Rodoviária novinha e às moscas
- 17 de janeiro de 2012 |
- 23h00 |
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Categoria: Transporte
CAIO DO VALLE
Parque Cecap, Guarulhos, 17h da última segunda-feira: do bairro, vizinho ao Aeroporto Internacional de Cumbica, foi possível contar a decolagem de sete aviões nos 30 minutos anteriores. Já da moderna rodoviária com 20 plataformas situada em uma avenida da região, só um ônibus partiu no período. A situação ilustra o baixo movimento registrado no terminal rodoviário desde a sua abertura, há sete meses, ao custo de R$ 18,9 milhões. A maior parte do Ministério do Turismo.
Em dezembro, por exemplo, foram feitos ali 4,8 mil embarques, média de 155 por dia. Esse número de passageiros enche só cinco coletivos. Na opinião dos poucos usuários encontrados pela reportagem, faltam divulgação da existência do terminal “fantasma” – que funciona desde junho – e uma melhor conexão por transporte público com o resto da cidade, para facilitar o acesso.
“Acho que muita gente ainda não sabe da rodoviária, ou que daqui já saem ônibus para vários lugares”, disse a operadora de telemarketing Priscila de Lima, de 29 anos, que desembarcava de um ônibus vindo de Praia Grande, no litoral. Para a dona de casa Neuza Silva, de 45 anos, o problema é chegar. “Fica fora de mão para quem usa transporte público.”
Por sua vez, a Prefeitura de Guarulhos informou em nota que a rodoviária está em “uma área estratégica”, perto das rodovias Dutra, Ayrton Senna e Fernão Dias “e com fácil acesso” ao aeroporto.
“Outra vantagem”, segundo o texto, “é a possibilidade de interligação” com cidades do Alto Tietê que não têm empreendimentos desse tipo. O governo municipal ainda destacou que, integrado à rodoviária, existe um terminal urbano com sete linhas de ônibus. Para o governo municipal, a rodoviária “tem cumprido bem o seu papel, que é o de ser outra porta de entrada e saída de Guarulhos”.
Na rodoviária, atendem 15 empresas, responsáveis por 37 linhas, segundo a Socicam, uma das componentes do Consórcio Terminal Guarulhos. Entre os destinos interestaduais estão Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB) e Londrina (PR). Boa parte das viagens, no entanto, inclui conexões em São Paulo.
Outra desvantagem, na avaliação da dona de casa Marleide Odília Novaes, de 35 anos, é a falta de caixas eletrônicos dentro do terminal, que fica relativamente isolado de áreas comerciais de Guarulhos. “Cheguei para pegar o ônibus e a máquina de débito da empresa não estava funcionando. Tive que sair para sacar dinheiro.”
A Socicam informou que “este serviço depende também do interesse dos bancos”. O Ministério do Turismo não se manifestou.
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