Pirituba só fala do estádio
- 26 de junho de 2010 |
- 22h06 |
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Categoria: Geral
Diego Zanchetta
Pergunte a um vizinho do Pacaembu ou do Morumbi o que ele acha de ter um estádio ao lado de casa e a resposta será uma reclamação sobre trânsito, flanelinhas, brigas e outros transtornos comuns em dias de jogos. Mas em Pirituba, na zona norte, a 720 metros de altitude e onde ir a shopping ou cinema exige muitas vezes uma hora de “viagem”, a população beira o êxtase ao falar da expectativa de ganhar uma arena para a Copa 2014.
Na esteira do empreendimento, de custo estimado em R$ 640 milhões, a população aguarda a chegada do metrô e serviços. “Fora que a nossa ‘quebrada’ vai ganhar fama internacional”, vibra Gerson Mendes, 56 anos, dono de farmácia na Avenida Mutinga.
O bairrismo na região explodiu após a CBF confirmar a intenção de erguer o Piritubão para 60 mil pessoas. “Todo mundo fala em preservar o verde, mas ninguém quer morar sem uma boa padaria perto de casa. Aqui, por causa da Copa, vamos ter o metrô. Aí vou voltar da Avenida Paulista em 20 minutos. Hoje demoro uma hora e meia para subir o morro”, diz a aposentada Maria de Lourdes Santos, de 65 anos.
Nos últimos cem anos, a geografia desfavorável transformou Pirituba no primo pobre de outros loteamentos de classe média.
Espremido entre a várzea do Rio Tietê e a Rodovia dos Bandeirantes, Pirituba adquiriu características de periferia. Faltam escolas, postos de saúde e ônibus para outras regiões. Em meio a casinhas simples e algumas favelas também surgiram prédios de classe média. O lazer para os mais jovens se resume a meia dúzia de campos de futebol de terra.
E sobram ocupações irregulares, botecos e matagais. O distrito não tem nenhuma ponte de acesso ao longo da Marginal Tietê. A via que leva à região é a sempre congestionada Avenida Raimundo Pereira de Magalhães. Nos finais de tarde, os coletivos levam duas horas para percorrê-la.
Não importa a faixa etária. Tanto crianças como sexagenários abrem um sorriso quando o assunto é o Piritubão. Em qualquer discussão sobre a Copa da África, vem logo a lembrança de que, em quatro anos, será a vez de o bairro, hoje com 164 mil habitantes, estar no centro dos holofotes internacionais, como Johannesburgo.
Mas a valorização esperada pelos moradores pode ser ilusão, alerta Luís Gambi, do Secovi (Sindicato da Habitação). “Se a construção do centro de convenções e do estádio não for acompanhada pela chegada de uma boa infraestrutura de transportes, o bairro corre o risco de ver suas ruas saturadas pelo trânsito, o que já vemos no Morumbi e no Pacaembu por causa dos dois estádios”, diz.
Por enquanto, os governos municipal e estadual não apresentaram um plano para incrementar, por exemplo, as redes de fornecimento de água e de energia elétrica para Pirituba até 2014. A Linha 6-Laranja do Metrô (São Joaquim- Brasilândia) não passa por lá, mas está prevista para fazer a interligação com a Linha 7-Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) (Luz-Jundiaí), que atende o bairro. As obras devem começar em 2011.
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27/06/2010 - 00:01 Enviado por: Tweets that mention Jornal da Tarde -- Topsy.com
[...] This post was mentioned on Twitter by Peko and jornal da tarde (JT), Cidade JT. Cidade JT said: : Pirituba só fala do estádio http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/pirituba-so-fala-do-estadio/ [...]
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27/06/2010 - 00:34 Enviado por: Palhacinho Pimpão de Catanduva SP
Olá para todos. Confesso que fiquei até um pouco emocionado quando eu vi a foto de Pirituba. Quando eu era criança eu morei aí neste bairro chamado Pirituba. Ass. Palhacinho Pimpão de Catanduva SP , o palhacinho mais cara-de-pau do mundo .
