Governo de SP pode recuar sobre cálculo de pedágio
- 28 de maio de 2012 |
- 13h02 |
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Categoria: Administração, Transporte, Trânsito, Transporte
Caio do Valle
O governo de São Paulo pode recuar sobre a decisão de qual indexador de inflação  será usado para o reajuste dos pedágios, previsto para 1.º de julho. O secretário estadual de LogÃstica e  Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho, afirmou nesta segunda-feira, 28, que o Ãndice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) poderá voltar a definir o reajuste em vez do Ãndice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), eleito  no inÃcio do ano pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) como o indexador padrão para o reajuste das tarifas.
Historicamente, o IPCA, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE), é menor do que o IGP-M, aferido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No entanto, no acumulado entre abril de 2011 e abril deste ano, o IPCA ficou maior: 5,1% ante 3,65% do IGP-M. Caso a tendência continue em maio, o aumento das tarifas será mais alto se o governo mantiver a alteração com base no IPCA.
“Estamos estudando, fazendo projeções de um e de outro (indexador). Ou fazer um mix, ou uma compensação, ou aplicar o mais barato. Vamos dar uma olhada, direitinho, mas, em breve, vamos analisar. É tudo o que posso antecipar. Nós ainda estamos em uma fase de negociação”, disse Abreu Filho.
O plano original da Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) era usar o acumulado do IPCA entre junho do ano passado e maio de 2012 para fazer o cálculo do reajuste.
Não foi divulgada a data em que o governo se manifestará a respeito da possÃvel mudança do indicador. “Nós já solicitamos à Artesp que faça os estudos. Então, a Artesp vai fazer os estudos e depois vai ser definido”, disse o governador Geraldo Alckmin.
Sete contratos de concessão, assinados nos últimos três anos, já usavam o IPCA como fonte de cálculo para seus reajustes. Outros 12 contratos, assinados antes de 2008, previam que os reajustes deveriam ser feitos segundo o IGP-M.
Sem Parar
Alckmin também anunciou hoje mudanças no pagamento eletrônico nas rodovias do Estado. A partir de 15 de junho, não haverá mais taxa de adesão para o serviço Sem Parar. Antes, a taxa custava R$ 66,72 no pacote clássico. Haverá mudanças também nas mensalidades. Parte delas custará R$ 8. Antes, valiam até R$ 15,76.
As mudanças ocorreram após a abertura desse mercado. A partir de agora, a operadora DBTrans também passará a oferecer um serviço similar ao Sem Parar, com planos pré e pós-pagos. A previsão do governo é que em três meses o serviço esteja funcionando plenamente nos 144 pedágios de São Paulo.
A Artesp prevê que mais operadoras passem a compor esse segmento ainda neste ano.
Enem: nova regra triplica correção
- 27 de maio de 2012 |
- 23h33 |
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Categoria: Educação
PAULO SALDAÑA
As novas – e mais rigorosas – regras de correção das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cujas inscrições começam nesta segunda-feira, 28, e vão até 15 de junho, devem triplicar o número de textos que vão para o terceiro corretor, na comparação com o que ocorreu em 2011. A estimativa é de técnicos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação (MEC) responsável pelo exame.
Na última edição do Enem, 360 mil redações, cerca de 10% dos textos corrigidos, foram para uma terceira avaliação por causa de discrepância de mais de 300 pontos entre as duas primeiras correções, conforme previa a regra antiga. É a primeira vez que esse número é revelado.
Agora, esse limite de diferença entre as duas correções iniciais caiu para 200 pontos. A terceira leitura poderá ocorrer ainda em outra situação: se as notas de pelo menos um dos cinco critérios de avaliação dos textos tiver discrepância maior que 80 pontos entre as duas correções iniciais, mesmo que na nota geral a diferença seja inferior a 200.
Pelo novo modelo de correção, anunciado semana passada, haverá mais uma instância para averiguação. Se mesmo com a terceira correção persistir a discrepância de avaliação, a redação será relida, dessa vez por uma banca presencial de 3 membros.
