Permanência da PM divide estudantes
- 1 de novembro de 2011 |
- 23h24 |
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Categoria: Geral
Por Caio do Valle
Duas manifestações antagônicas sobre a presença da Polícia Militar (PM) na Cidade Universitária dividiram ontem estudantes da Universidade de São Paulo (USP). De um lado, um grupo com cerca de 300 pessoas realizou um protesto a favor da presença dos policiais no câmpus. Logo em seguida, uma assembleia com 500 alunos foi marcada para decidir os rumos da ocupação do prédio da administração da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH), tomado em um protesto contra a ação da PM.
Os dois atos, embora com objetivos contrários, foram organizados por integrantes da própria FFLCH. No primeiro, iniciado no fim da tarde na Praça do Relógio, perto da sede da Reitoria, os manifestantes empunharam cartazes e faixas com frases favoráveis à presença da PM. Em um deles era possível ler “Polícia Militar é segurança para quem quer estudar”. Além disso, eles chegaram a gritar, de cima de um carro de som, frases de efeito exigindo a realização de um plebiscito em toda a universidade sobre a atuação da força policial na USP.
Segundo a estudante de Letras Marina Grille, de 22 anos, criadora de uma página no Facebook para convocar o ato, a ação também foi feita no sentido de protestar contra a “postura extremista” dos alunos que invadiram o prédio da FFLCH na quinta-feira. “Esse pessoal costuma invadir e interromper as aulas para falar de reivindicações que não dizem respeito a todos.”
Durante a manifestação houve provocações aos ocupantes da FFLCH. As reivindicações deles chegaram a ser chamadas de anacrônicas e algumas de suas ações de vandalismo. Na noite de anteontem integrantes do movimento picharam a fachada do prédio da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) com a inscrição “Fora PM”, após tentarem entrar no edifício.
Aluno de Engenharia de Materiais, Lucas Sorrillo, de 19 anos, defendeu a realização de um plebiscito em toda a universidade. “Encaminhei ao Centro de Conselhos Acadêmicos a proposta, só que a atual gestão do diretório negou esse pedido.” Segundo ele, pesquisas realizadas na FEA e na Politécnica mostram que a maioria dos alunos apoia a permanência da PM no câmpus – o número giraria em torno de 60%.
Na ação, colegas de classe do estudante Felipe Ramos de Paiva, assassinado no dia 18 de maio no estacionamento da FEA, também se posicionaram favoráveis à presença da PM na Cidade Universitária. “Melhorar a iluminação à noite e treinar melhor a guarda universitária são ações importantes, mas levam tempo. Antes, é preciso haver uma solução de curto prazo”, diz Rebecca Nogueira, de 24 anos, que estudava Ciências Atuariais na mesma turma de Paiva.
O estudante de História Daniel Polleti, de 22 anos, disse que uma minoria costuma impor sua vontade aos demais. “Não existe nenhum espaço para quem quiser se posicionar contrariamente.”
A outra manifestação, que começou por volta das 18h no vão livre do prédio da faculdade de História e Geografia, reuniu alunos ligados ao movimento de ocupação. O principal objetivo da assembleia era decidir o futuro da ocupação. Até o fechamento desta edição os alunos não haviam decidido se continuavam ou não ocupando o prédio da administração da FFLCH. Alguns dos oradores chegaram a propor uma possível greve estudantil e uma marcha até a Reitoria.
Entre as reivindicações feitas por eles está o fim do convênio entre a USP e a PM, assinado há quase 2 meses, e a retirada de todos os processos administrativos movidos contra alunos envolvidos em ocupações. A reportagem apurou no entanto que boa parte dos alunos que votaram na assembleia era favorável à desocupação do prédio da FFLCH.
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02/11/2011 - 09:05 Enviado por: guga romano
Cambada de vagabundos !!
Porque escondem a cara ???
Covardes !!!
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02/11/2011 - 13:51 Enviado por: jorge luis figueiredo
Cambada de vagabundos viciados deveriam ser expulso da USP que hoje não é brasileira e sim chilena então deveria se chamar USCHE!!!
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04/11/2011 - 13:14 Enviado por: Ricardo Marcoli
NOSSOS GOVERNANTES FIZERAM ISTO NO PASSADO MODO QUAL HOJE NÃO SABEM LIDAR COM ESTA SITUAÇÃO A CULPA É NOSSA , NO MEIO DESTES INVASORES E ANARQUISTAS DEVEM ESTAR A NATA POLITICA DO FUTURO AGUARDEM POIS NOSSOS FILHOS E NETOS VÃO ELEGE-LOS NUM FUTURO MUITO PROXIMO .
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