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Quarta-feira, 19 de Junho de 2013
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Operação Cracolândia vai a zona sul

Categoria: Administração, Comportamento, Justiça

ARTUR RODRIGUES

A Operação Cracolândia, iniciada em 3 de janeiro deste ano para combater o consumo e a venda de crack nas ruas do centro de São Paulo, será expandida para outras duas regiões da cidade. Os próximos endereços da ação ficam nos arredores da Avenida Jornalista Roberto Marinho, zona sul, e na Baixada do Glicério, centro.

A decisão foi revelada ontem pela secretária estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania, Eloisa Arruda. “Estamos identificando outros pontos e vamos enfrentá-los também do mesmo modo: polícia para traficante e tratamento de saúde e de assistência social para dependente”, disse Eloisa, responsável por coordenar a operação na esfera estadual.

De acordo com a secretária, a operação já está gradualmente em implementação na Roberto Marinho, na região do Brooklin, do Campo Belo e do Jardim Aeroporto. Eloisa contou que agentes de saúde e de assistência social têm agido na área. A Polícia Militar intervirá com objetivo de desbaratar a logística do tráfico de drogas. A secretária disse também que a ação no Glicério começará, “com certeza, neste ano”.

Antes da ação na cracolândia, com foco principal nas Ruas Helvétia e Dino Bueno, na Luz, o Glicério e os arredores da Roberto Marinho já concentravam viciados. As aglomerações, no entanto, cresceram após a ação repressiva da PM na Luz. O governo estadual afirmou não ter data para sair da cracolândia.

“Permaneceremos ali, não sei se meses ou anos. Nosso propósito é não deixar se instalar mais naquela região o que se chamava de cracolândia”, disse Eloisa.

Resposta
A secretária rebateu as críticas feitas pelo Ministério Público. O órgão entrou com ação contra o Estado, pediu indenização de R$ 40 milhões por danos morais coletivos e classificou a operação como um “fracasso completo”.

“Não há tempo suficiente para tachar a operação de fracassada. Diria que até o momento a operação teve bons resultados, na medida em que já conseguimos que mais de 700 pessoas aderissem ao tratamento”, disse Eloisa.

Questionada sobre o fato de poucos dependentes irem ao Complexo Prates, centro inaugurado pela Prefeitura para atender os viciados, Eloisa afirmou que é preciso mais tempo. Ela também disse achar “natural” que parte dos dependentes levados para clínicas tenha abandonado o tratamento. “A síndrome da abstinência é tratada com paliativos.”

Eloisa disse que a ação policial obteve êxitos. “Mais de 400 traficantes foram presos e 120 foragidos da Justiça, capturados.”

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