Corretores
Com os novos critérios, mais de 1 milhão de redações devem ter mais de duas leituras, na previsão do Inep. O MEC já anunciou que as mudanças virão acompanhadas de um aumento de 40% no números de corretores para que todas as etapas consigam ser atendidas. A banca de corretores passará de 3 mil, como foi em 2011, para 4,2 mil profissionais.
Questiona-se, porém, se, mesmo com mais profissionais, o sistema dará conta de corrigir com qualidade no prazo necessário. Inep e MEC tentam, com as novas regras, acabar com as queixas em torno das notas de redação – situação que marcou as últimas duas edições do Enem.
SERVIÇO
> > Inscrições: de hoje a 15/06
Â
> > Taxa: R$ 35
Â
> > Isenção: alunos da rede pública
Â
> > Provas: 3 e 4/11, Ã s 13h
Â
> > Resultados: o gabarito sai em 7 de novembro e os resultados individuais, em 28 de dezembro
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Metrô fará obras de nova linha em 2013
- 27 de maio de 2012 |
- 22h34 |
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Categoria: Transporte, Trânsito
CAIO DO VALLE
O Metrô de São Paulo pretende iniciar no ano que vem a construção da Linha 15-Branca, que ligará a Vila Prudente, na zona leste, à s imediações da Rodovia Presidente Dutra, na zona norte. O primeiro trecho, com 4,6 km, terá quatro estações (Orfanato, Ãgua Rasa, Anália Franco e Vila Formosa) e deverá ficar pronto em 2017. A previsão foi divulgada na semana passada pela empresa, durante audiência pública do projeto. Trata-se de um prazo menor que o informado anteriormente – 2020 –, o que sugere uma tentativa de antecipar o inÃcio da operação do ramal.
Quando a primeira fase estiver concluÃda, 1,134 milhão de passageiros circularão pela linha diariamente. O número leva em conta a demanda da Linha 2-Verde e de uma futura extensão dela, ligando a Estação Vila Madalena a uma parada na Rua Cerro Corá, zona oeste. A Linha 15 será uma continuação da Linha 2 a partir da Vila Prudente. Ou seja, as pessoas percorrerão as duas no mesmo trem.
Por isso, o Metrô estuda mudar a denominação da Linha 15 antes da inauguração. Ela poderá se chamar Linha 2 e ser identificada pela cor verde. O mapa futuro da rede metroviária da Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos mostra o ramal desta forma.
A diretora de assuntos corporativos do Metrô, Alexandra Leonello Granado, disse que o decreto de desapropriações para a construção da Linha 15 será publicado pelo governo do Estado até o fim do ano. “A definição dos imóveis que serão desapropriados somente estará consolidada quando da conclusão do projeto básico (que já está em fase de elaboração).â€
Ainda de acordo com ela, a segunda fase da linha, com 8,7 km e oito estações (Guilherme Giorgi, Nova Manchester, Aricanduva, Penha, Penha de França, Tiquatira, Paulo Freire e Dutra), tem previsão de abertura em 2019. Nessa fase, o ramal do Metrô entre as estações Cerro Corá e Dutra carregará 1,718 milhão de passageiros por dia útil. O volume é quatro vezes maior do que o total de usuários que Linha 2-Verde transportava diariamente no ano passado.
Ao longo do trajeto, a Linha 15 terá seis terminais de ônibus. “O que já existe na Estação Penha (onde haverá conexão com a Linha 3-Vermelha) será adaptado para a incorporação da linhaâ€, disse Argimiro Alvarez Ferreira, gerente de concepção de projetos civis do Metrô. Os demais ficarão nas estações Ãgua Rasa, Vila Formosa, Tiquatira, Paulo Freire e Dutra.
Cerro Corá
A Linha 2-Verde também se expandirá para o oeste. Da Vila Madalena rumará para uma parada final na Rua Cerro Corá, com uma estação intermediária. Uma fonte do Metrô disse que essa extensão de 2,6 km é necessária para que a Linha 15-Branca funcione integralmente, sem que o intervalo dos trens seja afetado – equipamentos usados para manobra após Vila Madalena não seriam suficientes para a futura demanda.
Oficialmente, o Metrô só diz que o trecho integrará o projeto da Linha 20-Rosa (Lapa-Moema), com a qual a Cerro Corá se ligará.
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Ipiranga muda e enfrenta onda de violência
- 27 de maio de 2012 |
- 22h32 |
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Categoria: Geral
CAMILLA HADDAD
O Ipiranga não é mais o mesmo. Casarões antigos e pequenos estabelecimentos comerciais têm perdido espaço para novos prédios, lojas de grife, universidades, além do metrô. A mudança de perfil fez o tradicional bairro da zona sul da capital se tornar atraente para criminosos. Nos primeiros quatro meses deste ano, os roubos em geral e furtos e roubos de carros cresceram mais de 40% em relação a igual perÃodo do ano passado.
A sensação de insegurança ficou mais presente no dia 18, quando o Ipiranga registrou o seu primeiro latrocÃnio (roubo seguido de morte) neste ano. O aposentado Hélcio Augusto, de 67 anos, foi morto a tiros por ladrões que queriam seu Pajero. O assassinato foi em frente ao edifÃcio Palace Pierre Labatut, onde Augusto havia comprado um imóvel para morar com a famÃlia, na Rua Labatut.
Um outro assalto por pouco também não virou latrocÃnio dias antes: o consultor Fábio Akira, de 29 anos, foi baleado de raspão ao não entregar a moto em que estava, na Rua Brigadeiro Jordão. Ele e a namorada foram abordados em frente a um edifÃcio. A moto do rapaz é avaliada em R$ 30 mil.
O zelador do prédio, Marcos Nascimento, de 37 anos, foi quem ajudou a socorrer Akira. “Chamei a ambulância e, após o socorro, guardei a moto deleâ€, disse. O zelador perdeu as contas de queixas de assalto. Orienta os moradores a ter o máximo de cuidado na rua e ao estacionar o carro. “Outro dia levaram uma Strada de um moço. Tinha código, mesmo assim eles (bandidos) conseguiram abrir.â€
O setor de inteligência do 17.º Distrito Policial (Ipiranga) já identificou e mapeou os ‘hot spots’ (do inglês pontos quentes), que são os locais com maior incidência de delitos. As ruas – que não tiveram os nomes divulgados – serão alvos de uma megaoperação das polÃcias Civil e Militar. “Queremos flagrar os ladrões de carro, que é o nosso problema principalâ€, explica o delegado titular do 17.º DP, Evandro Luiz de Melo Lemos. A ideia é montar bloqueios.
Lemos esteve à frente da mesma delegacia de 2009 a 2010 e disse que, naquela época, os indicadores não eram alarmantes. “A média de carros roubados era de 26 por mês. Hoje, temos 45.†A explicação, segundo o delegado, pode estar ligada ao crescimento do bairro. “Aumentou o número de apartamentos, faculdades e temos estação de metrô, o que faz com que mais carros fiquem estacionados nas ruas e mais pessoas circulemâ€, observa.
A dona de uma papelaria há dez anos na Rua Agostinho Gomes está assustada. “Aqui eram lojas pequenas, de bairro mesmo. De um ano para cá surgiram lojas de grife, como essas que se vê na Oscar Freireâ€, comenta a comerciante, que não quer ter o nome divulgado. “Meu vizinho, dono de uma adega, fechou as portas por causa de assaltoâ€, lembra. Moradores dizem que até mudaram a rotina. “Todo dia a gente vê roubo da janela, sem poder fazer nadaâ€, afirma uma moradora, de 60 anos.
A dona de casa Elvira Santos, de 52, foi testemunha de um roubo a pedestre semana passada. “Fiquei traumatizada. Eram duas horas quando assaltantes em moto pararam e arrancaram a bolsa de uma menina.â€
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança do Ipiranga, Sérgio Yamada, confirma a mudança de perfil. “O Ipiranga era um lugar calmo. Com a chegada do metrô e prédios novos, os assaltos também aumentaram.†Segundo Yamada, faltam operações de abordagem na área. “Não está escrito na testa quem é bandido e quem não é. Precisamos de policiamento mais enérgico.â€
Uma das propostas do Conseg é fazer com que PMs de toda a região façam rondas em mais ruas, não só nas determinadas na Operação Delegada. A resposta para a reivindicação ainda não veio. A corporação não informou se irá redirecionar o policiamento.
Para o capitão da PM Cleodato Moisés, porta-voz do Comando de Policiamento da Capital, quando há melhora social de um bairro, ocorre aumento de crimes. “Ladrões preferem locais de grande movimento e com bom poder aquisitivo.†Dados do Sindicato da Construção Civil (Secovi-SP) mostram que 1.024 unidades surgiram no bairro, entre 2010 e 2012. Na Vila Leopoldina, na zona oeste, região com perfil semelhante, por exemplo, foram 988 apartamentos no mesmo perÃodo, mas os crimes não aumentaram.
DICAS
1 – Mantenha sempre sua atenção na rua, no metrô, no ônibus e em centros comerciais
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2 – Tenha especial atenção à s pessoas à sua volta. Lembre-se: os assaltantes valem-se principalmente do
fator surpresa e da desatenção para atacar suas vÃtimas
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3 – Desconfie de estranhos com conversa envolvente que tentem aproximação
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4 - Se o seu veÃculo for furtado ou roubado, não tente procurá-lo, ligue para o telefone 190 e forneça todas as
informações possÃveis, como caracterÃsticas dos assaltantes
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5 – Estacione o mais próximo possÃvel de seu destino
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6 – Procure estacionar sempre em condições de sair facilmente, caso surja algum problema
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7 – Se for obrigado a estacionar na via pública, procure fazê-lo em locais movimentados e bem iluminados. Não deixe objetos à vista. Guarde todos no porta-malas sempre que possÃvel
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bairro, Camilla Haddad, capital, criminosos, Ipiranga, zona sul
Recarga do bilhete único tem falhas
- 27 de maio de 2012 |
- 22h31 |
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Categoria: Transporte
BRUNO RIBEIRO E JULIANA DEODORO
Usuários do bilhete único têm enfrentado, diariamente, pelo menos uma falha no sistema de recargas do cartão nas estações de metrô. É comum encontrar o sistema com algum tipo de problema que impede o serviço. A saÃda, então, é comprar bilhetes comuns de metrô, que não dão desconto na integração com ônibus nem viagens gratuitas nos coletivos.
Só no primeiro trimestre deste ano, foram registradas 93 falhas no sistema de recarga, segundo o Metrô. E os números contam apenas as reclamações feitas pelos usuários. O Metrô não mantém fiscais para saber se as vendas são ou não realizadas. O número de queixas em 2012 já é 28% maior do que o primeiro trimestre de 2011.
Para o Metrô, a comparação entre os dois perÃodos fica prejudicada porque, de lá para cá, o número de pontos de recarga cresceu. “Deve-se considerar que houve, nesse novo modelo, um grande incremento na quantidade de equipamentos, sendo de 23 para 182 máquinas de autoatendimento e de 254 para 353 máquinas de recarga automática de vales-transporte e consulta de saldos, o que prejudica a comparação.â€
O número dos problemas, porém, pode ser maior: é que a subnotificação das queixas é grande. Na Estação Barra Funda, por exemplo, 50% dos entrevistados tiveram algum problema com a recarga, mas não procuraram o Metrô para se queixar.
Hoje, há 4 empresas contratadas pela companhia para fazer a venda dos créditos nas estações. Elas começaram a operar em novembro. Antes, o serviço era feito por uma outra terceirizada.
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