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27/06/2010 - 00:36 Enviado por: Carolina
Doce ilusão
Os moradores que aguardam ansiosamente a infraestrutura serão expulsos de Pirituba em pouco tempo por causa da especulação imobiliária. Quando virar um bairro de rico, terá tudo que o dinheiro pode comprar, mas os moradores serão outros. Piritubanos, como eu, aproveitem enquanto é possível… Nossos dias aqui estão contados. -
27/06/2010 - 08:27 Enviado por: Claudia
É triste, mas é verdade, há anos vemos o progresso chegando a todos aos outros bairros e pagamos impostos como eles. passamos horas no trânsito e em ônibus lotados. Aqui há uma estação de trem( PIQUERI) e “pasmem” a rua dessa estação não tem calçadas cimentadas e não é pavimentada em sua totalidade!
Com a chegada do metrô,e quando não houver jogos o trabalhador terá ao menos melhores condições de, pelo menos poder ir trabalhar sem tanto sacrifício! -
27/06/2010 - 08:35 Enviado por: wagner cordeiro de oliveira
moro no bairro do jaragua proximo a pirituba, os bairros do morumbi e pacaembu se tivessem ficado tão ruins como dizem devido aos respectivos estadios do mesmo nome, como exesso de transito e brigas e tantas outras coisais, garanto que os classe “media e ricos” ja teriam saido de la faz e muito tempo.Tudo vai depender e logico da prefeitura com a infra estrutura adequada ao local assim como termos segurança, ou seja se as pessoas que elegermos em vez de se preocuparem com os 7% dos aposentados e pegarem 25% para os ” nobres ” safados estaduais, municipais e federais investirem de forma responsavel não so nesse projeto mas em tantos outros desse nossso pais, porque so copa do mundo não ajuda a alimentar educar e da saude de nenhum brasileiro sem isso não da pra levantar a copa com orgulho.
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27/06/2010 - 11:31 Enviado por: Oscar
A City América com seu Parque Toronto e o Parque São Domingos
também fazem parte de Pirituba e nada têm de periferia. Muito pelo contrário! Sugiro que o repórter visite o bairro pelo menos uma vez. -
27/06/2010 - 11:48 Enviado por: Ricardo
Não se iludam. O estádio trará muito mais dores de cabeça, balbúrdia, trânsito conturbado, ruas interditadas, lixo e assaltos furtivos do que benefícios propriamente. Os “benefícios” serão mínimos :uma área de lazer no em torno, por exemplo, onde os moradores farão ginástica, caminhadas e corridas e mais nada. O comércio vai se desenvolver um pouco mais (principalmente bares e lanches rápidos como pizzarias, onde haverá bebedeiras e brigas entre torcidas). A paz, o ambiente famíliar e o bucolismo da região darão adeus para sempre.
Ass.: Morador do Engenhão (RJ)
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27/06/2010 - 15:14 Enviado por: Soraya
Pirituba já tem assaltos, bandidagem. Aqui, se você tiver amor a vida não sai a noite, a não ser que tenha um carro. As avenidades, e a Raimundo é uma delas, estão esburacadas. Polícia é algo que vemos passeando por aqui, mas parar bandido….. Aqui tem uma Favela, a do Spama, que joga muito lixo quase no ponto de ônibus, e não adianta lixeiro, pois eles viram as costas e o pessoal vai lá e joga tudo de novo. Então, para quem vive aqui há anos, o projeto da construção desta arena multiuso, somada ao complexo de exposições, hoteis e prédios comerciais é uma esperança de melhoria. E, existe sim um plano de transportes que transformará o trem em metrô de superfície. Para quem não tem absolutamente nada, já é uma melhoria sem tamanho. Então, é preciso muito cuidado ao falar mal do projeto, assim como os moradores precisam manter os pés no chão. Lugar perfeito não existe, mas viver em um bairro de classe média com infraestrutura de periferia é um horror. Quem venha a arena e o complexo. Pirituba precisa disto.
