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Quarta-feira, 19 de Junho de 2013
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Contra ataque, ônibus terão escolta policial

Categoria: Sem categoria

PEDRO DA ROCHA
WILLIAM CARDOSO

Depois de anunciar que usaria soldados à paisana nos ônibus para conter incêndios, a Polícia Militar decidiu agora escoltar os coletivos, a distância, com veículos descaracterizados. O governo estadual teme o desgaste provocado pelos ataques.

O transporte público ficou paralisado em parte da zona sul na noite de quarta-feira porque a empresa Via Sul decidiu recolher veículos de sete linhas. Já foram incendiados 11 veículos desde a última semana – o último, anteontem em Ferraz de Vasconcelos, foi queimado após ser assaltado por cerca de 20 adolescentes.

A violência continuou na madrugada, quando uma base da 4.ª Companhia do 27.º BPM, no Grajaú, zona sul da capital, foi alvo de tiros. Segundo testemunhas, dois homens em uma moto fizeram os disparos. Nenhum policial ficou ferido.

Subcomandante da PM, o coronel Hudson Camilli confirmou ontem que além das viaturas descaracterizadas, policiais à paisana deverão acompanhar ônibus “em áreas onde há venda de drogas”. Ele também admitiu pela primeira vez que há problemas. “Existe uma crise instalada e nós estamos preparados para atuar no combate”, afirmou.

Segundo o subcomandante, foi instalado um gabinete de gerenciamento de crise por causa dos ônibus queimados e dos policiais mortos nas últimas semanas. Em junho, nove policiais militares foram assassinados no Estado – são 40 desde janeiro.

Substituto
Camilli substituiu o comandante-geral, Roberval França, na cerimônia de assinatura de projeto de lei que regulamenta a participação de policiais na Operação Delegada – parceria entre governo e prefeituras, iniciado na capital, para uso de policiais fora do horário normal. Roberval França não compareceu porque passou por exames médicos, de acordo com o substituto.

Embora tenha reconhecido a crise, Camilli disse que os toques de recolher são apenas boatos e os ônibus incendiados são uma forma de reação de criminosos ao combate ao tráfico. Segundo a polícia, não há influência do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos ataques ao transporte coletivo. “Por isso, precisamos agora do apoio da sociedade.”

A PM voltou a afirmar que recebeu ontem em São Paulo 50 telefonemas dizendo que havia toque de recolher. Nenhum teria ocorrido. “As pessoas que se sentem incomodadas com um boato podem, eventualmente, fechar um comércio ou reagir à situação que, de fato, não existe.”

Boatos
Já o secretário adjunto de Segurança Pública, Jair Manzano, negou que exista uma crise e disse que há apenas “distúrbios urbanos”. “Às vezes, acontece alguma coisa que causa mais apreensão, mas a população poder ver a polícia na rua”, disse.

O secretário Antonio Ferreira Pinto não compareceu – ele anteontem estava na Argentina assistindo ao jogo do Corinthians com o Boca Juniors pela Copa Libertadores da América. Ferreira havia tirado licença de dois dias.

O governador Geraldo Alckmin não concedeu entrevista ontem, mas disse, durante assinatura do projeto de lei, que em 24 horas não foram registrados homicídios no Estado, o que seria um indicativo de que o trabalho da polícia tem surtido efeito. Desde sexta-feira, as Polícias Civil e Militar estão em alerta.

Incêndio destrói 15 barracos em Santos

Categoria: Geral, Habitação, Sem categoria

Um incêndio consumiu cerca de 15 barracos da favela Dique do Sambaiatuba, em Santos, litoral do Estado, na madrugada de sábado, 25. O Corpo de Bombeiros foi acionado à 1h20 e enviou oito viaturas e 18 homens ao local, que conseguiram controlar as chamas quatro horas depois.

A favela, composta por barracos erguidos com palafitas, fica sobre um mangue na divisa de Santos com São Vicente, próximo ao Jóquei Clube da cidade. Não houve feridos e as causas do incêndio ainda serão investigadas, segundo os bombeiros.

