PM adia base móvel na USP
- 16 de novembro de 2011 |
- 23h24 |
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Categoria: Geral
Por Tiago Dantas
A instalação da base móvel da Polícia Militar (PM) dentro do câmpus da Universidade de São Paulo (USP) foi adiada. O equipamento estava previsto para começar a funcionar ontem, dia em que estudantes fizeram mais um protesto contra a presença dos policiais na Cidade Universitária.
O Comando da PM afirma que a intenção é instalar a base até o fim da semana. O adiamento foi necessário, segundo a polícia, para que sejam concluídos estudos e o treinamento dos policiais que trabalharão na unidade. A instalação de duas bases móveis no câmpus estão previstas no convênio firmado em setembro entre USP e PM.
Além de pedir a saída da polícia, os estudantes também querem que João Grandino Rodas deixe a reitoria. Os estudantes esperavam participar de uma audiência com o reitor às 18h de ontem. No início da tarde, porém, um comunicado no site da reitoria avisava que Rodas não iria ao encontro e sugeria que fosse marcada uma reunião entre alunos e Conselho Gestor da Cidade Universitária.
Uma assembleia de alunos está marcada para as 18h de hoje no prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). O movimento deve discutir o apoio à greve, iniciada dia 8, após a ação da PM para retirar 73 estudantes que ocupavam a reitoria. Ontem, 11 cursos apoiavam a paralisação.
Gritando frases como “Rodas não nos representa” e “Não à repressão; fora PM”, pelo menos 200 alunos se reuniram em frente à reitoria por volta das 16h. Uma hora depois, o grupo saiu em caminhada até a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). No caminho, o movimento ganhou mais simpatizantes. Quatro viaturas da PM ficaram em frente à reitoria, mas não seguiram a passeata.
“A segurança é um problema de toda a cidade, inclusive da USP. Mas não queremos a militarização da universidade. Queremos apresentar um plano alternativo de segurança”, afirmou uma das coordenadoras do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que se identificou como Camila.
O movimento reclama da falta de investimentos na Guarda Universitária e cobra mais iluminação no câmpus. Alunos do curso de design estão organizando uma passeata noturna pela Cidade Universitária na sexta-feira. “Ter a PM não quer dizer necessariamente que teremos segurança. Na passeata, vamos levar lanternas para pedir um câmpus mais iluminado”, disse uma das organizadoras do protesto.
Durante a passeata, os manifestantes provocaram alunos da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), que não aderiram à greve, gritando: “Ah, que vergonha, achar que a greve é só por causa da maconha”. No caminho, o protesto encontrou resistência de quem estava nos pontos de ônibus. “Trabalhei o dia inteiro e tenho que esperar esses caras pararem o protesto para o ônibus passar. É fogo”, reclamou a auxiliar administrativa Irene Souza, de 43 anos.
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