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27/06/2010 - 11:59 Enviado por: Beto Lemela
Ainda não cheguei a conclusão se este investimento seria tão prioritário assim para São Paulo, com tantos problemas pendentes que exigem solução imediata, como excesso e aumento da população de moradores de rua (ontem inclusive postei no meu blogo um artigo a respeito com fotos e muitos vídeos, que convido os leitores a visitarem). Esse é apenas “um” entre tantos problemas. Até reconheço que o projeto poderia melhorar o desenvolvimento do bairro e que se a Copa de 2014 trouxer realmente muitos turistas estrangeiros ao País, seria uma boa vitrine pára a imagem do Brasil, mas considerando todos os desvios que certamente pela corrupção endêmica ocorrerão, fico pensando se o investimento no Morumbi ou talvez até no Pacaembu para adequa-los à Copa, não seriam melhores e com menos possibilidades de roubos e desvios.
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27/06/2010 - 12:08 Enviado por: Ronald Gimenez
O repórter deveria estudar um pouco mais a região antes de escrever o que não sabe. Dizer que Pirituba está “em meio a casinhas simples e algumas favelas onde também surgiram prédios de classe média” mostra um profundo desconhecimento. Há excelentes condomínios de classe AA na região, duas pontes SIM para Marginal (Atílio Fontana e Piqueri). Claro que Pirituba tem problemas por estar a 15 km da Praça da Sé, mas nada muito diferente de outros bairros que ficam do outro lado do Tietê. São quase 1 milhão de habitantes. Respeito é bom.
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27/06/2010 - 12:32 Enviado por: Ademar J. Domingues
E matéria de Copa do Mundo, não basta só a construção
de um novo estádio. É preciso melhorar ainda mais o
bairro em todos os sentidos. Até lá há um longo caminho
a percorrer. É melhor se prevenir do que remediar. -
27/06/2010 - 14:35 Enviado por: césar figueiredo
O pior mesmo será construir uma arena (não confundir com
estádio) esportiva , que não será usada pelo povo , com
dinheiro público ; a FIFA e a CBF são Máfias com dinheiro
sobrando ! -
27/06/2010 - 17:56 Enviado por: Enivaldo Vizioli
Creio que a intenção do jornalista Diego foi muito boa, só que infelizmente faltou rigor jornalistico a reportagem. Pirituba é igual as outras regiões de São Paulo. Com casas voltadas para todas as classes sociais. Temos ônibus que ligam a Zona Noroeste ao centro, os ônibus que atendem a região, são sem dúvida alguma os melhores de São Paulo. A população na região é no mínimo de 400 mil habitantes e não só 164 mil. Não confundir com outras regiões limitrofes que pela conurbação podem levar a crer que fazem parte do bairro. A violência não é alarmante, tenho curiosidade para saber os números, pois existem duas piritubas, uma próximo a Edgard Facó e a outra do lado da mutinga. Seria interessante uma pesquisa simples pelo Google para não cometer erros. Em todo o caso. Vai Piritubão, vai corinthians!
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27/06/2010 - 19:06 Enviado por: Carlos Ruiz
Plano B na Vila Leopoldina
Com a exclusão do Morumbi como local para a abertura da Copa 2014 foi vinculado o Plano B de construir um grande complexo em Pirituba, com uma Arena Multiuso, adaptada para eventos esportivos e shows de grande porte, além de um hotel e de um pavilhão de eventos quatro vezes maior que o do Anhembi. A idéia é ótima, porém o local mais apropriado para a construção desse novo complexo não seria em Pirituba , mas na Vila Leopoldina, num terreno na Marginal Pinheiros onde hoje fica a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) por vários motivos:
1) Um grande terreno público pertencente ao governo federal.
