PM usa força contra viciados
- 13 de janeiro de 2012 |
- 23h30 |
- Tweet este Post
Categoria: Drogas
ARTUR RODRIGUES, BRUNO PAES MANSO E DIEGO ZANCHETTA
Depois de permitir que viciados fechassem ruas do centro e fumassem crack durante toda a noite sem intervir, a Polícia Militar voltou a usar a força na manhã de ontem para dispersar a multidão de usuários de droga que havia se aglomerado na cracolândia, região central. A ação começou por volta das 9h30, depois que a reportagem mostrou a tolerância ao consumo a partir da tarde de anteontem e canais de televisão transmitiram imagens de dependentes consumindo crack diante de policiais.
De manhã, cassetetes foram usados para que as pessoas deixassem o local. No meio da correria, algumas caíram no chão. O helicóptero Águia, da PM, sobrevoava a área em baixa altitude. Meia hora depois da ação, o grupo já havia se espalhado.
Por volta das 11horas, quatro carros da Força Tática da PM revistavam cerca de 20 pessoas na Rua General Júlio Marcondes Salgado, na Santa Cecília, também região central. Na Santa Ifigênia, vários usuários de drogas se concentravam nas esquinas das Ruas Guaianases e Aurora.
Em reunião no Ministério Público Estadual com promotores, secretários municipais e o coordenador estadual de Políticas sobre Drogas, Luiz Alberto Chaves de Oliveira, o comandante-geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo, anunciou a instalação de três bases comunitárias móveis na região. Na terça-feira, promotores abriram inquérito para investigar a ação na região.
Segundo nota da PM, Camilo afirmou que os policias que trabalham na Nova Luz foram orientados a “fazer intervenções da forma mais branda possível”. “As abordagens só são feitas quando a polícia identifica o consumo ou o tráfico de drogas”, disse.
Camilo afirmou que as dispersões de usuários de droga passariam a ser feitas “à base de conversa”, pois os dependentes estão fragilizados. Nos primeiros dias da operação, foram usadas bombas de efeito moral e disparados tiros de borracha.
A tolerância acabou permitindo a formação da aglomeração na Helvétia e o consumo de drogas durante a noite e madrugada de quinta-feira. Ontem, com a repercussão negativa da mudança de estratégia, policiais utilizavam cassetetes.
‘Gato e rato’ – À tarde, a PM voltou a atuar para evitar que agrupamentos se formassem na área. Desde as 13 horas, o que se viu foi a volta do “jogo de gato e rato” que vem sendo travado desde o começo da operação, no dia 3. Quando os grupos se juntavam, a Polícia Militar os dispersava usando com carros e motocicletas.
“Falaram que iam bater e saí correndo. Essa situação é revoltante”, reclamou o pintor Agnaldo Caetano dos Santos, de 39 anos, que há cinco vive na cracolândia. “Estamos trabalhando para quebrar a logística do tráfico e isso leva tempo”, lembrou o comandante-geral da PM.
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
Artur Rodrigues, Bruno Paes Manso, crack, Cracolândia, DIEGO ZANCHETTA, polícia militar
- : Pedágio de SP terá planos pré-pagos http://t.co/CamM8BJh 37 mins ago
- : Rua Vergueiro terá plantio de 123 árvores http://t.co/bgY8pYLP 38 mins ago
- : Polícia resgata cão levado em roubo a prédio http://t.co/0NlvpRKb 39 mins ago
- : Comissão quer que bullying seja crime http://t.co/m6nEFgmV 40 mins ago
- : Só 1 em cada 3 fumantes consegue abandonar o vício http://t.co/ow8GjeSB 40 mins ago
- More updates...
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools


RSS
Deixe um comentário: