Gramado ruim às vésperas de Brasil e Holanda
- 30 de junho de 2010 |
- 22h36 |
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Categoria: Sem categoria
O gramado do Nelson Mandela Bay, onde Brasil e Holanda jogarão na sexta-feira (2 de julho), estava sendo refeito nesta quarta em boa parte de sua extensão. Funcionários do estádio passaram o dia colocando placas de grama em vários pontos, principalmente perto dos gols e nas grandes áreas. O gramado ficou bastante desgastado com os jogos anteriores e não consegue se recuperar a tempo. Havia muitos buracos.
As equipes não poderão fazer o reconhecimento do campo, a pedido da Fifa. Isso tem sido uma constante na Copa, porque os gramados, quase todos, ficaram prontos em cima da hora – alguns tiveram de ser replantados até três vezes – e não houve tempo para que ficassem firmes. O rigoroso inverno que castiga a grama também contribui para agravar a situação, de acordo com a Fifa.
O Nelson Mandela Bay já recebeu seis jogos no Mundial, o último em 26 de junho, quando o Uruguai venceu a Coreia do Sul por 2 a 1 pelas oitavas de final. Não há reconhecimento do gramado desde a segunda partida realizada no estádio, o empate sem gols entre Costa do Marfim e Portugal.
Além de receber o confronto entre Brasil e Holanda, o local vai ser sede da disputa pelo terceiro lugar, marcada para 10 de julho.
FOTO: JONNE RORIZ/AE
Clima quente entre Alemanha e Argentina
- 30 de junho de 2010 |
- 22h26 |
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Categoria: Copa
Burdisso, zagueiro da Aregentina: 'Seria uma revanche muito linda para os argentinos, ainda mais para os jogadores que estavam no plantel na Copa de 2006. Queremos vencer a Alemanha. Só assim vamos fechar essa ferida de uma vez’ (Henrique Marcarian/Reuters)
Schweinsteiger, meia da Alemanha: 'Eles não tem respeito pelosadversários ou pela arbitragem. Pedem amarelo se sofrem faltas, e quando fazem ainda reclamam com os árbitros porque na visão deles nós estamos simulando. Isso para mim é desrespeitoso’ ( Bernd Weissbrod/EFE)
Depois de Tevez dizer que temia mais os mexicanos do que os alemães, nesta quarta-feira, 30, foi a vez de o alemão Schweinsteiger e dos argentino Burdisso e Pastore colocarem ainda mais fogo no duelo de sábado, 3, pelas quartas de final da Copa do Mundo.
A rivalidade entre as duas seleções tem deixado os nervos dos jogadores à flor da pele. Lembrando das quartas de final da Copa de 2006, quando a Alemanha derrotou a Argentina nos pênaltis, Schweinsteiger disse que os sul-americanos não têm respeito por jogadores ou juízes. Depois da partida em 2006, houve uma briga dentro de campo. “Não podemos nos deixar levar pelas provocações deles. Sabemos como são os argentinos”, disse o jogador do Bayern de Munique. “Entendo que seu comportamento, o modo como gesticulam, como tentam influenciar o árbitro, é uma falta de respeito”, afirmou Schweinsteiger.
Pelo lado argentino, Burdisso, que esteve em campo há quatro anos e participou da confusão ao final da partida, não esconde o desejo e chega a cerrar os dentes para falar sobre o assunto. “Seria uma revanche muito linda para os argentinos, ainda mais para os jogadores que estavam no plantel na Copa de 2006. Queremos vencer a Alemanha. Só assim vamos fechar essa ferida de uma vez.”
Irritado, Schweinsteiger torce para que os juízes consigam controlar os rivais. “Precisamos esperar que o árbitro reaja e se dê conta do que acontece de verdade. Temos de estar tranquilos e concentrados durante a partida, mas espero que haja poucas provocações da parte deles, porque do nosso lado posso assegurar que não haverá.”
Ao saber que o alemão havia acusado a seleção da Argentina de violenta, o meia argentino Pastore partiu para o revide. “Acho que ele deveria se preocupar mais com a seleção dele. Cavar faltas, catimba, essas coisas, fazem parte da cultura da nossa seleção.”
Sobrou até para a torcida
De sua parte, Schweinsteiger continuou a disparar sua metralhadora contra os argentinos. “Eles não têm nenhum respeito pelos adversários ou pela arbitragem. Pedem amarelo se sofrem faltas e quando fazem ainda reclamam com os árbitros, porque na visão deles nós estamos simulando. Isso para mim é desrespeitoso.” Sobrou até para a ‘hinchada’ (torcida) argentina, uma das mais fanáticas do mundo. “Vocês já viram como eles são? Sentam-se juntos, mesmo que os lugares não sejam deles. Eles sempre se juntam nos estádios e provocam os outros espectadores, isso mostra seu caráter e sua mentalidade.”
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Em treino, Holanda exibe ataque ofensivo
- 30 de junho de 2010 |
- 20h25 |
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Categoria: Copa
Jamil Chade, de Johannesburgo
O JT acompanhou nesta quarta-feira (30) o que seria um treino secreto da Holanda, o último do gênero antes da partida de sexta-feira contra o Brasil. Para surpreender a Seleção, os holandeses apostam suas fichas no ataque formado por Robben, que treinou normalmente, Van Persie e Kuyt para pressionar a equipe de Dunga, com e sem a bola.
A atividade em Johannesburgo era para ser secreta. Policiais estavam espalhados pelas redondezas do campo usado pelo time laranja, de uma universidade local. Um cinegrafista brasileiro chegou a ser impedido de trabalhar pela polícia depois de tentar filmar o treino.
