se amontoava na sala de imprensa do CT palmeirense.
Amigos, amigos…
Para demonstrar a união que apregoou querer implantar no clube, Palaia levou todo o seu conselho gestor. Estavam lá todos os responsáveis pelos rumos do clube nos próximos 45 dias.
Palaia sentou-se no centro da mesa, em frente ao microfone. De seu lado direito, o assessor da presidência Antônio Carlos Corcione. Do lado esquerdo, o novo diretor de futebol, Wlademir Pescarmona. Em pé, atrás deles, ainda estavam Fabio Raiola, José Cyrillo Jr. e Francisco Busico.
Embora tenha se esforçado para mostrar união do grupo, muitas vezes Palaia se esquecia até dos nomes de seus assessores. “Estou aqui com o meu amigoâ€, apontava para Pescarmona, que já foi seu opositor. “Aqui, outro amigo, o Corcioneâ€, falou, depois de uma breve pausa para lembrar o nome do assessor.
Logo na primeira fala, ele arrancou risos ao lembrar um de seus episódios mais célebres. “Desculpem a demora para a apresentação. Eu estava acabando de terminar minha autoentrevistaâ€, disse sorrindo em referência ao pronunciamento inusitado que fez anos atrás, quando ele perguntava e respondia suas próprias questões. Mas em seguida voltou a fechar o semblante. Com tom levemente alterado, saiu em sua defesa antes mesmo de ser questionado sobre seu primeiro ato, o de demitir toda a diretoria de futebol encabeçada pelo vice-presidente Gilberto Cipullo. “Não foi uma traição. Não houve golpeâ€, disse Palaia, para em seguida, emendar um discurso conciliador. “Minha intenção é provocar a união no clube. Não quero saber de vingança. As mágoas ficaram no passado.â€
Ele se esforçou para manter o tom conciliador em suas respostas. Mas em muitos momentos não se aguentou.
Num desses momentos, disse que não gostaria de falar sobre a gestão de seu desafeto, Cipullo, à frente do futebol “porque isso poderia causar um tumultoâ€. Em outro, não hesitou em tachar o jeito de Cipullo administrar como uma “ditaduraâ€.
“Todos clamavam pela saÃda dos antigos diretores. Em quatro anos, nunca me foi levado um documento para analisar. Não tÃnhamos conhecimento de nada. Minha maneira de administrar é cristalina, com mais pessoas, para todos saberem o que está acontecendo.â€
Timão começa bem e acaba mal
- 30 de setembro de 2010 |
- 0h36 |
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Categoria: Brasileirão, Corinthians
VÃtor Marques
O Corinthians começou bem, mas terminou mal suas quatro decisões contra adversários diretos. Primeiro venceu brilhantemente Fluminense e Santos fora de casa. E se perder para o Internacional no Beira-Rio não envergonha ninguém, o empate desta quarta-feira, 29, contra o Botafogo pode ser contabilizado como derrota.
Ainda mais pela maneira como o Corinthians terminou o jogo, desorganizado, com sua defesa escancarada e cometendo erros de futebol de várzea, como o do zagueiro Thiago Heleno. O que tornou o empate um péssimo resultado também foi a vitória do Fluminense em cima do AvaÃ. A distância para o lÃder, até certo ponto tranquila, de um ponto, aumentou para três (51 a 48). Resumo disso: acabou a tal gordura do jogo a menos contra o Vasco, no próximo dia 13.
O jogo também começou bem e terminou mal para o Corinthians. AdÃlson se aproveita da velocidade e da técnica de seus jogadores para matar o adversário no rápido toque de bola ou num contra-ataque. Prova disso foi o golaço de Bruno César, artilheiro do time, com 11 gols, que fez o centésimo da equipe em 2010, ano do centenário.
Já Joel, com o que tem em mãos, se aproveita da boa colocação de Loco Abreu na área para usar a bola área como principal arma. O empate não poderia ter saÃdo de outra forma, se não numa cabeçada perfeita do uruguaio.
Os primeiros minutos, com um gol de Bruno César, aos quatro, davam a impressão que o Corinthians iria trucidar o Botafogo. E diga-se: o camisa dez só fez esse gol porque estava na posição em que ele, canhoto, diz “não gostarâ€, a ponta direita. Se não estive ali jamais ele teria cortado para dentro e colocado a bola no ângulo oposto de Jefferson. Mérito de AdÃlson.
Mas seu time também defeitos. Um deles é tocar demais bola perto da área, algo nada fácil com uma parede de três zagueiros. Chegava-se ao absurdo de trocar passes dentro da área. Abreu provocava um salseiro numa zaga lenta e mal posicionada, formada por William e Thiago Heleno. Só no primeiro tempo, além de ter guardado um de cabeça, mandou uma na trave.
Não havia outra alternativa ao Corinthians a não ser buscar a vitória no segundo tempo. Quando a partida recomeçou, o Fluminense já havia sacramentado, como era esperado, sua vitória sobre o AvaÃ.
Seria fácil se Paulinho, que teve uma eternidade para fazer o 2 a 1, soubesse fazer alguma coisa que não destruir. Ele não driblou, não deslocou o goleiro e recuou para Jefferson, enfurecendo até um Pacaembu que está em lua de mel com o time.
O Corinthians não fez o segundo, o Botafogo se fechou e por um triz não saiu com a vitória. Caio quase fez de cobertura no último lance. Sem Ronaldo, sem Dentinho, e agora sem Elias, suspenso, o Corinthians tem de vencer o Ceará no sábado. Porque o Fluminense pega o lanterna Prudente.



