Paulistano pede saúde e transporte mais rápidos
- 10 de outubro de 2011 |
- 23h57 |
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Categoria: Administração, Saúde Pública, Transporte
Priorizar investimentos em ônibus e corredores, instituir a pontualidade nos pontos e reduzir a espera por consultas médicas e exames estão entre as ações que devem adotadas de forma prioritária pelo poder público em 2012. Isso segundo os 33.340 paulistanos que participaram da consulta pública Você no Parlamento, realizada pela Rede Nossa São Paulo, em parceria com a Câmara Municipal.
Os resultados serão divulgados hoje na Casa e o plano é que orientem projetos de lei, discussão do Orçamento e a fiscalização exercida pela Câmara em relação às ações da Prefeitura. A consulta pública foi realizada pela internet e os formulários foram distribuídos pela cidade entre 15 de agosto e 30 de setembro. Paulistanos tinham de escolher até cinco prioridades em cada um dos 19 temas.
A prioridade para ações envolvendo corredores de ônibus foi a que ganhou maior porcentual de adesão entre todas as propostas da pesquisa, com 77,41% de apoio. Na área de transportes, o segundo lugar ficou com a diminuição do preço das passagens do transporte público (58,95%), – ônibus municipais custam atualmente R$ 3, mais do que os R$ 2,90 do metrô.
A participação da Prefeitura em investimentos no metrô apareceu apenas em quinto lugar (47,94%), enquanto ações de respeito ao pedestre, como a desenvolvida atualmente pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), foi a nona prioridade para os entrevistados, com 23,62% dos votos.
Para Aílton Brasiliense, presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), o resultado reflete o “trauma permanente” vivido pelo motorista na cidade. “Nos últimos 50 anos, a prioridade foi sempre para obras viárias. É preciso pressionar vereadores e prefeitos para que o rumo dos investimentos mude.” Para Brasiliense, chama a atenção a falta de interesse para temas envolvendo pedestres. “O ônibus não passa dentro das salas das pessoas.”
Na saúde, garantir agilidade de agendamento foi apontado como a principal prioridade, com 75,24% dos votos. Em seguida, veio a ampliação da rede de unidades básicas, AMAs, prontos-socorros e hospitais.
Para o coordenador-geral da secretaria executiva da Rede Nossa São Paulo, Oded Grajew, esse resultado é reflexo do péssimo atendimento oferecido hoje.
Pesquisa do Ibope divulgada pela entidade em janeiro mostrou que o paulistano leva em média 61 dias para passar por uma consulta, 76 para realizar exames e 166 para ser submetido a procedimentos mais complexos. “Imagine alguém com um problema grave ficar esse tempo todo na espera. A situação é dramática.”
Segundo Grajew, saúde e trânsito aparecem como os principais problemas na avaliação dos paulistanos em outras pesquisas do movimento. Ele defende que essa percepção norteie as discussões na Câmara a partir de já.
Na proposta de Orçamento apresentada pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD), transportes é a quinta secretaria na ordem das verbas, com R$ 1,18 bilhão. Já saúde é a segunda, com R$ 5,58 bilhões.
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