Alckmin confirma nova estação do metrô
- 26 de maio de 2012 |
- 17h58 |
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Francisco Carlos de Assis
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, confirmou hoje que a inauguração da estação de metrô Adolfo Pinheiro deverá ocorrer no segundo semestre de 2013. A previsão foi feita durante visita do governador ao canteiro de obras da estação, que integra a linha 5-Lilás do metrô, na zona sul da capital paulista. Até então, o Metrô informava uma previsão de inauguração da estação Adolfo Pinheiro para o ano de 2013. Conforme as obras avançam, explica a assessoria, é possÃvel prever o perÃodo mais provável de inauguração.
A linha 5-Lilás, com inÃcio no Capão Redondo até o Largo Treze, passa por processo de expansão e deve ganhar mais 11 estações até 2015. Adolfo Pinheiro é a primeira no processo até a Chácara Klabin. Neste sábado, operários que iniciaram os trabalhos de expansão no extremo sul chegaram à futura estação.
O governador admitiu atrasos no cronograma das obras da Linha-5 do metrô, mas avaliou que agora estão “em ritmo intenso”. De acordo com ele, tanto os canteiros de obras já existentes quanto as desapropriações a serem feitas estão caminhando dentro do planejado. Além disso, o governador afirmou que já estão sendo comprados 26 novos trens para a linha Lilás, com seis vagões cada um, que começarão a ser entregues a partir do ano que vem.
O presidente do Metrô de São Paulo, Peter Walker, afirmou que o projeto da linha Lilás (Capão Redondo-Chácara Klabin), deve contribuir para desafogar a linha 4-Amarela (Butantã-Estação da Luz). Segundo ele, hoje a linha Lilás transporta 38 mil passageiros por dia, que têm de utilizar trens da CPTM até Pinheiros e a linha Amarela para acessar o centro da cidade. “Depois do projeto concluÃdo, os passageiros da zona sul acessarão o centro da cidade sem precisar recorrer à linha Amarela”, reduzindo o tempo de viagem.
A visita do governador a um canteiro de obra do metrô ocorre na mesma semana em que os metroviários realizaram uma greve, prejudicando cerca de quatro milhões de usuários diários do metrô e trens da CPTM. A greve ganhou contornos polÃticos porque, segundo Geraldo Alckmin, a paralisação teve caráter eleitoral.
Na visita de hoje, estava prevista a participação do pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB e ex-governador do Estado, José Serra. Na última hora, a assessoria do governo de São Paulo informou que o tucano cancelou a participação no evento. Alckmin foi acompanhado pela vice-prefeita de São Paulo, Alda Marco Antonio.
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Um quarto das casas longe da arborização
- 25 de maio de 2012 |
- 23h08 |
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Categoria: Administração, Meio ambiente
CAIO DO VALLE
Cerca de um quarto dos domicÃlios da cidade de São Paulo não tem árvores no entorno. É o que mostram dados do Censo 2010 divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE). A arborização deficiente pode levar ao aumento da temperatura e até mesmo piorar os nÃveis de estresse dos moradores.
É o que explica o ambientalista MaurÃcio Waldman, doutor em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP). “Na minha avaliação, falta de vegetação cria desconforto térmico e monotonia.â€
Segundo ele, embaixo da sombra de uma árvore em ambiente urbano durante um dia quente, a temperatura pode ser 4 graus menor do que fora dela.
Waldman também alerta que o poder público deveria se preocupar mais com a arborização das ruas propriamente e não só de parques e praças. “Costumam dizer que a cidade tem tantos metros quadrados de área verde por habitante, mas ninguém lembra de perguntar se são acessÃveis à s pessoas.â€
Como exemplo, ele cita o Parque Ecológico do Tietê, na zona leste. “Apesar de ser muito grande, não é tanta gente que vai até lá para desfrutar do verde. Esse verde não está, rigorosamente, presente no espaço cotidiano das pessoas. É preciso implantá-lo onde há moradias.â€
Waldman diz ainda que bairros como Itaquera, na zona leste, carecem de vegetação. “Outro dia passei por lá e no meu percurso eu só vi uma árvore. Era a única que existia no caminho.â€
Com 74,7% de seus domicÃlios próximos de árvores, São Paulo é apenas a nona colocada entre as capitais do PaÃs no quesito arborização, revela o IBGE. A campeã é Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, com 96,3% dos domicÃlios em pontos arborizados.
Depois, figuram Goiânia, em Goiás, com 89,3%, e Belo Horizonte, em Minas Gerais, e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, ambas com 82,7%.
Rampas
Outros dados do Censo 2010 revelam que em São Paulo só 9,1% das residências têm rampas para o acesso de cadeirantes em seu entorno. Além disso, 8% dos domicÃlios da capital ficam em vias onde não existem placas para a identificação do seu nome.