A Ceagesp, a Companhia dos Armazéns Gerais do Estado de São Paulo, que tem centros de distribuição em todo o Estado, foi dada ao governo Federal pelo governador Covas como parte do acerto da imensa dívida de São Paulo. O terreno tem uma área de 750 mil m² , correspondendo cerca de 5 vezes a área do Estádio do Morumbi.2) Uma boa localização e cercada de excelente infraestrutura, convivendo com um espaço da CEAGESP saturado
No local existe uma estação ferroviária, com interligação com a linha 4 do metrô e também está prevista até 2014 a passagem da linha laranja do Metrô. Além disso, fica próximo às rodovias Anhanguera- Bandeirantes, que dão acesso ao aeroporto de Viracopos, no qual de acordo com o planejamento da Infraero, deverá ser o principal aeroporto da Copa 2014.
Localizado ao lado do Parque Villa Lobos e de bairros de classe média alta com diversos condomínios residenciais de alto padrão, a região é excelente para realização de shows, com muitos shoppings de alto padrão e uma excelente rede hoteleira.
Esta excelente localização contrasta com as cercanias do Ceasa, onde os moradores têm que conviver com o barulho dos caminhões e a sujeira de caixas de madeiras que ficam espalhadas pelas ruas próximas ao Entreposto. São mais de 18 mil caminhões que carregam e descarregam mercadorias todos os dias, onde passam mercadorias que abastecem 64% do Estado e do país.
A Ceagesp — que completou 41 anos é a maior central de abastecimento da América Latina. Entretanto, a Companhia corre risco de não ter condições de abastecer a região em até dez anos por ter uma estrutura comprometida pela falta de investimentos. Os motivos são a falta de espaço físico para a crescente demanda do comércio e estrutura antiga, por falta de reformas. Já existe um projeto para mudar o Ceagesp da Vila Leopoldina, assim como a zona cerealista do centro de São Paulo, para uma área no Rodoanel visando retirar milhares de caminhões que circulam pelas duas regiões
Pensem que fantástico do ponto de vista de legado para a cidade de São Paulo, se mudassem o Ceagesp, que ocupa uma área de 760 mil metros quadrados, para uma área às margens do Rodoanel, tirando grande parte destes caminhões da cidade, valorizando o entorno e construindo um Estádio Olímpico e um Centro de Convenções no local. Imagine o quanto esta área poderia ser valorizada. Somente com a valorização do terreno o investimento já se pagaria3) Uma região já consolidada como o maior pólo de negócios da América Latina
A região abriga a sede de grandes empresas e facilitaria a consolidação da construção de um novo Centro de Convenções, maior que o Anhembi.
4) Uma região que tem tudo para se consolidar como o novo pólo de eventos esportivos e culturais da cidade
São Paulo vem abrigando muitos eventos esportivos de âmbito nacional e internacional e não existe um local moderno para comportar tais eventos. A prefeitura tem como meta fazer da cidade a Capital Brasileira do Esporte. Assim, a região do Parque Villa Lobos tem tudo para se consolidar como o novo pólo de negócios e eventos da cidade. Um exemplo é o fato da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) já estar negociando com a Secretaria do Meio Ambiente a cessão de um terreno na imediações para construção de um centro de treinamento para o tênis nacional com dez quadras de saibro e também um espaço para abrigar a sede da CBT.
Com relação aos investimentos, recentemente o governador do Estado apresentou a idéia da construção de um centro olímpico na Capital. “Na verdade, estamos trabalhando em um projeto para criar um centro olímpico. É melhor gastar em um centro olímpico, que é uma unidade permanente na formação de jovens.” A região do Parque Villa Lobos seria a mais apropriado para este projeto.
