Metrô já pede sugestões aos tuiteiros
- 6 de junho de 2012 |
- 12h19 |
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Categoria: CPTM, Metrô, Transporte
Caio do Valle
Um passarinho azul vem rondando os trens e as estações de São Paulo. E o Metrô está de olho nele. A “ave†em questão, sÃmbolo do microblog Twitter, representa o crescente grupo de passageiros que usam a ferramenta para compartilhar, em tempo real, informações a respeito do sistema sobre trilhos. Alguns perfis foram criados só para isso. Neles, são relatados defeitos, panes e outras ocorrências que possam atrapalhar a vida de quem depende desse meio de transporte.
A demanda tem sido tão grande que, na segunda-feira, 4, a empresa decidiu, pela primeira vez, ouvir pessoalmente sugestões dos tuiteiros mais ativos.
O foco da reunião, no centro de controle operacional do Metrô, na zona sul, foi a superlotação das plataformas da Estação Brás, na Linha 3-Vermelha. Desde que a Linha 10-Turquesa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que passa por ali, parou de seguir até a Estação Luz, o número de usuários baldeando no Brás aumentou. Isso levou a mais aperto nas horas de pico. Muitas crÃticas que o perfil @UsuariosMetroSP recebe e retransmite à conta oficial, @metrosp_oficial, são justamente sobre esse problema.
Recebido por analistas de segurança e representantes da ouvidoria da empresa, o criador do perfil, o supervisor Adilson de Paiva Silva, de 32 anos, defendeu o reforço da fiscalização do embarque nos horários crÃticos. “A ideia é trocar os fiscais de plataforma, aquele pessoal que usa colete, por seguranças, os ‘homens de preto’, e colocar um deles em cada porta do trem. Eles são mais respeitados.â€
Outras sugestões defendidas pelo grupo foram reforçar os avisos sonoros no sistema de som da estação, pedindo calma aos passageiros, e adotar fitas para ajudar a direcionar o fluxo quando houver grande movimento. O gestor de recursos humanos Marcelo Santos, de 38 anos, foi um dos outros três internautas ouvidos pelo Metrô.
Usuário da Linha 3-Vermelha entre as estações Artur Alvim e Palmeiras-Barra Funda, ele é um dos assÃduos colaboradores do perfil montado por Silva, que já conquistou 2,8 mil seguidores desde sua inauguração, em agosto passado.
“Minhas reclamações pelo Twitter já vinham de dois a três meses em relação ao Brás. E não faziam nada.†Santos ainda defendeu na reunião que o Metrô ative uma conta em outra rede social, o Foursquare, que permite aos navegantes se localizarem no mapa e descobrir, por celular, serviços oferecidos perto de estações. Ele também gostaria que a CPTM fosse mais ágil na solução de problemas apontados por internautas. “Parece ser a prima pobre, mas deve seguir o exemplo do Metrô.â€
De acordo com Silva, reclamações de problemas simples relatadas no Twitter, como lâmpadas queimadas em vagões e ar-condicionado muito forte, já levaram a reparos. Em nota, o Metrô informou que as sugestões dos tuiteiros “serão fruto de análise â€.
Facebook
Outra rede social amplamente usada por internautas para comunicar problemas e insatisfações ao Metrô é o Facebook. A conta oficial da empresa (www.facebook.com/metrosp), que já foi “curtida†por 6,7 mil pessoas, recebe reclamações em forma de texto e também fotos.
Na terça-feira, 5, um passageiro postou a imagem de uma escada rolante da Estação República, criticando o fato de ela estar fora de funcionamento há meses. O Metrô, que responde a parte das queixas, informou que o equipamento necessita de adaptações devido a “restrições impostas por órgãos de preservaçãoâ€.
Ainda existe uma conta na rede de compartilhamento de fotos Flickr: http://www.flickr.com/photos/metrosp_oficial. Ali, a empresa publica imagens do avanço das obras como as Linha 5-Lilás.
Além do Metrô, a CPTM também tem contas no Twitter (@cptm_oficial) e no Facebook (http://www.facebook.com/cptm.fanpage). A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a São Paulo Transporte (SPTrans), ambas da Prefeitura, só possuem perfis no Twitter: respectivamente, @cetsp_ e @sptrans_.
Só a da SPTrans responde a queixas dos internautas. A Secretaria Municipal de Transportes não divulgou quando pretende abrir contas para as empresas no Facebook.
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ONG recebeu 10 mil denúncias de preconceito contra nordestinos
- 9 de novembro de 2010 |
- 17h58 |
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Categoria: Comportamento
A organização não governamental SaferNet Brasil recebeu, entre os dias 31 de outubro e 4 de novembro, mais de 10 mil denúncias relativas a usuários do Twitter que espalharam manifestações de ódio e incitação de violência contra cidadãos de origem nordestina.
“Levamos essas denúncias ao conhecimento do Ministério Público do Estado de São Paulo. Agora estamos na expectativa da decisão deles, de arquivar ou investigar o caso”, afirma o presidente da organização, Thiago Tavares. As denúncias de preconceito na rede social foram recebidas por meio do site Denuncie.
De acordo com Tavares, entre os 1.037 perfis que foram denunciados está o da estudante de direito Mayara Petruso, 21 anos, que ganhou notoriedade na mÃdia após publicar no Twitter que todos os nordestinos deveriam ser afogados.
O presidente da SaferNet afirma que a entidade tem convênios formais com o Ministério Público e a PolÃcia Federal para repassar as denúncias que recebe. “Nós recebemos as denúncias, filtramos e encaminhamos para as autoridades com competência pra investigar”, afirma.
Segundo Tavares, a maioria das denúncias diz respeito a crimes sexuais contra crianças e adolescentes, como a disseminação de imagens de pornografia infantil na internet. A apologia e a incitação de crimes contra a vida são o segundo tipo mais comum de denúncia.
Para Tavares, a internet é um espaço público e as pessoas precisam ter consciência de que os seus atos na rede geram consequências no mundo real. “A internet não é uma terra sem lei. A violação aos direitos humanos é um crime previsto na legislação na brasileira.”
De acordo com o especialista, o direito à liberdade de expressão não autoriza o desrespeito, a discriminação, nem a violação a outros direitos humanos igualmente fundamentais.
“Os direitos à igualdade e à liberdade de expressão têm que andar juntos e precisam ser respeitados na sua integralidade. Eu não posso usar a liberdade de expressão para propagar manifestações racistas ou preconceituosas. A internet deve ser usada com ética e responsabilidade”, afirmou o presidente da SaferNet.
As informações são da Agência Brasil.
(Solange Spigliatti)
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