BO na web faz crescer queixa de intolerância
- 2 de setembro de 2012 |
- 22h25 |
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Categoria: racismo
ARTUR RODRIGUES
A internet está ajudando a diminuir a subnotificação dos crimes de intolerância. Com a possibilidade de registrar ofensas raciais ou homofóbicas pela web, a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) recebeu 408 boletins de ocorrências neste ano, contra 176 em 2011 inteiro. Há cinco meses a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) permite a denúncia dos crimes de injúria, calúnia, difamação e ameaça pelo boletim eletrônico na internet.
Na motivação, além de raça, etnia e homofobia, é possÃvel escolher até ciúme e inveja. “Quando a motivação é racial ou de homofobia, os boletins são encaminhados à Decradiâ€, afirma a delegada Adriana Liporoni, coordenadora da Delegacia Eletrônica.
Com a novidade, na Decradi os BOs eletrônicos já são quase o triplo dos feitos pessoalmente. Desde 31 de março, quando passou a ser possÃvel registrar esse tipo de crime pela internet, a delegacia já recebeu 298 BOs eletrônicos (157 da capital). No perÃodo, foram feitas 110 queixas pessoalmente.
“Fica mais fácil denunciarâ€, afirma o delegado Pascoal Ditura, titular do Decradi. O policial lembra que, para que seja aberto inquérito policial, a pessoa tem de ir depois à delegacia fazer representação contra o acusado. O prazo para isso é de seis meses.
A aposentada Rose Dias, de 58 anos, prestou queixa pela internet em 30 de junho. Durante uma discussão com um vizinho, ela foi chamada de “preta, “macaca†e “sapatonaâ€. “Me senti humilhada e chamei a polÃciaâ€, afirma.
Ela conta que primeiro foi orientada por PMs a ir até a delegacia mais próxima. Lá, por problemas no sistema, recomendaram fazer a queixa pela internet. “Gostei do serviço. Ouviram minha versão e me chamaram lá (na Decradi).â€
Quando há agressão, ir à delegacia para fazer BO continua obrigatório.
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Frequentadores de parques viram alvos de bandidos
- 20 de julho de 2012 |
- 23h06 |
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Categoria: Segurança
CAMILLA HADDAD
Pelo menos 51 casos de roubos e furtos na região dos parques do Ibirapuera e da Aclimação, na zona sul, e da Juventude, na zona norte, foram registrados pela polÃcia nos últimos 45 dias. Alguns desses crimes foram praticados dentro das próprias áreas verdes. Foi o que ocorreu também com mãe e filha no estacionamento do Villa-Lobos.
Elas foram vÃtimas de sequestro relâmpago no dia 9 ao entrarem no carro. As duas tinham acabado de passear com seus cães. Três pessoas foram detidas pela PM. Entre abril e julho, a PolÃcia Civil recebeu 11 queixas de sequestros praticados nas imediações do parque. Após o crime, a direção do parque disse que a segurança estava reforçada havia cerca de dois meses.
Na região do Ibirapuera, a maior parte das 23 ocorrências apuradas pela reportagem foi registrada nas Avenidas Pedro Ãlvares Cabral e Quarto Centenário. Os carros foram os mais visados pelos ladrões, mas houve episódios de pedestres assaltados no caminho até o veÃculo.
No começo de junho, um autônomo de 28 anos foi cercado quando estava parado no carro, na Quarto Centenário. Ladrões exigiram que ele entregasse a carteira, o celular e uma máquina digital. O assalto foi às 20h, em um local pouco iluminado, uma das queixas mais comuns dos frequentadores do parque. No mês anterior, uma mulher teve o carro arrombado no estacionamento do Ibirapuera nesse mesmo horário.
Acostumada a praticar esporte no parque, uma dona de casa de 20 anos, que não quis se identificar, comenta já reclamou para a Prefeitura sobre a falta de luz no parque. Segundo ela, o portão 7 está às escuras há dois meses.
Na zona norte, onde fica o Parque da Juventude, quem está na parte interna da área sente tranquilidade.
Mas, do lado de fora, é preciso atenção. Endereços como as Avenidas Zaki Narchi e Ataliba Leonel tiveram, juntos, 25 casos de furto e roubo nos últimos 45 dias. A comerciante Adelaide Patroni Vasques, de 36 anos, faz um alerta. “Tem de tomar cuidado e prestar atenção. Não dá para andar nas nuvens, né?â€
Aclimação
Fora do perÃodo de 45 dias dos números de roubos obtidos pela reportagem, também houve casos com uso de violência. Como o que aconteceu com a atendente de 36 anos que levou até socos de um ladrão que roubou seu celular no Parque da Aclimação, à s 21h do dia 25 de março. A vÃtima fazia uma caminhada quando foi abordada.