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28/06/2010 - 00:35 Enviado por: Mauricio
Carlos Ruiz, a idéia de colocar um estadio perto de onde já há transporte é ótima. Tirar a CEAGESP da capital e mandar para o Rodoanel entre a Bandeirantes e a Castelo Branco, é um projeto antigo de São Paulo, inclusive foi se pensado nisso durante o planejamento dele. Entretanto há resistência entre os próprios comerciantes que teriam que pagar frete dobrado e a burocracia para se desapropriar uma terra. Também seria uma ótima idéia. Entretanto construir qualquer coisa na dobra do rio Pinheiros com Tiête (onde fica o CEAGESP), é uma péssima idéia. Ates dos rios serem canalizados toda região do Parque Vila Lobos até próximod a ponte da Anhanguera eram uma Varzea, com dezenas de lagos e riachos (o rio não tinha um formato tão definido), que enchiam quando a cabeceira do Tiête subia. Com a canalização a área ficou “seca”, entretanto é só vc observar que mesmo com canalização e rebaixamento da calha quando a vazão sobe essa é a primeira região a alagar. Ou seja não é prudente construir um complexo esportivo em uma região que inevitavelmente ira alagar um dia. Não adiantará rebaixar mais o rio. Quando a natureza quer uma área ela toma.
Só a titulo de curiosidade, para ilustrar o quanto é obscuro a escolha de uma área para obra pública, a própria criação do Parque Vila Lobos já diz muito sobre. O parque foi construido sobre uma área pantanosa. Na década de 80 a Usina de Compostagem da Vila Leolpoldina estava sobrecarregada de entulhos, e onde era o parque hj era uma área que não valia nada, usada pra descarregar entulho. Até que alguma construtora teve a brilhante idéia de pegar todo entulho da Usina, e de outras obras de São Paulo, inclusive do lixão de Perus e compactar sobre o terreno, para em cima construir um parque. Na época do governo Quércia. A obra passou sem muitas dificuldades pelo conselho ambiental do Estado de São Paulo (não se sabe se o isolamento do terreno foi feito de forma correta), e o governo de São Paulo construiu um parque na região. Detalhe, além do pagamento a empreiteras que construiram eles dera a titulo de abatimento por um preço irrisório todo terreno ao lado do parque e as margens do rio (onde hoje encontra-se prédios de classe A, avaliados em mais de 3 milhões cada cobertura TRIPLEX de 1200 metros quadrados. Que coincidentemente uma cobertura pertence ao Quércia que comprou-a por um décimo do valor.
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27/06/2010 - 19:49 Enviado por: Fernando de Souza
Recomendo que o responsável por essa materia tenha o cuidado de estudar adequadamente qualquer que seja o tema pois escreveu “coisas” que não correspondem ao que é verdadeiramente a nossa fantástica Pirituba. Como em qualquer lugar do Brasil lá existem acertos em função da boa vontade das pessoas que ali moram, e êrros provocados pela constante má vontade por parte dos orgãos do poder público.
Caro Diego, visite Pirituba e surpreenda-se. Depois, refaça a materia por favor. -
27/06/2010 - 23:18 Enviado por: Rafael
Que matéria mal-apurada! Pirituba conta com uma ponte sim, a do Piqueri! E temos um corredor de ônibus, na avenida Edgar Facó que, embora lotado nos horários de pico, conta com ônibus pro centro a cada 2 minutos. Inclusive a foto dessa matéria é do Terminal Pirituba, de onde saem ônibus pra diversas regiões. O único porém é ir pra Paulista, porque a linha realmente dá uma volta no mundo, mas de resto dá pra contar com os ônibus.
Além disso, temos 3 estações de trem, o que também dá opção de transporte. O bairro é muito grande, tem partes em boas condições, e outras em piores, assim como tantos outros na cidade. Lamentável procurar enquadrar o bairro como se fosse apenas uma “periferia”.
Outro erro é como foi falado das opções de lazer. Estamos a 5 km da Lapa, onde tem cinema. Mais 3 km e temos o Bourbon, West Plaza.. Pirituba conta ainda com dois parques da prefeitura, clubes..
