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Quarta-feira, 19 de Junho de 2013
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Vereadores aprovam monotrilho no Morumbi

Categoria: Urbanismo

DIEGO ZANCHETTA

Apesar dos protestos de mais de 3 mil moradores, o Morumbi, na zona sul de São Paulo, vai ganhar até o fim de 2013 uma linha elevada do Metrô, conhecida como monotrilho. Na última sessão do ano, os vereadores paulistanos aprovaram (com 48 votos a favor e 4 contra) ontem à noite a construção de uma nova avenida de 6,1 quilômetros no bairro, o que abre caminho para a construção das vigas da Linha 17-Ouro do Metrô. A estimativa é de que será necessário remover casas de alto padrão em uma área superior a 18 campos de futebol entre a Praça Roberto Gomes Pedrosa, na frente do Estádio do Morumbi, e a Ponte João Dias, na Marginal do Pinheiros.

Os moradores reclamam que as desapropriações vão afetar área de mais de 120 casas. Eles chamam a obra de “novo minhocão†e dizem que as vigas elevadas vão ter um impacto urbanístico negativo sem precedentes no Morumbi. Estado e Prefeitura, porém, argumentam que a linha suprirá carência de transporte público para 80 mil moradores de Paraisópolis, a segunda maior favela da capital. Os trens do Metrô correm pelo alto no monotrilho, em pilares a uma altura média de 32 metros, separadas a cada 30 metros. Por ser construído em vigas e pilares pré-moldados, o sistema ficará pronto em 24 meses.

A linha vai interligar o Aeroporto de Congonhas ao Estádio do Morumbi, o que vai facilitar o acesso ao estádio. Atualmente em dias de shows as pessoas com carros demoram até duas horas para conseguir deixar o bairro e acessar a Marginal do Pinheiros. A capacidade máxima do monotrilho na zona sul vai chegar a 49 mil passageiros por hora, em um sentido da linha, nos momentos de pico. A Justiça autorizou, em julho, o início das obras – que tem licença ambiental – para começar em 2012. Só faltava a autorização concedida ontem pelos vereadores.

“Agora vamos mover uma ação para anular essa votação indecente. A Câmara não consultou o bairro em nenhum momento, aprovou só para ganhar o voto dos moradores de Paraisópolis em ano eleitoral sem estimar a decadência urbanística que a obra pode causarâ€, disparou a farmacêutica Marcela Takagi, de 36 anos, uma das signatárias da ação movida no início do ano por moradores e que acabou indeferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. O vereador Aurélio Miguel (PR), morador no bairro, votou contra a proposta. “Não houve debate do governo com os moradores, é uma vergonha o governo não dialogar.â€

Mas a maioria dos partidos votou a favor do protesto. Um projeto complementar ao monotrilho, autorizando a abertura de novas ruas em Paraisópolis por onde a linha vai passar, também foi aprovado em segunda discussão. “A população de Paraisópolis precisava de um transporte de massa com a qualidade do Metrôâ€, acrescentou Marco Aurélio Cunha (PSD).

Rapaz que atropelou 3 em SP terá de pagar fiança

Categoria: Transporte, Trânsito, Violência

 A Justiça de São Paulo fixou a fiança de Nacib Mohamed Orra, suspeito de atropelar três pessoas no último final de semana na Avenida Juscelino Kubitschek, na zona sul de São Paulo, em R$54,5 mil, o equivalente a 100 salários mínimos.

A  decisão é da juíza Cláudia Ribeiro, do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo). Se a fiança for paga, o rapaz ficará em liberdade provisória.

O promotor de Justiça da 3ª Promotoria de Justiça Criminal, Rodrigo Mansour, havia opinado nesta terça-feira, 18, pelo indeferimento do pedido de libertação de Orra, por entender necessária a manutenção da prisão.

O jovem de 20 anos invadiu a calçada e atingiu as três pessoas que estavam em um ponto de ônibus na avenida. Ele dirigia um Honda Civic, mas não tinha Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Orra negou-se a prestar depoimento, optando pelo direito de  falar somente em juízo. O rapaz teria dito informalmente à polícia que pegou o carro dos pais sem autorização e consumiu três doses de uísque antes do acidente.

Entre as vítimas estava o casal Meire e Ricardo Miranda. Eles se casariam em fevereiro, mas decidiram adiar a cerimônia por causa do acidente. Nesta quarta-feira, 19, Meire seguia internada na Santa Casa em recuperação. Seu estado era estável. O Hospital  das Clínicas, onde Ricardo estava, não forneceu informações sobre o paciente.

Marcela Bourroul Gonsalves

Nada mudou onde houve mais enchente

Categoria: Administração, Clima

Manuel da Ressureição mora numa travessa da Av. Prof. Luis Inácio de Anhaia Melo e contruiu uma barragem de 1,65 metros. FOTO: HÉLVIO ROMERO/AE

 

FABIANO NUNES
TIAGO DANTAS

Nenhuma obra estrutural foi feita nos pontos da capital que alagaram mais vezes na última temporada de chuvas. Paulistanos temem ver novamente, em frente a suas casas, carros boiando, pessoas ilhadas, trânsito bloqueado, lixo acumulado e outros transtornos causados pelas inundações.

