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Domingo, 12 de Fevereiro de 2012
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Venda de pulseiras quânticas terão restrições

Categoria: Geral, Saúde

Anvisa vai reprimir a propaganda dos benefícios físicos da "Pulseira Quântica (Foto: Fabio Motta/AE)

Anvisa vai reprimir a propaganda dos benefícios físicos da "Pulseira Quântica (Foto: Fabio Motta/AE)

 

Gabriela Moreira 

Depois de ter atingido a marca de mais de 100 mil unidades vendidas em cerca de dois anos, as chamadas pulseiras quânticas que prometem melhorias no equilíbrio e outros benefícios terão restrições em sua propaganda.

A Anvisa publica, nesta quinta-feira, 2, notificação às empresas e sites que vendem o produto proibindo qualquer menção às supostas qualidades terapêuticas da pulseira.

Segundo a agência, por não ser um produto registrado não pode ser vendido com a proposta de melhorar a saúde nem o funcionamento do corpo. No entanto, uma rápida pesquisa na internet leva à páginas que prometem efeitos como “maior estabilidade, facilidade de circulação e alivio da dor”.

No site da empresa que trouxe o produto para o Brasil, a frase de saudação é “Tecnologia que mantém você equilibrado e saudável”. Apesar disso, a assessoria de imprensa da Power Balance afirma que o departamento jurídico entrou em contato com a Anvisa e se certificou de que a empresa não está infringindo a lei. A agência nega o contato.

De acordo com a Anvisa, o desrespeito à proibição pode levar à cobrança de multa no valor de R$ 2 mil até R$ 1,5
milhão.

Usuário da pulseira, o engenheiro de sistemas Antonio Donizete Mendes, de 36 anos, é prova de que a propaganda dos efeitos terapêuticos do produto já se popularizaram.

Praticante de surfe e skate, ele comprou a pulseira numa loja de esportes na capital paulista. “Já uso há cinco meses. A proposta não é a cura de algum problema, mas vou confessar que sinto um bem estar”, disse.

Entre os garotos-propaganda da pulseira, está o piloto de Fórmula 1 Rubinho Barichello. No site da Power Balance nos Estados Unidos há um depoimento do brasileiro exaltando os efeitos do produto em sua performance como piloto.

Com um custo que pode variar de R$ 159,00 até R$ 1,2 mil, a pulseira leva em seu centro um holograma eletromagnético. Ela também é vendida em forma de pingente.

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