As calçadas, por sua vez, estão presentes no entorno de 92,6% das casas e prédios residenciais da cidade. Quando o assunto é pavimentação das vias, o Ãndice sobe para 96,3%. Já a iluminação pública está presente na vizinhança de 96,8% dos pontos de residência dos paulistanos. ::
Mercados municipais: nova cara para serem descobertos
- 25 de maio de 2012 |
- 23h07 |
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Categoria: Administração, Comportamento
LUISA ALCALDE
Os 15 mercados municipais da capital vão ganhar nova identificação visual. O objetivo da Prefeitura é padronizar as placas das fachadas para que os paulistanos saibam que nesses locais é oferecido esse tipo de serviço.
Um grupo da Supervisão Geral de Abastecimento de São Paulo (Abast) responsável pelos mercados e sacolões de São Paulo esteve reunido no inÃcio do mês com a diretora de paisagem urbana da SPUrbs, Regina Monteiro, para discutir como esse trabalho será elaborado.
“Muitas vezes, nem os moradores dos bairros em que eles ficam sabem que ali tem um equipamento desse tipoâ€, diz Regina. As novas placas serão chamarizes para mostrar que não é só o Mercado da Cantareira, ou Mercadão, no centro, que vende iguarias únicas. Os demais 14 mercados também estão cheios de curiosidades e produtos que só podem ser encontrados em seus boxes.
A maioria dos pontos é passada de pai para filho. E o atendimento personalizado é um dos diferenciais e que atrai tanta gente. A reportagem do Jornal da Tarde visitou esta semana dez mercados municipais do centro e das zonas sul, leste, oeste e norte e mostra o que encontrou: desde diferentes tipos de carnes e temperos a rodutos inusitados, como rapé produzido artesanalmente.
MERCADOS
O paulistano é convidado a viajar por meio de sabores, odores, texturas e cores assim que cruza os portões dos 15 mercados municipais da capital. Os boxes, na maior parte das vezes, são passados de pai para filho há gerações. Assim como receitas de famÃlias, só provadas nesses locais.
Cada um deles guarda peculiaridades, como o da Lapa, na zona oeste, o segundo mais movimentado da capital e que tem grande parte do público formado por nordestinos. Não à toa, também oferece uma variedade enorme de produtos do Norte e Nordeste.
“As pessoas que moram na periferia e são do Norte pegam o trem aqui na frente e aproveitam para levar os alimentos tÃpicos para fazer em casaâ€, afirma Cassiano de Oliveira, dono de um laticÃnio. O que ele mais vende? “Bolo de fubá de Pernambuco e requeijão baianoâ€, afirma.
Os clientes, completa Nelson Katsuragi, de 46 anos, dono da Peixaria São José, não se importam em levar – de trem – para casa siris e caranguejos vivos. “Vendo de 50 a 60 quilos todos os diasâ€, garante.
Do outro lado da cidade, o bairro Alto da Boa Vista, na zona sul, concentra um grande número de alemães que vieram trabalhar e morar em São Paulo. Caso do engenheiro Harro Wender, de 82 anos, que não passa uma semana sem ir ao Mercado de Santo Amaro para comprar produtos de sua terra natal.
A frequência dos imigrantes estrangeiros é tão grande que o também descendente de alemães Daniel Hollaender, dono do Penedo Frios e LaticÃnios, contrata aulas de alemão para as funcionárias se comunicarem com os fregueses. “No final de semana aqui vira ponto de encontro da colôniaâ€, comenta Hollaender.
Também na zona sul, o dono da Rotisserie Boccaricca, Vladimir Marchezin, de 60 anos, praticamente “nasceu†dentro do Mercado Municipal do Ipiranga. “Meu pai é um dos fundadores. Estamos aqui desde 1940. Meu berço muitas vezes foram as sacarias de feijão e arroz do empório que meu pai tinha aquiâ€, recorda-se ele.
No mesmo local, o Empório do Bacalhau guarda um “tesouroâ€: açafrão espanhol vendido entre R$ 50 a R$ 70 mil o quilo, afirma o especialista em temperos da casa, Gabriel Oliveira, de 24 anos. “Oferecemos embalagens com 0,3 grama por R$ 25 o pacoteâ€, diz.
Chefs de cozinhas renomados são clientes do Mercado de Pinheiros, garantem os funcionários dos boxes, como Vilson Cipriano da Silva. “Eles costumam vir à s quintas, sextas e sábadosâ€, diz ele, que tem preciosidades como a cachaça AnÃsio Santiago, da região de Salinas, Minas Gerais, por R$ 360 a garrafa. Ou ainda a Havana, por R$ 600. “Ainda não chegou, mas em breve teremosâ€, garante.
E como “um fuminho de corda não faz mal a ninguémâ€, nas palavras do balconista José Paulo, de 65 anos, a charutaria do Mercado de Pinheiros resiste ao tempo e existe naquele local desde 1971. “Nunca morreu ninguém por fumar cigarro de palha e cheirar rapéâ€, afirma. O fumo vem de Arapiraca, Alagoas. ::
Sangue está em falta há duas semanas
- 25 de maio de 2012 |
- 23h03 |
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Categoria: Saúde, Saúde Pública
A quantidade de sangue do tipo O negativo, considerado universal, pois pode ser recebido por qualquer pessoa, está abaixo do necessário nos principais bancos da cidade há pelo menos duas semanas, quando o JT mostrou que hospitais da capital estavam suspendendo cirurgias por falta de bolsas.
