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Segunda-feira, 20 de Maio de 2013
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Sangue está em falta há duas semanas

Categoria: Saúde, Saúde Pública

A quantidade de sangue do tipo O negativo, considerado universal, pois pode ser recebido por qualquer pessoa, está abaixo do necessário nos principais bancos da cidade há pelo menos duas semanas, quando o JT mostrou que hospitais da capital estavam suspendendo cirurgias por falta de bolsas.

Anteontem, o Ministério da Saúde chegou a emitir um alerta sobre a redução nos estoques dos bancos de sangue de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Esses Estados são os que têm maior demanda por bolsas, pela concentração de serviços médicos, mas sofreram uma queda de até 40% em seus estoques em maio.

De acordo com a pasta, a situação pode se agravar ainda mais com a chegada dos meses mais frios e com a proximidade das férias escolares. Em julho costuma ocorrer uma redução de até 25% no número de doadores, segundo a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério.

Na Fundação Pró-Sangue, unidade da secretaria estadual de Saúde que abastece 128 hospitais da capital e da região metropolitana, os sangues O negativo e A negativo ainda estavam em nível crítico ontem. Isso significa que a quantidade desses tipos sanguíneos é suficiente para abastecer esses hospitais por, no máximo, dois dias.

No Hemocentro da Santa Casa de São Paulo, que fornece bolsas para nove hospitais da capital e região metropolitana, o estoque de sangue do tipo O negativo é o mais baixo também: tem atualmente de 20 a 30 bolsas – quase um terço das 70 bolsas que seriam necessárias. Outro problema é o estoque de plaquetas.

A obtenção desse componente do sangue exige um tipo diferente de doação, que leva cerca de uma hora – além disso, é preciso marcar hora. As plaquetas podem ser estocadas por apenas cinco dias.

Gripe é empecilho
A Santa Casa ressalta que o candidato a doador deve observar suas condições de saúde antes de comparecer aos postos. Ao longo desta semana, a instituição teve de recusar 29% dos voluntários. O índice alto (o normal seria de, no máximo, 20%) pode ser explicado pelo elevado número de pessoas com sintomas de gripe.

Quem está gripado deve esperar sete dias após o término dos sintomas para fazer a doação. Já quem tomou a vacina de gripe deve aguardar 48 horas antes de comparecer ao banco de sangue.

Na semana passada, a instituição registrou, em média, 500 doações por dia. A quantidade, superior ao número ideal de doações diárias (que seriam 450), ajudou a reabastecer os estoques, que estavam ainda mais desfalcados.

No Banco de Sangue do Hospital São Paulo, que abastece também o Hospital do Rim, os sangues O negativo, A negativo e AB negativo ainda estão em falta. Mesmo assim, a quantidade é suficiente para atender emergências. 

Mariana Lenharo

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Nova lei regula prazo de rémedio

Categoria: Administração, Geral, Saúde

MARIANA LENHARO

A partir de setembro, o governo terá um prazo de 180 dias para decidir se vai atender ou não as solicitações de sociedades médicas do País relacionadas à inclusão de novos remédios na lista de medicamentos do Ministério da Saúde. A medida já foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff. A lei anterior, de 1990, não determinava prazo para a liberação das drogas de alto custo – preço de até R$ 100 mil por semana. Alguns pacientes chegaram a esperar até dois anos para conseguir o medicamento, atraso que resultou em vários processos judiciais.

As sociedades médicas ouvidas pela reportagem criticam a demora na liberação de novas drogas pelo Ministério e dizem que os profissionais vivem um dilema: muitas vezes, sabem que o remédio pode beneficiar o paciente, mas são punidos se receitá-lo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) sem que ele conste na listagem do governo.

Paralelamente, a Justiça também é acionada por conta de interrupções no fornecimento de remédios já previstos pelo SUS: desde março, o JT tem publicado cerca de um caso por mês de falhas desse tipo.

Na semana passada, uma garota de 10 anos, portadora de uma doença genética chamada mucopolissacaridose (MPS), morreu após passar três semanas sem o remédio. Entre março e abril, a reportagem divulgou histórias de pacientes com linfoma, aids e esquizofrenia que tiveram seus tratamentos interrompidos pela falta dos remédios. Após esses episódios, no fim de abril, a presidente Dilma sancionou a nova lei, de número 12.401.