Parece que o autor da matéria não foi checar se as queixas que ouviu de algumas pessoas realmente conferiam com a realidade. Tente fazer isso, nem que seja dar um google, antes de retratar o lugar onde milhares de pessoas cresceram e podem ter orgulho de morar. -
28/06/2010 - 00:58 Enviado por: Josue
Torço para que de certo, até mesmo porque caso de certo, além de abrir a COPA, finalmente haverá um legado para a cidade, bem diferente do morumbi,mas tenho algumas sugestões…
http://arenadotimao.wordpress.com -
11/07/2010 - 17:15 Enviado por: Antonio Carlos da Rocha Furtado
Tanto a denominação de “Arena Multiuso” para o bairro (um tanto TOSCA), quanto o nome pejorativo para o “Estádio Piritubão”, definitivamente não me agradam! Mais: creio que sua construção não deva servir de pretexto (ou mesmo o motivo principal) para atrair o metrô para cá! A despeito de tudo o que possam dizer sobre ele, digo que SEMPRE foi de classe média! Quanto à localização, a prefeitura diz que o bairro é bem servido de linhas de ônibus e pela CPTM, mas é fato que ainda sofre com problemas de fluxo viário internos e externos. A linha de superfície metroviária que poderia ser implantada no lugar dos trens já deveria ter sido feita há anos e não o foi! (Lembremos de que o metrô foi inaugurado há 36 anos). Primeiro é preciso revitalizar toda a faixa lindeira à ferrovia que vem desde o Piqueri com proposta de realocação da favela (como também a remoção de construções clandestinas ao seu redor) passando pela estação de Pirituba. Há também um projeto na Secretaria de vias públicas para a construção de uma avenida seguindo a linha do trem,a partir da marginal Tietê, e ainda um outro de “alargamento” da Av. Raimundo P. de Magalhães, onde se encontra o terreno do antigo “Nasbe” (projetos estes que até hoje não saíram do papel), como muito bem lembrou o inernauta de nome Tony, “… Só fica no esquema, parecendo mesmo anúncio eleitoreiro”. Enfim, como morador e urbanista sou sim a favor que tenhamos empreendimentos de bom padrão por aqui, (são dispensáveis: ferros-velhos, sambódromos, cemitérios, presídios e tudo o que certa classe de investidores imobiliários “sem noção” querem trazer para cá!) No caso da “Arena”, fica a desconfortável sensação dessa denominação, sugerindo “degladiação” do tempo dos romanos, ou um verdadeiro “circo” onde se permitam todo tipo de “malabarismos e palhaçadas”. O segundo termo que completa essa infeliz impressão: “multiuso” pode sugerir algo ainda pior para qualquer tipo de manifestação pública, seja ela civilizada ou grosseira, e colocar em risco a valorização ou não da região, a depender do humor de seus frequentadores. O bairro é sim um lugar realmente privilegiado, (nasci e morei na Vila Mariana e hoje não saio daqui para nunhum outro lugar!), mas além das obras supracitadas, faltam também denominações mais apropriadas à altura do que ele merece ter, sem, no entanto, que isso comprometa a sua imagem e a sua qualidade ambiental que ainda é considerada boa! Sobre sua “geografia desfavorável” qualquer pessoa munida de veículo que não seja de quatro patas pode sair e entrar no bairro sem qualquer dificuldade! Dizer que sua geografia e topografia desfavorecem empreendimentos que não apenas os habitacionais, é mito e preconceito! Quanto à violência, o bairro é tranquilo e há relatos de moradores mais antigos cujas casas nunca foram assaltadas! Há gringos sendo espancados na região dos “Jardins” e nos “buracos nobres” da cidade! Faltou tato na reportagem que abordou o bairro e sobrou desinformação e preconceito! Obrigado pela oportunidade da manifestação!
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