Em duas horas de movimentação, o técnico Van Marwijk concentrou seu foco no ataque e pouca atenção deu à defesa. Um coletivo de apenas 40 minutos terminou 2 a 0 para os titulares, que fizeram questão de pressionar o tempo todo. O técnico insistia bastante para que Van Persie, Robben e Sneijder se posicionassem em seu campo de defesa quando estivessem sem a bola, estratégia adotada para não deixar espaços para o meio de campo brasileiro.
Van der Vaart indicou que estará em forma para o jogo, após perder as oitavas de final por uma lesão. Ele deverá ficar no banco, como opção para o treinador. O destaque foi Robben, que pediu bola, encarou divididas e partiu para o gol várias vezes. O atacante ainda treinou cobranças de faltas e escanteios.
“A Holanda não tem outra opção senão a de atacar. Não pode dar espaços ao Brasil, nem permitir que aproveitem suas chances. O Brasil já mostrou que, em poucas ocasiões, pode definir uma partida. Mas não podemos apenas ficar esperando. Para passar, a Holanda terá de fazer gols”, disse Ruud Krol, vice-campeão mundial com o time laranja em 1974 e 1978.
Juan aposta no contra-ataque brasileiro
- 30 de junho de 2010 |
- 19h07 |
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Categoria: Copa
Marcius Azevedo, de Johannesburgo
Juan tem uma visão privilegiada do campo. Posicionado lá atrás, ele pode observar o Brasil atacar e ser atacado. E na sexta-feira (2 de julho), diante da Holanda, pelas quartas de final da Copa do Mundo, em Porto Elizabeth, ele torce para ter um pouco mais de trabalho do que nas quatro primeiras partidas no torneio.
Estranho? Não. A explicação é simples: se buscarem o ataque, os holandeses darão mais espaço para os brasileiros usarem uma arma que tem feito o time de Dunga atropelar os rivais que tentam atuar de igual para igual: o contra-ataque. “É difícil eles ficarem atrás. A Holanda tem um jeito de jogar mais ou menos como o nosso. É um time que gosta de ficar de posse da bola e tem no ataque o seu ponto forte. Naturalmente, eles vão sair”, aposta Juan.
Além de desejar ser atacado, ao invés de ver o Brasil sofrer contra um adversário retrancado, Juan prega respeito ao rival. A Holanda, segundo ele, tem um time muito forte e, por isso, o setor defensivo vai precisar ficar ligado durante os 90 minutos. É necessário ficar atento a Sneijder, Van Persie e Kuyt, e não apenas a Robben.
“Ele (Robben) é um grandíssimo jogador e vimos o que fez na última Copa dos Campeões pelo Bayern de Munique. Mas a Holanda não é só ele. Temos de ter atenção com todos os jogadores”, disse o zagueiro, que descartou marcação especial no atacante.
A defesa brasileira repetirá a fórmula que deu certo nos jogos contra Costa do Marfim e Portugal. “Vamos procurar fazer como sempre, sem atenção especial. Foi assim com o Drogba e com o Cristiano Ronaldo”, lembrou, citando os dois principais atacantes que o Brasil enfrentou até aqui na Copa. Só o marfinense deixou sua marca, e mesmo assim com o jogo já decidido.
Ex-técnico da Holanda desdenha o Brasil
- 30 de junho de 2010 |
- 19h05 |
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Categoria: Copa
Às vésperas do jogo entre Brasil e Holanda, Johann Cruyff partiu para a provocação contra a seleção de Dunga. O ex-comandante da Laranja Mecânica, que derrotou os brasileiros na Copa de 1974, insistiu que “não pagaria para ver a seleção brasileira jogar” e alertou que o Brasil se transformou em “um time como qualquer outro da Copa“.
No início do Mundial, Cruyff deu uma longa entrevista à Agência Estado atacando Dunga e acusando o treinador brasileiro de ter criado a cultura de “tratar a bola como inimiga”. “A bola é no pé, tocada com carinho e como uma amiga. Não como uma inimiga”, disse. Três semanas depois, manteve sua visão a jornais ingleses de que de que a seleção brasileira é “monótona”.
Nem mesmo a vitória do Brasil sobre o Chile e sobre a Costa do Marfim, cada uma com três gols feitos, empolgou o holandês. “Eu nunca pagaria uma entrada para assistir a um jogo dessa seleção do Brasil. Para onde é que desapareceu o time brasileiro nessa Copa do Mundo”, disse Cruyff, considerado um dos melhores jogadores de todos os tempos.
“Eu olho para esse time e lembro-me de pessoas como Gerson, Tostão, Falcão, Zico ou Sócrates. Agora, só vejo Gilberto, (Felipe) Melo, (Michel) Bastos, Julio Baptista”, afirmou. “Onde está a mágica brasileira?”, questionou.
Cruyff, que vai lançar em poucas semanas um programa social para educar jogadores no Brasil, ainda disse que a seleção não tem jogadores de armação com talento. “Posso entender porque Dunga escolheu alguns jogadores. Mas onde é que estão os talentos do meio-campo?”, perguntou. “Não acredito que um torcedor pagaria para assisti-los”.
O ex-jogador comentou ainda que a seleção brasileira não é superior a nenhuma outra dessa Copa. “O Brasil precisa jogar com mais intensidade, com mais mordida no campo porque não são especiais. Ela é uma seleção como qualquer outra nessa Copa do Mundo”, opinou.
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