Anteontem, o Ministério da Saúde chegou a emitir um alerta sobre a redução nos estoques dos bancos de sangue de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Esses Estados são os que têm maior demanda por bolsas, pela concentração de serviços médicos, mas sofreram uma queda de até 40% em seus estoques em maio.
De acordo com a pasta, a situação pode se agravar ainda mais com a chegada dos meses mais frios e com a proximidade das férias escolares. Em julho costuma ocorrer uma redução de até 25% no número de doadores, segundo a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério.
Na Fundação Pró-Sangue, unidade da secretaria estadual de Saúde que abastece 128 hospitais da capital e da região metropolitana, os sangues O negativo e A negativo ainda estavam em nÃvel crÃtico ontem. Isso significa que a quantidade desses tipos sanguÃneos é suficiente para abastecer esses hospitais por, no máximo, dois dias.
No Hemocentro da Santa Casa de São Paulo, que fornece bolsas para nove hospitais da capital e região metropolitana, o estoque de sangue do tipo O negativo é o mais baixo também: tem atualmente de 20 a 30 bolsas – quase um terço das 70 bolsas que seriam necessárias. Outro problema é o estoque de plaquetas.
A obtenção desse componente do sangue exige um tipo diferente de doação, que leva cerca de uma hora – além disso, é preciso marcar hora. As plaquetas podem ser estocadas por apenas cinco dias.
Gripe é empecilho
A Santa Casa ressalta que o candidato a doador deve observar suas condições de saúde antes de comparecer aos postos. Ao longo desta semana, a instituição teve de recusar 29% dos voluntários. O Ãndice alto (o normal seria de, no máximo, 20%) pode ser explicado pelo elevado número de pessoas com sintomas de gripe.
Quem está gripado deve esperar sete dias após o término dos sintomas para fazer a doação. Já quem tomou a vacina de gripe deve aguardar 48 horas antes de comparecer ao banco de sangue.
Na semana passada, a instituição registrou, em média, 500 doações por dia. A quantidade, superior ao número ideal de doações diárias (que seriam 450), ajudou a reabastecer os estoques, que estavam ainda mais desfalcados.
No Banco de Sangue do Hospital São Paulo, que abastece também o Hospital do Rim, os sangues O negativo, A negativo e AB negativo ainda estão em falta. Mesmo assim, a quantidade é suficiente para atender emergências.Â
Mariana Lenharo
Zona sul já tem aluguel de bikes
- 24 de maio de 2012 |
- 23h37 |
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Categoria: Sem categoria
JULIANA DEODORO
Com 60 bicicletas, começou a funcionar, ontem, na Vila Mariana, zona sul da cidade, o projeto Bike Sampa. O sistema de locação de bicicletas feito em parceria com o Itaú inicia com seis pontos no bairro. Segundo a Prefeitura, até o fim do ano 100 estações estarão funcionando, contabilizando um total de mil bicicletas nas ruas da capital. Na cerimônia de inauguração, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) andou de bike.
O sistema é parecido com o que já existe no Rio de Janeiro desde o fim de 2011. O usuário deve se cadastrar no site do projeto www.bikesampa.com, e pagar R$ 10 como garantia. Os primeiros 30 minutos de uso não têm custo. Passado esse tempo, o ciclista paga R$ 5 para cada meia hora extra.
Segundo o secretário municipal de Transportes, Marcelo Branco, o sistema foi pensado para pequenos circuitos e deve contribuir para a circulação dos paulistanos pela cidade. “A ideia é interligar as bicicletas ao transporte público. Ele é voltado mais para a mobilidade e para o trabalho do que para o lazerâ€, afirmou.
A Vila Mariana foi escolhida como “bairro piloto†porque, segundo Branco, a região é mais restrita e tem uma proteção natural para os ciclistas. Na próxima fase, as estações serão instaladas nos bairros próximos à Avenida Paulista e, depois, na zona leste – o bairro ainda não foi definido.
Apesar de o projeto inicialmente se restringir a locais nobres da cidade, Kassab garante que ele não é elitista. “Todos vão ter acesso ao programa. Nas polÃticas públicas de mobilidade, a bicicleta tem prioridadeâ€, disse o prefeito.
Vantagens
O microempresário André D’Angelo, morador da Vila Mariana, leva os filhos André e Ana Lia, de 8 e 6 anos, para pedalar todos os dias nas ruas do bairro.
“Agora eles comem melhor, dormem melhor e vão mais tranquilos para a escola.†Dono de uma pizzaria em Pinheiros, ele conta que à s vezes vai de bike ao trabalho. “Os motoristas ainda não estão acostumados com os ciclistas, mas quanto mais bikes na rua, melhor. A cidade precisa de iniciativas como essa.â€
Para destravar a bike, o usuário cadastrado deve ligar para Central de Informações (11 4063-3111) ou fazer a solicitação por meio do aplicativo do projeto, gratuito e disponÃvel para Android e iPhone. ::
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