Um suspeito foi preso. Um mês antes, no mesmo parque, uma psicóloga ficou sem o iPod depois que foi cercada por um homem enquanto caminhava. Não houve prisão. A Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, que responde pelo Parque da Juventude, não comentou os casos.
A Secretaria do Verde e Meio Ambiente diz que guardas metropolitanos e empresas de segurança garantem a tranquilidade das áreas verdes.
Colaborou Cristiane Bomfim
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Pizzaria é fechada por ter comida vencida
- 19 de janeiro de 2012 |
- 23h22 |
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Categoria: Geral
CAMILLA HADDAD
A pizzaria Nonno Paolo, na Rua AbÃlio Soares, no ParaÃso, na zona sul de São Paulo, foi parcialmente interditada ontem por ter cerca de 100 quilos de comida com o prazo de validade vencido e armazenamento inadequado. O mesmo restaurante é investigado pelo crime de racismo contra um menino de 6 anos nascido na Etiópia.
A blitz organizada pela PolÃcia Civil e a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) recolheu produtos que incluÃam frango, bacon e carne. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, baratas e outros insetos foram encontrados no salão de comida por quilo e os agentes da Covisa confirmaram condições de higiene inadequadas no local.
Também foram detectados problemas na estrutura fÃsica do lugar. Prateleiras onde eram armazenados enlatados ficavam em um local sem ventilação e estavam quebradas.
Uma das donas do estabelecimento, identificada apenas como Camila, foi detida, mas pagou fiança de R$ 6,2 mil e foi liberada às 18h30 de ontem. Na delegacia, ela disse que não tinha conhecimento de como era guardada a comida e nem dos prazos de validade.
A reportagem procurou os donos do restaurante, mas ninguém foi localizado. No estabelecimento, funcionários disseram que não tinham autorização para se manifestar sobre o caso.
Ontem à tarde, a Secretaria Municipal da Saúde informou que duas cozinhas e o depósito para guardar alimentos foram lacrados e só poderão reabrir após o restaurante fazer todas as adaptações necessárias. As áreas de pizzaria e churrascaria, que funcionam no mesmo local, não foram fechadas pois não foram encontrados problemas ali.
O delegado VirgÃlio Guerreiro Neto, do Departamento de PolÃcia e Proteção à Cidadania (DPPC), explicou que o restaurante já era investigado por sua equipe e não houve denúncia. “Houve crime contra o consumidor, mas na modalidade culposa (sem intenção) por isso foi arbitrada fiança.†O delegado informou que quando ocorre uma operação em restaurante, a Covisa é chamada para auxiliar na questão de armazenamento e normas de higiene.
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Marginais terão câmera da PM a cada 4,5 quilômetros
- 27 de dezembro de 2011 |
- 23h14 |
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Categoria: Segurança
FELIPE TAU
As marginais do Tietê e do Pinheiros receberão 20 câmeras de segurança da PolÃcia Militar até junho do ano que vem, média de um equipamento cada 4,5 quilômetros de via – considerando a soma dos dois sentidos. A medida foi anunciada ontem pelo comandante geral da PM, coronel Ãlvaro Batista Camilo, e visa coibir principalmente crimes contra o patrimônio, os de maior crescimento no Estado e na capital. Entre eles, está o roubo de veÃculos, que teve alta de 14,9% na cidade na comparação dos onze primeiros meses deste ano com igual perÃodo do ano passado. O latrocÃnio, crime em que a vÃtima é assassinada no assalto, também está na mira.
Segundo Camilo, as câmera são uma resposta a esses e outros tipos de crimes na cidade. A ideia é recorrer aos dispositivos para rastrear veÃculos em fuga pelas vias, inclusive aqueles usados para crimes em outros localidades mais afastadas. “O que enfrenta essa criminalidade, além de boa investigação, de descobrir as quadrilhas, é a polÃcia bem colocada, com sistemas inteligentes na ruaâ€, disse o coronel. Apesar da chegada das câmeras, o patrulhamento de 54 pontos das marginais, iniciado em julho após uma onda de assaltos, será mantido.
As câmeras serão ligadas a uma central de monitoramento 24h, a ser construÃda no Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) e terão as imagens transmitidas também para o Centro de Operações da PolÃcia Militar (Copom). A central, que atende os chamados do 190, é a responsável por gerenciar as atuais 270 câmeras da PM na cidade. A PolÃcia Militar também tem acesso a 100 câmeras da Prefeitura, com quem pode compartilhar as novas unidades.
De acordo com o comandante, o estudo para a instalação começou a ser desenvolvido neste mês pela inteligência da polÃcia e deve ser concluÃdo até janeiro, para que se inicie o processo de licitação. “O estudo está sendo feito para ver qual seria o melhor posicionamento dessas câmeras, para não ter ângulo mortoâ€, disse Camilo. Dependendo das conclusões, mais câmeras podem ser adicionadas ao projeto.