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Favelas terão plano anti-incêndio

Categoria: Administração, Habitação

 

Moradores em desespero em incêndio na Favela Real Parque, em setembro: ‘gato’ seria uma das causas do fogo (Foto: Daniel Teixeira/AE)

Moradores em desespero em incêndio na Favela Real Parque, em setembro: ‘gato’ seria uma das causas do fogo (Foto: Daniel Teixeira/AE)

Felipe Grandin

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) anunciou ontem medidas de prevenção de incêndios em 33 favelas de São Paulo até 2012. Entre as ações previstas estão o alargamento de ruas, retirada de “gatos” de energia elétrica, instalação de extintores e hidrantes e a criação de brigadas de combate a incêndios.

A iniciativa faz parte do Programa de Prevenção Contra Incêndios em Assentamentos Precários (Previn), que deverá abranger os 325 pontos com maior risco Os locais foram determinados por um levantamento feito pelo Corpo de Bombeiros.

O assentamento Sonia Ribeiro, no Jardim Aeroporto, zona sul, será o projeto-piloto. O local é de risco por ser área invadida, com construções irregulares e ter ligações clandestinas de luz e água.

Lá, assim como nas outras comunidades, será nomeado um zelador comunitário, que irá coordenar a brigada de incêndio formada por moradores, e feito um cadastramento da população local. Além de treinar o grupo, Prefeitura, Eletropaulo e Bombeiros darão palestras e cartilhas sobre prevenção de incêndios. Veja o programa completo em http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/subprefeituras/Previn Final.pdf

A criação de um programa de prevenção de incêndios em favelas foi aprovada pela Câmara Municipal em outubro de 2009. Quase um ano depois, em setembro deste ano, Kassab criou, por decreto, a Câmara Executiva de Prevenção e Combate a Incêndios da capital, com representantes de órgãos municipais e da sociedade. De lá para cá, o grupo fez um estudo com apoio dos Bombeiros que resultou no Previn.

O programa foi uma resposta aos recorrentes incêndios em favelas da capital, cuja frequência chegou a levantar suspeitas de ter origem criminosa. Em agosto, mês com maior número de incidentes, foram 53 casos, um aumento de 35,8% em relação a 2009, segundo os Bombeiros.

Desde abril deste ano, o Ministério Público investiga um suposto esquema de incêndios forjados para amealhar recursos da Prefeitura. A suspeita é que grupos ateiem fogo em favelas propositalmente, em comum acordo com os moradores, para receber os R$ 300 mensais do auxílio-aluguel pago pela Secretaria de Habitação. ::

Bombeiros alertam contra queimadas

Categoria: Clima, Meio ambiente

O Corpo de Bombeiros de São Paulo emitiu nessa sexta-feira, 27, um alerta a população por conta das frequentes queimadas que tem acontecido no Estado. Com o tempo seco, os riscos de propagação de incêndios aumentam e as pessoas devem redobrar os cuidados para preveni-los.

Este ano, os índices de baixa umidade relativa do ar têm batido recordes, o que leva a um aumento no número de incêndios. Segundo o tenente Marcos Palumbo, do setor de comunicação dos Bombeiros, apenas nessa quinta-feira, 26, foram atendidas 68 ocorrências de incêndios em locais de vegetação apenas na capital. “Ano passado, atendíamos, em média, 61 ocorrências. Este ano, a média é de 94″.

Para que essa média não suba ainda mais, foi emitido um alerta a população com um guia de atitudes simples que podem auxiliar a prevenção de incêndios. “É preciso redobrar a atenção nessa época do ano”, conta Palumbo.

As queimadas, além de ilegais, são um dos principais causadores de incêndios. O tenente lembra também que uma simples bituca de cigarro acessa e descartada pode causar incêndios de grandes proporções. “O vento e o tempo seco fazem com que um pequeno foco se alastre rapidamente”, explica Palumbo.

Atualmente, o Corpo de Bombeiros trabalha na Operação Mata Fogo, uma ação especial para combater os incêndios em matas e também em áreas urbanas. A ação é desenvolvida nas épocas em que a umidade do ar está abaixo da média, o que tem acontecido nos últimos dias.

(Marília Lopes)

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