“A lei anterior (de 1990) não tinha nenhuma disposição tratando de como deveriam ser incorporadas as novas tecnologias nos protocolos de saúdeâ€, diz o advogado Julius Conforti, especializado em saúde. Só no ano passado, o Ministério da Saúde gastou R$132,58 milhões em drogas de alto custo obtidas judicialmente – valor 5.000% maior em relação a 2005. “Há maior conscientização sobre o direito à saúde e a própria comunidade médica tem dado o caminho das pedras para o paciente ter acesso aos remédios.â€

O bancário Wanderley Leocádio Almeida é um dos pacientes que buscam na Justiça a esperança de continuar a se tratar. Ele sofre de câncer no sistema linfático (linfoma) desde 2007 e luta para voltar a receber o remédio Rituximabe, suspenso desde setembro de 2010 – quando o subtipo da doença que ele apresenta deixou de ser contemplado pelo SUS. “Continuo lutando pelo meu direito e por mais alguns anos de vidaâ€, lamenta.

A judicialização da saúde foi discutida pelo ministro Alexandre Padilha (Saúde), na semana passada em um evento inteiramente dedicado ao assunto: o Seminário Nacional sobre Judicialização da Saúde, em Brasília. Segundo Padilha, “a incorporação tecnológica, se feita por pressão da demanda judicial, significa necessariamente desorganização do processo de planejamento dos orçamentos das gestões estaduais e municipaisâ€.

Enquanto determinadas drogas não são incorporadas, médicos dizem viver um drama de consciência. “Se prescrevermos um remédio que não está no protocolo do SUS, o paciente vai à Secretaria de Estado da Saúde ou entra com uma ação e acaba recebendo, mas quem prescreveu leva um puxão de orelhaâ€, diz Márcio Passini, presidente do Comitê de Doenças Osteometabólicas da Sociedade Brasileira de Ortopedia. Segundo ele, na rede pública faltam bons produtos contra a osteoporose. “A eficácia dos que existem não é confiável.â€

O médico Cármino de Souza, presidente da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, também faz críticas. “O Brasil não tem uma política de assistência farmacêutica ágil. A medicina tem evoluído muito, mas a incorporação de novas tecnologias de remédios é lenta, traumática e polêmicaâ€, diz. O Ministério da Saúde argumenta que os protocolos clínicos do SUS são atuais e devem ser seguidos (leia mais abaixo).

Energia: 80% das reclamações foram atendidas

Categoria: Habitação

A AES Eletropaulo informou que 80% das ocorrências de falta de energia devido a chuva que atingiu a Grande São Paulo no final da tarde de terça-feira (7) foram restabelecidas.

Ontem, um ciclone extratropical gerou rajadas de vento de mais de 80  km/h, de acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), fazendo com que galhos de árvores, toldos e outros objetos atingissem a rede elétrica. Foram registradas a queda de cerca de 180 árvores na capital.

Neste momento, as ocorrências de maior porte ainda estão localizadas em trechos de ruas dos bairros de Alto da Boa Vista, Butantã, Barra Funda e Santo Amaro, em São Paulo, além dos municípios de Cotia, Osasco e Itapecerica da Serra. Neste momento, 1.800 pessoas trabalham para regularizar a situação.

A concessionária orienta os clientes a utilizarem os canais alternativos. Há o serviço Torpedo Fácil 27373 para comunicar falta de luz: basta enviar um SMS com a palavra “LUZ” e o número da instalação, que está disponível na conta de energia. O serviço é gratuito. Outro canal é a agência virtual: basta clicar no ícone FALTA DE LUZ no endereço da empresa na internet. Priscila Trindade

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Falta medicamento para esquizofrenia

Categoria: Geral, Saúde

MARIANA LENHARO

O medicamento de alto custo clozapina, fornecido gratuitamente pelo Ministério da Saúde como única opção de tratamento para pacientes com uma forma grave de esquizofrenia (do tipo refratária), está em falta nas principais unidades psiquiátricas de São Paulo, como o Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq-USP) e o Programa de Esquizofrenia (Proesq) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Sem o subsídio, o remédio custa, em média, R$ 800 para cada mês de tratamento.