Os dispositivos têm capacidade de enxergar num raio de 360º e podem contam com um zoom de até 600 metros, o que permite visualizar a placa dos veÃculos e o rosto do condutor. As câmera também são removÃveis, podendo ser reinstaladas de acordo com a necessidade. As imagens gravadas são comparadas a um banco de dados criminais da PM, chamado Fotocrim.
Para o especialista em segurança pública e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Guaracy Mingardi, os equipamentos são uma iniciativa válida, desde que o monitoramento seja constante. Ele acredita, no entanto, que as câmeras não são a melhor forma de combater os crimes, especialmente o roubo de veÃculos e o latrocÃnio (roubo seguido de morte), os mais preocupantes no Estado.
“Tem que dar prioridade para as investigações. O bandido tem que saber que quem comete o roubo com violência tem maior probabilidade de ser pego e ir para a cadeiaâ€, defende. Para ele, a certeza da punição, especialmente em relação a crimes violentos, deixaria o bandido mais cuidadoso com a integridade fÃsica da vÃtima ao praticar roubos.
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No verão, Guarujá tem aumento de crimes
- 19 de dezembro de 2011 |
- 23h18 |
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Categoria: Violência
CRISTIANE BOMFIM
O Guarujá é a cidade do litoral onde os números dos crimes mais cresceram no último verão. O crescimento de furtos e roubos de carros entre janeiro e março deste ano foi de 81,82% e 66,67%, respectivamente, na comparação com o mesmo perÃodo de 2010. Já os homicÃdios tiveram alta de 20%.
Preocupados, comerciantes estão orientando os turistas que descem a serra a tomarem mais cuidado com seus pertences. A PolÃcia Militar também já anunciou aumento no efetivo em 1.600 policiais para todo o litoral, como ocorre normalmente nessa época do ano, e alerta que pequenos descuidos contribuem para a ação dos bandidos. De acordo com moradores e comerciantes da cidade, por ser a mais extensa do Guarujá, a Praia da Enseada é onde ocorrem mais crimes.
Roubos a pedestres são comuns no calçadão que tem 5,6 quilômetros de extensão. “Os ladrõezinhos passam de bicicleta e arrancam correntes, relógios, pegam carteiras e celulares e somem. Quando a polÃcia chega, já é tardeâ€, conta Luiz Gonzaga Santos, de 67 anos. Ele é dono de uma barraca de lanches na Praia da Enseada há 30 anos.
O coronel Sérgio Del Bel Junior, do Comando de Policiamento do Interior 6 (CPI-6) da PolÃcia Militar, responsável pelo patrulhamento no litoral sul, afirma que não é possÃvel mapear as ruas e vias mais perigosas da cidade na época de férias. “Não existe um endereço especÃfico porque a cidade fica cheia de turistas e os bandidos preferem sempre os distraÃdosâ€, diz.
Ele explica que roubos e furtos de veÃculos são praticados com mais frequência nos quarteirões mais distantes da avenida que beira o mar, que no caso da Enseada é a Avenida Miguel Stéfano. “Na maioria da vezes, localizamos os carros rapidamente porque os bandidos estão interessados no rádio e objetos deixados em cima dos bancos, como mochilas e laptopsâ€, afirma Del Bel Júnior. Após retirarem esse material, abandonam os veÃculos.
Moradores e comerciantes citam as ruas Uruguai e Veraneio, a Avenida Atlântica e o Túnel Juscelino Kubitschek como as mais perigosas.
O delegado Waldomiro Bueno Filho, diretor do Departamento de PolÃcia Judiciária de São Paulo Interior 6 (Deinter 6), responsável pela PolÃcia Civil no litoral sul, acredita que nesse verão haverá menos crime. “Haverá reforço no policiamentoâ€, lembra.
Um dos poucos Ãndices criminais que apresentou queda no Guarujá foi o de roubos em geral no último verão. O número desse tipo de crime no primeiro trimestre caiu 4,75% em relação ao mesmo perÃodo do ano passado. A queda, no entanto, foi a menor entre as cidades litorâneas. Foram registradas 742 ocorrências no perÃodo. Em 2010 foram 779. Para se ter uma ideia, na Praia Grande – cidade mais lembrada por quem mora no Guarujá quando o assunto é violência – o número de roubos caiu 19,02%.
Para a PM, apesar de não haver uma estatÃstica especÃfica, o principal problema no verão são as brigas. As desavenças são causadas por som alto durante a noite, a bebida a mais e uma paquera mal sucedida. “A polÃcia perde muito tempo atendendo casos de desinteligência (brigas e discussões). Mas não podemos fechar os olhos porque eles podem terminar em homicÃdioâ€, afirma Del Bel.
O reforço policial em todo litoral paulista com a Operação Verão começa em 29 de dezembro e só termina em março. O patrulhamento será dividido de acordo com Ãndices criminais, locais com concentração de pessoas e pontos turÃsticos.

