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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Novo Largo da Batata, agora, só em 2013

Categoria: Urbanismo

CAIO DO VALLE

Dois anos já atrasada em relação ao prazo original de entrega, a reforma do Largo da Batata, em Pinheiros, na zona oeste, deve acabar somente daqui a mais de um ano e meio, em 2013. É essa a nova meta estabelecida pela gestão Gilberto Kassab (PSD) para o término da requalificação urbana, iniciada em 2007. As melhorias incluem a construção de uma esplanada e de um terminal de ônibus.

Até lá, pedestres, comerciantes e moradores do entorno terão de conviver com calçadas esburacadas, lixo e entulho acumulados nos cantos dos tapumes e desníveis que interferem na mobilidade. Além disso, o aspecto urbanístico da área não é dos melhores: diversas construções antigas que serão demolidas seguem fechadas há bastante tempo.

A São Paulo Obras (SP Obras), ligada à Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, informou que a segunda etapa do projeto, orçada em R$ 146 milhões, começa a sair do papel neste mês, após a assinatura do contrato com o consórcio Carioca/Construbase, vencedor da licitação para tocar a reforma.

“Várias calçadas por aqui pioraram depois do início das obras, que estão paradas já há um bom tempo”, diz o garçom Alcimar Fernandes de Oliveira, de 37 anos, que passa todos os dias a pé pela Rua Fernão Dias para ir e voltar do trabalho. Anteontem, a reportagem viu várias pessoas preferindo andar pelo asfalto, perto dos carros, a ter de enfrentar a lama acumulada no passeio inacabado.

Na avaliação da jornaleira Lúcia Barreto, de 53 anos, que tem uma banca na Avenida Faria Lima, a maior dificuldade de quem passa pelo largo pela primeira vez é encontrar o ponto de ônibus certo. “O pessoal fica totalmente perdido porque as paradas são mal sinalizadas e não há placas nelas.”

A ausência de pontos de ônibus próximos aos acessos da Estação Faria Lima do metrô também gera complicações. “Quem sai do metrô tem que andar uns dez minutos e atravessar umas quatro faixas para chegar ao ponto de ônibus da avenida. É muito longe”, diz a doméstica Maria Marques, de 53 anos (leia mais abaixo).

De acordo com a São Paulo Transporte (SPTrans), existem 20 paradas provisórias de ônibus instaladas nas imediações do Largo da Batata. Quando a obra do terminal de ônibus na Rua Gilberto Sabino, ao lado da Estação Pinheiros do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), estiver pronta, 26 linhas que servem a região vão operar lá, trazendo “mais conforto e segurança”. Sob esse terminal, haverá uma garagem subterrânea com capacidade para 400 veículos.

A construção do terminal, que já havia sido iniciada, acaba em setembro do ano que vem, antes do restante da reforma do largo.

O engenheiro Jaime Waisman, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), explica que, quando a obra for finalmente concluída, haverá uma “expressiva melhoria” na qualidade urbana da região. “Até porque era uma área extremamente degradada, com bordéis, bocas de fumo e jogo do bicho. Isso tudo acabou sendo eliminado pelas obras. Então, provavelmente, vai acabar se tornando um cartão-postal.”

Para Waisman, outro aspecto importante do novo Largo da Batata – cujo projeto original data de 2002 – será o da melhor fluidez do trânsito na região. “Já foi feita uma série de intervenções no viário. Ali havia um problema sério, que era descontinuidade das ruas. Agora, vai haver, provavelmente, uma melhoria, inclusive pelo remanejamento dos ônibus para o terminal.”

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