O Jornal da Tarde visitou na semana passada os 12 locais que mais apareceram na lista de pontos de alagamento intransitáveis do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) entre 1.° de outubro de 2010 e 30 de abril deste ano.

Pouca ou nenhuma ação do poder público foi percebida nos últimos meses, de acordo com os moradores. Durante as chuvas do final de semana, quatro desses pontos voltaram a alagar, como a Rua Romão Gomes, Avenida Alcântara Machado, Marginal do Tietê e Avenida do Estado.

Na Marginal do Tietê, a via que mais teve bloqueios causados por enchentes na última temporada – 22 vezes – o governo do Estado está retirando entulho e sujeira da calha do rio desde maio. O próprio governador Geraldo Alckmin (PSDB) já admitiu que o desassoreamento não garante que o Tietê ficará livre de transbordamentos.

Na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, zona oeste, onde foram registrados cinco alagamentos que não permitiam a passagem de veículos, vizinhos relataram que a Prefeitura limpou, em setembro, uma boca-de-lobo que sempre está entupida.

Nos outros dez locais visitados, porém, não havia obras nem houve relato de limpeza constante de bueiros. Até setembro, a Prefeitura gastou 8% da verba destinada ao combate a enchentes no ano todo (R$ 57,1 milhões), segundo reportagem publicada pelo JT sexta-feira – 22% dos recursos foram reservados.

“A Prefeitura precisa de um sistema de informação que tenha todos os equipamentos de drenagem cadastrados, como galerias e bueiros. Vai facilitar o planejamento de limpeza e manutençãoâ€, afirma João Jorge da Costa, coordenador da divisão técnica de engenharia sanitária do Instituto de Engenharia.

Segundo ele, a limpeza dos bueiros deve ser feita constantemente. “Tem lugares que deveriam ter limpeza diária, como centros comerciais. A água da chuva leva muito lixo para as galerias. Na próxima tempestade, vão transbordarâ€, diz, citando que é importante investir na varrição das ruas e em campanhas educativas.

“É muito lixo (nesta rua). Nunca vi limparem esses bueirosâ€, diz a gerente de vendas Maria Aparecida dos Santos, de 40, que teve sua loja alagada no início do ano. O comércio fica na Avenida Alcântara Machado (Radial Leste), Belém, zona leste, próximo ao Viaduto Guadalajara, onde o CGE registrou nove pontos de alagamento intransitáveis.

Comportas

Excluindo a Marginal do Tietê, a via com mais alagamentos que impediram o tráfego foi a Avenida Professor Luís Ignácio de Anhaia Melo, na zona leste, com 19 casos. A única obra em andamento por ali é a construção do monotrilho que ligará Vila Prudente a Cidade Tiradentes.

A colocação de comportas nos portões das casas se tornou solução corriqueira. Foi o que fez o aposentado Manuel da Ressurreição, de 87 anos. “Precisavam aumentar a galeria que passa na avenida, pois essa via recebe toda a água da chuva que vem da Vila Alpina.â€

O engenheiro e consultor em macrodrenagem Aluísio Pardo Canholi lembra que o aumento das galerias não é a única saída. “Nos lugares onde a água chega de maneira rápida, vinda de pontos mais altos, é preciso pensar em reservatórios, que têm se mostrado a melhor soluçãoâ€, diz ele, que assinou, entre outras obras públicas, o piscinão subterrâneo do Pacaembu. 

Prefeitura diz que limpou um milhão de bocas de lobos

A Prefeitura diz que limpou neste ano “mais de 1 milhão de bocas de lobo e poços de visitas, mais de 1.500 quilômetros de extensão de córregos e outros 760 quilômetros de galeriasâ€. Afirma que “mais de 51 milhões de metros cúbicos de detritos foram removidos dos piscinõesâ€.

O governo municipal também cita a retirada de 18.300 toneladas de inservíveis por meio da Operação Cata Bagulho e o aperto na fiscalização de descarte irregular de lixo em via pública.

Verdão goleia Corinthians em obras pelo trânsito

Categoria: Transporte

CAIO DO VALLE

O placar ficou desigual. De um lado, o Palmeiras, que, para construir o seu novo estádio, na zona oeste, precisou bancar uma série de exigências da Prefeitura a fim de minimizar o impacto do empreendimento no trânsito da região. Do outro, está o Corinthians, clube do qual a gestão Gilberto Kassab (PSD) não cobrou nenhuma melhoria viária no entorno da sua futura arena, na zona leste, que poderá receber a abertura da Copa do Mundo de 2014.

Embora as duas construções tenham uma capacidade semelhante – ambas serão dimensionadas para pouco mais de 45 mil torcedores –, só o clube alviverde precisará fazer intervenções nas vias perto do seu estádio, em Perdizes.

Alargamento da Avenida Francisco Matarazzo, adequações em três cruzamentos e instalação de grades e semáforos estão entre as obrigações impostas ao Palmeiras no ano passado. As ações devem ser projetadas e implantadas pelo clube – que não informou seus custos –, seguindo padrões de órgãos como a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Elas estão contidas na certidão de diretrizes da obra. Esse documento, emitido pela Secretaria Municipal de Transportes e necessário para obter o alvará de aprovação, estabelece medidas que devem ser tomadas pelos construtores para reduzir o impacto no trânsito provocado por estabelecimentos que atraem muitos veículos, como shoppings, prédios de escritórios e estádios. Para a arena corintiana, apesar de o número de vagas de carros ser mais do que o dobro da palmeirense, não se exigiu qualquer intervenção. Fixou-se só o porte do estacionamento.

Segundo o texto assinado pelo secretário dos Transportes, Marcelo Cardinale Branco, as obras viárias necessárias para o empreendimento já “estão contidas no Plano de Desenvolvimento da Zona Lesteâ€, convênio assinado entre o governo do Estado e a Prefeitura, em abril. O projeto prevê cinco intervenções – orçadas em R$ 478,2 milhões e pagas com recursos públicos – para melhorar o acesso às imediações do estádio, entre elas, a construção de uma via para ligar a Avenida Itaquera e a Radial Leste.

Quem passa diariamente pelas redondezas do Itaquerão reclama dos gargalos no trânsito, e teme que possam piorar com o estádio. Um deles é o entroncamento das avenidas Miguel Inácio Curi e Itaquera. Estreitas, as vias comportam mal o volume de veículos nos picos. O frentista Esequiel Batista, de 30 anos, diz que, além disso, o trânsito é agravado por falta de opções. “Aqui não há ruas paralelas que possam servir de alternativa.â€

Ele defende que as alterações sejam parcialmente custeadas pelo Corinthians, ao contrário do motorista Rodrigo da Silva Conceição, de 30 anos, que prega o alargamento das avenidas da área. Ele acha que as obras são de responsabilidade do poder público.

Para o especialista em transportes Jaime Waisman, não se pode dar tratamentos diferentes para casos parecidos. “A lei tem que ser igual para todos.â€A Prefeitura alegou em nota que os dois estádios ficarão em pontos com diferentes características de urbanização.

Regiões são diferentes, diz Prefeitura

Em nota, a Prefeitura informou que os dois estádios estão sendo erguidos em regiões com características de urbanização distintas. Segundo o texto, a Arena Palestra estará em uma área onde “há um desenvolvimento mais consolidado, com grande oferta de transporte público e infraestruturaâ€.

Também ali, “a densidade populacional e o uso do solo†são muito maiores do que em Itaquera. A Prefeitura diz que a região “está em pleno desenvolvimento e, por isso, conta com uma série de iniciativas do poder público para acelerar esse processoâ€. Além do Plano de Desenvolvimento da Zona Leste, a região tem obras “em desenvolvimentoâ€, como a extensão da Radial.

O Corinthians também diz que a diferença entre as exigências se devem “sobretudo ao entorno de cada†estádio. O diretor de marketing do clube, Luis Paulo Rosenberg, disse que o estádio se situa em uma área com malha de transporte adequada “ao uso exclusivamente futebolístico†do local. “Ao contrário de times menores que precisam de receitas de show para viabilizar seus estádios, o nosso se pagará com a renda dos nossos jogos.†O Palmeiras não se manifestou.

CET interdita Túnel Jânio Quadros

Categoria: Geral, Transporte, Trânsito

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai interditar o Túnel Jânio Quadros, sentido único, das 23h30 de segunda-feira às 05h00 de terça-feira e das 23h30 de terça-feira às 5h de quarta-feira, para serviços de manutenção. O Túnel Jânio Quadros fica entre a Avenida Presidente Juscelino Kubitschek e as Avenidas Engenheiro Oscar Americano e Professor Lineu de Paula Machado.

Segundo a CET, os motoristas com destino à Avenida Lineu de Paula Machado, deverão seguir pela Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, Avenida das Nações Unidas, Ponte Cidade Jardim, Avenida dos Tajurás e Avenida Lineu de Paula Machado.

Já os motoristas com destino à Avenida Engenheiro Oscar Americano, deverão seguir pela Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, Avenida das Nações Unidas, Ponte Cidade Jardim, Avenida dos Tajurás, Praça Professor Américo de Moura e Avenida Engenheiro Oscar Americano.

A Engenharia de Campo da CET vai acompanhar a interdição e orientar motoristas e usuários. A recomendação é que os motoristas, ao avistarem a canalização de orientação na pista, reduzam a velocidade dos veículos para maior segurança na via.

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