Coordenador do Proesq, o psiquiatra Rodrigo Bressan diz que passar apenas um dia sem o medicamento pode fazer com que os pacientes tenham recaídas graves. Na Unifesp, contudo, a clozapina começou a faltar já no início de abril.

Os médicos tiveram de diminuir as doses dos 66 pacientes atendidos para que eles não ficassem totalmente sem o remédio. Segundo Bressan, os que recebem clozapina são, em geral, os que têm quadros mais graves, pois ela só é indicada para doentes que não responderam a outros tratamentos, sendo por isso chamados de refratários.

No IPq, em que a demanda pelo remédio é de 60 mil comprimidos por mês, a medicação acabou completamente na quarta-feira passada, segundo a assessoria de imprensa da unidade. Ali, o Projeto Esquizofrenia realiza cerca de 400 atendimentos mensais a pacientes, em sua maioria, refratários.

Como a doença é degenerativa, a preocupação dos médicos é grande. Cada surto provoca um declínio neurológico no paciente. E a função do remédio é, justamente, evitar ou retardar as crises. “Quando recebe o tratamento adequado, o paciente pode ter vida normal, trabalhar e se relacionar com a sociedade. Mas, sem a medicação, está sujeito a surtos psicóticos gravesâ€, afirma Bressan.

Segundo o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento, a falha não ocorreu na compra do medicamento: ela foi fechada em dezembro de 2010.

O que provocou o desabastecimento, segundo Nascimento, foi um problema na matéria-prima do remédio enfrentado pelo Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe), fornecedor da medicação.

Por isso, foi impossível fabricar a droga em quantidade suficiente para todo o País: o Estado de São Paulo, por ter a maior demanda, foi o único a ficar de fora.

O diretor-presidente do Lafepe, Luciano Vasquez, confirma a informação. Segundo ele, a empresa que fornece uma das matérias-primas falhou.

“Por uma questão de logística, em função da quantidade que São Paulo tinha demandado, resolvemos distribuir o que já tínhamos produzido para todos os outros Estados. E, como a empresa garantiu que o produto chegaria, deixamos para distribuir para São Paulo por últimoâ€, explica.

A falha no fornecimento se estende pelo Estado todo, mas algumas instituições ainda tinham o remédio no estoque na tarde de ontem.

Como o fornecedor não conseguiu cumprir o prazo, a clozapina começou a chegar à Secretaria Estadual de Saúde apenas na quarta-feira passada, com quase um mês de atraso – e ainda falta chegar um terço do lote.

Mesmo as doses que já estão em São Paulo podem demorar mais uma semana para chegar aos pacientes. Procurada pelo JT, a pasta informou que fará uma “força-tarefa†para tentar normalizar a fornecimento na próxima semana.

Vice-presidente da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia (Abre) e portador da doença, Jorge Cândido de Assis explica que, quando há interrupção do tratamento, o paciente não volta ao patamar anterior mesmo após retomar a medicação.

“A crise gera consequências negativas porque sempre traz o rompimento de relações familiares, da inserção na comunidade. Tudo o que foi construído com trabalho árduo do paciente e das equipes de saúde é jogado foraâ€, lamenta.

Outra questão que agrava a interrupção temporária da clozapina é que seu uso exige que os pacientes façam exames de sangue mensais para verificar a quantidade de glóbulos brancos. Se interrompido o tratamento, esses exames voltam a ser necessários semanalmente, como no início do tratamento.

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CET registra três pontos sem luz em SP

Categoria: Administração, Geral

De acordo com informações da CET, há três pontos de falta de luz em São Paulo. O primeiro, desde as 17h19, fica na Avenida Brasil (Jardim Paulista) esquina da Avenida Brigadeiro Luís Antônio. O segundo (desde as 18h13) está na Avenida Elisio Cordeiro da Siqueira (altura do número 800) com Rua Durval Fernandes Chaves. O último (desde as 19h23) situa-se na Estrada do Alvarenga, 2004.

A Eletropaulo informou que enviou equipe ao cruzamento da Avenida Brasil com Brigadeiro Luís Antônio. Na cidade, há oito semáforos apagados ou intermitentes. Um deles está na Rua Voluntários da Pátria, 3422, em ambos os sentidos. Outro fica na Governador Carvalho Pinto, 2900. Nessa mesma Avenida, há outro semáforo desligado no cruzamento com a Avenida Tarumã.

(Carolina Spillari)